15 maio 2013

Da igualdade

Não gosto da Desigual. Aquela loja caríssima onde as roupas são feitas de trapos. Trapos coloridos que eles cosem uns aos outros e já está. Para além de achar tudo demasiado caro e feio, a roupa é toda igual. Acho que levaram demasiado à letra o conceito de serem diferentes e ser aquilo a sua imagem de marca, porque todas as roupas de lá são iguais. Vemos alguém com uma saia da Desigual e topamos a quilómetros. Tudo muito semelhante. Não é loja para mim.

14 maio 2013

Da demora

Não gosto daquelas máquias de tirar o ticket com a nossa vez avariadas. Essas máquinas foram uma inevenção bastante boa. Uma pessoa vai à charcutaria, tira o ticket e vê que estão 15 pessoas à frente. Então vamos indo fazer o resto das compras e adiantar serviço. Quando as máquinas estão avariadas e não dão tickets, temos de ficar ali a secar tempos infinitos, na fila, atrás de 15 pessoas, à espera da nossa vez. Não sei porque os donos das lojas com máquinas de tickets não as arranjam imediatamente assim que avariam. Costumo ir a uma farmácia que tinha tickets. E como é uma farmácia concorrida, eu passava o tempo em que esperava pela minha vez a ver produtos. E às vezes até comprava. Uma vez fui lá e aquilo estava avariado. Pensei 'ok, é só hoje' e lá fiquei na fila. Mas não. O raio da máquina nunca mais funcionou. Há meses. E agora tenho de fila, senão perco a vez. E não vejo produtos. E não compro produtos novos. Quando chega a minha vez, já só quero sair dali para fora rápido, tal a seca que levei. Por isso, senhores das lojas, um bom conselho de negócio é arranjarem as máquinas de tickets. Os clientes não ficam tão aborrecidos e pode ser que até comprem mais coisas.

13 maio 2013

Do snobismo

Não gosto de beber água da torneira. Quando eu era miúda, achava estúpido que as pessoas não bebessem água da torneira. Porque para mim era igual à outra. Mas depois um gajo vai crescendo e vai começando a perceber que afinal nao é bem assim. O Universo castigou-me tanto que agora só gosto de água do Luso. A água do Luso é indiscutivelmente a melhor água de Portugal. E dos países do mundo onde eu já fui. Não há água melhor. Não sou assim tão snob que só beba água do Luso. Também acho a água da marca Continente bastante boa e a do Minipreço também. E em termos de marcas, a Vitalis também é jeitosa. Mas a do Luso dá-lhes quinze a zero a todas.

10 maio 2013

Da inflação

Não gosto de comprar CDs. Quer dizer, gosto, gosto muito atá de comprar CDs originais, mas cada vez é pior. Antes ainda havia algumas lojas que os vendiam, a Roma Megastore, a Virgin, a Valentim de Carvalho, entre outras. Hoje em dia é só a FNAC. A FNAC tem o monopólio dos CDs. A MediaMarkt tem 6 ou 7 CDs, mas aquilo praticamente nem conta (mas é verdade que quando se aproveitam, costumam ser baratos). Ora um gajo vai à FNAC e aqueles preços parecem-me demasiado inflacionados. Eu sei que os CDs nunca fora muito baratos, mas eles inventam as histórias dos digipak e dos DVD bónus e não conseguimos comprar um CD por menos de 30€. Eu até acho bem terem estas edições especiais à venda, mas só quando também têm disponível a versão 'normal' e mais barata. Assim sendo, quem conhece lojas de CDs na área do Porto, que tenham bastante diversidade (quero comprar CDs de metal, na maioria) e que tenha preços jeitosos?

