22 janeiro 2014
Da razão
Não gosto de duvidar de mim e depois verificar que afinal estava certa. Note to self: acreditar sempre nos meus primeiros instintos.
Da brevidade
Não gosto que as pessoas assinem (os mails) com apenas uma letra. Em vez de assinarem Joana, Pedro ou Francisco, é ver os J, P ou F a pulularem. Como se fossem tão ocupados que nem tempo têm para escrever o nome todo. Ou então foi a moda dos blogs que passou para a vida real. Por alguma razão, sempre que vejo isto, lembro-me do McLovin (Superbad), em que os amigos lhe perguntam se ele pensa que é o Seal, por ter só um nome.
16 janeiro 2014
Da pausa
Não gosto de pessoas que acabam de pagar e ficam ali nas caixas, a incomodar. A meter o dinheiro no porta-moedas, a dobrar o talão com cuidado e a guardar na carteira, a meter o porta-moedas na carteira, a pegar nos sacos um a um e a distribuir o peso igualmente pelos dois braços, tudo com muita calma. Enquanto isso a pessoa que vem atrás está lá parada à espera, a pessoa da caixa não consegue registar os artigos porque não há espaço para os pousar e assim se desperdiçam tempos infinitos em nada. Será que as pessoas não reparam que está toda a gente à espera que vão embora para que o universo continue a funcionar? Aquilo parece-me sempre uma espécie de pausa no tempo, onde a vida fica suspensa, sem nada acontecer.
23 dezembro 2013
Da noção
Não gosto de parvoíces. E as pessoas irem para a porta do Pingo Doce pedirem cabazes é parvo. Escreverem no livro de reclamações por causa disto é parvo. Eu não gosto de discriminações nem de me sentir injustiçada em relação aos outros. Mas lá por terem dado um cabaz a um desempregado, não quer dizer que agora vão sustentar todas as pessoas que vivem mal. O Pingo Doce não é uma instituição de caridade. Não é porque as pessoas acham que eles deviam dar, que eles vão efectivamente dar alguma coisa. Esta crise é muito chata, porque para além de todas coisas más que trouxe (mais impostos, mais pobreza, mais dívidas, menos trabalho, etc.), trouxe também a falta de noção.
18 dezembro 2013
Da cusquice
Não gosto que as pessoas venham cá parar ao engano. A maior fonte de visitas deste blog é o Pedro Ribeiro. Mencionei num post que ele estava divorciado e namorava com a Inês Cordeiro e vêm sempre cá pessoas a parar à procura de mais novidades. Já que é assim, aproveito para anunciar aos mais distraídos que ele já não namora com a Inês, tenho mesmo saído uma notícia há pouco sobre queixas de violência entre o casal. Sinceramente, pelo que li, pareceu-me a situação típica de ele querer ver a filha, ela não deixar, envolverem-se numa discussão e chamarem a polícia. Não me parece ele lhe tenha dado porrada. Ou ela a ele. Mas isto sou só eu a especular, apenas sei o pouco que li. Para além de já não estar com a Inês, namora agora com outra moça da rádio, a Rita Rugeroni.
Da intensidade
Não gosto de cheiros muito intensos. Há dias comprei um ambientador daqueles tipo árvore de cartão da Ambipur. O cheiro era 'new car' - como não tenho dinheiro para um carro novo, gosto de tentar enganar-me a mim própria com o cheiro. Tirei o plástico todo porque não gosto de deixar o plástico a aborrecer-me e pendurei. No dia seguinte, o meu carro estava infestado a 'carro novo'. Sabem quando um cheiro é tão intenso que ficamos com o sabor na garganta? Foi o que aconteceu. Durante dois ou três dias andei com os vidros todos abertos, com chuva e frio, para ver se o cheiro ficava mais ameno. Melhor, tive de fumar no carro para ver se o cheiro do fumo disfarçava o 'carro novo'. Não resultou. Ao fim de três dias e de ter chegado a casa com o nariz praticamente todo inflamado e com dores, deitei aquilo fora. Não sei bem se comprei o tamanho para camioneta em vez de ligeiro, mas aquilo é demasiado potente para mim. De qualquer forma, gostava de congratular a Ambipur por terem feito o ambientador mais potente de todos os tempos.
