23 outubro 2012

Da fúria

Não gosto de taxistas. Acho que é uma antipatia geral. Eles nunca cedem a prioridade. E estão sempre a apitar e/ou dar máximos. São seres rancorosos. Mas eu acabo por entender, de uma certa forma. A profissão deles é conduzir. Conduzir o dia todo, todos os dias, todas as semanas, todos os anos. E eu percebo que a fúria da estrada acabe por levar a melhor. Basta ver que isso acontece comigo, e eu apenas me desloco de e para o trabalho. Às vezes, fico tão furiosa que só me apetece bater nos outros condutores todos. Por isso, com eles passa-se o mesmo, mas vezes infinito. Então, quando algum taxista se põe a dar máximos feito parvo, sem grande razão, eu penso nisto e tento desculpá-lo e não o mandar lamber sabão.

3 comentários:

O Sexo e a Idade disse...

Mas às vezes não dá não é?
São mal educados e prepotentes na sua maioria!

Anónimo disse...

e chulo e trafulhas!

Ricardo Venturini disse...

A mim irritam especialmente quando fazem manobras parvas para apanhar/largar clientes, mas se for preciso quase que te agridem se fores tu a faze-las...

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