02 janeiro 2013
Da preguiça
Não gosto de preguiça. Mas hoje estou assim, preguiçosa, sem ideias e com muita vontade de dormir para sempre. Por isso, hoje o post é só isto. Vamos ver se até amanhã a inspiração e a vontade de me mexer aparecem, para o blog voltar ao normal.
31 dezembro 2012
Do balanço
Não gosto de balanços. Mas toda a gente os faz nesta altura. Se olhar para 2012, foi um ano esquecível, se não contar com a perda do meu cartão multibanco, algo que nunca me tinha acontecido, e que me aborreceu bastante, visto eu não gostar de perder coisas. Para além disso, 2012 não foi bom, nem mau, apenas mais um ano da minha vida. Alguns acontecimentos marcantes, algumas mudanças, algumas para melhor, outras para pior. O normal, portanto. Não tenho resoluções para o novo ano, a não ser deixar de ter resoluções inúteis. Em termos de objectivos também nada de especial, sendo o principal ultrapassar a crise da melhor maneira. Esperanças algumas, pelo que não me posso esquecer das passas para comer à meia-noite (que espero que seja melhor do que ano passado, que foi passada na rua a correr, para ir ter com os meus amigos). Por falar nisso, boas entradas para todos. O tempo não está grande coisa, pelo que não dará para grandes loucuras fora de portas. Agasalhem-se bem, abriguem-se da chuva, comam as passas e peçam os vossos desejos. E que todos eles se realizem em 2013!
27 dezembro 2012
Da maternidade
Não gosto de conversas de bebés. Eu estou lixada: todas as minhas amigas, de grupos e backgrounds diferentes, já abraçaram a maternidade. Há uma que ainda não teve mas tem o relógio biológico a dar horas. É normal, chega-se a uma idade que toda a gente começa a ter filhos. E então vejo-me rodeada de pessoas com filhos, algumas delas a caminho do segundo. E o que é que me chateia nisto tudo? É só se falar da maternidade. É assunto exclusivo. Já não se fala de filmes e séries, de férias e passeios, de pessoas que andaram connosco na escola. Fala-se de mamilos gretados, de trocar fraldas e dar de mamar, de cólicas e dentinhos, de quanto tempo demoram a dar banho à criança, das horas que a criança acorda a meio da noite, dos sapatos novos da criança... É que por muito que eu nem me importe e tente ignorar estas conversas, depois de meia hora a ouvir que a criança só dorme 15 minutos de tarde e depois têm de lhe dar de mamar já vomito conversa de bebé. É que elas nem sequer percebem que isto só me faz querer fugir dali para fora a toda a velocidade. A maternidade pode ser uma coisa muito bonita, não nego, mas cega as pessoas. Passa a ser a única coisa que importa para quem está dentro disso. E não vamos estar com coisas, quem não é mãe/pai não quer saber de cólicas. Quererão, quando chegar a vez deles, mas enquanto isso não acontece, é um assunto que nos passa ao lado. E depois é muito engraçado ver aquelas pessoas que antes, quando eram solteiras, não queriam saber de crianças e depois de terem um filho nos aborrecem com fotos infinitas das suas crias. Lá está, todos seremos assim quando tivermos uma criança nos braços, acredito mesmo nisso, mas enquanto não temos, pais e mães deste mundo, por favor tentem falar de outra coisa quando estão com amigos que não têm filhos. Agradecida.
26 dezembro 2012
Da continuidade
Não gosto do dia a seguir ao Natal. Hoje, portanto. Hoje é aquele dia que algumas pessoas estão a trabalhar, mas a maioria fica em casa ainda (ou no shopping...). Não há trânsito, não há mails, não há nada. Vir trabalhar hoje é mais um pró-forma, porque na realidade hoje não se faz nada. As pessoas ainda estão imbuídas do espírito natalício, ainda estão a acabar a digestão da comida toda de ontem, ainda apetece ficar no sofá a ver filmes de animação e fantasia na televisão. Hoje é um dia preguiçoso e espero que passe rápido para ir para casa alapar-me no sofá, quentinha, a ver séries.
