11 junho 2013

Da simplicidade

Não gosto de comer de faca e garfo. Adoro pratos que se possam comer só com o garfo. Tipo massa ou bacalhau à bràs ou arroz de camarão. O que faço às vezes com coisas que realmente têm de ser cortadas, é o mesmo procedimento que se segue para as crianças. Parto tudo logo em bocados pequenos e depois uso apenas o garfo para comer. Abaixo as facas!

07 junho 2013

Do espaço

Não gosto de pessoas que se colam a nós. Acho que respeitar o espaço de conforto dos outros deveria ser uma regra que todos deviam aprender desde pequenos. Num curso que ando a frequentar, há um moço que claramente não tem esta noção. Tive de me sentar à beira dele um dia, e ele praticamente me apalpou o rabo, de tal forma estava debruçado sobre mim e com a mão na minha cadeira. Apre! Tive de o afastar e dizer 'hey' para ver se ele se apercebia. Pelos vistos, o facto de eu estar sentada apenas na pontinha da cadeira e quase a cair não foram sinais suficientes para ele. E como ele, há mais pessoas assim. Um bom indicador é o calor corporal. Se sentirmos o calor corporal dos outros, provavelmente estamos demasiado perto. Depois há também aquelas pessoas que falam coladas a nós, quase a dar-nos um beijo. No caso de não termos nenhum problema de audição, isso não é necessário, sim? Se falarem a 3 metros, ainda vos vamos ouvir. Pessoas, dêem-me espaço, tá?

06 junho 2013

Da segurança

Não gosto de ir viajar e depois chegar ao destino com os meus produtos de higiene todos espalhados na minha bolsa. Por isso é que aqueles sacos herméticos que dão para abrir e fechar foram uma das melhores invenções até hoje. Comprei uma embalagem desses sacos no IKEA (aquilo traz aí uns 30 sacos) e uso isso para tudo agora. Por mim até usava como carteira, se fossem um pouco mais resistentes. É óptimo para levar para as viagens. Ainda desta última vez, abri o saco e o shampoo estava todo derramado. Mas, como estava dentro do super saco, a minha bolsa de produtos de higiene continuou limpinha e seca. Maravilhoso. Abro um pacote de bolachas e como as caixas que eu tenho não são perfeitamente herméticas, pumba, meto num saco desses e selo e ficam estaladiças durante dias. Basicamente ando a meter tudo nesses sacos. Não consigo parar. Obrigada, IKEA, por estes sacos. Já agora, podiam fazer em mais tamanhos, tipo para levarmos uma sande ou mesmo 3 bolachitas apenas. Se calhar até já há, mas eu não conheço. Pensem nisso.

05 junho 2013

Do desprezo

Não gosto de chiclas. Ou pastilhas elásticas, como preferirem. Não vejo a piada daquilo, para além da vantagem de ser bom para eliminar o mau hálito. Mas para isso também há rebuçados que fazem o mesmo efeito e sãpo melhores. Mas suponho que as pessoas não comam chiclas a toda a hora por causa do mau hálito. Comem por gostam. Mastigar, mastigar, mastigar e não comer nada não é bem a minha cena. E às vezes as pessoas ficam surpreendidas quando me oferecem chiclas e eu digo que não gosto. Também há quem não goste de caramelos ou de gomas. Eu não gosto de chiclas. Normal. Para além disso, não gosto especialmente daquelas pessoas que mastigam com a boca toda aberta, assim quase numa postura de desprezo. Costumam fazer-me lembrar as prostitutas dos filmes, que mastigam sempre chiclas com aquele ar de 'então, o que vai ser hoje?'

04 junho 2013

Da reciclagem

Não gosto de chumaços. O que é que deu às pessoas (ou aos fabricantes de roupa talvez) que andam outra vez todas de chumaços? Voltamos aos anos 80 foi? Acho isso horroroso e não me parece que favoreça ninguém. Faz-me sempre lembrar o Michael Jackson, por alguma razão. Quando compro algum casaco que tenha chumaços, naturalmente descoso o forro e removo essas almofadas do demo. Que raio de moda que foram buscar.

