25 março 2013

Da lentidão

Não gosto de andar na rua ao fim de semana. Eu desespero. Eu sei que as pessoas não têm de chegar a horas ao trabalho e há mais tempo para tudo, mas.. é mesmo preciso irem assim tão devagar? Era bom conseguirem meter a terceira, para não forçarem tanto o vosso carro, quando vão a 30 km/h. Os carros vão todos a morrer na estrada. Aliás, os carros arrastam-se na estrada. Mesmo nas auto-estradas as pessoas andam alegre e calmamente a 70 km/h. Quando andam a pé, vão muito devagarinho e a ocupar os passeios todos, de modo que quem quer andar mais rápido não consegue. Eu também tenho tempo normalmente, mas chateia-me TANTA calma, em TODA a gente, seja a andar de carro ou a pé. O meu ritmo natural não se adequa a esta situação, parece que as coisas acontecem em câmara lenta. É melhor começar a sair menos ao fim de semana.

22 março 2013

Da limpeza

Não gosto de mãos a cheirar a comida. Se há coisa que tenho mesmo de fazer depois de comer, é lavar as mãos. Eu odeio sentir as mãos sujas, no geral, mas depois de comer ainda me faz mais espécie. Se não puder, por alguma razão, fico a sentir-me assim porquita. Depois, enquanto não lavo as mãos, fico a obcecar com isso. Às vezes, na impossibildade de as lavar mesmo, uso toalhitas ou aquele gel de limpeza, mas não é a mesma coisa. Não há nada que bata água e sabonete.

21 março 2013

Do fim

Não gosto que o Google Reader vá acabar. Eu sigo os blogs todos no Reader, é super mais fácil do que andar de blog em blog para procurar actualizações. Quando há actualizações, elas aparecem no Reader Agora a Google lembrou-se que vai acabar com o Reader. Malditos! Como vou agora seguir os blogs todos? Digam-me por favor aplicações semelhantes, com interface para telemóvel, para eu poder ir experimentando, para quando chegar a altura não sofrer muito. Já experimentei o Feedly e o Bloglovin mas não me convenceram. Estou mesmo abatida com esta notícia e sem esperança. A vida na internet como a conheço está prestes a terminar.

20 março 2013

Do interesse

Não gosto de pessoas que não respondem aos anúncios. Pessoas que têm anúncios no Olx e Custo Justo, sem telefone de contacto, e não respondem aos e-mails que recebem. Quer dizer, se as pessoas põem anúncios, é porque querem vender as coisas. Se não deixam número de contacto, a única forma que têm de receber as respostas é por e-mail. Se não vêem o e-mail, não há forma de vender as coisas. Parece-me que não há nenhuma falha no meu raciocínio. Quando eu andei a despojar-me de praticamente todos os meus pertences nesses sites, andava sempre colada ao e-mail, para responder a possíveis intreressados. Mesmo que as perguntas às vezes fossem demasiado idiotas e cheias de erros (foi uma das coisas mais importantes que aprendi, 90% das pessoas que responde aos anúncios não sabe escrever), eu via sempre o e-mail e respondia sempre, quer estivesse nteressada em vender ou não. Semana passada enviei uma porrada de e-mails e recebi apenas duas ou três respostas. Dos outros nada, até hoje.

19 março 2013

Do disfarce

Não gosto de consultores. Os consultores são uma praga dos tempos modernos. Suponho que o problema não seja meu e que as outras pessoas já tenham reparado, mas corrijam-me se estiver errada. Hoje em dia, para qualquer trabalho, por mais 'humilde' que seja, as pessoas gostam de dourar a posição como sendo 'consultor' de qualquer coisa. É ver consultores de segurança, consultores comerciais, consultores de inovação, consultores de tudo. Parece que há uma vergonha generalizada de se dizer que somos contabilistas, por exemplo, e então passamos a ser consultores financeiros. Os vendedores de coisas em geral são agora consultores comerciais. Provavelmente ficará muito melhor no currículo escrever consultor de recursos humanos do que técnico de recursos humanos; os técnicos são subalternos, os consultores são grandes estrategas do nosso tempo. E depois ainda dividem em consultor junior e senior. Quem está há um mês a vender máquinas para agricultura, é consultor agrícola junior... Fico um bocado aborrecida com estas estratégias do mundo moderno.

