20 junho 2013
Da esperança
Não gosto de spam. Mas semana passada, quando finalmente abri o mail que está ali ao lado, e vi 16 mensagens novas... wow! Pensei imediatamente: já tenho dezenas de anti-fãs, que me andam a mandar hate mail. Mas não. Era spam. Só se aproveitavam dois. E desculpem mais uma vez a resposta super tardia. Mas devem compreender. Ninguém me manda mails, é fácil esquecer-me que tenho esse e-mail. Por segundos, todo aquele spam deu-me alguma esperança. Depois vai-se a ver e apenas tinha ganho milhões de libras. Mea culpa, que não fui a tempo para reclamar o prémio.
19 junho 2013
Da simpatia II
Não gosto de ir à Zara. Se a Body Shop peca por excesso de atenção, na Zara somos sistematicamente desprezados pelos funcionários. Primeiro, é a árdua tarefa de encontrar um funcionário. Depois de finalmente conseguirmos visualizar um, até chegarmos a ele, o seu radar entra em acção e foge antes que o consigamos alcançar. Porque claramente eles estão fartos de atender clientes. Quando vizualizamos outro, lá vamos nós a correr pela loja fora. Chegamos até ele e dizemos, com o nosso melhor sorriso, até porque já desconfiámos que ele vai ser mau para nós 'Bom dia! Tem este casaco em M?'. Há apenas dois resultados para isto: 1) 'só temos o que está exposto' (assunto dissecado anteriormente neste post) ou então 2) vou verificar. E desaparecem para sempre por uma porta dos fundos. Quando já desistimos de ver a pessoa de novo, eis que aparece e nos diz finalmente 'não, só temos o que está exposto'. Senhores e senhoras da Zara, um bocadinho mais de simpatia e disponibilidade, vá. E não fujam dos clientes, nós não vos queremos fazer mal. Queremos só peças nos tamanhos certos para nós, tá?
18 junho 2013
Da simpatia I
Não gosto de ir à Body Shop. Eu adoro a Body Shop. Gosto da maioria dos produtos. Gosto da vertente social e especialmente do facto de não testarem em animais (apesar de terem sido comprados pela L'Óreal). São coisas que me inspiram confança, pronto. Mas detesto ir às lojas. E perguntam vocês porquê, já que eu gosto tanto dos produtos deles. Ora, quem já pôs os pés numa loja Body Shop de certeza que sabe. As funcionárias não nos deixam em paz. Mas nem um segundo. Entramos e dizemos logo 'estou só a ver' depois de nos abordarem. Mas elas não ficam satisfeitas. Elas vêem-nos pegar num produto qualquer e lá vêm elas explicar o que é, para que serve, blabla. Quando nós até só queremos cheirar. Não vou continuar a descrever, porque isto repete-se enquanto estamos na loja e vamos andando de produto em produto. Sempre, sem nós pedirmos nada. Depois se decidimos comprar alguma coisa, a situação complica-se ainda mais. Primeiro, há sempre alguma promoção que nos tentam impingir. Não, não quero, obrigada. E quer um saco feito por crianças de um qualquer país desenvolvido (desculpem, não estou a menosprezar, eu é que desligo quando elas vêm com esta conversa)? Não, já tenho um obrigada. E já conhece o nosso cartão? Já, sim. E tem? Não, não quero obrigada. E não quer levar este bálsamo de lábios que custa apenas 3€? Não, queria só pagar e sair daqui rápido antes que comece a partir tudo! Gostava tanto que elas fossem menos colas. Gostava de poder andar lá uma tarde inteira e não ter ninguém a perseguir-me e a explicar-me coisas que eu não quero saber. Gostava de cheirar todos os cremes sem me mostrarem a linha completa dos produtos. Gostava de ver tudo em paz, pronto. E se precisasse de ajuda, aí então eu pedia. Eu achava que ja tinha falado isto aqui no blog, porque isto é uma coisa que me enerva há vários anos. Aliás, deixei mesmo de frequentar a Body Shop durante mais de um ano porque me cansei muito muito disto. Depois comecei a ir lá a medo, só quando via que as funcionárias estavam todas ocupadas é que entrava e quando via uma a vir na minha direcção fugia. É pena, porque eles realmente têm bons produtos e, apesar de serem um pouco mais caros do que os de supermercado, acho que valem a pena, pela qualidade e pelo background. Por isso, não deixem que este relato vos impeça de irem às lojas. Vamos apenas tentar mudar a política deles no que toca a atender os clientes. Por favor, menos simpatia!
