23 outubro 2013

Do excesso

Não gosto de pessoas tímidas. Ninguém gosta de pessoas que ficam vermelhas de cada que falamos para elas. Mas também não gosto de pessoas demasiado chatas. Pessoas que mal conhecemos e nos aborrecem com histórias variadas da sua vida, desde como ficaram a noite toda sem dormir porque o filho estava doente a como cozinham o seu bacalhau com natas e que temperos usam. Desde quando é que as pessoas passaram a ser tão extrovertidas que contam todos os detalhes da sua vida a pessoas que conhecem há três dias e não têm noção que ninguém está realmente a ouvir mas a pensar porque é que não se calam para sempre?

15 outubro 2013

Do esquecimento

Não gosto de ir ao supermercado e esquecer-me de alguma coisa. Às vezes ando dias a adiar, para não ir comprar só duas ou três coisas. Vou juntando coisas que são precisas, para depois trazer tudo junto. Chego ao supermercado e parece-me que está tudo, não falta nada. Chego a casa e... Oh pah, que merda! Falta o sabonete líquido. Não odeiam quando isto acontece? Mais ridículo é ainda quando esse item era o mais importante/foi o primeiro a ir para a lista de compras/praticamente só foram às compras por causa disso.

Do sono


Não gosto de adormecer. Até hoje, foram poucos os dias que adormeci de manhã, antes de ir trabalhar. Mas quando acontece fico mesmo desorientada. Não sei bem o que fazer e tento fazer tudo ao mesmo tempo, o que só atrapalha e me atrasa ainda mais. Tomo o pequeno almoço ou não tomo o pequeno almoço? Não, não tomo, vou já tomar banho. Ponho máscara no cabelo? É melhor, senão depois o cabelo fica todo torto. Que roupa levo? Não tenho tempo, a primeira coisa que aparecer. Ah, e preciso levar alguma coisa para comer, senão morro de fome. Rápido, um iogurte. Ok, já está. Não, falta a colher. Ok, já está. E uma bolsa para pôr isto, senão ainda rebenta como naquele dia e espalha-se tudo na carteira. Ok, já está, rápido. E lá vou eu, toda desorientada. Chego ao trabalho ainda sem saber bem o que me aconteceu, mesmo em cima hora, e fico mal disposta e com dores de cabeça o dia todo. Fogo, mais vale ficar chateada por acordar antes do despertador e acordar cedo. Raios.

Da emergência

Não gosto de ficar sem bateria no telemóvel. Não me preocupa muito o facto de alguém me querer ligar e não conseguir. Excepto em situaçoes mesmo graves, quem me ligou há 2 horas há-de voltar a ligar e ainda estar a tempo. O que me preocupa mais é se me acontecer alguma coisa, tipo ir na auto-estrada e furar um pneu ou ficar sem combustível. Como é que é depois? Antes dos telemóveis isto também acontecia e as pessoas safavam-se, eu sei. Mas é diferente hoje em dia. Até porque andaram a tirar muitos daqueles telefones de emergência, por isso ou alguém pára para me ajudar ou fico lá na berma até ter a sorte de passar uma das carrinhas da Brisa ou a polícia. O que é que se faz em situações destas?

Do tempo

Não gosto de esperar. Chateia-me muito esperar. Especialmente por pessoas que estão constantemente atrasadas. Adormecer é uma boa desculpa para se estar atrasado. Não digo boa desculpa no sentido de ser uma coisa que os outros facilmente acreditam. Digo boa desculpa no sentido de ser uma coisa realmente aceitável, caso tenha mesmo acontecido. Acontece a qualquer um, pronto. Mas atrasar-se porque ficamos a ver o resto da série ou da gala Big Brother parece-me muito reles. Deixar os outros à espera, a perderem horas de vida, porque nos apeteceu ver o programa até ao fim é chato. É muito chato para quem está à espera. Noto que com o passar dos anos cada vez tenho menos paciência para esperar. E também tenho mais cuidado para não deixar os outros à minha espera. Lembro-me sempre daquela frase: your time is precious, don't waste it.