Da prioridade
Não gosto de estar na fila do supermercado e que a pessoa da frente me diga para passar porque tenho poucas coisas. Sinto sempre que fico a dever favores a desconhecidos. Da última vez que só tinha uma coisa até fui procurar mais um item para levar, para ver se ninguém oferecia. Mas por azar fiquei atrás de um casal que tinha o carrinho cheio e insistiram bastante para que eu pasasse, apesar das minhas tentativas de recusar. Por outro lado, não me importo que alguém que tenha poucas coisas me peça para passar. Mas também não ofereço. O que também me chateia são pessoas com a mesma quantidade de coisas que eu pedem para passar. Aí, claro, digo que também tenho poucas coisas Como alguém disse, se alguém tiver uma emergência, não vai ao supermercado. Se vão, é porque têm tempo para ir. Se deixaram o carro em segunda fila, que o ponham mais longe num sítio a sério e usem as pernas para caminhar. E assim passam logo a ter mais tempo.
21 novembro 2013
Da intromissão
Não gosto que as pessoas se metam na minha vida. Basicamente, que dêem opiniões quando não é nada com elas. O que interessa às pessoas que eu gaste 100 euros nuns sapatos? Ou que fique um dia sem almoçar? A vida é minha, eu faço o que me apetecer. Percebo que algumas pessoas possam dizer coisas porque realmente se preocupam, mas outras é apenas para discordar com desdém das minhas atitudes. E isso aborrece-me imenso, até porque não pedi a opinião delas.
20 novembro 2013
Da informalidade
Não gosto da Empire. Nunca tinha comprado esta revista antes. Comprava de vez em quando a Premiere, para me manter a par das novidades cinematográficas. Esta semana comprei a Empire, porque era a única revista de cinema que havia disponível. E fiquei um pouco desiludida. Não digo que não tenha qualidade, mas não gostei do tom demasiado informal. Eu gosto de piadas e tal, mas acho que para uma revista é um pouco exagerado. Quando li uma entrevista a um actor qualquer (Jeff Goldblum acho, mas não tenho a certeza agora) e lhe perguntaram quão peludo era o seu cu, numa escala de 1 a 10 - sim, eles perguntaram mesmo isto - percebi que estavam a ir demasiado longe.
P.S.: E ainda por cima descobri agora que o filme L´écume des jours que eu queria ir ver e dizem estar em exibição já saiu de cartaz. Belo serviço informativo.
P.S.: E ainda por cima descobri agora que o filme L´écume des jours que eu queria ir ver e dizem estar em exibição já saiu de cartaz. Belo serviço informativo.
18 novembro 2013
Da solidão
Não gosto de pessoas que desprezam animais. Não consigo compreender. Pessoas que passam por animais abandonados, com fome, sozinhos, em mau estado por vezes, e não fazem nada. Eu percebo que não podemos ajudar todos os animais que vimos, mas acho estranho que não sintam pelo menos um pouco de compaixão. A mim parte-me o coração.
Da moda
Não gosto de programas de culinária. Está muito na moda tudo isto dos chefs e concursos de culinária e comida gourmet e pratos com uma gamba, um desenho com molho cor de rosa e uma folha de hortelã. Alguém me explica porque é que de repente cozinhar se tornou tão cool?
23 outubro 2013
Da espera
Não gosto de comprar coisas no ebay. Isto é muito giro, um gajo vê tudo e escolhe e compra e paga em casa, sem esforço. Mas depois é preciso esperar duas semanas para as coisas chegarem. Ah, a ansiedade...
Do excesso
Não gosto de pessoas tímidas. Ninguém gosta de pessoas que ficam vermelhas de cada que falamos para elas. Mas também não gosto de pessoas demasiado chatas. Pessoas que mal conhecemos e nos aborrecem com histórias variadas da sua vida, desde como ficaram a noite toda sem dormir porque o filho estava doente a como cozinham o seu bacalhau com natas e que temperos usam. Desde quando é que as pessoas passaram a ser tão extrovertidas que contam todos os detalhes da sua vida a pessoas que conhecem há três dias e não têm noção que ninguém está realmente a ouvir mas a pensar porque é que não se calam para sempre?
15 outubro 2013
Do esquecimento
Não gosto de ir ao supermercado e esquecer-me de alguma coisa. Às vezes ando dias a adiar, para não ir comprar só duas ou três coisas. Vou juntando coisas que são precisas, para depois trazer tudo junto. Chego ao supermercado e parece-me que está tudo, não falta nada. Chego a casa e... Oh pah, que merda! Falta o sabonete líquido. Não odeiam quando isto acontece? Mais ridículo é ainda quando esse item era o mais importante/foi o primeiro a ir para a lista de compras/praticamente só foram às compras por causa disso.