09 maio 2013

Da celebração

Não gosto de publicidade exagerada. Não sei se todos repararam mas este último dia da Mãe foi quase tão celebrado como o Natal. Ele era sms com promoções para a Mãe, folhetos de produtos especiais para a Mãe, promoções, catálogos, tudo dedicado à Mãe. Sinceramente, não me lembro de alguma vez ter visto um alarido tão grande com o dia da Mãe. A minha opinião é que isto são efeitos da crise. As lojas andam tão, mas tão desesperadas para vender que usam qualquer desculpa para fazerem grandes campanhas e promoções. Vem o dia da Mãe e é publicidade em tudo quanto é loja. Suponho que agora o grande acontecimento seguinte sejam os santos populares. A seguir é o Verão, o regresso às aulas, o S. Martinho, Halloween, Natal, dia dos namorados, Carnaval, Páscoa e voltamos ao mesmo, toda a gente conhece o ciclo. Mas sinto que as lojas vão arranjar outras desculpas para promoções. Como o dia mundial da árvore e da floresta, onde todas as lojas vão vender os produtos de cor verde com 50% de desconto. Ou o dia mundial dos oceanos, onde todos os produtos que tenham água na sua composição têm um desconto de 20%. Ou o dia mundial do combate ao colesterol, onde todos o clientes que levem análises ao sangue feitas no último meio ano terão 30% de desconto. Ou o dia mundial da escola, onde todos os clientes que provem que sabem ler terão 40% de desconto em cartão sobre todos os produtos. Sei lá, o céu é o limite. É preciso arranjar mais celebrações!

08 maio 2013

Da distracção

Não gosto de fazer coisas. Não sou dessas pessoas que no seu tempo livre se dedicam a coisas. Não tenho nenhum hobbie em especial, não bordo, não faço surf, não faço trabalhos em papel reciclado, não ando na dança, não faço nada de interessante. Limito-me a vegetar no computador tempo a mais. No tempo que resta, durmo, vejo séries ou vou ao cinema. Gosto de bricolage, mas até para isso sou preguiçosa para começar. Antes de trabalhar lia bastantes livros, mas hoje em dia leio cada vez menos, mais nas férias. E às vezes vou jantar fora. Mas jantar fora nem sequer pode ser considerado uma actividade de tempos livres, é mais uma comodidade. Por isso, não sou dessas pessoas que acorda cedo ao fim de semana e diz coisas como 'vamos aproveitar o bom tempo!'. Eu não quero saber do bom tempo, não quero saber de aproveitar. Quero apenas estar no meu canto e que ninguém me aborreça. Não quero aproveitar, quero só existir.

07 maio 2013

Da semelhança

Não gosto de comprar casacos na Primavera. Vamos às lojas e praticamente não há casacos. Está frio na mesma, mas não se vendem casacos. Nas poucas lojas onde há casacos, são sempre iguais: blusões de ganga ou aqueles casacos de napa, tipo motoqueiro (e aqueles casacos de malha fininhos, mas esses nem contam, isso não aquece nada, é semelhante a vestir uma camisola). Blusões de ganga, thanks but no thanks. Os anos 80 e 90 já vão longe e é peça pela qual não tenho muito saudosismo. Em relação aos blusões de napa, tenho um há 3 anos e não o uso. Estava à procura de algo um pouco diferente. Mas pelos vistos os casacos na Primavera são raros como a água no deserto.

30 abril 2013

Da monotonia

Não gosto das casas do Reino Unido. Que país mais aborrecido. As casas são todas iguais. TODAS. Todas daquele tijolo laranja escuro, pequenino. Em todo o lado, em todas as casas. A primeira vez que estive lá ja tinha notado isso, se bem que menos, porque estive mesmo no centro de Londres e sempre há alguns prédios. Desta última vez fui para o country side. E aquilo é tudo igual. Tudo muito monótono. Até o hotel onde eu fiquei tinha desse tijolo. Há alguma razão para ser assim, tipo ser mais resistente à chuva, por exemplo, já que lá está sempre a chover, ou é pura opção estética?