Do egoísmo

Não gosto de pessoas que não usam guarda-chuva, mas que depois querem sempre abrigar-se. Pois, é muito bom não andar carregado com guarda-chuva. Mas é chato um gajo molhar-se. Se não gostam de andar com guarda-chuvas de um lado para o outro, mantenham-se fiéis às vossas escolhas e não andem a pedir aos outros para vos abrigarem. Se há coisa que me irrita, é ter de me molhar porque estou a abrigar idiotas que não usam guarda-chuvas. Eu também não gosto de andar carregada, mas se não me quero molhar, não tenho outro remédio. Pessoas abusadoras, é o que é.

08 outubro 2013

Do fim

Não gosto que o Breaking Bad tenha acabado. Agora não vejo nenhuma série com história. Eu divido as séries entre séries com episódios estanques, tipo CSI ou Modern Family, em que há uma história que começa e acaba no mesmo episódio, e as séries com uma linha narrativa, tipo o Breaking Bad, em que vamos assistindo ao evoluir da história ao longo de todos os episódios e a resolução é normalmente apenas no fim da série. Neste momento, já era a única que via deste tipo e agora que acabou só tenho comédias e police procedurals para ver. Era bom ter sempre alguma coisa por que ansiar à segunda à noite. Agora acabou-se. O Walter White morreu (isto era um spoiler) e não tenho nada para ver. Sinto-me sem rumo.

Da pobreza II

Não gosto de vender carros na internet. Mais uma vez a questão das vendas online. Já pus alguns anúncios no Standvirtual e às vezes as propostas que recebo de volta são de rir. Menos 1.000€ é certinho. Parece uma espécie de código, a primeira proposta é sempre menos 1.000€ do que o que pedimos originalmente, no mínimo. Uma vez chegaram a oferecer-me menos 2.500€. Really? Se eu quisesse oferecer carros, não punha anúncios na internet, ia à rua e dava a chave a quem me aparecesse à frente. E depois gosto daqueles que ligam e dizem 'ah, eu arranjei um igual mais barato'. Então se arranjou mais barato, compre esse e não me aborreça. Estamos a perder os dois tempo para quê? Ainda por cima, o Standvirtual é pago e bem pago; se eu quisesse pôr o anúncio num site de forretas, ia ao OLX que é de graça. Acho que as pessoas não devem ter mesmo noção. Ou pensam que todas as pessoas que vendem carros são lorpas ou então que estão todas com a corda ao pescoço. Não imaginam que a pessoa possa só querer vender o carro por um valor justo. Hã? Por um valor justo, pessoas.

Da pobreza

Não gosto das pessoas que têm anúncios no OLX. Uma pessoa é pobre e lida com pobres e já se sabe que não pode vir boa coisa daí. Então se as pessoas têm anúncios não é suposto responderem? Desisti de comprar coisas nesses sítios porque são poucas as pessoas que sabem fazer negócio. Mandamos um mail a perguntar se o item está disponível e demoram quatro dias para responder. Senhores, nesse tempo todo fiquei demasiado ansiosa e fui comprar novo a uma loja. Se o artigo não está disponível, simplesmente retirem o anúncio. É assim tão difícil?

Dos gestos

Não gosto de pessoas que nos aborrecem com gestos enquanto conduzem. Quer seja para nos dizer para andar mais rápido quer seja para andar mais devagar. Ou então temos também aquelas pessoas que fazem aquele gesto típico do 'passa por cima'. Senhores, se fosse para andarmos a passar mensagens uns aos outros enquanto conduzimos, o nosso carro vinha equipado com um placard electrónico, onde podíamos escrever o que queríamos transmitir. Como isso não acontece, não é suposto fazermos nada. A buzina serve para tudo, quer seja 'mexe-te' ou 'cuidado que me vais bater'. E temos também os máximos, que dão muito jeito para dar passagem a alguém. Mais do que isso é exagero. O único sinal que posso utilizar em último recurso é .|. quando alguém me chateia muito. Fora isso, não gosto de jogar à mímica enquanto conduzo.