Do sono
Não gosto de adormecer. Até hoje, foram poucos os dias que adormeci de manhã, antes de ir trabalhar. Mas quando acontece fico mesmo desorientada. Não sei bem o que fazer e tento fazer tudo ao mesmo tempo, o que só atrapalha e me atrasa ainda mais. Tomo o pequeno almoço ou não tomo o pequeno almoço? Não, não tomo, vou já tomar banho. Ponho máscara no cabelo? É melhor, senão depois o cabelo fica todo torto. Que roupa levo? Não tenho tempo, a primeira coisa que aparecer. Ah, e preciso levar alguma coisa para comer, senão morro de fome. Rápido, um iogurte. Ok, já está. Não, falta a colher. Ok, já está. E uma bolsa para pôr isto, senão ainda rebenta como naquele dia e espalha-se tudo na carteira. Ok, já está, rápido. E lá vou eu, toda desorientada. Chego ao trabalho ainda sem saber bem o que me aconteceu, mesmo em cima hora, e fico mal disposta e com dores de cabeça o dia todo. Fogo, mais vale ficar chateada por acordar antes do despertador e acordar cedo. Raios.
Da emergência
Não gosto de ficar sem bateria no telemóvel. Não me preocupa muito o facto de alguém me querer ligar e não conseguir. Excepto em situaçoes mesmo graves, quem me ligou há 2 horas há-de voltar a ligar e ainda estar a tempo. O que me preocupa mais é se me acontecer alguma coisa, tipo ir na auto-estrada e furar um pneu ou ficar sem combustível. Como é que é depois? Antes dos telemóveis isto também acontecia e as pessoas safavam-se, eu sei. Mas é diferente hoje em dia. Até porque andaram a tirar muitos daqueles telefones de emergência, por isso ou alguém pára para me ajudar ou fico lá na berma até ter a sorte de passar uma das carrinhas da Brisa ou a polícia. O que é que se faz em situações destas?
Do tempo
Não gosto de esperar. Chateia-me muito esperar. Especialmente por pessoas que estão constantemente atrasadas. Adormecer é uma boa desculpa para se estar atrasado. Não digo boa desculpa no sentido de ser uma coisa que os outros facilmente acreditam. Digo boa desculpa no sentido de ser uma coisa realmente aceitável, caso tenha mesmo acontecido. Acontece a qualquer um, pronto. Mas atrasar-se porque ficamos a ver o resto da série ou da gala Big Brother parece-me muito reles. Deixar os outros à espera, a perderem horas de vida, porque nos apeteceu ver o programa até ao fim é chato. É muito chato para quem está à espera. Noto que com o passar dos anos cada vez tenho menos paciência para esperar. E também tenho mais cuidado para não deixar os outros à minha espera. Lembro-me sempre daquela frase: your time is precious, don't waste it.
Do egoísmo
Não gosto de pessoas que não usam guarda-chuva, mas que depois querem sempre abrigar-se. Pois, é muito bom não andar carregado com guarda-chuva. Mas é chato um gajo molhar-se. Se não gostam de andar com guarda-chuvas de um lado para o outro, mantenham-se fiéis às vossas escolhas e não andem a pedir aos outros para vos abrigarem. Se há coisa que me irrita, é ter de me molhar porque estou a abrigar idiotas que não usam guarda-chuvas. Eu também não gosto de andar carregada, mas se não me quero molhar, não tenho outro remédio. Pessoas abusadoras, é o que é.
08 outubro 2013
Do fim
Não gosto que o Breaking Bad tenha acabado. Agora não vejo nenhuma série com história. Eu divido as séries entre séries com episódios estanques, tipo CSI ou Modern Family, em que há uma história que começa e acaba no mesmo episódio, e as séries com uma linha narrativa, tipo o Breaking Bad, em que vamos assistindo ao evoluir da história ao longo de todos os episódios e a resolução é normalmente apenas no fim da série. Neste momento, já era a única que via deste tipo e agora que acabou só tenho comédias e police procedurals para ver. Era bom ter sempre alguma coisa por que ansiar à segunda à noite. Agora acabou-se. O Walter White morreu (isto era um spoiler) e não tenho nada para ver. Sinto-me sem rumo.