03 junho 2013

Do aproveitamento

Não gosto que me caia comida do prato na mesa. O que é bastante vulgar, já que eu costumo ser trapalhona a comer. Porque depois apanho e ponho na beira do prato. E já se sabe o que vai acontecer a seguir. Daí a 3 minutos já não nos lembramos que aquele bocado foi o que caiu e só damos falta dele depois de o ter comido. Isto também acontece convosco ou sou só eu que ando a comer comida que já caiu? De qualquer forma, se respeitarmos a regra dos 5 segundos não faz mal.

20 maio 2013

Dos micróbios

Nao gosto de multibancos. De tocar nas teclas. Devem ir a cada caixa dezenas ou centenas de pessoas por dia. E todas elas carregam nas mesmas teclas. Por isso, os multibancos devem ter milhões de bactérias. Penso sempre nisso quando carrego nas teclas., aquilo deve ser pior do que nas casas de banho, porque aí se as pessoas forem como eu, nem sequer carregam no autoclismo directamente, usam um bocado de papel higiénico. No Inverno, não me incomoda tanto porque uso luvas e não carrego directamente nas teclas. Mas agora é pior. E quando carrego e sinto assim assim as teclas meias macias... Que nojo! Limpo sempre as mãos às calças da ganga depois. Não que seja muito melhor, mas sempre elimina aquela impressão de badalhoquice nos dedos. Senhores do multibanco, que tal pôr aquelas luvas de plástico como nas bombas de gasolina ao lado das caixas? Isso era uma grande ideia.

17 maio 2013

Da perseguição

Não gosto de ir a restaurantes e que os empregados me encham o copo. Acho sempre isso chiqueza a mais para mim. Eu consigo encher o meu copo. Eu prefiro encher o meu copo. Prefiro ser eu a deitar o que me apetece do que ter um senhor sempre a deixar-me o copo meio. Isto atinge o ponto máximo da insuportabilidade (não sei se existe, mas perceberam) nos casamentos. Ha sempre um empregado à espreita. Basta darmos um gole e lá vem ele repor os níveis mínimos. Se estamos com sede e bebemos tudo de enfiada, lá vem ele encher o copo logo a seguir. Fico com medo de beber porque sei que o senhor empregado nunca dorme. Está sempre atento a todos os copos da mesa, com a garrafa em punho, pronta para reabastecer. Poça, que perseguição!

16 maio 2013

Da rapidez

Não gosto de estradas nacionais. Quando vou para algum sítio e há estrada nacional e auto-estrada como opçõa para chegar lá a minha escolha é sempre a auto-estrada. Mesmo sendo mais caro. Porque cheguei à conclusão que o meu tempo é precioso. E, sendo precioso, estou disposta a pagar por ele. Ir pela nacional, apanhar semáforos, rotundas, camiões impossíveis de ultrapassar, carros em velocidade de passeio já não é para mim. Já foi tempo. Hoje em dia perdi o amor ao dinheiro e vou sempre pela auto-estrada. Até porque em certos casos até pode compensar, relativamente ao que se poupa em gasóleo. Na auto-estrada é sempre a andar, o carro gasta pouco; já em pára arranca, os consumos costumam aumentar. Lembro-me uma vez que tinha ido à Mealhada comer leitão. Como tínhamos tempo para voltar, pensamos que não valia a pena ir aquele bocadinho para trás para apanhar a auto-estrada e que seguiríamos pela nacional até à próxima entrada. Dois kms à frente já eu estava de lágrimas nos olhos de tão nervosa. Acho que demorei mais tempo a chegar à entrada da A1 do que depois a chegar até ao Porto. Que desespero... Então lembro-me sempre deste episódio quando estou em dúvida. Antes pagar 50 cêntimos ou 2 euros do que passar horas infinitas nas estradas de Portugal.