29 abril 2013

Da pobreza

Não gosto de viajar com a Ryanair. Aquilo é uma autêntica feira. Nada de deixar as pessoas irem sossegadas, a dormir, nos seus lugares minúsculos. Nada disso. Eles aproveitam todas as oportunidades para venderem. Venderem tudo. Rifas, comida, perfumes, cigarros sem fumo, cartões telefónicos, tudo. É quando viajo com a Ryanair que me lembro que sou mesmo pobre. Por tudo. Uma viagem na Ryanair não é apenas uma viagem. Não é apenas ir do sítio A ao sítio B. Aquilo deveria ser descrito como uma 'experiência', como hoje em dia está tão na moda. É uma experiência sociológica. Deviam até cobrar mais por isso. Havia tanto a dizer sobre voar com a Ryanair. Como as pessoas se amontoam nos portões para serem as primeiras a entrarem. Como depois nem deixam passar quem tem priority boarding, com a sede de chegarem ao avião muito rápido. Como ninguém paga mala de porão e tentam meter tudo numa mala de mão que às vezes nem cabe no compartimento. Como a tripulação se farta de pedir para não guardarem mochilas e casacos nos compartimentos em cima, e sim no chão sob a cadeira da frente e são completamente ignorados. Como depois ficam alguns passageiros em pé, com ar de parvos, quando os compartimentos estão todos cheios e já não há sítio para a mala de mão. Como quando o avião aterra e sabemos que vamos ter de esperar imenso até sairmos, as pessoas rapidamente se levantam do seu lugar e ficam tipo sardinhas em lata nos corredores à espera. Como os lugares são minúsculos e completamente impróprios para mais de 2 horas de voo. Havia tanto a dizer, mas não vos quero maçar. Tenho a certeza que a maioria de vós já passou pelo mesmo, pelo menos uma vez. Resta-me esperar que um dia possa andar na TAP e que me ofereçam um daquelas sandes de salmão fumado que eu odeio e um chá quente para o jantar.

26 abril 2013

Da piada

Não gosto dos autocolantes Funny Pets. Sim, eu sei que ninguém sabe o que é. Ultimamente, ando um bocado colada em Bollycaos. E se bem se lembram, os Bollycaos têm sempre uma oferta, normalmente um autocolante. Os que estão a oferecer presentemente são uns que se chamam Funny Pets. Consistem em imagens de animais com uma frase. Supostamente engraçada. Mas não. De funny não tem absolutamente nada. Acho aliás que é o maior flop na história dos autocolantes. A sorte deles é eu já não ser criança e comprar aquilo por causa do bolo em si. Porque toda a gente sabe que as crianças só querem os bolos por causa das ofertas e não por serem particularmente bons.

24 abril 2013

Do sufoco

Não gosto de festas da espuma. Nem sei se isto ainda se faz, mas lembrei-me porque vi uma num episódio antigo do CSI. Fui uma vez a uma festa da espuma. Na Kadoc, há cerca de 12 anos. E ia morrendo. Incauta, fui para o meio da pista e nesse preciso momento pegaram lá o canhão de espuma e começaram a bombardear-me de espuma infinita. Espuma que se metia pelos meus olhos, nariz, boca... Comecei a engolir espuma, sem conseguir respirar, porque aquilo não parava de mandar espuma para o meio da pista. Já perto do sufoco, comecei a abrir caminho, empurrando ou chutando as pessoas, nem sei. Sei que quando saí lá do meio e consegui fnalmente respirar foi um alívio e fiquei a tremer e a pensar na vida durante uns minutos. Juro-vos que pensei que ia morrer ali no meio da puta da espuma. E teria morrido, se não tivesse saído de lá a tempo. Nunca mais. A partir daí, amaldiçoei todas as festas da espuma. Espuma é só no banho, obrigada.

23 abril 2013

Da escassez

Não gosto de ir a bares/restaurantes que não têm as bebidas que eu gosto. Bebo Martini Bianco. Não é uma bebida assim tão extraordinária. Não é como se eu pedisse um copo daqueles whiskies raros e/ou caros, tipo Macallan (don't ask, fui pesquisar). Isso percebe-se que não haja em todo o lado. Martini Bianco é uma bebida vulgar. Por isso fico nervosa quando não há. Porque fico sem alternativas. Sou assim um bocado esquisita em bebidas alcoólicas. Gosto de Martini Bianco e whisky. Às vezes, se for jantar fora, sabe-me bem beber um Martini com a refeição. Coisa que não posso fazer com um whisky. Então fico assim desorientada. E acabo por pedir uma Frize ou um ice tea qualquer que nem me estava a apetecer. Senhores da restauração, por favor abasteçam-se de Martini Bianco, ok? É barato, uma garrafa custa menos de 10€. Que facilmente amortizam em dois ou três copos. Nem que o resto vá para o lixo, não têm prejuízo. Pode ser? Agradecida.