18 março 2013

Da coloração

Não gosto de cabelos loiros. Não gosto, nao me fica bem. Nas outras pessoas depende, não há uma resposta universal. Depende se é aquele amarelo bairro, depende se têm raízes pretas à mostra, depende se fica bem com o tom de pele da pessoa, depende se não tem aquele ar seco tipo palha, depende de muitos factores. Há pessoas que ficam bem em versão loira e outras que não ficam. Eu sou uma das pessoas que não ficam. E sei, não porque tenha alguma vez tido o cabelo loiro, mas porque quando pintei de preto e quis mais tarde mudar para outra cor tive de descolorar e então deu para ver que parecia uma morta. Mas, por alguma razão que me ultrapassa, todas as cabeleireiras obcecam com o loiro. Vou a um qualquer cabelerieiro e lá vêm elas 'ficavam muito bem neste cabelo umas madeixas loiras', é certinho. E lá tenho eu de dizer 'hmmm, não gosto de loiro, sou mais de vermelhos...'. Será que elas não vêem que sou branca como a cal, é raro ir para a praia, e que vou parecer feita de cera com o cabelo loiro, ainda que sejam só madeixas? É que nunca ninguém me recomendou castanho ou vermelho ou preto, é sempre loiro. Porquê? Párem com isso, odeio loiro.

15 março 2013

Da imaginação

Não gosto de sacos na estrada. Sacos de plástico do Continente ou do Dia. Esses. Quando vejo um, tento sempre passar-lhe ao lado. É que aquilo depois agarra-se ao nosso carro, com o andamento, e só sai quando paramos. Ou então fica mesmo preso, se for na parte de baixo do carro. E eu começo logo a imaginar um filme enorme na minha cabeça: o saco ficou preso a uma peça importante em termos de exaustão (por exemplo, ao tubo de escape), o motor não vai conseguir 'respirar', vai ficar tudo cá dentro, o carro sobreaquece e explode. Acaba sempre numa explosão. Ou então aquele cenário típico de o saco ficar no pára-brisas, a tapar a visão, e como não consigo ver para a frente vou contra um rail e o carro explode. O carro explode sempre, como nos filmes. E eu fico apavorada quando vejo sacos a voar. Ainda por cima, não conseguimos prever o movimento deles, porque basta um bocado de vento e eles mudam completamente a trajectória. Raios, quem é que deita sacos na estrada afinal?... Se o meu carro sobreaquecer e explodir, a culpa é de um saco, já sabem.

14 março 2013

Da moda

Não gosto de algumas modas que por aí aparecem. Umas delas é esta de andar com as cuecas à mostra. Não sei se se pode chamar a isto uma moda até... É uma cena dos adolescentes. Ainda outro dia passei por um miúdo e vinha com o cu todo de fora, a mostrar os boxers com desenhos. A minha vontade era sair do carro e ir lá e dizer 'olha, não deves ter reparado, mas estás com o cu de fora', enquanto lhe puxava as calças para cima. Não sei mesmo o que vai na cabeça destes moços para andarem com as cuecas de fora. É que não lembra a ninguém. Andar com o cu fora das calças, a mostrar as cuecas... Não sei, quanto mais penso nisto, mais ridículo me parece. A única vantagem é pelo menos a necessidade de terem uma higiene mais cuidada, pois se forem porquitos, as pessoas topam à distância. Freaks.