15 maio 2013

Da igualdade

Não gosto da Desigual. Aquela loja caríssima onde as roupas são feitas de trapos. Trapos coloridos que eles cosem uns aos outros e já está. Para além de achar tudo demasiado caro e feio, a roupa é toda igual. Acho que levaram demasiado à letra o conceito de serem diferentes e ser aquilo a sua imagem de marca, porque todas as roupas de lá são iguais. Vemos alguém com uma saia da Desigual e topamos a quilómetros. Tudo muito semelhante. Não é loja para mim.

14 maio 2013

Da demora

Não gosto daquelas máquias de tirar o ticket com a nossa vez avariadas. Essas máquinas foram uma inevenção bastante boa. Uma pessoa vai à charcutaria, tira o ticket e vê que estão 15 pessoas à frente. Então vamos indo fazer o resto das compras e adiantar serviço. Quando as máquinas estão avariadas e não dão tickets, temos de ficar ali a secar tempos infinitos, na fila, atrás de 15 pessoas, à espera da nossa vez. Não sei porque os donos das lojas com máquinas de tickets não as arranjam imediatamente assim que avariam. Costumo ir a uma farmácia que tinha tickets. E como é uma farmácia concorrida, eu passava o tempo em que esperava pela minha vez a ver produtos. E às vezes até comprava. Uma vez fui lá e aquilo estava avariado. Pensei 'ok, é só hoje' e lá fiquei na fila. Mas não. O raio da máquina nunca mais funcionou. Há meses. E agora tenho de fila, senão perco a vez. E não vejo produtos. E não compro produtos novos. Quando chega a minha vez, já só quero sair dali para fora rápido, tal a seca que levei. Por isso, senhores das lojas, um bom conselho de negócio é arranjarem as máquinas de tickets. Os clientes não ficam tão aborrecidos e pode ser que até comprem mais coisas.

13 maio 2013

Do snobismo

Não gosto de beber água da torneira. Quando eu era miúda, achava estúpido que as pessoas não bebessem água da torneira. Porque para mim era igual à outra. Mas depois um gajo vai crescendo e vai começando a perceber que afinal nao é bem assim. O Universo castigou-me tanto que agora só gosto de água do Luso. A água do Luso é indiscutivelmente a melhor água de Portugal. E dos países do mundo onde eu já fui. Não há água melhor. Não sou assim tão snob que só beba água do Luso. Também acho a água da marca Continente bastante boa e a do Minipreço também. E em termos de marcas, a Vitalis também é jeitosa. Mas a do Luso dá-lhes quinze a zero a todas.

10 maio 2013

Da inflação

Não gosto de comprar CDs. Quer dizer, gosto, gosto muito atá de comprar CDs originais, mas cada vez é pior. Antes ainda havia algumas lojas que os vendiam, a Roma Megastore, a Virgin, a Valentim de Carvalho, entre outras. Hoje em dia é só a FNAC. A FNAC tem o monopólio dos CDs. A MediaMarkt tem 6 ou 7 CDs, mas aquilo praticamente nem conta (mas é verdade que quando se aproveitam, costumam ser baratos). Ora um gajo vai à FNAC e aqueles preços parecem-me demasiado inflacionados. Eu sei que os CDs nunca fora muito baratos, mas eles inventam as histórias dos digipak e dos DVD bónus e não conseguimos comprar um CD por menos de 30€. Eu até acho bem terem estas edições especiais à venda, mas só quando também têm disponível a versão 'normal' e mais barata. Assim sendo, quem conhece lojas de CDs na área do Porto, que tenham bastante diversidade (quero comprar CDs de metal, na maioria) e que tenha preços jeitosos?