13 junho 2013
Dos empréstimos
Não gosto de emprestar canetas (ou lápis/lapiseiras/todo esse material de escrita). E porquê? A primeira e mais óbvia razão é que a maioria das vezes nunca mais nos lembramos de as pedir de volta nem as pessoas se lembram de as devolver. E então ficamos com menos uma caneta. A segunda, e talvez um pouco mais grave para mim, é que eu tenho o hábito de meter a caneta na boca. Como a maioria das pessoas tem, aliás. Não costumo roer, apenas meter na boca. E como as outras pessoas também fazem isso, quase nunca se lembram que a caneta que têm em seu poder não é delas, e metem-na na boca também. E depois quando nos devolvem... Bem, vocês perceberam. Tem de ir para o lixo (se estiver roída, é a única opção). Ou então ser desinfectada com lixívia e álcool. Por isso, a minha estratégia é nunca ter canetas a mais.
12 junho 2013
Do esquecimento
Não gosto de antenas dos carros. Sim, aquilo dá imenso jeito se se ouvir rádio (não é o meu caso). Por exemplo aqui no Porto, se formos na VCI sem antena, são poucas as estações que se apanham (ou então era do meu rádio). Então é bom ter antena. Até porque é uma peça que vem com o carro de origem, por iso temos direito a ela. O problema é que são sempre roubadas. As antenas que dão para tirar não duram muito tempo nos carros. Com o primeiro carro que tive costumava tirar sempre a antena quando deixava o carro lá fora. O único dia que me esqueci da puta da antena claro que foi quando ma roubaram. Estacionei o carro ao final da tarde praticamente à porta de casa e depois do jantar quando regressei já não havia antena para ninguém. Com o carro seguinte já não fui tão cuidadosa, tirava apenas em situações extraordinárias. Mas, claro, o único dia que me esqueci de a tirar, na noite de S. João, roubaram-ma. Neste carro não me fez tanta diferença, tenho leitor de CDs e as únicas vezes que ouço rádio são os segundos em que mudo de CD. Mas no outro carro costumava ouvir rádio às vezes, porque apenas tinha leitor de cassetes. Os carros melhores, e lembro-me agora apenas dos BMW mas de certeza que há outros, têm as antenas incorporadas. Têm aquela pequena barbatana de fora, mas não é amovível, e então não é susceptível de roubo. Porque é que os restantes fabricantes não adoptam o mesmo método? Não me parece que façam dinheiro à custa de antenas. Pelo menos eu nunca comprei uma antena substituta.
11 junho 2013
Da simplicidade
Não gosto de comer de faca e garfo. Adoro pratos que se possam comer só com o garfo. Tipo massa ou bacalhau à bràs ou arroz de camarão. O que faço às vezes com coisas que realmente têm de ser cortadas, é o mesmo procedimento que se segue para as crianças. Parto tudo logo em bocados pequenos e depois uso apenas o garfo para comer. Abaixo as facas!
07 junho 2013
Do espaço
Não gosto de pessoas que se colam a nós. Acho que respeitar o espaço de conforto dos outros deveria ser uma regra que todos deviam aprender desde pequenos. Num curso que ando a frequentar, há um moço que claramente não tem esta noção. Tive de me sentar à beira dele um dia, e ele praticamente me apalpou o rabo, de tal forma estava debruçado sobre mim e com a mão na minha cadeira. Apre! Tive de o afastar e dizer 'hey' para ver se ele se apercebia. Pelos vistos, o facto de eu estar sentada apenas na pontinha da cadeira e quase a cair não foram sinais suficientes para ele. E como ele, há mais pessoas assim. Um bom indicador é o calor corporal. Se sentirmos o calor corporal dos outros, provavelmente estamos demasiado perto. Depois há também aquelas pessoas que falam coladas a nós, quase a dar-nos um beijo. No caso de não termos nenhum problema de audição, isso não é necessário, sim? Se falarem a 3 metros, ainda vos vamos ouvir. Pessoas, dêem-me espaço, tá?
