13 dezembro 2012

Do consumismo

Não gosto de ser uma vítima. Do consumismo. Sou daquelas pessoas que facilmente gastam o dinheiro em merdas que não precisam. O objectivo da publicidade é esse mesmo, fazer com que as pessoas comprem coisas que não precisam. E comigo resulta mesmo. Basta receber uma mensagem no telemóvel a dizer 'desconto de 25% na Springfield' que já fico a pensar 'hmm, se calhar tem lá alguma coisa que eu preciso e 25% é um bom desconto'. E lá vou eu rumo à Springfield para ver o que posso comprar com 25% de desconto. Nem sempre compro. Se realmente não gostar de nada, não compro por comprar. Mas se vir alguma coisa que me agrade, é quase certo. Um colega de trabalho costuma gozar comigo por eu facilmente cair nesta esparrela. Aliás, ele tem vindo a tentar dissuadir-me, ao longo dos tempos, de comprar coisas, no geral, mas ainda não me curou completamente. Tenho tentado conter-me desde que soube dos cortes anunciados para 2013 e desde que ando apavorada com a crise e de facto tenho gasto muito menos em coisas inúteis. Mesmo prendas de Natal comprei pouquíssimas, apesar de ter excedido um pouco o orçamento inicial, mas nada de grave. Se calhar preciso de frequentar um daqueles grupos tipo shopaholic anónimos, para me curar completamente. Isso ou quando recebo o dinheiro no fim do mês, dá-lo a alguém que o guarde e só me dê quando eu precisar de comer ou meter gasóleo.

12 dezembro 2012

Do cuidado

Não gosto de pessoas que não têm cuidado com (as suas) crianças. Não imaginam quanto fico incomodada quando vou na rua e vejo um pai ou mãe com a criança pela mão, do lado da rua, enquanto eles vão do lado de dentro. Desde pequena, sempre fui habituada a andar do lado de dentro. Sempre me disseram que quando ando com crianças elas vão do lado de dentro e o adulto do lado de fora do passeio. A razão é simples, se vier um carro descontrolado, mais facilmente leva o adulto à frente do que a criança. Eu que não sou mãe sei disso. Por isso, todos os pais deviam saber também. Outra coisa que me faz confusão é carros com crianças, que até têm aquele autocolante a dizer 'bebé a bordo' e tudo, com uma condução perigosa. Se querem que os outros tenham cuidado, e até põem lá o autocolante para isso mesmo, eles próprios tamem deviam ter. Se calhar, posso estar a ser demasiado picuinhas, mas são pequenos pormenores que acho que são importantes e com crianças todo o cuidado é pouco. E provavelmente muitas mais coisas, mas agora só me têm incomodado estas. Take care.

11 dezembro 2012

Da festa

Não gosto de trabalhar perto de fábricas de conserva e/ou do mar. Quer dizer, trabalhar perto da praia é espectacular, mas tem algumas desvantagens. Algumas delas já aqui falei, como não ter lugar para estacionar no Verão, mas ultimamente o pior tem sido o cheiro a peixe constantemente no ar. Não sei bem o que se passa. Se é do mar ou se alguma fábrica de conservas pôs o peixe todo cá fora a apanhar ar, mas uma pessoa chega lá fora e é como se todos os dias fossem S. João. É uma espécie de sardinhada permanente. Nada como uma pessoa de manhã estacionar, abrir a porta do carro e levar com o belo cheiro a sardinhas, para acordar. Isto já acontece pelo menos há dois meses. Uns dias o cheiro intensifica, outros fica mais suave, mas tem sido constante. Senhores das fábricas de conservas, por favor metam o peixe nas latinhas que não se pode andar lá fora.

