06 abril 2011

Do atraso

Não gosto de atrasos. Estando nós em Portugal, já se sabe que é muito difícil que isto não aconteça. Faz parte do imaginário português, como os Descobrimentos, os pastéis de Belém e o Vinho do Porto, o fado e a saudade. É normal e, acho que podemos dizer, socialmente aceitável chegarmos atrasados seja onde for. Às aulas, a uma conferência onde somos oradores, a um jantar com amigos, ao trabalho. É um costume já tão entranhado nos nossos hábitos que se torna difícil inverter este comportamento. No entanto, não há coisa que me enerve mais. Acho uma falta de respeito imensa deixarem-me a secar, não tenho paciência para esperar mesmo. Porque há sempre qualquer coisa, ou é o trânsito, ou adormeceram, ou aconteceu um imprevisto e nunca nada começa a horas. Eu não vou dizer que sou perfeita e nunca me atraso, claro que me atraso de vez em quando, como toda a gente. Mas tento sempre chegar a horas aos meus compromissos e, se por acaso não vou conseguir mesmo chegar a tempo, tento chegar o mais rápido possível e aviso quem está à minha espera. Ontem fiquei mais de uma hora à espera de uma consulta e ninguém me veio sequer avisar que o médico estava atrasado e pedir desculpa pelo tempo todo que perdi. Nada, porque acha-se normal. E isso é que é preciso corrigir. Não é este o comportamento normal, normal é chegar a horas.

3 comentários:

offigsandpears disse...

Concordo contigo. Odeio que me deixem à espera e faço sempre os possíveis por chegar a horas. Se for preciso, saio de casa mais cedo. Nunca se sabe.
Mas isto sou eu, que sei que os imprevistos acontecem e que acho uma enorme falta de respeito fazer os outros esperar.

Cat disse...

É por causa da mania dos atrasos que com algumas pessoas tenho o hábito de dar uma margem de 15 a 30minutos. Se for para as 20h eu digo que é para as 19h30. É que só chegam mesmo ás 20h.

Espiral disse...

Eu sou pontual. E irritam-me as desculpas.

Eu prevejo essas coisas e não chego atrasada. Simples.

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