03 outubro 2013

Do apetite

Não gosto de massagens. As duas vezes que comprei uma massagem, lembro-me que as iluminadas lá dos sítios me perguntaram porque queria fazer uma massagem. Não sei, mas acho que se estou a comprar uma massagem é porque quero e gosto, não? Ou estavam à espera que eu começasse a nomear a lista de males que me atormenta, tipo stress, insónias, dores nas costas e outros que tal? Lembro-me que achei aquilo demasiado mau. E na altura jurei não mais me meter noutra. Eu sei que não foi nada de mais, mais aborreceu-me extremamente. Claro que passaram alguns anos, eu esqueci-me e caí no erro de comprar uma massagem de novo. Mas lá veio a mesma pergunta: e porque é que quer fazer esta massagem? Não sei, é mesmo preciso dizer? Olhe, porque me apeteceu, pode ser?

Do compromisso

Não gosto de pessoas de profissões tradicionais. Quero com isto incluir todos os vidraceiros, carpinteiros, picheleiros, serralheiros, trolhas, marceneiros (e não, não sei qual é a diferença para os carpinteiros), pintores, electricistas, etc. Quero que todas as pessoas com estas profissões que dizem que vêm a nossa casa fazer alguma coisa e depois não aparecem nem ligam a avisar tenham uma morte dolorosa. Que todos os vossos clientes deixem de o ser e morram à fome. Eu sou uma pessoa relativamente desprendida do dinheiro, apesar de ter pouco. E por isso, em certas situações e quando o dinheiro que tenho me permite, prefiro pagar mais e ficar com alguém que é fiel aos compromissos do que esperar que os que fazem mais barato apareçam. Aliás, nada me daria mais satisfação do que aparecerem depois de duas semanas e eu dizer 'agora já não é preciso, demorou muito e entretanto já arranjei outra pessoa'. O problema é que essas pessoas não mais aparecem se não os pressionarmos e eu deixei-me disso. Se não aparece logo, nada como ligar para outro.

Da interrogação

Não gosto de pessoas que fazem perguntas idiotas. Perguntas idiotas são perguntas básicas. Perguntas que só fazem porque querem dar nas vistas. Pessoas que nos maçam com o óbvio. Acham mesmo que alguém vos vai dar algum tipo de crédito por fazerem perguntas para as quais toda a gente sabe a resposta? Não, não vão parecer mais interessantes. Vão apenas parecer burros e irritantes.

Da celebração II

Não gosto de dar prendas. Já que estamos nisto dos aniversários, isso das prendas é outro assunto que me enerva. Nesta altura da minha vida, dou prendas regularmente a poucas pessoas - poucas, mas boas e com coração. A todas as outras chateia-me dar prendas. Porque não as conheço assim tão bem e não sei o que comprar, porque não me apetece gastar dinheiro com pessoas que também não me dão prendas... Mas depois temos as crianças. Agora toda a gente tem crianças. E se é fácil não dar nada aos pais, quando até combinamos que acabou isso das prendas e não se gasta mais dinheiro, é sempre chato não dar nada às crianças. Primeiro, porque as próprias crianças estão à espera - claro, eu também estaria - e depois porque os pais podem não dizer nada mas levam a mal. Mas e eu, que não tenho crianças? Ando só a derreter dinheiro em livros e bonecada para dar aos filhos dos outros? Humpf!