13 março 2013

Da obsessão

Não gosto de telemóveis touch. Lembram-se de eu querer um smartphone? Pronto. Acabei por comprar um. Comprei um Sony Xperia com Android, que me custou 130€. Um pouco acima do valor que tinha em mente, mas pareceu-me ma boa relação preço-qualidade. Tenho que dar razão às pessoas que elogiam o Android. Sim, senhor, aquilo é muito jeitoso. Vamos à lojinha buscar a aplicação e fica tudo a funcionar bem no nosso telemóvel. Vejo os mails direitinhos, imagens e tudo, e posso fazer logo a gestão das etiquetas. Tenho também a aplicação para o Reader, muito jeitosa também, onde consigo ler todos os updates dos blogs que sigo, e tenho a do Blogger. Como pessoa simples que sou, estas três coisas bastam-me. E eu estaria muito contente com isto se tudo... se não odiasse o facto de o telemóvel ser touch. Para aceder às aplicações, menos mal. O que me lixa mesmo são as mensagens. Não consigo escrever mensagens. 'Ah e tal, tu habituas-te'. Não, já tenho o telemóvel há um mes e não me habituo. Aliás, cada vez que escrevo uma mensagem dá-me vontade de chorar. Com estes dedos sapudos, carrego em três letras ao mesmo tempo. Nunca acerto na letra que quero. Envio mensagens cheias de erros, porque começo a perder a paciência depois de cinco minutos. Não vale a pena, nunca conseguirei usar um telemóvel touch e ser feliz. E por isso, quero um Android com teclado qwerty. Ando a obcecar com isto há dias. E apesar de me pesar a consciência por ir gastar dinheiro novamente, preciso disso para poder voltar a ser feliz. Optimus Helsinki, não és muito bonito e se calhar também não és grande coisa, mas vais ser meu, pequenino, e vamos ser felizes juntos. Com teclas. Para sempre.

12 março 2013

Da formalidade

Não gosto de fotos de CV. Porque é que as pessoas põem sempre fotografias tiradas em casamentos nos seu currículos? Depois de analisar vários CV, cheguei à conclusão de que cerca de 60% das pessoas usa fotos tiradas em casamentos. Para piorar tudo, em algumas até se vê o braço de alguém lá atrás, enquanto abraçam a pessoa em questão. Será que é porque acham que estão na sua melhor forma, bem vestidos e bem penteados? Sinceramente, não acho que fique assim muito bem, até porque se nota perfeitamente que aquilo é numa festa qualquer. Não sei, a mim dá-me sempre a impressão de serem pessoas parolas e que só se arranjam para casamentos e, por isso, escolheram aquela foto. Bem, podia ser pior e podiam ser aquelas fotos que as pessoas tirarm em frente aos azulejos da casa de banho...

11 março 2013

Da dúvida IV

Não gosto de ter dúvidas. Mais algumas, desta vez dedicadas especialmente às bloggers de moda: como é que as bloggers conhecidas recebem prendas dos seus fãs? Eles mandam mail a dizer que querem mandar uma prenda e elas mandam a morada, é isso? Ou mandam para um apartado? Mas nesse caso, como recebem coisas grandes? Tinha idea que nos apartados só se podiam receber cartas, por aquilo ser uma simples caixa de correio. E quem lhes tira as fotografias todos os dias, para mostrarem os seus modelitos? E estas pessoas normalmente trabalham, estudam ou vivem à custa do blog?

