07 março 2013

Da inflação

Não gosto do Clube Fashion. Nos tempos que correm, até tenho medo de ser processada, mas tenho de deixar aqui a minha opinião. Não sei se toda a gente conhece o Clube Fashion. Para quem não conhece, é um site de compras, mas um pouco diferente do Groupon e Lets Bonus e esses. O Clube Fashion normalmente vende artigos de colecções antigas com desconto. É uma espécie de outlet, vá. Não costumo comprar lá frequentemente, apenas vou vendo os mails que me vão chegando. O que compro normalmente são Melissas, porque costumam estar com bons preços. Mas ainda há pouco houve uma campanha da Swatch e confirmei o que já sabia há muito tempo: eles aumentam os preços 'antigos', para parecer que dão um desconto muito grande. Posso dar o exemplo de um relógio igual a um que tenho, que tinha um preço inicial anunciado de 138,5€ e preço com desconto de 103,5€. Ora o preço inicial do relógio não é esse que eles anunciam. O relógio custa 120€ em qualquer loja. Por isso o desconto é menos de 20€, quando eles querem fazer parecer que é de 35€. Isto se calhar não interessa muito, porque de facto o preço tem algum desconto. Mas aborrece-me saber que eles inflacionam o preço inicial para as pessoas julgarem que estão a fazer uma compra melhor do que na realidade. Já tinha reparado nisto em alguns artigos, mas é difícil saber o preço exacto das coisas. Por acaso apareceu esta campanha e apareceram vários relógios dos quais eu sei o preço. E acho que é chato enganarem as pessoas, ainda que só um bocadinho. De resto, não tenho queixa. Os artigos têm chegado sempre direitinhos e quando é para trocar as Melissas que não me servem também tem corrido tudo bem. Mas pronto, é só para avisar as pessoas que ainda não tinham reparado.

06 março 2013

Da diferença

Não gosto daquelas pessoas que dizem que gostam mais do Burger King do que do McDonald's. Acho sempre que estão a dizer aquilo só para se armarem e serem diferentes das outras. Haverá algum hambúrguer melhor do que o McDonald's? Um dia, estava num shopping onde não havia McDonald's (sim, existem!) e estava a apetecer-me comer hambúrguer  Então, na loucura, decidi experimentar Burger King. E gostei. E comecei a comer lá mais frequentemente. E comecei a adorar. E facilmente comecei a gostar mais do que do McDonald's. A carne é mais suculenta e muito mais saborosa. Até as batatas, que ao início podem parecer piores, acabam por ser melhores. Não são tão estaladiças, é verdade, mas ao menos não ficamos com colesterol por causa dos 3 kg de sal que lhes deitam em cima. Sim, eu tornei-me numa dessas pessoas que acha que o Burger King é melhor do que o McDonald's. O mundo deve estar para acabar...

05 março 2013

Do respeito

Não gosto de ver lugares de estacionamento de grávidas ou deficientes cheios. Ainda outro dia quando me desloquei a um shopping, havia cerca de 6 lugares de deficientes todos ocupados com carros. Por algum motivo, custa-me a acreditar que estivessem lá 6 pessoas portadoras de deficiência, que fossem portadoras do dístico que lhes permite estacionar nestes sítios. Cheira-me que o que aconteceu é que estavam lá 6 bestas que se fartaram de procurar lugar e estacionaram ali, que são lugares maiores do que os outros e até são mesmo ali à porta. Fico doente com isto. Confesso que está situação me passava um bocado ao lado até ter um amigo paraplégico. Só depois disso, percebi o quão difícil é para ele sair do carro e montar a cadeira de rodas ao lado do carro quando está sozinho. Para além de não ser muito fácil, é um processo que precisa de espaço. Espaço esse que ele não tem num comum lugar de estacionamento. Daí os lugares de estacionamento para deficientes serem mais largos. E estão mais perto da porta por uma questão de comodidade. O mesmo se aplica para as grávidas. Não para as grávidas de 2 ou 3 meses que nem têm barriga, mas para aquelas que já tem uma barriga jeitosa e que já lhes custa andar, enquanto carregam com a criança que já começa a pesar. Os lugares existem para serem usados por quem realmente precisa e não por um qualquer espertalhão que não quer ir deixar o carro no piso -2 porque é mais longe. Se eu pudesse, riscava todos os carros que estão nestes lugares indevidamente.