06 junho 2013
Da segurança
Não gosto de ir viajar e depois chegar ao destino com os meus produtos de higiene todos espalhados na minha bolsa. Por isso é que aqueles sacos herméticos que dão para abrir e fechar foram uma das melhores invenções até hoje. Comprei uma embalagem desses sacos no IKEA (aquilo traz aí uns 30 sacos) e uso isso para tudo agora. Por mim até usava como carteira, se fossem um pouco mais resistentes. É óptimo para levar para as viagens. Ainda desta última vez, abri o saco e o shampoo estava todo derramado. Mas, como estava dentro do super saco, a minha bolsa de produtos de higiene continuou limpinha e seca. Maravilhoso. Abro um pacote de bolachas e como as caixas que eu tenho não são perfeitamente herméticas, pumba, meto num saco desses e selo e ficam estaladiças durante dias. Basicamente ando a meter tudo nesses sacos. Não consigo parar. Obrigada, IKEA, por estes sacos. Já agora, podiam fazer em mais tamanhos, tipo para levarmos uma sande ou mesmo 3 bolachitas apenas. Se calhar até já há, mas eu não conheço. Pensem nisso.
05 junho 2013
Do desprezo
Não gosto de chiclas. Ou pastilhas elásticas, como preferirem. Não vejo a piada daquilo, para além da vantagem de ser bom para eliminar o mau hálito. Mas para isso também há rebuçados que fazem o mesmo efeito e sãpo melhores. Mas suponho que as pessoas não comam chiclas a toda a hora por causa do mau hálito. Comem por gostam. Mastigar, mastigar, mastigar e não comer nada não é bem a minha cena. E às vezes as pessoas ficam surpreendidas quando me oferecem chiclas e eu digo que não gosto. Também há quem não goste de caramelos ou de gomas. Eu não gosto de chiclas. Normal. Para além disso, não gosto especialmente daquelas pessoas que mastigam com a boca toda aberta, assim quase numa postura de desprezo. Costumam fazer-me lembrar as prostitutas dos filmes, que mastigam sempre chiclas com aquele ar de 'então, o que vai ser hoje?'
04 junho 2013
Da reciclagem
Não gosto de chumaços. O que é que deu às pessoas (ou aos fabricantes de roupa talvez) que andam outra vez todas de chumaços? Voltamos aos anos 80 foi? Acho isso horroroso e não me parece que favoreça ninguém. Faz-me sempre lembrar o Michael Jackson, por alguma razão. Quando compro algum casaco que tenha chumaços, naturalmente descoso o forro e removo essas almofadas do demo. Que raio de moda que foram buscar.
03 junho 2013
Do aproveitamento
Não gosto que me caia comida do prato na mesa. O que é bastante vulgar, já que eu costumo ser trapalhona a comer. Porque depois apanho e ponho na beira do prato. E já se sabe o que vai acontecer a seguir. Daí a 3 minutos já não nos lembramos que aquele bocado foi o que caiu e só damos falta dele depois de o ter comido. Isto também acontece convosco ou sou só eu que ando a comer comida que já caiu? De qualquer forma, se respeitarmos a regra dos 5 segundos não faz mal.
20 maio 2013
Dos micróbios
Nao gosto de multibancos. De tocar nas teclas. Devem ir a cada caixa dezenas ou centenas de pessoas por dia. E todas elas carregam nas mesmas teclas. Por isso, os multibancos devem ter milhões de bactérias. Penso sempre nisso quando carrego nas teclas., aquilo deve ser pior do que nas casas de banho, porque aí se as pessoas forem como eu, nem sequer carregam no autoclismo directamente, usam um bocado de papel higiénico. No Inverno, não me incomoda tanto porque uso luvas e não carrego directamente nas teclas. Mas agora é pior. E quando carrego e sinto assim assim as teclas meias macias... Que nojo! Limpo sempre as mãos às calças da ganga depois. Não que seja muito melhor, mas sempre elimina aquela impressão de badalhoquice nos dedos. Senhores do multibanco, que tal pôr aquelas luvas de plástico como nas bombas de gasolina ao lado das caixas? Isso era uma grande ideia.