10 dezembro 2012

Do civismo

Não gosto de falta de civismo. Entristece-me e surpreende-me que, nos dias de hoje, ainda exista quem deite lixo para o chão sem qualquer tipo de constrangimento. Como se fosse normal, como se o chão fosse um grande caixote do lixo. Há um caixote do lixo pelo menos de 100 em 100 metros em todas as ruas. Porque não levar o lixo na mão uns minutos e deitar lá? Impressiona-me ainda mais quem deita lixo pela janela do carro. Embalagens, papéis, maços de tabaco, tudo. Eu não consigo, nem que seja um pequeno papel de rebuçado. A única coisa que eu deitava fora quando ia no carro eram caroços de maçã e deitava apenas para sítios com terra, porque são biodegradáveis. Há um pequeno jardim com bancos perto de minha casa e por vezes vão para lá jovens comer. E os porcos acabam de comer e deixam as garrafas de sumo no chão, apesar de ter um caixote do lixo enorme mesmo ao lado. Quem é que educa estes pequenos badalhocos? Nunca lhes disseram que o lixo não se deixa no chão? Já nem digo reciclar, apenas deitar o lixo todo num caixote indiferenciado. Quando eu vou fazer um piquenique, deixo tudo como estava, não deixo o meu lixo a enfeitar a paisagem. Devíamos ensinar as crianças desde pequenas a não sujar a via pública, para quando se tornarem adultos saberem para que servem aqueles caixotes verdes ou castanhos que estão agarrados aos postes.

07 dezembro 2012

Do fim

Não gosto de Dezembro. É o mês do Natal e o Natal aborrece-me cada vez mais. Iluminações, enfeites... As pessoas a comprarem prendas compulsivamente, como se disso dependesse a sua felicidade. Rios de dinheiro gasto em tralhas inúteis. E este Dezembro está a ser especialmente doloroso por uma razão: é o último mês da vida como a conhecemos. Em Janeiro, tudo será diferente. Impostos a subir, qualidade de vida a baixar. Em Fevereiro vêm as greves e manifestações. Em Março, a anarquia. Não gosto de Dezembro mas não quero que este Dezembro acabe. Podia ser Dezembro para sempre, se bem que isso seria insuportável. Natal todos os dias. Para sempre, as ruas com luzes, as lojas com enfeites, as casas com árvores, as pessoas a comprarem prendas, as associações a pedirem contribuições. Um inferno.

06 dezembro 2012

Do jeito

Não gosto de pessoas lentas. Aviso à navegação: se são florzinhas, vão ficar ofendidos com este post. Voltem só amanhã, por favor. Voltando ao post, não gosto de pessoas que demoram a entender as coisas. Ando a tirar um curso de alemão. A turma é composta por pessoas de todas a idades e todos os sectores; é bastante heterogénea portanto. Assim sendo, é normal que haja lá pessoas que, como eu, têm mais jeito para as línguas, e outras que terão mais jeito para a matemática ou para as artes. O que acontece é que quando faço grupo com pessoas mais lentas (se eu quisesse ser rude, poderia chamar-lhes burras, mas não é esse o caso), sinto que sou prejudicada. Eu e elas. Eu, porque tenho de andar a um ritmo bastante inferior ao desejado, e faço um exercício quando poderia ter feito três. Elas, porque acabam por não conseguir acompanhar o meu ritmo e copiam as respostas, sem perceberem. Noto perfeitamente a diferença quando fico em grupos de pessoas que estão ao meu nível, porque, tendo o mesmo ritmo, tornamo-nos bastante mais produtivos. Nem sei se isto está certo do ponto de vista pedagógico, mas os grupos devia ser feitos com pessoas mais ou menos homogéneas em termos de conhecimento/entendimento nas matérias em questão. Não estou a chamar burras às pessoas mais lentas, eu nem as conheço. Elas podem ser génios da ciência e não darem uma para a caixa em línguas. Em artes, por exemplo, eu sou uma nulidade. É normal, não podemos ser bons em tudo. Podemos ser bons em pouca coisa ou medianos em muita coisa. E depois temos também talentos inatos, áreas para as quais temos de dispender pouco esforço para sermos bons. E algumas daquelas pessoas claramente não nasceram para falar alemão.

05 dezembro 2012

Da sorte

Não gosto de dias-não. Toda a gente tem dias assim. Dias em que TUDO corre mal. Mas tudo mesmo. E não há nada que possamos fazer para contrariar esta tendência. Ontem tive um desses dias. Comecei por acordar doente a meio da noite, não dormi nada e fui para o hospital de manhã ver se me atendiam. Estaciono o carro e os parquímetros têm as luzes a piscar e não dá para meter moedas, apesar de todos os carros estacionados terem ticket (óptimo, aposto que quando chegar, tenho o carro bloqueado). No hospital, a subir pelas escadas, tropecei e quase que partia um pé. Ao menos já estava no sítio certo para ser tratada. De tarde voltei ao trabalho, mas, como não tinha vindo de manhã, atrasei o trabalho para a semana toda. Final do dia fui para casa e, quando tudo parecia encaminhado para melhorar, chateei-me com o moço, grande drama de faca e alguidar. Lá se resolveu tudo, mas ainda não tinha terminado. Pus o Iron Man 2 no DVD, que comprei recentemente, e a porcaria do DVD deve estar estragado que chega a um capítulo e encrava. Depois, já na cama, esqueci-me que não tinha metido o carro na garagem e tive de sair da cama para ir guardá-lo. Ah! E o medicamento para a alergia que ando a tomar é eficaz de mais e deixa-me com a garganta e nariz demasiado secos. Ufa... que dia. Eu bem levei o meu anel-amuleto de manhã, já para ver se me acautelava mas pelos vistos não foi suficientemente forte. Devia ter levado também a minha pulseira-amuleto. Que é que vocês fazem em dias-não? Têm alguma forma de contrariar a tendência ou resignam-se e esperam que passe? Também têm objectos que acham que vos dão sorte?