24 dezembro 2012
Das festividades
Não gosto do Natal. Quem me segue já esta farto de saber disso. Mas também não sou tão desnaturada que deixe isto ao abandono até as festas acabarem. Ainda não foi desta que fui viajar para um sítio onde não se celebre o Natal, por isso tenho de me render ao espírito. Mas só um bocadinho. Nos últimos dias não tenho tido tempo para escrever nada, mas não queria deixar passar a oportunidade de desejar bom Natal a todos os que me seguem. Amanhã é Natal e quarta tudo volta ao normal. É um dia, não custa nada. Aproveitem e tudo de bom para todos!
19 dezembro 2012
Da inutilidade
Não gosto de sais de banho. Aquelas coisinhas que pareciam sal, mas às cores e com cheiro. Isto era uma prenda bastante popular há uns atrás. Uma das formas mais populares para prenda era virem dentro de uma garrafa/frasco e fazerem efeitos com as várias cores diferentes. O motivo por que isso se tornou tão popular é fácil: era o preço. Aquilo era barato e as pessoas deviam achar que era uma prenda gira. Errado. Aquilo não serve para absolutamente nada. A primeira vez que recebi sais de banho pensei que era para fazer bolhinhas. Então, lá fui eu desperdiçar água e encher a banheira (coisa raríssima, odeio banhos de banheira) e despejar os sais lá para dentro. Nada acontece. Mexer muito a água, para 'activar' os sais. Nada acontece. Hmm, deixa cá ver se isto ao menos cheira bem. Nada acontece. Resumindo, aquilo não serve para nada. É mesmo apenas para ser uma prenda barata, bonita (apenas para alguns) e fácil. Aquelas bolas de banho efervescentes estão ao mesmo nível, prenda que veio de alguma forma substituir os sais de banho. Por isso espero que ninguém se lembre de me dar isso, senão nem me vou dar ao trabalho de disfarçar e fazer de conta que gosto.
18 dezembro 2012
Da facilidade
Não gosto de usar parques de estacionamento com Via Verde. Quem usa, já deve saber do que estou a falar. É muito mais simples, supostamente, porque assim não temos de andar com moedinhas e talão e ficar em filas para pagar e tudo isso. É so entrar e sair. Mas não é assim tão simpels. Entrar é de facto fácil, é só carregar no botão à entrada do parque. O pior é sair. Aproximamo-nos da cancela e nada acontece. Paramos e ficamos à espera e nada acontece. Chegamos-nos um bocado à frente e nada ainda. Se pudermos, fazemos marcha-atrás e nada. Mais um bocado atrás, um bocado à frente e eis que finalmente a puta da cancela se abre. Só depois disto tudo. O pior é se estão carros atrás. Não podemos logicamente vir para trás, então ficamos ali eternamente à espera que a cancela abra. Eu sou uma utilizador satisfeitíssima da Via Verde e acho que foi uma das melhores invenções para quem anda de carro e passa muito em auto-estradas. E agora temos também a vantagem adicional dos parques e bombas de gasolina e mais coisas, acho eu. Mas acho que deviam verificar os sistema do parques e afinar o sensor ou o que quer que seja que tem de ser feito para aquilo funcionar à primeira. Já agora, quando andarem a fazer isso, podiam pôr também um ecrã com o valor do estacionamento, à semelhança do que costuma haver quando saímos da auto-estrada. Isso era ouro sobre azul.
17 dezembro 2012
Da confidencialidade
Não gosto de pessoas que não sabem manter segredos. Se nós dizemos coisas da nossa vida às pessoas, segredo ou não, não estamos à espera que vão espalhá-las por toda a gente que conhecem. Esperamos um pouco de discrição. Estas pessoas de língua afiada normalmente acham que não faz mal dizer a uma pessoa, ela não vai dizer a ninguém. Depois aparece outra e esta também não vai contar, de certeza. Olha, vou dizer a esta também, que nem conhece a pessoa em questão. E assim, alegremente, as notícias se vão espalhando. Odeio pessoas que fazem isto. Se eu quiser que as pessoas saibam da minha vida, eu própria conto. Às vezes nem são coisas importantes, mas são coisas pessoais e aborrece-me esta atitude. Se eu estou com alguém que me vem falar de coisas que eu nunca lhe contei, percebo logo que alguém andou a abrir a matraca. E não gosto. Ao menos que disfarcem e façam de conta que não sabem de nada até eu contar. E aborrece-me ainda mais quando são coisas que não queremos que a cidade inteira saiba. E se eu pedi segredo, fico ainda mais irritada. Se é segredo, não é para ir espalhar por 5 ou 6 pessoas. Se calhar, o erro é meu e ando a confiar nas pessoas erradas.