22 abril 2013

Do machismo

Não gosto de mulheres taxistas. Esta espécie junta o pior dos taxistas e das mulheres condutoras. Ou seja, das mulheres taxistas podemos esperar que não saibam conduzir muito bem, que façam coisas tipo andar na faixa da esquerda a 50 km/h e sem ninguém à direita e que ainda nos dêem máximos e/ou buzinem se as ultrapassarmos pela esquerda depois de tentarmos que se desviem. Conduzem mal como a maioria das mulheres e acham que têm sempre razão e que são donas da estrada como os taxistas. É o pior dos dois mundos. Pior que elas, só mesmo mulheres que conduzem autocarros, devido às dimensões dos veículos conduzidos, que podem naturalmente causar mais estragos, mas felizmente ainda são poucas. Como já disse aqui, odeio ser machista, mas há coisas que temos mesmo de admitir, por mais que nos custem. E as mulheres serem, no geral, más condutoras é uma delas (e sim, também me incluo no grupo, já admiti, sou uma besta na estrada).

18 abril 2013

Da tristeza

Não gosto de políticos. Como as pessoas sabem, são todos farinha do mesmo saco. Têm sede de poder e quanto mais meterem ao bolso e/ou fizerem favores aos seus amigos, melhor, são mais favores que podem cobrar quando saírem do poleiro. Entristece-me pensar nessas pessoas. Como pessoas, seres humanos. Para me alegrar, gosto de pensar que eles chegam a casa, depois do trabalho e vão para a cama chorar, tristes, todos os dias, por serem quem são e terem chegado onde chegaram, normalmente sem honra nenhuma. Gosto de pensar que eles pensam 'como é que eu me tornei nesta pessoa sem princípios e sem escrúpulos, eu não era assim'. E que adormecem com as lágrimas a escorrerem-lhes da cara até à manhã seguinte, quando acordam e finjem que gostam do que fazem. E que vão à psicoterapia todas as terças-feiras às 19h30.

17 abril 2013

Da vulgaridade

Não gosto de madeixas. Pronto, agora que acabei de perder cerca de metade das leitoras femininas posso continuar. Aquelas madeixas loiras que as mulheres quase todas usam. Aquelas que usam as senhoras de meia idade. Madeixas loiras em cabelo castanho escuro/preto. Se calhar nunca disseram às pessoas que o tom das madeixas deverá ser apenas um ou dois tons abaixo do seu tom natural, para não ficar com aquele ar artificial. E não gosto destas madeixas especialmente em mulheres novas. Porque acho que dá um ar pesado e velho e de Cinha Jardim. E porque ao fim de 35947 idas ao cabeleireiro para retocar as madeixas, já estão loiras por todo. Se querem o cabelo loiro, pintem todo de loiro e assumam de uma vez. Pronto, era isso (e agora adeus ao resto das leitoras femininas).

16 abril 2013

Do humor

Não gosto de me sentir mal com a minha roupa preferida. Todos nós temos uma roupa que gostamos que gostamos mais. E na qual nos sentimos bem, bonitas, confortáveis. Uma roupa à prova de humor. Quando estou assim mais triste ou mais em baixo, ou quando sei que vou precisar de ânimo extra, levo a minha roua preferida. Assim como que uma força extra para me ajudar a passar o dia. Mas há dias que nem isso serve. Nem com a nossa melhor roupa chegamos bem ao fim do dia. Há dias que chego a casa a sentir-me mal, aborrecida, feia, desolada, cansada... Dias que parecem eternos. Dias que nunca devia ter saído de casa. Em que o melhor era ter ficado a dormir. Às vezes, quem me dera ficar a dormir, à espera que tudo passe. Hibernar, como os ursos. Quem me dera hibernar.

15 abril 2013

Da repetição

Não gosto que as pessoas se queixem do tempo. Eu sei que oficialmente já entramos na Primavera e está (quase) sempre a chover, mas já não posso ouvir pessoas a ranhosar com a chuva. Não sei, parece que se tornou uma obsessão colectiva, isto da chuva. Todos os dias ouço queixas e mais queixas, de pessoas diferentes, em sítios diferentes, em alturas diferentes. Será falta de assunto? Pá, queixem-se da crise. Pelo que me tenho apercebido, tem-se passado muita coisa nos últimos dias lá pela política. Falem antes disso. Mas por favor, parem de dizer que não pára de chover, que não há sol, que é Primavera e só chove, que é Abril e já devia estar calor... Não há paciência. Não somos nós que fazemos o tempo, por isso deal with it!