17 maio 2013
Da perseguição
Não gosto de ir a restaurantes e que os empregados me encham o copo. Acho sempre isso chiqueza a mais para mim. Eu consigo encher o meu copo. Eu prefiro encher o meu copo. Prefiro ser eu a deitar o que me apetece do que ter um senhor sempre a deixar-me o copo meio. Isto atinge o ponto máximo da insuportabilidade (não sei se existe, mas perceberam) nos casamentos. Ha sempre um empregado à espreita. Basta darmos um gole e lá vem ele repor os níveis mínimos. Se estamos com sede e bebemos tudo de enfiada, lá vem ele encher o copo logo a seguir. Fico com medo de beber porque sei que o senhor empregado nunca dorme. Está sempre atento a todos os copos da mesa, com a garrafa em punho, pronta para reabastecer. Poça, que perseguição!
16 maio 2013
Da rapidez
Não gosto de estradas nacionais. Quando vou para algum sítio e há estrada nacional e auto-estrada como opçõa para chegar lá a minha escolha é sempre a auto-estrada. Mesmo sendo mais caro. Porque cheguei à conclusão que o meu tempo é precioso. E, sendo precioso, estou disposta a pagar por ele. Ir pela nacional, apanhar semáforos, rotundas, camiões impossíveis de ultrapassar, carros em velocidade de passeio já não é para mim. Já foi tempo. Hoje em dia perdi o amor ao dinheiro e vou sempre pela auto-estrada. Até porque em certos casos até pode compensar, relativamente ao que se poupa em gasóleo. Na auto-estrada é sempre a andar, o carro gasta pouco; já em pára arranca, os consumos costumam aumentar. Lembro-me uma vez que tinha ido à Mealhada comer leitão. Como tínhamos tempo para voltar, pensamos que não valia a pena ir aquele bocadinho para trás para apanhar a auto-estrada e que seguiríamos pela nacional até à próxima entrada. Dois kms à frente já eu estava de lágrimas nos olhos de tão nervosa. Acho que demorei mais tempo a chegar à entrada da A1 do que depois a chegar até ao Porto. Que desespero... Então lembro-me sempre deste episódio quando estou em dúvida. Antes pagar 50 cêntimos ou 2 euros do que passar horas infinitas nas estradas de Portugal.
15 maio 2013
Da igualdade
Não gosto da Desigual. Aquela loja caríssima onde as roupas são feitas de trapos. Trapos coloridos que eles cosem uns aos outros e já está. Para além de achar tudo demasiado caro e feio, a roupa é toda igual. Acho que levaram demasiado à letra o conceito de serem diferentes e ser aquilo a sua imagem de marca, porque todas as roupas de lá são iguais. Vemos alguém com uma saia da Desigual e topamos a quilómetros. Tudo muito semelhante. Não é loja para mim.
14 maio 2013
Da demora
Não gosto daquelas máquias de tirar o ticket com a nossa vez avariadas. Essas máquinas foram uma inevenção bastante boa. Uma pessoa vai à charcutaria, tira o ticket e vê que estão 15 pessoas à frente. Então vamos indo fazer o resto das compras e adiantar serviço. Quando as máquinas estão avariadas e não dão tickets, temos de ficar ali a secar tempos infinitos, na fila, atrás de 15 pessoas, à espera da nossa vez. Não sei porque os donos das lojas com máquinas de tickets não as arranjam imediatamente assim que avariam. Costumo ir a uma farmácia que tinha tickets. E como é uma farmácia concorrida, eu passava o tempo em que esperava pela minha vez a ver produtos. E às vezes até comprava. Uma vez fui lá e aquilo estava avariado. Pensei 'ok, é só hoje' e lá fiquei na fila. Mas não. O raio da máquina nunca mais funcionou. Há meses. E agora tenho de fila, senão perco a vez. E não vejo produtos. E não compro produtos novos. Quando chega a minha vez, já só quero sair dali para fora rápido, tal a seca que levei. Por isso, senhores das lojas, um bom conselho de negócio é arranjarem as máquinas de tickets. Os clientes não ficam tão aborrecidos e pode ser que até comprem mais coisas.