14 dezembro 2012
Da pressa
Não gosto de condutores de autocarros. À semelhança dos taxistas e dos condutores de camiões, também eles pensam que a estrada é toda deles. Na ultima semana, por duas vezes que fiquei a isto (imaginar sinal com as mãos a indicar muito muito pouco) de um autocarro me bater no carro, por culpa deles, por causa daquela mania que têm de não quererem esperar enquanto os outros também esperam. Teimam em fazer manobras quando não têm espaço. E os outros que se arrastem, mesmo quando estão parados em filas. Se os outros estão parados, eles também têm de esperar, não são os reis da estrada. Ninguém gosta de estar no trânsito, já se sabe, mas não há volta a dar. Assim como assim, os utentes já estão mais do que habituados a que se atrasem para lá do limite razoável, por isso é mais minuto menos minuto. E eu fico eternamente agradecida se não me abalroarem o carro.
13 dezembro 2012
Do consumismo
Não gosto de ser uma vítima. Do consumismo. Sou daquelas pessoas que facilmente gastam o dinheiro em merdas que não precisam. O objectivo da publicidade é esse mesmo, fazer com que as pessoas comprem coisas que não precisam. E comigo resulta mesmo. Basta receber uma mensagem no telemóvel a dizer 'desconto de 25% na Springfield' que já fico a pensar 'hmm, se calhar tem lá alguma coisa que eu preciso e 25% é um bom desconto'. E lá vou eu rumo à Springfield para ver o que posso comprar com 25% de desconto. Nem sempre compro. Se realmente não gostar de nada, não compro por comprar. Mas se vir alguma coisa que me agrade, é quase certo. Um colega de trabalho costuma gozar comigo por eu facilmente cair nesta esparrela. Aliás, ele tem vindo a tentar dissuadir-me, ao longo dos tempos, de comprar coisas, no geral, mas ainda não me curou completamente. Tenho tentado conter-me desde que soube dos cortes anunciados para 2013 e desde que ando apavorada com a crise e de facto tenho gasto muito menos em coisas inúteis. Mesmo prendas de Natal comprei pouquíssimas, apesar de ter excedido um pouco o orçamento inicial, mas nada de grave. Se calhar preciso de frequentar um daqueles grupos tipo shopaholic anónimos, para me curar completamente. Isso ou quando recebo o dinheiro no fim do mês, dá-lo a alguém que o guarde e só me dê quando eu precisar de comer ou meter gasóleo.
12 dezembro 2012
Do cuidado
Não gosto de pessoas que não têm cuidado com (as suas) crianças. Não imaginam quanto fico incomodada quando vou na rua e vejo um pai ou mãe com a criança pela mão, do lado da rua, enquanto eles vão do lado de dentro. Desde pequena, sempre fui habituada a andar do lado de dentro. Sempre me disseram que quando ando com crianças elas vão do lado de dentro e o adulto do lado de fora do passeio. A razão é simples, se vier um carro descontrolado, mais facilmente leva o adulto à frente do que a criança. Eu que não sou mãe sei disso. Por isso, todos os pais deviam saber também. Outra coisa que me faz confusão é carros com crianças, que até têm aquele autocolante a dizer 'bebé a bordo' e tudo, com uma condução perigosa. Se querem que os outros tenham cuidado, e até põem lá o autocolante para isso mesmo, eles próprios tamem deviam ter. Se calhar, posso estar a ser demasiado picuinhas, mas são pequenos pormenores que acho que são importantes e com crianças todo o cuidado é pouco. E provavelmente muitas mais coisas, mas agora só me têm incomodado estas. Take care.