04 março 2013

Da dúvida III

Não gosto de ter dúvidas. Mais uma dúvida que me surgiu e me atormenta: como raio é que vai parar roupa ao meio da auto-estrada? Sempre que passo numa auto-estrada e vejo roupa lá no meio pergunto-me como aquilo lá chegou. São sítios onde não há casas perto. E falo de roupa mesmo, ou pelo menos coisas que parecem roupa mesmo, t-shirts, casacos e isso. Se é um boné, eu percebo que pode voar pelo carro. Ou um cachecol, vá. Mas como é que umas calças nos voam das pernas, pela janela do carro, numa auto-estrada? Será que são camiões de roupa que deixam cair camisolas e casacos, como acontece com os camiões de pedras, por exemplo? Por favor, quem souber resolver este mistério que me elucide.

01 março 2013

Da cedência

Não gosto de pessoas que me pedem coisas que eu vou precisar. Como se recusa? Vou dar um exemplo. Tenho andado constipada. E uma colega de turma pediu-me um lenço. Eu tinha lenços, de facto, mas só tinha três. E ia precisar deles, porque já sei como sou, quando começa, não pára. E não queria dizer-lhe que não tinha, porque depois ela ia ver-me a assoar o nariz a lenços novos. Mas também não lhe queria dar, porque eles eram meus e eu ia precisar. O que podia eu fazer nesta situação? Bem, sem tempo para delinear uma esratégia, lá lhe dei a merda do lenço, enquanto a amaldiçoava e repetia para mim que nunca mais daria lenços a ninguém, nem que depois me chamassem mentirosa. Claro que assim que gastei os dois lenços que me restavam, passei o resto da aula a limpar o ranho aos lenços todos molhados (nojo) e cheguei mesmo a ter ranho nos dedos, tal a quantidade que me saía do nariz e que os lenços já saturados que eu tinha não conseguiam absorver, enquanto olhava para ela com ódio. Lição aprendida, nunca mais dar algo que me possa vir a fazer falta muito brevemente. Tenho apenas de treinar a melhor maneira de o fazer: dizer logo que não tenho, mesmo tendo, ou dizer que tenho mas não posso ceder (adoro este conceito de ceder) nenhum, porque vou precisar?

28 fevereiro 2013

Da sobrelotação

Não gosto de dossiers cheios. Poça, que mania das pessoas de encherem as capas até àquele ponto em que quando abrimos as argolas para ir buscar alguma coisa, que por azar está logo nas primeiras (ou nas últimas, o efeito é o mesmo) soltam-se aí umas vinte folhas e temos de as pôr lá de novo uma a uma, senão aquilo nem fecha. Sabem como é? Quando os dosssiers estão cheios, a solução para acrescentar folhas é só uma: arranjar um dossier novo.

27 fevereiro 2013

Da transgressão

Não gosto de peões que passam o sinal vermelho. Se os condutores que passam vermelhos são multados, por que não acontece o mesmo aos peões? Se não está a passar nenhum carro, não faz diferença. Mas às vezes eles metem-se com o verde para os carros e depois temos de travar para não lhes passarmos por cima. Quase todos os dias passo por um semáforo que fica verde durante 15 segundos. Depois fica cerca de 7 minutos vermelho. É escusado dizer que quando algum peão passa já com o sinal vermelho para eles e verde para os carros fico possuída. Comço a paitar quem nem tola e apetece-me levá-los à minha frente. Caraças, eles têm minutos e mais minutos para passar, mas não, não querem, querem só passar nos escassos 15 segundos que o semáforo muda para verde e onde passam quatro carros com sorte. Se algum demorar mais a arrancar já só passam três. E se aparecer algum daqueles totós que param no amarelo, passam dois. Pessoas, párem de se meter à frente dos carros quando têm o sinal vermelho, ok? Esperem pelo verde, como os carros fazem, sim?