13 maio 2013
Do snobismo
Não gosto de beber água da torneira. Quando eu era miúda, achava estúpido que as pessoas não bebessem água da torneira. Porque para mim era igual à outra. Mas depois um gajo vai crescendo e vai começando a perceber que afinal nao é bem assim. O Universo castigou-me tanto que agora só gosto de água do Luso. A água do Luso é indiscutivelmente a melhor água de Portugal. E dos países do mundo onde eu já fui. Não há água melhor. Não sou assim tão snob que só beba água do Luso. Também acho a água da marca Continente bastante boa e a do Minipreço também. E em termos de marcas, a Vitalis também é jeitosa. Mas a do Luso dá-lhes quinze a zero a todas.
10 maio 2013
Da inflação
Não gosto de comprar CDs. Quer dizer, gosto, gosto muito atá de comprar CDs originais, mas cada vez é pior. Antes ainda havia algumas lojas que os vendiam, a Roma Megastore, a Virgin, a Valentim de Carvalho, entre outras. Hoje em dia é só a FNAC. A FNAC tem o monopólio dos CDs. A MediaMarkt tem 6 ou 7 CDs, mas aquilo praticamente nem conta (mas é verdade que quando se aproveitam, costumam ser baratos). Ora um gajo vai à FNAC e aqueles preços parecem-me demasiado inflacionados. Eu sei que os CDs nunca fora muito baratos, mas eles inventam as histórias dos digipak e dos DVD bónus e não conseguimos comprar um CD por menos de 30€. Eu até acho bem terem estas edições especiais à venda, mas só quando também têm disponível a versão 'normal' e mais barata. Assim sendo, quem conhece lojas de CDs na área do Porto, que tenham bastante diversidade (quero comprar CDs de metal, na maioria) e que tenha preços jeitosos?
09 maio 2013
Da celebração
Não gosto de publicidade exagerada. Não sei se todos repararam mas este último dia da Mãe foi quase tão celebrado como o Natal. Ele era sms com promoções para a Mãe, folhetos de produtos especiais para a Mãe, promoções, catálogos, tudo dedicado à Mãe. Sinceramente, não me lembro de alguma vez ter visto um alarido tão grande com o dia da Mãe. A minha opinião é que isto são efeitos da crise. As lojas andam tão, mas tão desesperadas para vender que usam qualquer desculpa para fazerem grandes campanhas e promoções. Vem o dia da Mãe e é publicidade em tudo quanto é loja. Suponho que agora o grande acontecimento seguinte sejam os santos populares. A seguir é o Verão, o regresso às aulas, o S. Martinho, Halloween, Natal, dia dos namorados, Carnaval, Páscoa e voltamos ao mesmo, toda a gente conhece o ciclo. Mas sinto que as lojas vão arranjar outras desculpas para promoções. Como o dia mundial da árvore e da floresta, onde todas as lojas vão vender os produtos de cor verde com 50% de desconto. Ou o dia mundial dos oceanos, onde todos os produtos que tenham água na sua composição têm um desconto de 20%. Ou o dia mundial do combate ao colesterol, onde todos o clientes que levem análises ao sangue feitas no último meio ano terão 30% de desconto. Ou o dia mundial da escola, onde todos os clientes que provem que sabem ler terão 40% de desconto em cartão sobre todos os produtos. Sei lá, o céu é o limite. É preciso arranjar mais celebrações!
08 maio 2013
Da distracção
Não gosto de fazer coisas. Não sou dessas pessoas que no seu tempo livre se dedicam a coisas. Não tenho nenhum hobbie em especial, não bordo, não faço surf, não faço trabalhos em papel reciclado, não ando na dança, não faço nada de interessante. Limito-me a vegetar no computador tempo a mais. No tempo que resta, durmo, vejo séries ou vou ao cinema. Gosto de bricolage, mas até para isso sou preguiçosa para começar. Antes de trabalhar lia bastantes livros, mas hoje em dia leio cada vez menos, mais nas férias. E às vezes vou jantar fora. Mas jantar fora nem sequer pode ser considerado uma actividade de tempos livres, é mais uma comodidade. Por isso, não sou dessas pessoas que acorda cedo ao fim de semana e diz coisas como 'vamos aproveitar o bom tempo!'. Eu não quero saber do bom tempo, não quero saber de aproveitar. Quero apenas estar no meu canto e que ninguém me aborreça. Não quero aproveitar, quero só existir.
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