11 dezembro 2012
Da festa
Não gosto de trabalhar perto de fábricas de conserva e/ou do mar. Quer dizer, trabalhar perto da praia é espectacular, mas tem algumas desvantagens. Algumas delas já aqui falei, como não ter lugar para estacionar no Verão, mas ultimamente o pior tem sido o cheiro a peixe constantemente no ar. Não sei bem o que se passa. Se é do mar ou se alguma fábrica de conservas pôs o peixe todo cá fora a apanhar ar, mas uma pessoa chega lá fora e é como se todos os dias fossem S. João. É uma espécie de sardinhada permanente. Nada como uma pessoa de manhã estacionar, abrir a porta do carro e levar com o belo cheiro a sardinhas, para acordar. Isto já acontece pelo menos há dois meses. Uns dias o cheiro intensifica, outros fica mais suave, mas tem sido constante. Senhores das fábricas de conservas, por favor metam o peixe nas latinhas que não se pode andar lá fora.
10 dezembro 2012
Do civismo
Não gosto de falta de civismo. Entristece-me e surpreende-me que, nos dias de hoje, ainda exista quem deite lixo para o chão sem qualquer tipo de constrangimento. Como se fosse normal, como se o chão fosse um grande caixote do lixo. Há um caixote do lixo pelo menos de 100 em 100 metros em todas as ruas. Porque não levar o lixo na mão uns minutos e deitar lá? Impressiona-me ainda mais quem deita lixo pela janela do carro. Embalagens, papéis, maços de tabaco, tudo. Eu não consigo, nem que seja um pequeno papel de rebuçado. A única coisa que eu deitava fora quando ia no carro eram caroços de maçã e deitava apenas para sítios com terra, porque são biodegradáveis. Há um pequeno jardim com bancos perto de minha casa e por vezes vão para lá jovens comer. E os porcos acabam de comer e deixam as garrafas de sumo no chão, apesar de ter um caixote do lixo enorme mesmo ao lado. Quem é que educa estes pequenos badalhocos? Nunca lhes disseram que o lixo não se deixa no chão? Já nem digo reciclar, apenas deitar o lixo todo num caixote indiferenciado. Quando eu vou fazer um piquenique, deixo tudo como estava, não deixo o meu lixo a enfeitar a paisagem. Devíamos ensinar as crianças desde pequenas a não sujar a via pública, para quando se tornarem adultos saberem para que servem aqueles caixotes verdes ou castanhos que estão agarrados aos postes.
07 dezembro 2012
Do fim
Não gosto de Dezembro. É o mês do Natal e o Natal aborrece-me cada vez mais. Iluminações, enfeites... As pessoas a comprarem prendas compulsivamente, como se disso dependesse a sua felicidade. Rios de dinheiro gasto em tralhas inúteis. E este Dezembro está a ser especialmente doloroso por uma razão: é o último mês da vida como a conhecemos. Em Janeiro, tudo será diferente. Impostos a subir, qualidade de vida a baixar. Em Fevereiro vêm as greves e manifestações. Em Março, a anarquia. Não gosto de Dezembro mas não quero que este Dezembro acabe. Podia ser Dezembro para sempre, se bem que isso seria insuportável. Natal todos os dias. Para sempre, as ruas com luzes, as lojas com enfeites, as casas com árvores, as pessoas a comprarem prendas, as associações a pedirem contribuições. Um inferno.
06 dezembro 2012
Do jeito
Não gosto de pessoas lentas. Aviso à navegação: se são florzinhas, vão ficar ofendidos com este post. Voltem só amanhã, por favor. Voltando ao post, não gosto de pessoas que demoram a entender as coisas. Ando a tirar um curso de alemão. A turma é composta por pessoas de todas a idades e todos os sectores; é bastante heterogénea portanto. Assim sendo, é normal que haja lá pessoas que, como eu, têm mais jeito para as línguas, e outras que terão mais jeito para a matemática ou para as artes. O que acontece é que quando faço grupo com pessoas mais lentas (se eu quisesse ser rude, poderia chamar-lhes burras, mas não é esse o caso), sinto que sou prejudicada. Eu e elas. Eu, porque tenho de andar a um ritmo bastante inferior ao desejado, e faço um exercício quando poderia ter feito três. Elas, porque acabam por não conseguir acompanhar o meu ritmo e copiam as respostas, sem perceberem. Noto perfeitamente a diferença quando fico em grupos de pessoas que estão ao meu nível, porque, tendo o mesmo ritmo, tornamo-nos bastante mais produtivos. Nem sei se isto está certo do ponto de vista pedagógico, mas os grupos devia ser feitos com pessoas mais ou menos homogéneas em termos de conhecimento/entendimento nas matérias em questão. Não estou a chamar burras às pessoas mais lentas, eu nem as conheço. Elas podem ser génios da ciência e não darem uma para a caixa em línguas. Em artes, por exemplo, eu sou uma nulidade. É normal, não podemos ser bons em tudo. Podemos ser bons em pouca coisa ou medianos em muita coisa. E depois temos também talentos inatos, áreas para as quais temos de dispender pouco esforço para sermos bons. E algumas daquelas pessoas claramente não nasceram para falar alemão.