26 fevereiro 2013

Do bom senso

Não gosto de pessoas que andam com os tupperwares todos atrás. Eu sei que está muito na moda a poupança, as lancheiras e levarmos comida caseira para tudo quanto é lado, mas, pessoas, vamos lá a ter um bocado de bom senso, por favor. Não vamos levar tachos e panelas e tupperwares e talheres e a cozinha toda atrás de nós. O que aconteceu às sandes, bolachas e iogurtes? Há mesmo necessidade de levarem um tupperware com salada de fruta, ao qual misturam um iogurte e mexem e juntam bolachinhas e cortam fruta aos bocados? Eu sei que não é nada comigo, mas pessoas assim complicadas enervam-me. Ainda há outro dia, na pausa da aula de alemão, uma moça que estava perto de mim levava para cima de 5 kg de material. Saca de um kiwi e de um faca, corta o kiwi ao meio, saca de uma colher e come o kiwi à colher. Depois saca de um tupperware e come o que quer que estava lá dentro. Eu até já estava a vê-la a ir depois à casa de banho lavar a loiça toda que sujou. Não seria muito mais fácil levar uma sande e um iogurte líquido? Ou um pacote de bolachas e um leite achocoatado? Ou fruta que se coma à mão, tipo maçã, pera ou banana? Até compreendo que se carregue toda esta série de coisass, mas para um sítio onde haja uma copa, não para se comer na mesa da sala de aula. Tenho visto demasiadas pessoas a fazerem isto demasiadas vezes. Vamos lá a ser mais práticos e a deixar a loiça para usarmos quando estivermos em casa.

25 fevereiro 2013

Da recuperação

Não gosto de perder seguidores. Lembram-se deste post onde eu me queixava de ter perdido um seguidor? Pois não só recebi um comentário de um leitor a dizer que tinha apagado o seu blog e provavelmente era esse o motivo de eu ter visto o número de pessoas que gostam de mim a baixar, como desde então tive mais 5 seguidores. Wow, cinco! Tantos! E, sem desprimor para os outros, pois todos os leitores são importantes, quero agradecer ao POC, uma vez que eu já o seguia há bastante tempo (mas não sou seguidora do blog dele, nem sei como isso funciona, alguém me disse uma vez que era uma espécie de reader do blogger, mas eu estou habuituada ao Google Reader) e é bom sabermos que as pessoas que seguimos também gostam de nos ler. Para além dele, agradeço também à Scarlet, à Mia, a' O Fulano e à Marta, que se tornaram meus seguidores desde que eu me queixei. E agradeço também aos outros todos já existentes. É graças a vós que o blog está quase quase a atingir 100.000 visitas (faltam menos de 50). Obrigada por me lerem! Voltei.

13 fevereiro 2013

Da tristeza

Não gosto de tragédias. Nem de imitar bloggers famosos. Mas parece que chegou a minha vez. À semelhança do que aconteceu com a Pólo Norte, também a mim me assaltaram a casa. Não levaram plasmas nem computadores, mas levaram dinheiro e um carro, entre outras coisas. Que entretanto apareceu, avariado. Não quero falar muito sobre este assunto, porque entretanto já o dissequei de várias formas possíveis, mas pronto, é assim mais numa de me desculpar por não ter vindo cá nos últimos dias. Não tenho andado muito contente nem com vontade de escrever, como devem imaginar. Mas eu volto. Até já.

PS: Na remota possibilidade de me estares a ler, Pólo Norte (faz de conta que sabes que eu existo), era espectacular se me desses dicas sobre como ultrapassar esta assunto, tendo tu já passado por isso e sendo psicóloga, mais ainda.

06 fevereiro 2013

Do tempo

Não gosto de dormir pouco. Tenho dormido pouquinho, com muita coisa para fazer e o tempo a passar a voar. Pouco tempo para odiar coisas e menos tempo ainda para escrever sobre elas. Hoje é meio de semana, dia de descanso. Amanhã há mais.

PS: quero um smartphoooneeee.