Da celebração

Não gosto de festas de anos. As pessoas insistem em fazer festas de anos. Isso tem piada até ali ao fim da adolescência. Depois disso chega. Estou farta de ser convidada para ir comer bolo, com uma data de gente que não conheço e ter de ficar acordada até tarde quando só quero dormir. Se calhar mesmo mal, nem gosto do bolo que é praí de chocolate. E ainda temos de gastar dinheiro com prendas que as pessoas depois vão encostar a um canto ou recicar e dar a outras pessoas nos anos. E ok, podem dizer que é fácil fugir, eu que não vá. Pois, mas e as pessoas aceitarem um não? Oh anda, anda lá, vais cedo embora, é só comer uma fatia de bolo... Quase que nos suplicam. Quem me dera que todos os meus amigos fossem Jeovás, assim nem se lembravam que faziam anos.

19 julho 2013

Da repetição

Não gosto de pessoas que falam sobre o tempo. Eu sei que já falei sobre isto há pouco tempo, mas quer dizer, se as pessoas se repetem todos os dias, eu também me posso repetir uma vez por mês. Todas as pessoas do mundo andam obcecadas com o tempo. É a única conclusão a que eu posso chegar. Toda a gente fala do tempo. Até nos telejornais há reportagens inúteis sobre o tempo. Tempo, em todo o lado, a toda a hora. E esta osciaçlão de temperaturas é ainda mais lenha para a fogueira. Sempre que ouço alguém falar de sol, chuva, frio ou calor, a única coisa que me vem à mente é que apenas as pessoas desinteressantes falam do tempo. Não havia uma frase qualquer do Oscar Wilde parecida com isto?

18 julho 2013

Do entusiasmo

Não gosto da Optimus. Gosto, é mentira, claro. Senão não era cliente deles. Mas há um fenómeno muito engraçado que todos os meses acontece. Começa a aproximar-se a data de carregamento. Cinco ou seis dias antes mandam uma mensagem, muito prestáveis, a avisar que dentro de cinco dias termina o prazo para carregar. Se não carregarmos, dois dias antes mandam outro less frienly reminder a dizer que o prazo se aproxima e que temos de carregar o telemóevel. Nota-se um tom bem menos amigável do que na primeira mensagem. Quando as pessoas insistem em ser teimosas não fazer o que eles pedem tão carinhosamente e não carregam até ao último dia, recebem apenas uma mensagem seca e quasi ameaçadora a dizer 'carrega hoje ou ficas impedido de realizar chamadas'. Agora até espero pelo último dia, só para ir vendo a diminuição de entusiasmo nas mensagens que mandam.

17 julho 2013

Da fama

Não gosto de chocolate. Já falei disso aqui. Também não gosto de bacalhau. Ou de vinho. Como detesto vinho. Penso que também já foi tema de um post. Nunca me lembraria eu que alguém, um dia, faria uma reportagem sobre este assunto. Mas vão fazer, no Você na TV. Fui contactada por uma reporte. Não para ir lá (vá, sou popular mas não tanto ainda), mas para saber se teria contactos de alguém que tenha este tipo de aversões. Por isso, é a vossa oportunidade. Quem não conseguir comer algum tipo de alimento/bebida e estiver interessado em participar no programa, por favor envie-me um email para o mail ali do lado e eu enviarei os contactos da reporter. Depois poderão combinar com ela e confirmar se o vosso perfil se adequa. São os vossos 15 minutos de fama à distância de um mail. Vá, mandem mail e depois avisem a vossa família que vão conhecer o Goucha à televisão!

21 junho 2013

Da distracção

Não gosto de ver televisão. Mas às vezes, enquanto faço a cama, por exemplo, ligo o aparelho e deixo estar, para ter luz e som. Este fim de semana, enquanto arrumava umas coisas no quarto liguei e... quem é que me aparece, sem eu contar? O Vasco Palmeirim. Sábado ou domingo à noite, na SIC ou na TVI, não memorizei. Também não interessa. Quer dizer, se calhar interessa, para saber em que canal e a que horas devo evitar ligar a televisão. Desde quando é que o anão tem um programa na tv?! Estive ali uns minutos a olhar para aquilo, entre o incrédula e o enjoada, e constatei o óbvio. Ele não me parece ter jeitinho nenhum para aquilo. Se na rádio é iritante, na televisão muito pior. Geez, será que não havia mais ninguém disponível ou foi uma escolha consciente? Either way, muito má escolha.