03 dezembro 2012

Do desperdício

Não gosto de desperdício. Aplico isto a várias áreas da minha vida, nomeadamente comida, água, cremes, gasóleo e muitas outras coisas. Se repararem, quando vemos anúncios de maquilhagem, aquilo é só deitar fora. Os blushes e sombras estão todos partidos, os vernizes e rímel entornados, batons partidos... Faz-me um bocado confusão ver isso. Ainda por cima quando são produtos de marca, que custam os olhos da cara e eles andam ali a partir batons só para ficar bonito na fotografia. E depois de certeza que não aproveitam, aquilo vai para o lixo de certeza. Eu sei que para a YSL, a Helena Rubinstein e outras, o valor de um mísero blush é ínfimo, são migalhas, mas custa-me ver que um blush que custa para cima de 30€ e que muita gente não pode comprar está ali partido aos bocados. E não acho que isso traga nada de inovador no anúncio propriamente dito. Quem vê a cor de um blush partido, vê a cor do blush na embalagem. Podiam ao menos distribuir os restos de maquilhagem estragada por pessoas pobres, como eu, que não se importariam de a aproveitar.

30 novembro 2012

Da imitação

Não gosto de imitações. Falo de imitações de coisas de marca, vulgo contrafacção. Vamos a uma feira qualquer e amontoam-se as barracas, de ciganos normalmente, que vendem produtos de imitação de marcas conhecidas. Camisolas, óculos de sol, carteiras, pólos, sapatilhas, casacos, relógios da Nike, Louis Vuitton, Adidas, Lacoste, Chanel e muito mais. Basta haver um original para se poder adquirir a cópia por uns trocos. Eu não sou o público preferencial dos vendedores de contrafacção. Se fosse por mim, já tinham morrido de fome, pois eu não vejo nenhuma vantagem em comprar cópias. Vamos analisar: eu compro uma coisa de marca porque é, em princípio e se a qualidade corresponder ao preço, boa. Eu compro relógios da Swatch porque para além de serem giros, são bons, é muito raro avariarem. Se eu comprar uma imitação, a característica qualidade não será de certeza a mesma do original. Provavelmente um relógio que imite os Swatch será mais propenso a avarias. Em termos de qualidade, acho que estamos conversados. Em termos de estética, bom, pegando no mesmo exemplo, deve haver milhares de outros relógios que sejam giros e que não sejam criados com o propósito de copiar. Pode dar-se tambem o caso em que as pessoas comprem imitações para darem a ilusão de serem super fixes, mas isso é parvo. Ninguém é mais fixe por ter roupa ou relógios de marca. A minha filosofia é simples: se gostar e tiver dinheiro para comprar, compro o original; se não, compro qualquer coisa que não uma imitação. Gosto muito dos meus óculos de sol Ray Ban e não os trocaria por imitações baratas (até porue no caso dos óculos, tenho medo de usar óculos baratos que façam mal à vista, prefiro não usar nada); mas também gosto de algumas malas da Chanel e não vou comprar a imitação só porque não tenho dinheiro para o original, em vez disso compro uma mala qualquer da Parfois. Mas as pessoas não são todas iguais. Conhecia uma rapariga que uma vez comprou uma mala de plástico, imitação da Louis Vuitton, que custou 50€. Com esse dinheiro, eu comprava uma mala de pele que me duraria 10 anos. Mas ainda bem que existem pessoas como ela, senão as barracas dos ciganos estavam às moscas.