05 fevereiro 2013

Da possibilidade

Não gosto de passar por baixo de viadutos ou pontes. Esta é uma fobia parecida com a dos camiões de troncos de madeira (que por acaso me andam a perseguir). Uma vez uns amigos passaram na avenida por baixo da ponte da Arrábida e disseram-me que estava um corpo lá no chão. Supostamente era uma mulher que se tinha mandado da ponte, mas, como o vento, o seu corpo em vez de ir parar ao rio, foi parar ao meio da estrada. Ora se ela caísse em cima de um carro provavelmente não seria só ela a morrer. Então, agora sempre que passo numa ponte olho para cima para ver se não está nenhum suicida prestes a mandar-se para cima de mim. Estou sempre à espera que me caia alguma coisa em cima do tejadilho. Eu percebo que as hipóteses de isto acontecer serão de cerca de 1 para 100.000, mas mesmo assim são maiores do que ganhar o Euromilhões (1 em 116 milhões - esqueçam, não vai acontecer). Por isso, olho sempre para cima e passo rápido, por via das dúvidas.

04 fevereiro 2013

Da escassez

Não gosto de ir ao IKEA e precisar de algum funcionário. Desafio toda a gente a encontrar um funcionário do IKEA disponível. Pago até 10€ a quem encontrar. Podia até pagar 1.000€, porque não ia mudar nada, o dinheiro ia ficar todo do meu lado na mesma. É impossível. Impossível nem é a palavra mais correcta, é mais inexistente. Um funcionário do IKEA disponível para atender os clientes é inexistente. Em cada secção há um sítio onde podemos supostamente encontrar o funcionário da secção, onde está o computador e isso. Se vamos por aqui, nunca, mas nunca mesmo, há um funcionário nestes sítios. Ou isso ou está com alguém que estava lá antes de nós e que vai demorar pelo menos 1 hora a escolher a configuração do armário. Às vezes anda um ou outro pela loja, mas estão sempre acompanhados de clientes difíceis, que querem experimentar todos os colchões ou ver todas as cozinhas. Seja qual for a situação, nunca há nenhum que nos possa atender. Até hoje, de todas as vezes que precisei (ok, não foram muitas), tive sempre de correr quase a loja toda ou esperar imenso tempo para conseguir apanhar alguém que me pudesse ajudar. Poderia pensar que a culpa não é do IKEA, que quando eu vou está sempre muita gente e é normal esperar, mas há outro factor que me indica que é uma política da loja ter tão poucos funcionários: a fila das caixas. Nem no Minipreço, que as funcionárias fazem tudo, desde caixa a reposição e limpeza da loja, há tanta gente à espera para pagar. É impressionante, sempre que vou para a caixa há filas de metros e duas ou três caixas abertas apenas. Assim se percebe como conseguem preços tão baixos, é o dinheiro que poupam em funcionários.

PS: peço desculpa à Rafa, que já explicou que é A IKEA, que eles próprios desejam esta designação, mas não consigo mesmo dizer isso.

31 janeiro 2013

Da pontualidade

Não gosto de chegar atrasada ao trabalho. Acho que é um abuso. Se nos pagam para estarmos no escritório às 9h, é às 9h que tenho de chegar. E eu sempre entrei a horas. Mas esta última semana tenho vindo mais tarde um pouco, uns 20, 25 minutos. E senhores, como tudo muda! O melhor de tudo é que aquela meia hora extra na cama parecem 3 horas inteiras. Como sabe bem sair da cama com um 8 no relógio, em vez de um 7; 7 ainda é de madrugada, 8 é de manhã. É uma hora bem mais simpática para acordar. Para além desta situação, temos o trânsito. Se às 8h30 está tudo cheio de carros em todo o lado, para quem sai de casa às 9h é uma maravilha. Não há demora nenhuma, chega-se muito mais rápido. E depois chegamos ao escritório. Chegar ao escritório perto das 9h30 é como se metade da manhã já tivesse passado. Um gajo faz qualquer coisa e é praticamente hora de ir almoçar. Uma amiga minha já me tinha dito que entrar às 9h30 era completamente diferente, mas só agora percebo todas as vantagens.