20 junho 2013

Da esperança

Não gosto de spam. Mas semana passada, quando finalmente abri o mail que está ali ao lado, e vi 16 mensagens novas... wow! Pensei imediatamente: já tenho dezenas de anti-fãs, que me andam a mandar hate mail. Mas não. Era spam. Só se aproveitavam dois. E desculpem mais uma vez a resposta super tardia. Mas devem compreender. Ninguém me manda mails, é fácil esquecer-me que tenho esse e-mail. Por segundos, todo aquele spam deu-me alguma esperança. Depois vai-se a ver e apenas tinha ganho milhões de libras. Mea culpa, que não fui a tempo para reclamar o prémio.

19 junho 2013

Da simpatia II

Não gosto de ir à Zara. Se a Body Shop peca por excesso de atenção, na Zara somos sistematicamente desprezados pelos funcionários. Primeiro, é a árdua tarefa de encontrar um funcionário. Depois de finalmente conseguirmos visualizar um, até chegarmos a ele, o seu radar entra em acção e foge antes que o consigamos alcançar. Porque claramente eles estão fartos de atender clientes. Quando vizualizamos outro, lá vamos nós a correr pela loja fora. Chegamos até ele e dizemos, com o nosso melhor sorriso, até porque já desconfiámos que ele vai ser mau para nós 'Bom dia! Tem este casaco em M?'. Há apenas dois resultados para isto: 1) 'só temos o que está exposto' (assunto dissecado anteriormente neste post) ou então 2) vou verificar. E desaparecem para sempre por uma porta dos fundos. Quando já desistimos de ver a pessoa de novo, eis que aparece e nos diz finalmente 'não, só temos o que está exposto'. Senhores e senhoras da Zara, um bocadinho mais de simpatia e disponibilidade, vá. E não fujam dos clientes, nós não vos queremos fazer mal. Queremos só peças nos tamanhos certos para nós, tá?

18 junho 2013

Da simpatia I

Não gosto de ir à Body Shop. Eu adoro a Body Shop. Gosto da maioria dos produtos. Gosto da vertente social e especialmente do facto de não testarem em animais (apesar de terem sido comprados pela L'Óreal). São coisas que me inspiram confança, pronto. Mas detesto ir às lojas. E perguntam vocês porquê, já que eu gosto tanto dos produtos deles. Ora, quem já pôs os pés numa loja Body Shop de certeza que sabe. As funcionárias não nos deixam em paz. Mas nem um segundo. Entramos e dizemos logo 'estou só a ver' depois de nos abordarem. Mas elas não ficam satisfeitas. Elas vêem-nos pegar num produto qualquer e lá vêm elas explicar o que é, para que serve, blabla. Quando nós até só queremos cheirar. Não vou continuar a descrever, porque isto repete-se enquanto estamos na loja e vamos andando de produto em produto. Sempre, sem nós pedirmos nada. Depois se decidimos comprar alguma coisa, a situação complica-se ainda mais. Primeiro, há sempre alguma promoção que nos tentam impingir. Não, não quero, obrigada. E quer um saco feito por crianças de um qualquer país desenvolvido (desculpem, não estou a menosprezar, eu é que desligo quando elas vêm com esta conversa)? Não, já tenho um obrigada. E já conhece o nosso cartão? Já, sim. E tem? Não, não quero obrigada. E não quer levar este bálsamo de lábios que custa apenas 3€? Não, queria só pagar e sair daqui rápido antes que comece a partir tudo! Gostava tanto que elas fossem menos colas. Gostava de poder andar lá uma tarde inteira e não ter ninguém a perseguir-me e a explicar-me coisas que eu não quero saber. Gostava de cheirar todos os cremes sem me mostrarem a linha completa dos produtos. Gostava de ver tudo em paz, pronto. E se precisasse de ajuda, aí então eu pedia. Eu achava que ja tinha falado isto aqui no blog, porque isto é uma coisa que me enerva há vários anos. Aliás, deixei mesmo de frequentar a Body Shop durante mais de um ano porque me cansei muito muito disto. Depois comecei a ir lá a medo, só quando via que as funcionárias estavam todas ocupadas é que entrava e quando via uma a vir na minha direcção fugia. É pena, porque eles realmente têm bons produtos e, apesar de serem um pouco mais caros do que os de supermercado, acho que valem a pena, pela qualidade e pelo background. Por isso, não deixem que este relato vos impeça de irem às lojas. Vamos apenas tentar mudar a política deles no que toca a atender os clientes. Por favor, menos simpatia!

