08 fevereiro 2011

Da proximidade

Não gosto que me cumprimentem com beijos. Há situações que acho aceitável, maioritariamente quando estamos com pessoas que não vemos há muito tempo ou com quem estamos poucas vezes. Agora quando aquelas pessoas com quem estamos todos os dias, às vezes mais que uma vez ao dia, vêm cumprimentar-me com dois beijos sempre, acho completamente desnecessário. Não sou assim tão adepta dos beijos, prefiro mil vezes o aperto de mão. É mais rápido, simples, continua a ser bem-educado e não exige tanta proximidade. É sempre a melhor escolha, porque dá para pessoas mais próximas ou para pessoas com não temos tanta confiança. Tipo aquelas situações em que vamos a um aniversário de alguém, onde estão dezenas de pessoas e não somos os primeiros a chegar e depois alguma pessoa mais incauta toma a iniciativa e, em vez de dizer um mero 'boa noite a todos!', começa a distribuir beijos e depois nós próprios temos de dar beijos a 43 pessoas. Não há paciência. Menos contacto, pessoas, menos!

8 comentários:

Este Blogue precisa de um nome disse...

:)
totalmente de acordo. aliás quando tenho mesmo que dar só dou um já por causa das coisas...

Bruno Martins disse...

Cara,

Não concordo nada.

Apesar da boca ser um local de concentração excessiva de germes, a verdade é que as pessoas tocam com a sua boca na face das outras e não se espera que depois a outra se ande a lamber para ingerir os tais germes. Já o aperto de mão... por onde terá andado aquela mão?
A coçar o rabo? os genitais?! nos corrimões dos centros comerciais (ou seja, rabos e genitais de milhares de pessoas)? e depois pegas no bolo com a mão com que o cumprimentaste (pois, não as lavamos sempre que cumprimentamos alguém...) e pimba zé gato. Germezinhos pela boquinha adentro.
Atentado à Saúde Pública o aperto de mão.
Cá para mim beijos com fartura e muito menos contacto de mãos. Mas isto são opiniões, claro.

bjs (sem contacto),
BM

Maat disse...

hmmmmmm, a razão de eu não gostar de beijos não é tanto a transmissão de germes mas sim a própria proximidade que considero desnecessária. ou se calhar sou eu que sou um bocado anti-social :)
mas com um cumprimento não só não temos de nos aproximar tanto da pessoa, como aquilo se despacha num instante. por exemplo aquelas situações em que estamos sentados todos à volta de uma mesa e chega alguém e anda ali à volta da mesa, as pessoas a levantarem-se e a porem-se por cima dos outros só para dar um beijo... tudo seria tão mais simples com um aperto de mão, ainda que carregado de germes :)

Framboesa disse...

Eu nem beijos, nem abraços nem nada...pq raio temos nós q andar a esfregar-nos em pessoas?(excepto qd queremos messsssmo esfregar?)..

Paulo disse...

Apoiado. E depois ainda nos chamam de anti-sociais, bahh pra eles!

Isabel disse...

Quando eu era criancinha e inocente limpava sempre a cara quando me davam beijos. Descaradamente. Depois uma pessoa cresce e aprende que esse gesto, limpar a cara em frente ao outro, é errado. Mas fiquei com a fama, pelo que muita gente sabe que eu não gosto de beijos.

PS: quando as pessoas estão à mesa a comer diz-se apenas bom dia/tarde/noite, o que for. Beijos nunca. Li em qualquer lado que é assim (e para mim faz todo o sentido).

Maya disse...

Completamente de acordo.

De resto, como em tudo, é uma questão de sensatez. Porquê forçar proximidade quando não a há?

Porquê obrigarem as pessoas a levantarem-se da mesa? Quando é este o caso, apenas beijo a minha mãe, pai, ou próximos, quando se encontram à mesa. E apenas aquele de quem estou mais próxima. Não sei se me fiz entender.

Então isso de beijos no trabalho, é do mais ... grrrrr. Infelizmente, apanho com uma ou outra assim. O sacrifício!, oh!

Miss Borboleta disse...

O melhor é... nada. Bom dia/tarde/noite ou olá e acabou-se. Então e quando nos vão beijar e encostam apenas a cara, não dando beijo nenhum, nem fazendo o som ( a maioria faz só o som, não encosta a boca ) continuando a falar?!?! Horror! Detesto!
Mas adoro vir aqui ler o teu blog, fico logo bem disposta :D concordo com a maioria do que dizes lol

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