30 janeiro 2013

Da demora

Não gosto de carpinteiros (ontem prometi, por isso cá está o post). E pessoas de obras no geral. Já toda a gente sabe que este tipo de pessoas não quer saber dos clientes. Um gajo liga e pede para irem lá a casa e eles não aparecem. Liga de novo e não aparecem. Aparecem ao sábado de manhã, duas ou três semanas depois, para nos arrancar da cama, sem nós estarmos a contar. Se isto acontece quando ainda não os contratamos, menos mal, podemos sempre arranjar outro (que também não vai aparecer). Mas depois de os contratarmos... Caralhos os fodam a todos! Contratei os serviços de um carpinteiro no ínicio de Novembro. Ou seja, há três meses! Três meses inteiros que ele não foi lá a casa. Três meses inteiros que ligo e ele não atende. Três meses inteiros que me apetece foder-lhe o carro todo. Foda-se, três meses é um abuso. E o pior é que já paguei uma boa parte do valor da obra. Também se não tivesse pago nada, simplesmente esquecia que ele existia e arranjava outro. Agora estou sem dinheiro, sem obra feita e com um tipo que não se despacha para fazer o seu trabalho. Estas pessoas da construção tiram-me do sério. Uma pessoa não quer ser mal-educada nem ser chata, mas com estas pessoas tem mesmo de ser. Temos mesmo de pressionar muito para as coisas acontecerem. Senhor carpinteiro, tem um mês. Mais um mês, ouviu?

29 janeiro 2013

Do ódio

Não gosto do rumo que este blog está a levar. Dizia um anónimo no último post que o blog está a ficar muito monótono e muito bem. É verdade que provavelmente nunca mais haverá um post como o Markl ou mesmo o dos professores, que agitaram muito os ânimos das pessoas. Mas o anónimo também deve pereber que é impossível odiar tudo, sempre com a mesma força. É como aquela questão do saber, ou sabemos tudo sobre pouca coisa (e somos especialistas) ou pouco sobre muita coisa (cultura geral). Com o ódio é igual. Não temos ódio suficiente para destilar permanentemente. Se já odiamos muito algumas coisas, não temos ódio para todas as restantes, essas têm de ser odiadas em menor grau. Mesmo o Hitler, por exemplo, que odiava muito os judeus, não tinha ódio suficiente para odiar todas as pessoas do mundo, por isso gostava dos arianos e até queria ajudá-los, eliminando todas as outras pessoas. Por isso, peço desculpa ao anónimo, ao meu seguidor que deixou de o ser e aos restantes leitores que acham que este blog está a ficar murcho. Eu prometo que vou tentar odiar tudo mais veementemente, para ter assunto de escrita e assim não vos maçar mais com coisas moderadas como não gostar muito de musicais ou de toalhas molhadas. Eu vou tentar destilar ódio o dia todo, odiar todas as pessoas e situações para assim alimentar este blog com coisas mais interessantes. Vou começar este exercício agora mesmo, odiando o carpinteiro que há três meses que não aparece para fazer o serviço que contratei (mais pormenores odiosos amanhã).

28 janeiro 2013

Da fidelidade

Não gosto de perder seguidores. Quando entramos no blogger, logo na home page, temos o resumo dos blogs que temos, visitas, posts e seguidores. Eu não obceco com isso, mas costumo lembrar-me mais ou menos dos números que estão lá. Às vezes reparo que tenho mais seguidores, hoje vi que tenho menos um do que nos últimos dias. Quem és tu que deixaste de gostar de mim? O que é que eu fiz? Porque te foste embora? Estas coisas intrigam-me. Será que foi alguém que apagou a conta do blogger? Será que foi alguém que se fartou das parvoíces que eu digo? Gostava de saber a verdade. Ou não. Não ligo muito a isso. Volta a gostar de mim...