29 novembro 2012

Da energia

Não gosto de Red Bull. O efeito que supostamente faz não me interessa. Se eu precisar de energia extra como um bolo de morangos com chantilly, que contém imeeeensos hidratos de carbono e não sabe a medicamento, como Red Bull. Custa-me acreditar que alguém beba aquilo porque gosta. Uma coisa é beber porque precisam de estar acordados mais tempo, com energia adicional; outra é beber porque se acha que aquilo sabe bem. Para ajudar à festa, há também aquela parte em que se diz que aquilo faz mal à saúde, por equivaler a não sei quantas (imaginar número acima de 10) chávenas de café, apesar de eu ter ido pesquisar e no site deles dizer que equivale apenas a 250 ml de café. Independentemente de fazer mal ou menos mal, não invalida aquilo ser uma trampa.

28 novembro 2012

Do divertimento

Não gosto de consolas. Playstation, Wii, X-Box (nem sei se esta ainda se vende) e outras do género. É daquelas coisas que me passam ao lado. Quando tinha uns 20 anos, comprei uma Playstation. Porque queria ter uma. Joguei Tomb Raider uns meses até que me fartei e nunca mais peguei naquilo. E logo ali vi que não valia a pena gastar o meu dinheiro em joguinhos. Desde há uns anos, está na moda as pessoas comprarem consolas. Não porque são aficionados, sempre gostaram de jogos e jogam World of Warcraft todos os dias  ou porque jogam PES online com os seus amigos todos os dias de madrugada. Não, nada disso. Compram porque gostam do Buzz. Logo à partida, parece-me um bocado estúpido comprar uma consola apenas para jogar um jogo. Eu também gosto de jogos de carros e não vou gastar 300€ para jogar duas vezes por mês, não se justifica o investimento. Há também o caso, que acontece com a Wii especialmente, em que compram a consola para 'emagrecer'. Aquilo tem um jogo qualquer que dá para fazer exercício e as pessoas enganam-se a si próprias e dizem que vão comprar a consola em vez de irem para o ginásio. É óbvio que passado nem um mês, já está enconstada. Em todos os casos de pessoas que compram consolas por comprar, porque gostam de um jogo ou porque acham que vão emagrecer, a loucura não dura muito tempo. Passado uns meses, a consola já está a ganhar pó no móvel por baixo da televisão. E parece-me um bocado irreflectido gastar tanto dinheiro, sem ponderar bem a decisão, para depois não usar. Especialmente quando o dinheiro é um bem tão escasso como hoje em dia.

27 novembro 2012

Da insistência

Não gosto quando alguém liga para um telefone e, não sendo este atendido, continuam a ligar, até ao infinito.  Eu tenho uma regra, ligo duas vezes. À primeira a pessoa pode não ter tido tempo de encontrar o telemóvel na carteira (caso seja mulher), pode não ter chegado a tempo, então a segunda vez é para dar mais uma oportunidade. Se não atendem à segunda, eu páro de ligar. A pessoa irá ver as chamadas e irá retribuir. Se não retribuir, posso ligar de novo dentro de algum tempo. Mas há pessaos que ligam, ligam, ligam, ligam. Isso deixa-me fora de mim, especialmente se não é o meu telemóvel e não o posso calar. Lembro-me que uma vez um colega do escritório foi para uma reunião e esqueceu-se do telemóvel na secretária. Então alguma besta esteve a ligar, sempre seguido, para cima de 15 minutos. Para ajudar à festa, o toque que ele tinha era super irritante e eu já estava no abismo da loucura. Tentei pôr o telemóvel em silêncio, mas como o/a idiota do outro lado não parava de ligar, não dava sequer tempo para eu descobrir como fazer isso. Até que tentei esconder o telemóvel e abafar o som. Quando ele chegou, disse-me que tinha 17 chamadas (e afinal não era assim tããão urgente). Quem é que liga 17 vezes? Por favor... É que nem que fosse uma super emergência, tipo a mulher dele ter tido um acidente e ter ido para o hospital, como eu cheguei a pensar, dada a insistência, isso não iria fazê-lo atender mais rápido. Se tivessem ligado 5 vezes, vá, faria o mesmo efeito, que era ele devolver a chamada mal visse tantas tentativas de contacto. Vamos tentar ser comedidos e, mesmo em situações mais urgentes, ter a clareza de espírito para perceber que ligar 3652 vezes seguidas não vai fazer com que atendam mais rápido.