12 abril 2013

Da recordação

Não gosto de ter sonhos bons e depois não me lembrar quando acordo. Qunatas vezes não acordamos bem dispostos e não sabemos bem porquê? Ok, não são assim tantas vezes quanto isso, mas acontece. E eu sei que é por causa de algum sonho que tive, mas não me consigo lembrar. Mas às tantas se me lembrasse, não ia ser assim tão bom e não ia achar grande razão para estar bem disposta; afinal é só um sonho, que até já acabou. Por isso, se calhar é mesmo suposto ser assim.

05 abril 2013

Da mania

Não gosto de médicos. Já falei disso aqui, mas preciso de falar de novo. Cada vez mais acho que os médicos têm a mania. Não todos, que ainda há médicos muito bons no que fazem e com grande respeito pelos pacientes, mas tenho encontrado cada vez mais médicos emproados. A parte da espera nos consultórios é uma questão que me tira do sério. Já decidi que não mais esperarei. Secas superiores a meia hora só por motivos de força maior (uma operação demorada, por exemplo) e com pré-aviso. Numa das últimas consultas que tive, esperei para cima de uma hora e a tipa que me atendeu ainda foi super antipática. Escrevi uma reclamação no site da instituição mas não obtive resposta. Acho que já chega de não querer saber das pessoas, afinal somos nós que lhes damos trabalho. Para vocês não acharem que sou eu a exagerar, tenho uma amiga médica e ela própria admite que os médicos em geral são pessoas com a mania. Ela diz que nota diferença de tratamento quando não sabem que ela é medica e quando sabem. Uma parvoíce, portanto. Não sei se é isto que lhes ensinam nas faculdades, eu julgava que não, mas parece que pelos vistos têm é uma cadeira, que vale muitos ECTS, que se chama 'Títulos' e à qual todos passam com distinção. Ai de quem trate um médico com doutoramento por Doutor e não por Professor. E quem não trate qualquer um deles por Senhor Doutor. Mas este não é um problema exclusivo dos médicos, por isso vou reservá-lo para um novo post, brevemente.

04 abril 2013

Da sujidade

Não gosto de bálsamos de lábios. Aqueles que vêm em caixinhas de metal, normalmente (lembro-me assim de repente daquele da Vasenol, que há em várias cores. Ou geleia real da Oriflame, que também uso). Ou qualquer tipo de hidratante labial que não venha em formato baton. Acho que é fácil de perceber o porquê de eu não gostar: a dificuldade de aplicação. Como é que é suposto nós pormos aquilo, com os dedos? É o que eu costumo fazer, mas depois onde é que limpamos os dedos? Normalmente às calças de ganga... Mas não é nada prático. Quer dizer, uma pessoa tem de sujar o dedo todo para lambuzar os lábios e depois ainda temos de limpar o dedo. E não quero andar a pegar num lenço sempre que ponho bálsamo. Em casa costumo usar um pincel daqueles pequenos dos lábios, mas não vou andar de pincel atrás de mim fora de casa. É muito mais fácil em formato baton. Abrimos, puxamos para cima, pomos, fechamos. Simples e limpo.

03 abril 2013

Da antecedência

Não gosto de combinar coisas com pessoas com filhos. É sempre uma complicação. Nunca podem ir a lado nenhum sem saberem com, pelo menos, uma semana de antecedência. Se ligamos para tentar combinar alguma coisa para o dia seguinte, parece que estamos a pedir para irem fazer uma colonoscopia. Não, com pessoas com filhos nunca podemos ser espontâneos. Não podemos dizer 'e se hoje fossemos ver o Django Unchained?' porque é uma impossibilidade fazer planos para o próprio dia. No mínimo dos mínimos três dias de antecedêcia que é para terem tempo de... sei lá de quê. Arranjarem alguém para ficar com as crianças, suponho. Até percebo que possa ser difícil, mas como ainda não tenho filhos e como às vezes me apetece ir jantar fora duas horas antes do jantar, é uma coisa que ainda me custa a aceitar.

