13 janeiro 2011

Da iliteracia

Não gosto de erros ortográficos. É uma coisa que me irrita extremamente e que, infelizmente, cada vez é mais vulgar. Em todo o lado aparece um 'gostas-te' ou 'depois combina-mos' ou 'estives-te' ou 'á algum tempo'. Não sei se é um problema educacional, se cada vez se ensina pior nas escolas, se é um problema de osmose, causado grandemente pela internet, ou se as pessoas são simplesmente burras. Sei que a maior parte dos erros mais comuns hoje em dia são coisas básicas, que se aprendem quando se aprender a ler e escrever, na escola primária, e não há qualquer desculpa para eles. Eu estudei na Faculdade de Letras e ficava especialmente chocada com colegas meus, que estudavam no ensino universitário, num curso de Línguas, e que não sabiam escrever. Acho um absurdo e deviam ser penalizados por isso. Uma história que se contava, que ainda hoje não sei se era mito ou realidade, era que o nosso professor de Linguística Portuguesa reprovou com zero uma rapariga que tinha escrito num exame, no campo da sua variante, 'Françês'. Caso tenha sido mesmo verdade, apoio incondicionalmente a sua decisão.

8 comentários:

Maya disse...

As pessoas não querem saber. Não são cuidadosas. Não têm brio. E isto é transversal a todas as áreas da sua vida.

kiss me disse...

Também estudei na Faculdade de Letras e acredita que tenho colegas que continuam a escrever "á 5 minutos", "comes-te" (como, mas é as unhas), "voçês" e outras coisa do género. E também achava muito bem que em qualquer faculdade, em qualquer curso os erros ortográficos fossemd escontados na nota.

SF disse...

eu concordo contigo e acho que muitas pessoas nem estão preocupadas em corrigir.
O exemplo que deste do "voçês" é flagrante...essa palavra está escrita em td o que é lugar, ou seja, quem escreve errado não fica a pensar "Hmm? afinal vocês não leva cedilha?" e isso...é enervante.

Enfim..

kitty disse...

muitos dos meus colegas não sabiam que é "há 5 minutos" que se usa e somente no 12º, já no final do ano, é que a professora lhes disse. Todos os professores tomam como dada essas lições, então não dizem nada nas aulas, a não ser quando descontam nos testes, é claro.

Sofia P. disse...

É extremamente enervante! No outro dia ouvi o José Rodrigues dos Santos dizer "requereu" no telejornal! O homem já escreveu uma carrada de livros e não sabe conjugar o verbo requerer?! argh!

Rafa disse...

@Sofia P., desculpa-me se me intrometo, mas a forma verbal "requereu" está correctíssima. O verbo "requerer" no passado conjuga-se: eu requeri, tu requereste, ele requereu, nós requeremos, vós requerestes, eles requereram.
Portanto, não é um verbo irmão de "querer", como eu quis, tu quiseste... Podes confirmar em qualquer dicionário de conjugação.

@Maat, agora é que vi o post principal, sobre os erros. Pelo que, pronto, tenho de te deixar o meu link: http://odisseando.blogspot.com/2010/10/bom-dia-o-meu-nome-e-rafaela-e-nao-dou.html


Um abraço.

Framboesa disse...

Eu dou erros de certeza absoluta...mas tenho também quase a certeza absoluta que não dou erros do tipo "á" sem "agá", ou os famosos "cês" com cedilha...

Rafa disse...

Maat, se tivesses aqui um endereço de e-mail qualquer no qual te pudesse contactar, escrevia-te agora uma bela piada.
Não tens e-mail do blogue? :)

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