26 novembro 2012

Do atraso

Não gosto de cabeleireiros. Já disse isso aqui e aqui, mas hoje o que me leva a falar disto é uma perspectiva diferente. Para além de tudo o que me aborrece nas idas ao cabeleireiro, uma das coisas que me aborrece mais é não conseguir ir cortar o cabelo à semana. Saio do trabalho às 18h. Se sair às 18h certinhas, não consigo chegar a qualquer sítio antes das 18h30. Ah, a hipótese de ir a um cabeleireiro perto do trabalho está de parte: ou são bons e carissímos ou são baratos mas muito fracos. Então chego a um cabeleireiro no mínimo às 18h30, se correr bem e não apanhar trânsito nenhum, e já ninguém me corta o cabelo. Uns porque fecham às 19h, outros porque fecham às 20h mas ainda têm 4 pessoas para serem atendidas até lá. Vejo-me obrigada a ir tratar do cabelo sempre aos sábados, que é muito pior porque é o dia em que toda a gente vai ao cabeleireiro e tenho sempre pelos menos 6 pessoas à minha frente e demora 2h para chegar a minha vez. Tenho sempre a hipótese de ir a um cabeleireiro de shopping, mas para além de serem caros, uma vez vi uma reportagem em que num deles queimaram a cabeça toda a uma senhora e nunca mais ljhe cresceu cabelo nas partes queimadas e fiquei com medo. Então, para quem está a pensar dar uma de empreendedor e abrir um negócio seu e precisa de ideias vencedoras, eu ajudo: um cabeleireiro de rua, com preços 'normais', que esteja aberto até às 21h ou 22h, para as pessoas que não chegam a tempo aos outros cabeleireiros poderem arranjar o cabelo a um dia de semana. Se não querem trabalhar tantas horas, abram às 10h ou às 12h, em vez de abrirem às 8h. Era uma bela ideia. E eu ia lá.

23 novembro 2012

Da avidez

Não gosto quando estou a tentar sair de um elevador e as pessoas tentam entrar antes de eu sair. Pensei que esta era uma regra conhecida e interiorizada no mundo civilizado: nos elevadores, no metro, nos autocarros, nas lojas até, quando alguém quer sair e alguém quer entrar, quem quer sair tem sempre pioridade. Primeiro as pessoas saem, depois as pessoas entram. Isto não acontece por acaso, tem uma lógica: se um elevador está cheio e há mais pessoas para entrar, é óbvio que as pessoas que querem entrar não o conseguirão fazer antes que as demais saiam e o espaço fique livre. É uma regra simples e lógica, que eu sigo sempre. Mas ultimamente tenho notado uma vontade incontrolável de as pessoas entrarem nos elevadores onde estou, sem quererem saber de quem vai sair. A porta abre e lá estão as pessoas coladas à entrada, ficando furiosas se tentamos passar no meio delas. As pessoas querem claramente entrar em primeiro lugar, mas depois terei de as incomodar para conseguir sair... Às vezes, as pessoas irritam-me. Mas, como disse um amigo meu, elas não querem saber disso, é problema meu.

22 novembro 2012

Do custo

Não gosto de comprar livros. Não é bem não gostar. Eu gosto de comprar livros, eu adoro comprar livros. Não gosto é do preço deles. Adquiri recentemente dois livros do Saramago. Sendo literatura portuguesa, não dá para fazer aquele truque que é comprar o original inglês que é bem mais barato. Um deles comprei na promoção dos 50%, por altura do aniversário do Saramago, e por isso ficou por 8€. Mas o outro, adquirido, na ignorância, um dia antes da promoção, custou 16€ (e sim, eu sei que podia ir devolver e comprar de novo, mas deitei o talão logo para o lixo). E eu não costumo chorar o dinheiro dos livros, mas caramba! são 3 contos! Está bem que o livro é grande e tem mais de 400 páginas, mas são 16€. E o que me deixou ainda mais podre foi que no dia seguinte eles vendiam os mesmos livros a metade do preço, o que provavelmente quer dizer que, mesmo a metade do preço, as editoras não têm prejuízo, por isso é ver o dinheiro que nos roubam frequentemente. Estive também a dar uma vista de olhos num catálogo da Fnac e vi que qualquer livrozito, por mais rasca que fosse, não custa menos de 15, 20€, alguns 30€ até. O que é muito dinheiro. Até aqueles livrinhos que se vendem nos supermercados, que têm capas bonitas e brilhantes e às vezes ofertas, como saquinhos de tule e outras coisas bonitas, são todos caríssimos! 20€ por um livro é muito dinheiro. Livros que nem sequer são de capa dura, factor que costumava fazer a diferenciação de preço. Devia haver uma alternativa às edições mais caras. O Saramago tem as suas obras editadas na Caminho e o preço normal são os 16€. Mas o Intermitências da Morte, por exemplo, tem uma edição livro de bolso, que eu tenho e que é precisamente igual aos outros, com a vantagem de ser mais pequeno e mais portátil portanto, e que me custou pouco mais de 5€, um terço do preço. Porque é que não há edições mais baratas de todos os livros? Assim se percebe porque é que as pessoas não lêem: porque não têm dinheiro!