08 março 2013

Da irregularidade

Não gosto da BP. Em termos de gasolineiras, não costumo por norma frequentar as 'de marca'. Como sou pobre, vou abastecer às baratas dos hipermercados. No entanto, desloco-me por vezes a estações de serviço para comprar tabaco. A Galp é, de todas, a que conta mais vezes com a minha presença. Não tanto por uma questão de preferência, mas porque estão quase sempre em sítios mais populares, mais à mão, portanto. Até um dia desta semana, não tinha nada de extremamente positivo a apontar à Galp, mas devido a acontecimento recentes, passou a ser a minha estação de serviço preferida. Ora eu vinha de carro e queria comprar tabaco. Situação normal. Avisto uma BP e pensei 'óptimo, vou já aqui'. No entanto, quando me aproximo, verifico que a BP fica do lado de lá da linha contínua. Ou seja, era apenas acessível a quem vinha de uma estrada secundária à direita. Não me parece ter muito sentido, pois estão a perder todos os clientes que vêm na via principal, mas ok, pode  ter sido azar. Ando mais uns kms e avisto outra BP. Poça, nunca vi tantas BP juntas! Fixe, vou a esta! Entro e... ah... não têm loja, apenas uma cabine para fazer o pagamento do combustível. Saio e continuo em busca de outra bomba de gasolina. Mais uns kms e... foda-se! outra BP! Que aconteceu às Galps e Repsols (eu sei que não existe plural, mas é para combinar) deste mundo? Dirijo-me para a bomba mas... onde se entra mesmo? Huummmm, Maat olha à volta com atenção... ah, é ali. Entro e vejo carros parados em todo o lado, às três pancadas, sem qualquer planeamento de território. Aquele espaço à beira da loja mesmo, onde as pessoas que não querem abastecer costumam estacionar, é inexistente. Até as próprias bombas não estavam em paralelo. Lá parei o carro em qualquer lado e fui comprar o tão desejado maço de tabaco. Se bem me lembro, nunca tinha entrado numa BP na vida (porque simplesmente não têm aparecido no meu caminho), mas depois da experiência com estas três seguidas espero nunca mais precisar de ir a nenhuma. Agora percebo porque é que a Galp é a gasolineira com mais sucesso em Portugal.

07 março 2013

Da inflação

Não gosto do Clube Fashion. Nos tempos que correm, até tenho medo de ser processada, mas tenho de deixar aqui a minha opinião. Não sei se toda a gente conhece o Clube Fashion. Para quem não conhece, é um site de compras, mas um pouco diferente do Groupon e Lets Bonus e esses. O Clube Fashion normalmente vende artigos de colecções antigas com desconto. É uma espécie de outlet, vá. Não costumo comprar lá frequentemente, apenas vou vendo os mails que me vão chegando. O que compro normalmente são Melissas, porque costumam estar com bons preços. Mas ainda há pouco houve uma campanha da Swatch e confirmei o que já sabia há muito tempo: eles aumentam os preços 'antigos', para parecer que dão um desconto muito grande. Posso dar o exemplo de um relógio igual a um que tenho, que tinha um preço inicial anunciado de 138,5€ e preço com desconto de 103,5€. Ora o preço inicial do relógio não é esse que eles anunciam. O relógio custa 120€ em qualquer loja. Por isso o desconto é menos de 20€, quando eles querem fazer parecer que é de 35€. Isto se calhar não interessa muito, porque de facto o preço tem algum desconto. Mas aborrece-me saber que eles inflacionam o preço inicial para as pessoas julgarem que estão a fazer uma compra melhor do que na realidade. Já tinha reparado nisto em alguns artigos, mas é difícil saber o preço exacto das coisas. Por acaso apareceu esta campanha e apareceram vários relógios dos quais eu sei o preço. E acho que é chato enganarem as pessoas, ainda que só um bocadinho. De resto, não tenho queixa. Os artigos têm chegado sempre direitinhos e quando é para trocar as Melissas que não me servem também tem corrido tudo bem. Mas pronto, é só para avisar as pessoas que ainda não tinham reparado.

06 março 2013

Da diferença

Não gosto daquelas pessoas que dizem que gostam mais do Burger King do que do McDonald's. Acho sempre que estão a dizer aquilo só para se armarem e serem diferentes das outras. Haverá algum hambúrguer melhor do que o McDonald's? Um dia, estava num shopping onde não havia McDonald's (sim, existem!) e estava a apetecer-me comer hambúrguer  Então, na loucura, decidi experimentar Burger King. E gostei. E comecei a comer lá mais frequentemente. E comecei a adorar. E facilmente comecei a gostar mais do que do McDonald's. A carne é mais suculenta e muito mais saborosa. Até as batatas, que ao início podem parecer piores, acabam por ser melhores. Não são tão estaladiças, é verdade, mas ao menos não ficamos com colesterol por causa dos 3 kg de sal que lhes deitam em cima. Sim, eu tornei-me numa dessas pessoas que acha que o Burger King é melhor do que o McDonald's. O mundo deve estar para acabar...