13 junho 2013

Dos empréstimos

Não gosto de emprestar canetas (ou lápis/lapiseiras/todo esse material de escrita). E porquê? A primeira e mais óbvia razão é que a maioria das vezes nunca mais nos lembramos de as pedir de volta nem as pessoas se lembram de as devolver. E então ficamos com menos uma caneta. A segunda, e talvez um pouco mais grave para mim, é que eu tenho o hábito de meter a caneta na boca. Como a maioria das pessoas tem, aliás. Não costumo roer, apenas meter na boca. E como as outras pessoas também fazem isso, quase nunca se lembram que a caneta que têm em seu poder não é delas, e metem-na na boca também. E depois quando nos devolvem... Bem, vocês perceberam. Tem de ir para o lixo (se estiver roída, é a única opção). Ou então ser desinfectada com lixívia e álcool. Por isso, a minha estratégia é nunca ter canetas a mais.

12 junho 2013

Do esquecimento

Não gosto de antenas dos carros. Sim, aquilo dá imenso jeito se se ouvir rádio (não é o meu caso). Por exemplo aqui no Porto, se formos na VCI sem antena, são poucas as estações que se apanham (ou então era do meu rádio). Então é bom ter antena. Até porque é uma peça que vem com o carro de origem, por iso temos direito a ela. O problema é que são sempre roubadas. As antenas que dão para tirar não duram muito tempo nos carros. Com o primeiro carro que tive costumava tirar sempre a antena quando deixava o carro lá fora. O único dia que me esqueci da puta da antena claro que foi quando ma roubaram. Estacionei o carro ao final da tarde praticamente à porta de casa e depois do jantar quando regressei já não havia antena para ninguém. Com o carro seguinte já não fui tão cuidadosa, tirava apenas em situações extraordinárias. Mas, claro, o único dia que me esqueci de a tirar, na noite de S. João, roubaram-ma. Neste carro não me fez tanta diferença, tenho leitor de CDs e as únicas vezes que ouço rádio são os segundos em que mudo de CD. Mas no outro carro costumava ouvir rádio às vezes, porque apenas tinha leitor de cassetes. Os carros melhores, e lembro-me agora apenas dos BMW mas de certeza que há outros, têm as antenas incorporadas. Têm aquela pequena barbatana de fora, mas não é amovível, e então não é susceptível de roubo. Porque é que os restantes fabricantes não adoptam o mesmo método? Não me parece que façam dinheiro à custa de antenas. Pelo menos eu nunca comprei uma antena substituta.

11 junho 2013

Da simplicidade

Não gosto de comer de faca e garfo. Adoro pratos que se possam comer só com o garfo. Tipo massa ou bacalhau à bràs ou arroz de camarão. O que faço às vezes com coisas que realmente têm de ser cortadas, é o mesmo procedimento que se segue para as crianças. Parto tudo logo em bocados pequenos e depois uso apenas o garfo para comer. Abaixo as facas!
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