25 janeiro 2013

Da ironia

Não gosto de acidentes. E apesar de eu ser uma daquelas pessoas que tem a tendência para se rir quando as pessoas caem, por exemplo, não me costumo rir de acidentes de carro. Até hoje. Vinha na A3 para entrar na A4 e, quem conhece, sabe que aquilo tem uma curva muito apertada, onde normalmente há acidentes em dias de chuva. Começo a fazer a curva, muita devagarinho como sempre, e a pensar 'devagar, porque de certeza que com este tempo está aí algum carro espetado.' Continuo e lá aparece o triângulo. 'Confirma-se' penso eu. Mais um bocado e estão dois polícias na berma. 'Ok, a polícia já chegou para tomar conta da ocorrência'. Mais um bocado e aparece o carro acidentado: o carro radar da polícia! Eu não costumo rir-me nestas situações, mas eu não consegui parar de rir quando vi o carro! Primeiro, porque não estava assim muito estragado, tinha só galgado a berma e estava lá metido no meio da vegetação em contramão, por isso não era assim muito trágico. Depois porque os polícias não se magoaram. E por último, e mais importante, pela ironia da situação. Um carro radar da polícia, que multa pessoas por excesso de velocidade, que ia em excesso de velocidade e por isso se despistou. Provavelmente não são condutores muito assíduos daquele trajecto, senão saberiam que fazer aquela curva a mais de 30 km/h com piso molhado significa acidente. E a parte que mais me alegrou na situação foi saber que quase de certeza eles iam para a recta final da A4 multar as pessoas, onde o limite é 60 km/h e as pessoas passam a mais de 90 ou 100, porque apesar de o limite ser 60, aquilo é uma recta enorme, onde não se justifica essa velocidade. E eles costumam estar lá, no seu carro à paisana (que eu já conheço) a sacar euros às pessoas e de certeza que era para onde iam hoje. Calhou-lhes mal.

24 janeiro 2013

Da novidade

Não gosto da ARTV. Para quem ainda não reparou (é possível), há um novo canal generalista. O canal 5 agora é a ARTV, o canal do Parlamento. Percebo que para quem tem TV por cabo, isto não seja novo, até porque ele já existia no cabo. Agora para quem, como eu, tem apenas 4 canais, tivemos um aumento de 25% dos canais disponíveis! Em relação ao canal propriamente dito, não posso dizer nada, porque confesso que nunca apanhei uma emissão. Quando ele entrou em funcionamento, dia 27, ainda tentei apanhar, mas devido aos feriados e época festiva, a emissão só retomava quando eu voltava ao trabalho. Quando voltei ao trabalho, deixei de ter tempo para ver televisão. Nem sei se aquilo dá o dia todo, incluindo noites e fins de semana ou se dá só em horas que a Assembleia funciona. Then again, se assim fosse, aquilo daria umas 3 ou 4 horas por dia, e só de tarde, que os deputados de manhã gostam de dormir (ou ir para a Assembleia dormir/jogar/ler o jornal). Provavelmente emite sempre. Gostaria de conhecer as audiências deste canal. Eu aponto para umas 100 pessoas, sendo metade velhinhos que vêem só para achincalhar o governo e a outra metade afiliados dos partidos, PSD na maioria. Será provavelmente o pior canal dos cinco canais generalistas agora existentes, mas em situações extremas teria a minha preferência, por exemplo quando comparada com casas dos segredos e programas semelhantes, que só de ouvir o nome me causam urticária (a TVI estragou para sempre o conceito de Big Brother - não o concurso, o do George Orwell, damn it!).