05 março 2013

Do respeito

Não gosto de ver lugares de estacionamento de grávidas ou deficientes cheios. Ainda outro dia quando me desloquei a um shopping, havia cerca de 6 lugares de deficientes todos ocupados com carros. Por algum motivo, custa-me a acreditar que estivessem lá 6 pessoas portadoras de deficiência, que fossem portadoras do dístico que lhes permite estacionar nestes sítios. Cheira-me que o que aconteceu é que estavam lá 6 bestas que se fartaram de procurar lugar e estacionaram ali, que são lugares maiores do que os outros e até são mesmo ali à porta. Fico doente com isto. Confesso que está situação me passava um bocado ao lado até ter um amigo paraplégico. Só depois disso, percebi o quão difícil é para ele sair do carro e montar a cadeira de rodas ao lado do carro quando está sozinho. Para além de não ser muito fácil, é um processo que precisa de espaço. Espaço esse que ele não tem num comum lugar de estacionamento. Daí os lugares de estacionamento para deficientes serem mais largos. E estão mais perto da porta por uma questão de comodidade. O mesmo se aplica para as grávidas. Não para as grávidas de 2 ou 3 meses que nem têm barriga, mas para aquelas que já tem uma barriga jeitosa e que já lhes custa andar, enquanto carregam com a criança que já começa a pesar. Os lugares existem para serem usados por quem realmente precisa e não por um qualquer espertalhão que não quer ir deixar o carro no piso -2 porque é mais longe. Se eu pudesse, riscava todos os carros que estão nestes lugares indevidamente.

04 março 2013

Da dúvida III

Não gosto de ter dúvidas. Mais uma dúvida que me surgiu e me atormenta: como raio é que vai parar roupa ao meio da auto-estrada? Sempre que passo numa auto-estrada e vejo roupa lá no meio pergunto-me como aquilo lá chegou. São sítios onde não há casas perto. E falo de roupa mesmo, ou pelo menos coisas que parecem roupa mesmo, t-shirts, casacos e isso. Se é um boné, eu percebo que pode voar pelo carro. Ou um cachecol, vá. Mas como é que umas calças nos voam das pernas, pela janela do carro, numa auto-estrada? Será que são camiões de roupa que deixam cair camisolas e casacos, como acontece com os camiões de pedras, por exemplo? Por favor, quem souber resolver este mistério que me elucide.

01 março 2013

Da cedência

Não gosto de pessoas que me pedem coisas que eu vou precisar. Como se recusa? Vou dar um exemplo. Tenho andado constipada. E uma colega de turma pediu-me um lenço. Eu tinha lenços, de facto, mas só tinha três. E ia precisar deles, porque já sei como sou, quando começa, não pára. E não queria dizer-lhe que não tinha, porque depois ela ia ver-me a assoar o nariz a lenços novos. Mas também não lhe queria dar, porque eles eram meus e eu ia precisar. O que podia eu fazer nesta situação? Bem, sem tempo para delinear uma esratégia, lá lhe dei a merda do lenço, enquanto a amaldiçoava e repetia para mim que nunca mais daria lenços a ninguém, nem que depois me chamassem mentirosa. Claro que assim que gastei os dois lenços que me restavam, passei o resto da aula a limpar o ranho aos lenços todos molhados (nojo) e cheguei mesmo a ter ranho nos dedos, tal a quantidade que me saía do nariz e que os lenços já saturados que eu tinha não conseguiam absorver, enquanto olhava para ela com ódio. Lição aprendida, nunca mais dar algo que me possa vir a fazer falta muito brevemente. Tenho apenas de treinar a melhor maneira de o fazer: dizer logo que não tenho, mesmo tendo, ou dizer que tenho mas não posso ceder (adoro este conceito de ceder) nenhum, porque vou precisar?

28 fevereiro 2013

Da sobrelotação

Não gosto de dossiers cheios. Poça, que mania das pessoas de encherem as capas até àquele ponto em que quando abrimos as argolas para ir buscar alguma coisa, que por azar está logo nas primeiras (ou nas últimas, o efeito é o mesmo) soltam-se aí umas vinte folhas e temos de as pôr lá de novo uma a uma, senão aquilo nem fecha. Sabem como é? Quando os dosssiers estão cheios, a solução para acrescentar folhas é só uma: arranjar um dossier novo.