05 dezembro 2012
Da sorte
Não gosto de dias-não. Toda a gente tem dias assim. Dias em que TUDO corre mal. Mas tudo mesmo. E não há nada que possamos fazer para contrariar esta tendência. Ontem tive um desses dias. Comecei por acordar doente a meio da noite, não dormi nada e fui para o hospital de manhã ver se me atendiam. Estaciono o carro e os parquímetros têm as luzes a piscar e não dá para meter moedas, apesar de todos os carros estacionados terem ticket (óptimo, aposto que quando chegar, tenho o carro bloqueado). No hospital, a subir pelas escadas, tropecei e quase que partia um pé. Ao menos já estava no sítio certo para ser tratada. De tarde voltei ao trabalho, mas, como não tinha vindo de manhã, atrasei o trabalho para a semana toda. Final do dia fui para casa e, quando tudo parecia encaminhado para melhorar, chateei-me com o moço, grande drama de faca e alguidar. Lá se resolveu tudo, mas ainda não tinha terminado. Pus o Iron Man 2 no DVD, que comprei recentemente, e a porcaria do DVD deve estar estragado que chega a um capítulo e encrava. Depois, já na cama, esqueci-me que não tinha metido o carro na garagem e tive de sair da cama para ir guardá-lo. Ah! E o medicamento para a alergia que ando a tomar é eficaz de mais e deixa-me com a garganta e nariz demasiado secos. Ufa... que dia. Eu bem levei o meu anel-amuleto de manhã, já para ver se me acautelava mas pelos vistos não foi suficientemente forte. Devia ter levado também a minha pulseira-amuleto. Que é que vocês fazem em dias-não? Têm alguma forma de contrariar a tendência ou resignam-se e esperam que passe? Também têm objectos que acham que vos dão sorte?
03 dezembro 2012
Do desperdício
Não gosto de desperdício. Aplico isto a várias áreas da minha vida, nomeadamente comida, água, cremes, gasóleo e muitas outras coisas. Se repararem, quando vemos anúncios de maquilhagem, aquilo é só deitar fora. Os blushes e sombras estão todos partidos, os vernizes e rímel entornados, batons partidos... Faz-me um bocado confusão ver isso. Ainda por cima quando são produtos de marca, que custam os olhos da cara e eles andam ali a partir batons só para ficar bonito na fotografia. E depois de certeza que não aproveitam, aquilo vai para o lixo de certeza. Eu sei que para a YSL, a Helena Rubinstein e outras, o valor de um mísero blush é ínfimo, são migalhas, mas custa-me ver que um blush que custa para cima de 30€ e que muita gente não pode comprar está ali partido aos bocados. E não acho que isso traga nada de inovador no anúncio propriamente dito. Quem vê a cor de um blush partido, vê a cor do blush na embalagem. Podiam ao menos distribuir os restos de maquilhagem estragada por pessoas pobres, como eu, que não se importariam de a aproveitar.