23 janeiro 2013

Da poupança

Não gosto de pessoas que tentam meter conversa. Estes dias estava no Leroy Merlin com o moço, a ver os disjuntores. Chega um casal de velhinhos e o senhor começa a falar com a mulher, mas alto e assim a olhar para nós, como quem procura a nossa aprovação 'Olha, ainda esta semana comprei iguais a estes a 1,50€. Aqui custam quase o dobro, 2,25€. A 1,50€!'. Mas assim a falar como se quisesse que nós o felicitássemos pela sua fantástica compra e lhe pedíssemos o nome da loja, para nós também fazermos o tão compensador negócio dos disjuntores. Nós não lhe ligamos nenhum e ele lá parou de falar e foram dar um volta. Mais cinco minutos e eis que volta aos disjuntores, se calhar não convencido de que aquilo era de facto um roubo. Aí disse qualquer coisa ainda alto, mas nós afastámo-nos um pouco e o homem lá pegou no disjuntor que queria e foi embora. Esta atitude é típica dos velhinhos. Começam a falar alto e a olhar em volta, a ver se alguém os acompanha no que estão a dizer. Se alguém lhes dá letra, está tudo estragado, não se calam na próxima meia hora. O que eu faço é tentar ignorar, não parecendo mal-educada, simplesmente faço de conta que não estou a perceber o que se está a passar. Se estiver sozinha, pegar no telemóvel é um bom bode expiatório, dá-nos aquele ar concentrado e preocupado e de quem não quer saber. Ah! E senhor velhinho, se me estiver a ler, eu comprei os disjuntores de 9,29€. Aposto que arranjava esses por cerca de 6€ apenas.

22 janeiro 2013

Da qualidade

Não gosto da Inês Pereira. Os cabeleireiros dos shoppings. Não vou rebaixá-los, vou só contar a minha experiência. Liguei para um dos cabeleireiros a marcar hora, para não me atrasar. Chego lá à hora marcada e dizem-me que tenho de esperar uns minutos. Hã? 'Está com pressa?' 'Claro, senão não tinha marcado.' 'Ahm, mas a menina que está a ser atendida veio fazer um tratamento e quem marcou não sabia e vou demorar mais uns minutos. 30 minutos no mínimo.' 'Pois, mas eu não posso esperar. Muito obrigada e até à proxima.' Logo aqui não fiquei muito bem impressionada. Então eu marco hora e depois tenho de esperar meia hora para ser atendida? Não tenho culpa de a pessoa que estava a marcar se ter enganado. Bem, decido então ir a correr ao shopping e ver se ainda conseguia cortar o cabelo. Estava pouca gente, fui logo atendida. A moça que me cortou o cabelo até era simpática, mas parecia que estava com medo de cortar. Eu disse várias vezes que não tivesse medo e que cortasse o que fosse preciso. Mas ela dizia 'Eu não posso cortar tudo' e eu pensava 'Mas não podes porquê? A tesoura não funciona? Tens os dedinhos partidos?'. Resumindo, não cortou nada como eu quis. Cheguei ao esccritório e ainda tive de dar umas tesouradas para ver se ficava mais ao meu gosto. No fim de semana vou ter de ir a um bom cabeleireiro fazer o corte final. Mas isto tudo para dizer que não fiquei com muito boa impressão destes cabeleireiros e que só tenciono lá voltar em caso de grande necessidade/obsessão.

21 janeiro 2013

Da obsessão

Não gosto de me sentir mal com o meu cabelo. Este sentimento é um processo que se vai desenvolvendo no tempo, até chegar ao limite da loucura. Primeiro, olho para o espelho e estou um bocado farta do mesmo cabelo de sempre. Nos dias seguintes, este pensamento vai-se intensificando e eu vou descobrindo defeitos no cabelo que cada vez me parecem maiores e menos suportáveis. Até ao culminar, que normalmente acontece aos domingos, dia que os cabeleireiros estão fechados, em que se torna impossível para mim tocar/ver/pensar no meu cabelo tal como está. Aí começa a obsessão até ao dia em que vou tratar do cabelo. Tratar do cabelo é quase sempre cortá-lo ou fazer coisas mais drásticas, como daquela vez que pus extensões e me arrependi para sempre. Independentemente do que vou fazer, o que importa é ir ao cabeleireiro 'tratar disto'. Fico completamente obcecada com o cabelo quando estas coisas acontecem e não sossego enquanto não faço alguma coisa. Digam-me que não sou a única a ter estes traumas, por favor.

PS: vou hoje à hora de almoço cortá-lo. De tarde este comportamento obsessivo-compulsivo já deve ter terminado e já vou conseguir trabalhar descansada. Isso ou vou estar lavada em lágrimas.