Da pobreza II
Não gosto de vender carros na internet. Mais uma vez a questão das vendas online. Já pus alguns anúncios no Standvirtual e às vezes as propostas que recebo de volta são de rir. Menos 1.000€ é certinho. Parece uma espécie de código, a primeira proposta é sempre menos 1.000€ do que o que pedimos originalmente, no mínimo. Uma vez chegaram a oferecer-me menos 2.500€. Really? Se eu quisesse oferecer carros, não punha anúncios na internet, ia à rua e dava a chave a quem me aparecesse à frente. E depois gosto daqueles que ligam e dizem 'ah, eu arranjei um igual mais barato'. Então se arranjou mais barato, compre esse e não me aborreça. Estamos a perder os dois tempo para quê? Ainda por cima, o Standvirtual é pago e bem pago; se eu quisesse pôr o anúncio num site de forretas, ia ao OLX que é de graça. Acho que as pessoas não devem ter mesmo noção. Ou pensam que todas as pessoas que vendem carros são lorpas ou então que estão todas com a corda ao pescoço. Não imaginam que a pessoa possa só querer vender o carro por um valor justo. Hã? Por um valor justo, pessoas.
Da pobreza
Não gosto das pessoas que têm anúncios no OLX. Uma pessoa é pobre e lida com pobres e já se sabe que não pode vir boa coisa daí. Então se as pessoas têm anúncios não é suposto responderem? Desisti de comprar coisas nesses sítios porque são poucas as pessoas que sabem fazer negócio. Mandamos um mail a perguntar se o item está disponível e demoram quatro dias para responder. Senhores, nesse tempo todo fiquei demasiado ansiosa e fui comprar novo a uma loja. Se o artigo não está disponível, simplesmente retirem o anúncio. É assim tão difícil?
Dos gestos
Não gosto de pessoas que nos aborrecem com gestos enquanto conduzem. Quer seja para nos dizer para andar mais rápido quer seja para andar mais devagar. Ou então temos também aquelas pessoas que fazem aquele gesto típico do 'passa por cima'. Senhores, se fosse para andarmos a passar mensagens uns aos outros enquanto conduzimos, o nosso carro vinha equipado com um placard electrónico, onde podíamos escrever o que queríamos transmitir. Como isso não acontece, não é suposto fazermos nada. A buzina serve para tudo, quer seja 'mexe-te' ou 'cuidado que me vais bater'. E temos também os máximos, que dão muito jeito para dar passagem a alguém. Mais do que isso é exagero. O único sinal que posso utilizar em último recurso é .|. quando alguém me chateia muito. Fora isso, não gosto de jogar à mímica enquanto conduzo.
03 outubro 2013
Do apetite
Não gosto de massagens. As duas vezes que comprei uma massagem, lembro-me que as iluminadas lá dos sítios me perguntaram porque queria fazer uma massagem. Não sei, mas acho que se estou a comprar uma massagem é porque quero e gosto, não? Ou estavam à espera que eu começasse a nomear a lista de males que me atormenta, tipo stress, insónias, dores nas costas e outros que tal? Lembro-me que achei aquilo demasiado mau. E na altura jurei não mais me meter noutra. Eu sei que não foi nada de mais, mais aborreceu-me extremamente. Claro que passaram alguns anos, eu esqueci-me e caí no erro de comprar uma massagem de novo. Mas lá veio a mesma pergunta: e porque é que quer fazer esta massagem? Não sei, é mesmo preciso dizer? Olhe, porque me apeteceu, pode ser?
Do compromisso
Não gosto de pessoas de profissões tradicionais. Quero com isto incluir todos os vidraceiros, carpinteiros, picheleiros, serralheiros, trolhas, marceneiros (e não, não sei qual é a diferença para os carpinteiros), pintores, electricistas, etc. Quero que todas as pessoas com estas profissões que dizem que vêm a nossa casa fazer alguma coisa e depois não aparecem nem ligam a avisar tenham uma morte dolorosa. Que todos os vossos clientes deixem de o ser e morram à fome. Eu sou uma pessoa relativamente desprendida do dinheiro, apesar de ter pouco. E por isso, em certas situações e quando o dinheiro que tenho me permite, prefiro pagar mais e ficar com alguém que é fiel aos compromissos do que esperar que os que fazem mais barato apareçam. Aliás, nada me daria mais satisfação do que aparecerem depois de duas semanas e eu dizer 'agora já não é preciso, demorou muito e entretanto já arranjei outra pessoa'. O problema é que essas pessoas não mais aparecem se não os pressionarmos e eu deixei-me disso. Se não aparece logo, nada como ligar para outro.
Da interrogação
Não gosto de pessoas que fazem perguntas idiotas. Perguntas idiotas são perguntas básicas. Perguntas que só fazem porque querem dar nas vistas. Pessoas que nos maçam com o óbvio. Acham mesmo que alguém vos vai dar algum tipo de crédito por fazerem perguntas para as quais toda a gente sabe a resposta? Não, não vão parecer mais interessantes. Vão apenas parecer burros e irritantes.
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