30 novembro 2012
Da imitação
Não gosto de imitações. Falo de imitações de coisas de marca, vulgo contrafacção. Vamos a uma feira qualquer e amontoam-se as barracas, de ciganos normalmente, que vendem produtos de imitação de marcas conhecidas. Camisolas, óculos de sol, carteiras, pólos, sapatilhas, casacos, relógios da Nike, Louis Vuitton, Adidas, Lacoste, Chanel e muito mais. Basta haver um original para se poder adquirir a cópia por uns trocos. Eu não sou o público preferencial dos vendedores de contrafacção. Se fosse por mim, já tinham morrido de fome, pois eu não vejo nenhuma vantagem em comprar cópias. Vamos analisar: eu compro uma coisa de marca porque é, em princípio e se a qualidade corresponder ao preço, boa. Eu compro relógios da Swatch porque para além de serem giros, são bons, é muito raro avariarem. Se eu comprar uma imitação, a característica qualidade não será de certeza a mesma do original. Provavelmente um relógio que imite os Swatch será mais propenso a avarias. Em termos de qualidade, acho que estamos conversados. Em termos de estética, bom, pegando no mesmo exemplo, deve haver milhares de outros relógios que sejam giros e que não sejam criados com o propósito de copiar. Pode dar-se tambem o caso em que as pessoas comprem imitações para darem a ilusão de serem super fixes, mas isso é parvo. Ninguém é mais fixe por ter roupa ou relógios de marca. A minha filosofia é simples: se gostar e tiver dinheiro para comprar, compro o original; se não, compro qualquer coisa que não uma imitação. Gosto muito dos meus óculos de sol Ray Ban e não os trocaria por imitações baratas (até porue no caso dos óculos, tenho medo de usar óculos baratos que façam mal à vista, prefiro não usar nada); mas também gosto de algumas malas da Chanel e não vou comprar a imitação só porque não tenho dinheiro para o original, em vez disso compro uma mala qualquer da Parfois. Mas as pessoas não são todas iguais. Conhecia uma rapariga que uma vez comprou uma mala de plástico, imitação da Louis Vuitton, que custou 50€. Com esse dinheiro, eu comprava uma mala de pele que me duraria 10 anos. Mas ainda bem que existem pessoas como ela, senão as barracas dos ciganos estavam às moscas.
29 novembro 2012
Da energia
Não gosto de Red Bull. O efeito que supostamente faz não me interessa. Se eu precisar de energia extra como um bolo de morangos com chantilly, que contém imeeeensos hidratos de carbono e não sabe a medicamento, como Red Bull. Custa-me acreditar que alguém beba aquilo porque gosta. Uma coisa é beber porque precisam de estar acordados mais tempo, com energia adicional; outra é beber porque se acha que aquilo sabe bem. Para ajudar à festa, há também aquela parte em que se diz que aquilo faz mal à saúde, por equivaler a não sei quantas (imaginar número acima de 10) chávenas de café, apesar de eu ter ido pesquisar e no site deles dizer que equivale apenas a 250 ml de café. Independentemente de fazer mal ou menos mal, não invalida aquilo ser uma trampa.
28 novembro 2012
Do divertimento
Não gosto de consolas. Playstation, Wii, X-Box (nem sei se esta ainda se vende) e outras do género. É daquelas coisas que me passam ao lado. Quando tinha uns 20 anos, comprei uma Playstation. Porque queria ter uma. Joguei Tomb Raider uns meses até que me fartei e nunca mais peguei naquilo. E logo ali vi que não valia a pena gastar o meu dinheiro em joguinhos. Desde há uns anos, está na moda as pessoas comprarem consolas. Não porque são aficionados, sempre gostaram de jogos e jogam World of Warcraft todos os dias ou porque jogam PES online com os seus amigos todos os dias de madrugada. Não, nada disso. Compram porque gostam do Buzz. Logo à partida, parece-me um bocado estúpido comprar uma consola apenas para jogar um jogo. Eu também gosto de jogos de carros e não vou gastar 300€ para jogar duas vezes por mês, não se justifica o investimento. Há também o caso, que acontece com a Wii especialmente, em que compram a consola para 'emagrecer'. Aquilo tem um jogo qualquer que dá para fazer exercício e as pessoas enganam-se a si próprias e dizem que vão comprar a consola em vez de irem para o ginásio. É óbvio que passado nem um mês, já está enconstada. Em todos os casos de pessoas que compram consolas por comprar, porque gostam de um jogo ou porque acham que vão emagrecer, a loucura não dura muito tempo. Passado uns meses, a consola já está a ganhar pó no móvel por baixo da televisão. E parece-me um bocado irreflectido gastar tanto dinheiro, sem ponderar bem a decisão, para depois não usar. Especialmente quando o dinheiro é um bem tão escasso como hoje em dia.