09 maio 2013

Da celebração

Não gosto de publicidade exagerada. Não sei se todos repararam mas este último dia da Mãe foi quase tão celebrado como o Natal. Ele era sms com promoções para a Mãe, folhetos de produtos especiais para a Mãe, promoções, catálogos, tudo dedicado à Mãe. Sinceramente, não me lembro de alguma vez ter visto um alarido tão grande com o dia da Mãe. A minha opinião é que isto são efeitos da crise. As lojas andam tão, mas tão desesperadas para vender que usam qualquer desculpa para fazerem grandes campanhas e promoções. Vem o dia da Mãe e é publicidade em tudo quanto é loja. Suponho que agora o grande acontecimento seguinte sejam os santos populares. A seguir é o Verão, o regresso às aulas, o S. Martinho, Halloween, Natal, dia dos namorados, Carnaval, Páscoa e voltamos ao mesmo, toda a gente conhece o ciclo. Mas sinto que as lojas vão arranjar outras desculpas para promoções. Como o dia mundial da árvore e da floresta, onde todas as lojas vão vender os produtos de cor verde com 50% de desconto. Ou o dia mundial dos oceanos, onde todos os produtos que tenham água na sua composição têm um desconto de 20%. Ou o dia mundial do combate ao colesterol, onde todos o clientes que levem análises ao sangue feitas no último meio ano terão 30% de desconto. Ou o dia mundial da escola, onde todos os clientes que provem que sabem ler terão 40% de desconto em cartão sobre todos os produtos. Sei lá, o céu é o limite. É preciso arranjar mais celebrações!

08 maio 2013

Da distracção

Não gosto de fazer coisas. Não sou dessas pessoas que no seu tempo livre se dedicam a coisas. Não tenho nenhum hobbie em especial, não bordo, não faço surf, não faço trabalhos em papel reciclado, não ando na dança, não faço nada de interessante. Limito-me a vegetar no computador tempo a mais. No tempo que resta, durmo, vejo séries ou vou ao cinema. Gosto de bricolage, mas até para isso sou preguiçosa para começar. Antes de trabalhar lia bastantes livros, mas hoje em dia leio cada vez menos, mais nas férias. E às vezes vou jantar fora. Mas jantar fora nem sequer pode ser considerado uma actividade de tempos livres, é mais uma comodidade. Por isso, não sou dessas pessoas que acorda cedo ao fim de semana e diz coisas como 'vamos aproveitar o bom tempo!'. Eu não quero saber do bom tempo, não quero saber de aproveitar. Quero apenas estar no meu canto e que ninguém me aborreça. Não quero aproveitar, quero só existir.

07 maio 2013

Da semelhança

Não gosto de comprar casacos na Primavera. Vamos às lojas e praticamente não há casacos. Está frio na mesma, mas não se vendem casacos. Nas poucas lojas onde há casacos, são sempre iguais: blusões de ganga ou aqueles casacos de napa, tipo motoqueiro (e aqueles casacos de malha fininhos, mas esses nem contam, isso não aquece nada, é semelhante a vestir uma camisola). Blusões de ganga, thanks but no thanks. Os anos 80 e 90 já vão longe e é peça pela qual não tenho muito saudosismo. Em relação aos blusões de napa, tenho um há 3 anos e não o uso. Estava à procura de algo um pouco diferente. Mas pelos vistos os casacos na Primavera são raros como a água no deserto.

30 abril 2013

Da monotonia

Não gosto das casas do Reino Unido. Que país mais aborrecido. As casas são todas iguais. TODAS. Todas daquele tijolo laranja escuro, pequenino. Em todo o lado, em todas as casas. A primeira vez que estive lá ja tinha notado isso, se bem que menos, porque estive mesmo no centro de Londres e sempre há alguns prédios. Desta última vez fui para o country side. E aquilo é tudo igual. Tudo muito monótono. Até o hotel onde eu fiquei tinha desse tijolo. Há alguma razão para ser assim, tipo ser mais resistente à chuva, por exemplo, já que lá está sempre a chover, ou é pura opção estética?