02 abril 2013

Do radicalismo

Não gosto de meio-termo. Em nada. Não sou uma pessoa de cinzentos. Sou mais de preto ou branco. Ou gosto muito ou odeio.Não sou de ter opiniões moderadas sobre as coisas. E isto aplica-se a tudo. A pessoas, a comida, a filmes, a coisas, a situações. Como já devem ter percebido, não gosto de muitas coisas. Mas também há muita coisa que eu gosto. E gosto muito. Não gosto de achar assim-assim. Ou sim ou não. Ou então não tenho opinião formada ainda, quando não tenho conhecimento suficiente sobre a coisa para a odiar ou adorar. Mas odeio ser moderada. A moderação é overrated.

28 março 2013

Da sorte

Não gosto de não ganhar passatempos. Houve uma altura que andava obcecada com passatempos na internet. Perdia horas à procra de passatempos e a preencher formulários e a procurar respostas. Mas a verdade é que lá ia ganhando uns bilhetes para antestreias de vez em quando. Ultimamente não tenho ganho nada. É verdade que já não dispendo o mesmo esforço do que nessa altura, mas queria ganhar alguma coisa, nem que seja uma amostra de detergente. É que não tenho ganho nada, mesmo nada, nem aquelas coisas que não são passatempos e só preencher formulários para nos enviarem amostras. Aliás, participei num passatempo em que era preciso dizer porque queríamos ganhar o berbequim que estavam a oferecer e aposto que não houve razão melhor do que a minha. No entanto, não fui eu a vencedora. Aposto que quem ganhou deve ser amigo do júri. Fiquei mesmo triste e o berbequim fazia-me muito jeito. Tenho de ganhar alguma coisa rapidamente.

27 março 2013

Da frieza

Não gosto de polacos. Não queria ser xenófoba, mas a ideia geral que tenho sobre os polacos é que são frios. Pelo menos, pelas experiências que tive com polacos até hoje. Na faculdade. havia uma polaca de Erasmus que era da minha turma. Acho que nunca conheci na faculdade alguém tão antipático. Ela nem chegava a ser antipática, ela basicamente desprezava toda a gente que não o seu coleguinha Erasmus (que não sei se também era polaco, mas se era, era uma excepção, pois era simpático). Depois trabalhei com três polacas, em sítios diferentes. E a ideia geral com que fiquei é que são assim pessoas frias. Não sei bem definir, mas são pessoas que não criam assim grande empatia com as outras pessoas. Ah! E estava a esquecer-me de outra polaca estagiária que também ignorava toda a gente da empresa, até ia comer às 15h para não apanhar ninguém na copa. Que feitio! Mas posso ter sido só eu a ter azar com os polacos que conheci. De certeza que também há polacos simpáticos. Não há?

26 março 2013

Da indiferença

Não gosto de homens mariquinhas. Não, não estou a falar de homossexuais. Estou a falar de homens mariquinhas com doenças. Homens deste mundo, percebam uma coisa, fazerem-se de coitadinhos e muito doentinhos quando só estão constipados não é nada sexy, nem abona a vosso favor. As mulheres não acham piada, as mulheres preferem homens fortes que não se deixam ir abaixo com uma reles constipação.. E, no meu caso, nem sequer tenho pena. Um colega de trabalho esteve doente. E andou cerca de uma semana a dizer-me todos os dias quais os medicamentos que estava a tomar e para que serviam e que exames ia fazer e a que médicos foi ou ia. Chegou a um ponto que eu desliguei. Já não o podia ouvir falar. Bendito smartphone (sim, já tenho um smartphone! iei!) com internet. As pessoas não percebem que os outros não querem saber se estão doentes. Perguntam se está tudo bem mas é uma forma de falar. Por muito que não esteja, basta um breve resumo da situação, não é necessário descrições pormenorizadas. Família e amigos podem querer saber. Ao colega de trabalho ou de turma é indiferente se tomaram 1 unico  benuron ou se andam encharcados em comprimidos e até adormeceram ao volante no caminho para o trabalho. As pessoas não querem saber, mentalizem-se disso.
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