27 novembro 2012
Da insistência
Não gosto quando alguém liga para um telefone e, não sendo este atendido, continuam a ligar, até ao infinito. Eu tenho uma regra, ligo duas vezes. À primeira a pessoa pode não ter tido tempo de encontrar o telemóvel na carteira (caso seja mulher), pode não ter chegado a tempo, então a segunda vez é para dar mais uma oportunidade. Se não atendem à segunda, eu páro de ligar. A pessoa irá ver as chamadas e irá retribuir. Se não retribuir, posso ligar de novo dentro de algum tempo. Mas há pessaos que ligam, ligam, ligam, ligam. Isso deixa-me fora de mim, especialmente se não é o meu telemóvel e não o posso calar. Lembro-me que uma vez um colega do escritório foi para uma reunião e esqueceu-se do telemóvel na secretária. Então alguma besta esteve a ligar, sempre seguido, para cima de 15 minutos. Para ajudar à festa, o toque que ele tinha era super irritante e eu já estava no abismo da loucura. Tentei pôr o telemóvel em silêncio, mas como o/a idiota do outro lado não parava de ligar, não dava sequer tempo para eu descobrir como fazer isso. Até que tentei esconder o telemóvel e abafar o som. Quando ele chegou, disse-me que tinha 17 chamadas (e afinal não era assim tããão urgente). Quem é que liga 17 vezes? Por favor... É que nem que fosse uma super emergência, tipo a mulher dele ter tido um acidente e ter ido para o hospital, como eu cheguei a pensar, dada a insistência, isso não iria fazê-lo atender mais rápido. Se tivessem ligado 5 vezes, vá, faria o mesmo efeito, que era ele devolver a chamada mal visse tantas tentativas de contacto. Vamos tentar ser comedidos e, mesmo em situações mais urgentes, ter a clareza de espírito para perceber que ligar 3652 vezes seguidas não vai fazer com que atendam mais rápido.
26 novembro 2012
Do atraso
Não gosto de cabeleireiros. Já disse isso aqui e aqui, mas hoje o que me leva a falar disto é uma perspectiva diferente. Para além de tudo o que me aborrece nas idas ao cabeleireiro, uma das coisas que me aborrece mais é não conseguir ir cortar o cabelo à semana. Saio do trabalho às 18h. Se sair às 18h certinhas, não consigo chegar a qualquer sítio antes das 18h30. Ah, a hipótese de ir a um cabeleireiro perto do trabalho está de parte: ou são bons e carissímos ou são baratos mas muito fracos. Então chego a um cabeleireiro no mínimo às 18h30, se correr bem e não apanhar trânsito nenhum, e já ninguém me corta o cabelo. Uns porque fecham às 19h, outros porque fecham às 20h mas ainda têm 4 pessoas para serem atendidas até lá. Vejo-me obrigada a ir tratar do cabelo sempre aos sábados, que é muito pior porque é o dia em que toda a gente vai ao cabeleireiro e tenho sempre pelos menos 6 pessoas à minha frente e demora 2h para chegar a minha vez. Tenho sempre a hipótese de ir a um cabeleireiro de shopping, mas para além de serem caros, uma vez vi uma reportagem em que num deles queimaram a cabeça toda a uma senhora e nunca mais ljhe cresceu cabelo nas partes queimadas e fiquei com medo. Então, para quem está a pensar dar uma de empreendedor e abrir um negócio seu e precisa de ideias vencedoras, eu ajudo: um cabeleireiro de rua, com preços 'normais', que esteja aberto até às 21h ou 22h, para as pessoas que não chegam a tempo aos outros cabeleireiros poderem arranjar o cabelo a um dia de semana. Se não querem trabalhar tantas horas, abram às 10h ou às 12h, em vez de abrirem às 8h. Era uma bela ideia. E eu ia lá.