29 abril 2013

Da pobreza

Não gosto de viajar com a Ryanair. Aquilo é uma autêntica feira. Nada de deixar as pessoas irem sossegadas, a dormir, nos seus lugares minúsculos. Nada disso. Eles aproveitam todas as oportunidades para venderem. Venderem tudo. Rifas, comida, perfumes, cigarros sem fumo, cartões telefónicos, tudo. É quando viajo com a Ryanair que me lembro que sou mesmo pobre. Por tudo. Uma viagem na Ryanair não é apenas uma viagem. Não é apenas ir do sítio A ao sítio B. Aquilo deveria ser descrito como uma 'experiência', como hoje em dia está tão na moda. É uma experiência sociológica. Deviam até cobrar mais por isso. Havia tanto a dizer sobre voar com a Ryanair. Como as pessoas se amontoam nos portões para serem as primeiras a entrarem. Como depois nem deixam passar quem tem priority boarding, com a sede de chegarem ao avião muito rápido. Como ninguém paga mala de porão e tentam meter tudo numa mala de mão que às vezes nem cabe no compartimento. Como a tripulação se farta de pedir para não guardarem mochilas e casacos nos compartimentos em cima, e sim no chão sob a cadeira da frente e são completamente ignorados. Como depois ficam alguns passageiros em pé, com ar de parvos, quando os compartimentos estão todos cheios e já não há sítio para a mala de mão. Como quando o avião aterra e sabemos que vamos ter de esperar imenso até sairmos, as pessoas rapidamente se levantam do seu lugar e ficam tipo sardinhas em lata nos corredores à espera. Como os lugares são minúsculos e completamente impróprios para mais de 2 horas de voo. Havia tanto a dizer, mas não vos quero maçar. Tenho a certeza que a maioria de vós já passou pelo mesmo, pelo menos uma vez. Resta-me esperar que um dia possa andar na TAP e que me ofereçam um daquelas sandes de salmão fumado que eu odeio e um chá quente para o jantar.

26 abril 2013

Da piada

Não gosto dos autocolantes Funny Pets. Sim, eu sei que ninguém sabe o que é. Ultimamente, ando um bocado colada em Bollycaos. E se bem se lembram, os Bollycaos têm sempre uma oferta, normalmente um autocolante. Os que estão a oferecer presentemente são uns que se chamam Funny Pets. Consistem em imagens de animais com uma frase. Supostamente engraçada. Mas não. De funny não tem absolutamente nada. Acho aliás que é o maior flop na história dos autocolantes. A sorte deles é eu já não ser criança e comprar aquilo por causa do bolo em si. Porque toda a gente sabe que as crianças só querem os bolos por causa das ofertas e não por serem particularmente bons.

24 abril 2013

Do sufoco

Não gosto de festas da espuma. Nem sei se isto ainda se faz, mas lembrei-me porque vi uma num episódio antigo do CSI. Fui uma vez a uma festa da espuma. Na Kadoc, há cerca de 12 anos. E ia morrendo. Incauta, fui para o meio da pista e nesse preciso momento pegaram lá o canhão de espuma e começaram a bombardear-me de espuma infinita. Espuma que se metia pelos meus olhos, nariz, boca... Comecei a engolir espuma, sem conseguir respirar, porque aquilo não parava de mandar espuma para o meio da pista. Já perto do sufoco, comecei a abrir caminho, empurrando ou chutando as pessoas, nem sei. Sei que quando saí lá do meio e consegui fnalmente respirar foi um alívio e fiquei a tremer e a pensar na vida durante uns minutos. Juro-vos que pensei que ia morrer ali no meio da puta da espuma. E teria morrido, se não tivesse saído de lá a tempo. Nunca mais. A partir daí, amaldiçoei todas as festas da espuma. Espuma é só no banho, obrigada.

23 abril 2013

Da escassez

Não gosto de ir a bares/restaurantes que não têm as bebidas que eu gosto. Bebo Martini Bianco. Não é uma bebida assim tão extraordinária. Não é como se eu pedisse um copo daqueles whiskies raros e/ou caros, tipo Macallan (don't ask, fui pesquisar). Isso percebe-se que não haja em todo o lado. Martini Bianco é uma bebida vulgar. Por isso fico nervosa quando não há. Porque fico sem alternativas. Sou assim um bocado esquisita em bebidas alcoólicas. Gosto de Martini Bianco e whisky. Às vezes, se for jantar fora, sabe-me bem beber um Martini com a refeição. Coisa que não posso fazer com um whisky. Então fico assim desorientada. E acabo por pedir uma Frize ou um ice tea qualquer que nem me estava a apetecer. Senhores da restauração, por favor abasteçam-se de Martini Bianco, ok? É barato, uma garrafa custa menos de 10€. Que facilmente amortizam em dois ou três copos. Nem que o resto vá para o lixo, não têm prejuízo. Pode ser? Agradecida.