18 janeiro 2013

Da intolerância

Não gosto de musicais. Falo disto mais uma vez, devido à crescente onda de séries e filmes musicais que têm sido lançados e, mais recentemente, devido a Os Miseráveis, filme nomeado para os Oscars e que tem reunido vários fãs, mesmo os que não eram propriamente apreciadores de musicais. Mesmo com tudo isto, eu não consigo gostar de musicais. Não consigo, sou completamente intolerante. Basta ver alguém a  aabrir a boca para cantar, que perco toda a vontade de ver. Ainda recentemente, estava no cinema enquanto davam trailers de filmes que iam estrear brevemente. Começa o de um filme que me parecia engraçado. E até pensei que seria um bom filme light para ir ver em dias cinzentos. Eis que começam todos a cantar, feitos tolinhos e eu imediatamente apago toda aquela experiência da minha cabeça. Não posso com musicais. Mesmo. Nem que seja o melhor filme do ano, com o Hugh Jackman, o Sasha Baron Cohen e todas as outras celebridades, incluindo a Anne Hathaway com a sua boca do tamanho do mundo. Podia fazer-me um favor e engolir todo o cast do filme para ver se param de cantar de uma vez.

17 janeiro 2013

Da tecnologia

Não gosto de smartphones. Eu tenho uma espécie de smartphone. Não é bem um smartphone, mas também não é um telemóvel normal. É um meio termo entre telemóvel rasca e smartphone, da Nokia. Não é grande coisa em termos de software, mas para mim serve bem. Aliás, tem até merdinhas a mais. Não sou nada dessas pessoas que usam aplicações e mais aplicações, e joguinhos e todas as outras funcionalidades dos telemóveis. O propósito original dos telemóveis era fazer chamadas e é para isso, basicamente, que o uso. E enviar mensagens, ver o mail antes de ir dormir e a funcionalidade das notas, para ir escrevendo coisas que não me posso esquecer, tipo comprar iogurtes. Sou uma pessoa simples. Mas acho que vou ter de me render à loucura geral e comprar um smartphone... com Android. O horror! Eu não queria, mas este telefone que tenho não dá para o ver o mail em condições. Aparece tudo desformatado, sem links ou imagens, só com código e não dá muito jeito. Então andei a pesquisar e descobri que com Android nada disso acontece, que aquilo suporta praticamente tudo e aparece tudo direitinho. E assim estou (quase) convencida a comprar um smartphone. Até 100€. É inconcebível para mim pagar muito dinheiro por um telemóvel. Eu não tenho cuidado nenhum com eles, por isso com a minha sorte ainda o deixo cair logo na primeira semana, escangalha-se todo e são 20 contos para o lixo. Senhores da Optimus, me aguardem!

P.S.: não ganho nada com a  publicidade à Optimus, mas para mim é definitivamente e sem qualquer dúvida a melhor operadora que temos. Sou uma cliente satisfeita.

16 janeiro 2013

Da tonalidade

Não gosto de carros brancos. Agora vêem-se muitos na estrada, desde que virou moda há 3 ou 4 anos atrás. Vamos lá ver uma coisa: a cor branca até fica engraçada em bons carros. Em Mercedes, BMW, Audi, Volvo ou outros carros caros e grandes deste género. Os carros ficam com um ar mais desportivo e há quem goste. Ok, certo. Em carros pequenos, tipo Ibiza, Corsa, Clio, Fiesta ou outros da gama dos utilitários ou inferior, dá apenas ar de pobre. Branco é cor de carros de trabalho, para quem não sabe. Acontece porque é (era?) a única cor que não é metalizada, ficando assim mais barato. Se repararem bem, todas os carros comerciais ou carrinhas de empresas são brancos, em 85% dos casos. São carros de trabalho. Para carros de turismo, comprar em branco dá só ar de pobre, porque não tiveram dinheiro para comprar a pintura metalizada ou porque não tiveram dinheiro para comprar um carro de uma gama mais alta. Se se sentem injustiçados com este generalização, posso informar que eu própria tenho um carro branco que odeio, mas como também sou pobre, já vinha nesta cor do dono anterior. Vidas.
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