27 fevereiro 2013

Da transgressão

Não gosto de peões que passam o sinal vermelho. Se os condutores que passam vermelhos são multados, por que não acontece o mesmo aos peões? Se não está a passar nenhum carro, não faz diferença. Mas às vezes eles metem-se com o verde para os carros e depois temos de travar para não lhes passarmos por cima. Quase todos os dias passo por um semáforo que fica verde durante 15 segundos. Depois fica cerca de 7 minutos vermelho. É escusado dizer que quando algum peão passa já com o sinal vermelho para eles e verde para os carros fico possuída. Comço a paitar quem nem tola e apetece-me levá-los à minha frente. Caraças, eles têm minutos e mais minutos para passar, mas não, não querem, querem só passar nos escassos 15 segundos que o semáforo muda para verde e onde passam quatro carros com sorte. Se algum demorar mais a arrancar já só passam três. E se aparecer algum daqueles totós que param no amarelo, passam dois. Pessoas, párem de se meter à frente dos carros quando têm o sinal vermelho, ok? Esperem pelo verde, como os carros fazem, sim?

26 fevereiro 2013

Do bom senso

Não gosto de pessoas que andam com os tupperwares todos atrás. Eu sei que está muito na moda a poupança, as lancheiras e levarmos comida caseira para tudo quanto é lado, mas, pessoas, vamos lá a ter um bocado de bom senso, por favor. Não vamos levar tachos e panelas e tupperwares e talheres e a cozinha toda atrás de nós. O que aconteceu às sandes, bolachas e iogurtes? Há mesmo necessidade de levarem um tupperware com salada de fruta, ao qual misturam um iogurte e mexem e juntam bolachinhas e cortam fruta aos bocados? Eu sei que não é nada comigo, mas pessoas assim complicadas enervam-me. Ainda há outro dia, na pausa da aula de alemão, uma moça que estava perto de mim levava para cima de 5 kg de material. Saca de um kiwi e de um faca, corta o kiwi ao meio, saca de uma colher e come o kiwi à colher. Depois saca de um tupperware e come o que quer que estava lá dentro. Eu até já estava a vê-la a ir depois à casa de banho lavar a loiça toda que sujou. Não seria muito mais fácil levar uma sande e um iogurte líquido? Ou um pacote de bolachas e um leite achocoatado? Ou fruta que se coma à mão, tipo maçã, pera ou banana? Até compreendo que se carregue toda esta série de coisass, mas para um sítio onde haja uma copa, não para se comer na mesa da sala de aula. Tenho visto demasiadas pessoas a fazerem isto demasiadas vezes. Vamos lá a ser mais práticos e a deixar a loiça para usarmos quando estivermos em casa.

25 fevereiro 2013

Da recuperação

Não gosto de perder seguidores. Lembram-se deste post onde eu me queixava de ter perdido um seguidor? Pois não só recebi um comentário de um leitor a dizer que tinha apagado o seu blog e provavelmente era esse o motivo de eu ter visto o número de pessoas que gostam de mim a baixar, como desde então tive mais 5 seguidores. Wow, cinco! Tantos! E, sem desprimor para os outros, pois todos os leitores são importantes, quero agradecer ao POC, uma vez que eu já o seguia há bastante tempo (mas não sou seguidora do blog dele, nem sei como isso funciona, alguém me disse uma vez que era uma espécie de reader do blogger, mas eu estou habuituada ao Google Reader) e é bom sabermos que as pessoas que seguimos também gostam de nos ler. Para além dele, agradeço também à Scarlet, à Mia, a' O Fulano e à Marta, que se tornaram meus seguidores desde que eu me queixei. E agradeço também aos outros todos já existentes. É graças a vós que o blog está quase quase a atingir 100.000 visitas (faltam menos de 50). Obrigada por me lerem! Voltei.