23 novembro 2012
Da avidez
Não gosto quando estou a tentar sair de um elevador e as pessoas tentam entrar antes de eu sair. Pensei que esta era uma regra conhecida e interiorizada no mundo civilizado: nos elevadores, no metro, nos autocarros, nas lojas até, quando alguém quer sair e alguém quer entrar, quem quer sair tem sempre pioridade. Primeiro as pessoas saem, depois as pessoas entram. Isto não acontece por acaso, tem uma lógica: se um elevador está cheio e há mais pessoas para entrar, é óbvio que as pessoas que querem entrar não o conseguirão fazer antes que as demais saiam e o espaço fique livre. É uma regra simples e lógica, que eu sigo sempre. Mas ultimamente tenho notado uma vontade incontrolável de as pessoas entrarem nos elevadores onde estou, sem quererem saber de quem vai sair. A porta abre e lá estão as pessoas coladas à entrada, ficando furiosas se tentamos passar no meio delas. As pessoas querem claramente entrar em primeiro lugar, mas depois terei de as incomodar para conseguir sair... Às vezes, as pessoas irritam-me. Mas, como disse um amigo meu, elas não querem saber disso, é problema meu.
22 novembro 2012
Do custo
Não gosto de comprar livros. Não é bem não gostar. Eu gosto de comprar livros, eu adoro comprar livros. Não gosto é do preço deles. Adquiri recentemente dois livros do Saramago. Sendo literatura portuguesa, não dá para fazer aquele truque que é comprar o original inglês que é bem mais barato. Um deles comprei na promoção dos 50%, por altura do aniversário do Saramago, e por isso ficou por 8€. Mas o outro, adquirido, na ignorância, um dia antes da promoção, custou 16€ (e sim, eu sei que podia ir devolver e comprar de novo, mas deitei o talão logo para o lixo). E eu não costumo chorar o dinheiro dos livros, mas caramba! são 3 contos! Está bem que o livro é grande e tem mais de 400 páginas, mas são 16€. E o que me deixou ainda mais podre foi que no dia seguinte eles vendiam os mesmos livros a metade do preço, o que provavelmente quer dizer que, mesmo a metade do preço, as editoras não têm prejuízo, por isso é ver o dinheiro que nos roubam frequentemente. Estive também a dar uma vista de olhos num catálogo da Fnac e vi que qualquer livrozito, por mais rasca que fosse, não custa menos de 15, 20€, alguns 30€ até. O que é muito dinheiro. Até aqueles livrinhos que se vendem nos supermercados, que têm capas bonitas e brilhantes e às vezes ofertas, como saquinhos de tule e outras coisas bonitas, são todos caríssimos! 20€ por um livro é muito dinheiro. Livros que nem sequer são de capa dura, factor que costumava fazer a diferenciação de preço. Devia haver uma alternativa às edições mais caras. O Saramago tem as suas obras editadas na Caminho e o preço normal são os 16€. Mas o Intermitências da Morte, por exemplo, tem uma edição livro de bolso, que eu tenho e que é precisamente igual aos outros, com a vantagem de ser mais pequeno e mais portátil portanto, e que me custou pouco mais de 5€, um terço do preço. Porque é que não há edições mais baratas de todos os livros? Assim se percebe porque é que as pessoas não lêem: porque não têm dinheiro!
21 novembro 2012
Da sujidade
Não gosto daquelas garrafas de água de metal. As Sigg, por exemplo, ou as muitas imitações que se vêem por aí. Aquilo até é um conceito giro: usamos sempre a mesma garrafa e não estragamos garrafas de plástico, que poluem o ambiente. Têm apenas dois inconvenientes para mim: no caso das Sigg, serem caras como um raio e darem para comprar aproximadamente 90 garrafas de plástico da marca Continente ou mesmo mais de 30 garrafas de água Luso (a melhor, portanto). O outro inconveniente é cheirarem mal. Eu não tenho, por isso posso estar a dizer asneira e gostaria que me elucidassem. Eu explico: eu reutilizo uma garrafa de água de plástico. Encho-a todos os dias e bebo. Ora passado uns dias, uma semana, duas talvez, ela começa a cheirar mal. Quando ela começa a ficar velha, compro uma nova. A minha dúvida é se as garrafas de metal também cheiram mal passado um tempo. Pode não acontecer, por o material ser diferente, mas também, como são garrafas e estreitas por definição, são mais difíceis de lavar (não me digam que todos têm aquela escova especial que eu não acredito). E os 15€ que eu gastaria numa garrafa Sigg, dá para me abastecer de garrafas Luso um ano inteiro, ou então de garrafas Continente durante três anos. Será que vale a pena o investimento?
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