22 abril 2013

Do machismo

Não gosto de mulheres taxistas. Esta espécie junta o pior dos taxistas e das mulheres condutoras. Ou seja, das mulheres taxistas podemos esperar que não saibam conduzir muito bem, que façam coisas tipo andar na faixa da esquerda a 50 km/h e sem ninguém à direita e que ainda nos dêem máximos e/ou buzinem se as ultrapassarmos pela esquerda depois de tentarmos que se desviem. Conduzem mal como a maioria das mulheres e acham que têm sempre razão e que são donas da estrada como os taxistas. É o pior dos dois mundos. Pior que elas, só mesmo mulheres que conduzem autocarros, devido às dimensões dos veículos conduzidos, que podem naturalmente causar mais estragos, mas felizmente ainda são poucas. Como já disse aqui, odeio ser machista, mas há coisas que temos mesmo de admitir, por mais que nos custem. E as mulheres serem, no geral, más condutoras é uma delas (e sim, também me incluo no grupo, já admiti, sou uma besta na estrada).

18 abril 2013

Da tristeza

Não gosto de políticos. Como as pessoas sabem, são todos farinha do mesmo saco. Têm sede de poder e quanto mais meterem ao bolso e/ou fizerem favores aos seus amigos, melhor, são mais favores que podem cobrar quando saírem do poleiro. Entristece-me pensar nessas pessoas. Como pessoas, seres humanos. Para me alegrar, gosto de pensar que eles chegam a casa, depois do trabalho e vão para a cama chorar, tristes, todos os dias, por serem quem são e terem chegado onde chegaram, normalmente sem honra nenhuma. Gosto de pensar que eles pensam 'como é que eu me tornei nesta pessoa sem princípios e sem escrúpulos, eu não era assim'. E que adormecem com as lágrimas a escorrerem-lhes da cara até à manhã seguinte, quando acordam e finjem que gostam do que fazem. E que vão à psicoterapia todas as terças-feiras às 19h30.

17 abril 2013

Da vulgaridade

Não gosto de madeixas. Pronto, agora que acabei de perder cerca de metade das leitoras femininas posso continuar. Aquelas madeixas loiras que as mulheres quase todas usam. Aquelas que usam as senhoras de meia idade. Madeixas loiras em cabelo castanho escuro/preto. Se calhar nunca disseram às pessoas que o tom das madeixas deverá ser apenas um ou dois tons abaixo do seu tom natural, para não ficar com aquele ar artificial. E não gosto destas madeixas especialmente em mulheres novas. Porque acho que dá um ar pesado e velho e de Cinha Jardim. E porque ao fim de 35947 idas ao cabeleireiro para retocar as madeixas, já estão loiras por todo. Se querem o cabelo loiro, pintem todo de loiro e assumam de uma vez. Pronto, era isso (e agora adeus ao resto das leitoras femininas).

16 abril 2013

Do humor

Não gosto de me sentir mal com a minha roupa preferida. Todos nós temos uma roupa que gostamos que gostamos mais. E na qual nos sentimos bem, bonitas, confortáveis. Uma roupa à prova de humor. Quando estou assim mais triste ou mais em baixo, ou quando sei que vou precisar de ânimo extra, levo a minha roua preferida. Assim como que uma força extra para me ajudar a passar o dia. Mas há dias que nem isso serve. Nem com a nossa melhor roupa chegamos bem ao fim do dia. Há dias que chego a casa a sentir-me mal, aborrecida, feia, desolada, cansada... Dias que parecem eternos. Dias que nunca devia ter saído de casa. Em que o melhor era ter ficado a dormir. Às vezes, quem me dera ficar a dormir, à espera que tudo passe. Hibernar, como os ursos. Quem me dera hibernar.
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