13 fevereiro 2013

Da tristeza

Não gosto de tragédias. Nem de imitar bloggers famosos. Mas parece que chegou a minha vez. À semelhança do que aconteceu com a Pólo Norte, também a mim me assaltaram a casa. Não levaram plasmas nem computadores, mas levaram dinheiro e um carro, entre outras coisas. Que entretanto apareceu, avariado. Não quero falar muito sobre este assunto, porque entretanto já o dissequei de várias formas possíveis, mas pronto, é assim mais numa de me desculpar por não ter vindo cá nos últimos dias. Não tenho andado muito contente nem com vontade de escrever, como devem imaginar. Mas eu volto. Até já.

PS: Na remota possibilidade de me estares a ler, Pólo Norte (faz de conta que sabes que eu existo), era espectacular se me desses dicas sobre como ultrapassar esta assunto, tendo tu já passado por isso e sendo psicóloga, mais ainda.

06 fevereiro 2013

Do tempo

Não gosto de dormir pouco. Tenho dormido pouquinho, com muita coisa para fazer e o tempo a passar a voar. Pouco tempo para odiar coisas e menos tempo ainda para escrever sobre elas. Hoje é meio de semana, dia de descanso. Amanhã há mais.

PS: quero um smartphoooneeee.

05 fevereiro 2013

Da possibilidade

Não gosto de passar por baixo de viadutos ou pontes. Esta é uma fobia parecida com a dos camiões de troncos de madeira (que por acaso me andam a perseguir). Uma vez uns amigos passaram na avenida por baixo da ponte da Arrábida e disseram-me que estava um corpo lá no chão. Supostamente era uma mulher que se tinha mandado da ponte, mas, como o vento, o seu corpo em vez de ir parar ao rio, foi parar ao meio da estrada. Ora se ela caísse em cima de um carro provavelmente não seria só ela a morrer. Então, agora sempre que passo numa ponte olho para cima para ver se não está nenhum suicida prestes a mandar-se para cima de mim. Estou sempre à espera que me caia alguma coisa em cima do tejadilho. Eu percebo que as hipóteses de isto acontecer serão de cerca de 1 para 100.000, mas mesmo assim são maiores do que ganhar o Euromilhões (1 em 116 milhões - esqueçam, não vai acontecer). Por isso, olho sempre para cima e passo rápido, por via das dúvidas.

04 fevereiro 2013

Da escassez

Não gosto de ir ao IKEA e precisar de algum funcionário. Desafio toda a gente a encontrar um funcionário do IKEA disponível. Pago até 10€ a quem encontrar. Podia até pagar 1.000€, porque não ia mudar nada, o dinheiro ia ficar todo do meu lado na mesma. É impossível. Impossível nem é a palavra mais correcta, é mais inexistente. Um funcionário do IKEA disponível para atender os clientes é inexistente. Em cada secção há um sítio onde podemos supostamente encontrar o funcionário da secção, onde está o computador e isso. Se vamos por aqui, nunca, mas nunca mesmo, há um funcionário nestes sítios. Ou isso ou está com alguém que estava lá antes de nós e que vai demorar pelo menos 1 hora a escolher a configuração do armário. Às vezes anda um ou outro pela loja, mas estão sempre acompanhados de clientes difíceis, que querem experimentar todos os colchões ou ver todas as cozinhas. Seja qual for a situação, nunca há nenhum que nos possa atender. Até hoje, de todas as vezes que precisei (ok, não foram muitas), tive sempre de correr quase a loja toda ou esperar imenso tempo para conseguir apanhar alguém que me pudesse ajudar. Poderia pensar que a culpa não é do IKEA, que quando eu vou está sempre muita gente e é normal esperar, mas há outro factor que me indica que é uma política da loja ter tão poucos funcionários: a fila das caixas. Nem no Minipreço, que as funcionárias fazem tudo, desde caixa a reposição e limpeza da loja, há tanta gente à espera para pagar. É impressionante, sempre que vou para a caixa há filas de metros e duas ou três caixas abertas apenas. Assim se percebe como conseguem preços tão baixos, é o dinheiro que poupam em funcionários.

PS: peço desculpa à Rafa, que já explicou que é A IKEA, que eles próprios desejam esta designação, mas não consigo mesmo dizer isso.
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