21 novembro 2012

Da sujidade

Não gosto daquelas garrafas de água de metal. As Sigg, por exemplo, ou as muitas imitações que se vêem por aí. Aquilo até é um conceito giro: usamos sempre a mesma garrafa e não estragamos garrafas de plástico, que poluem o ambiente. Têm apenas dois inconvenientes para mim: no caso das Sigg, serem caras como um raio e darem para comprar aproximadamente 90 garrafas de plástico da marca Continente ou mesmo mais de 30 garrafas de água Luso (a melhor, portanto). O outro inconveniente é cheirarem mal. Eu não tenho, por isso posso estar a dizer asneira e gostaria que me elucidassem. Eu explico: eu reutilizo uma garrafa de água de plástico. Encho-a todos os dias e bebo. Ora passado uns dias, uma semana, duas talvez, ela começa a cheirar mal. Quando ela começa a ficar velha, compro uma nova. A minha dúvida é se as garrafas de metal também cheiram mal passado um tempo. Pode não acontecer, por o material ser diferente, mas também, como são garrafas e estreitas por definição, são mais difíceis de lavar (não me digam que todos têm aquela escova especial que eu não acredito). E os 15€ que eu gastaria numa garrafa Sigg, dá para me abastecer de garrafas Luso um ano inteiro, ou então de garrafas Continente durante três anos. Será que vale a pena o investimento?

20 novembro 2012

Do conforto

Não gosto de sabrinas. As mulheres que me lêem acho que me percebem quendo digo que não existem umas únicas sabrinas confortáveis no mundo. Elas parecem todas confortáveis à primeira vista realmente, mas é só para enganar as pessoas para as comprarem. Uma pessoa olha para elas e pensa 'Que giras! E são mesmo confortáveis!' Depois compra e passado 1 hora de as usar já não consegue andar normalmente. Já parecemos aleijadas, porque aquilo magoa que se farta, ou atrás no calcanhar ou à frente à beira dos dedos ou noutro sítio qualquer. Que calçado do demo! É verdade que passado um tempo aquilo fica bom, mas nos primeiros dias apetece-me fazer uma pira e vê-las arder. Por isso decidi que não compro mais sabrinas. Tenho a certeza que há calçado igualmente bonito, que fica bem como as sabrinas ficam e que não faz parecer que estou a caminhar sobre pregos.

19 novembro 2012

Da tendência

Não gosto de programas de culinária. Por alguma razão que me transcende, os prgramas de culinária estão muito em voga. Longe vão os dias dos programas da Filipa Vacondeus, à hora de almoço, que ensinavam a aproveitar restos. Os programas que toda a gente agora vê são concursos de culinária. Não sei muito bem como funciona aquilo, porque nunca vi, mas sei que são pessoas a fazerem receitas, provavelmente originais, para depois um júri escolher o melhor chef (não é cozinheiro, é chef). Não é bem o tipo de programa que me atrai. O único programa de culinária que às vezes vejo é um que dá ao domingo ao jantar, com o Henrique Sá Pessoa, quando estou à espera dos Simpsons. E acho que esse senhor também está na moda, se calhar consequência da loucura geral por programas de culinária. Não entendo a razão de tanto encanto pelos programas de culinária, até porque, aparentemente, com o aumento de clientes dos take-away, os telespectadores não põem em prática as receitas que aprendem.

16 novembro 2012

Da publicidade

Não gosto de publicidade. Quer dizer, às vezes até gosto de ver anúncios giros e isso, mas quando é demais mete nojo. As nossas televisões abusam um bocado na duração de intervalos e patrocínios de programas e tudo o que lhes possa meter mais uns Euros ao bolso. Mas como não vejo muita televisão, não me vou debruçar sobre esse problema, vou antes debruçar-me sobre a publicidade exagerada no cinema. Eu costumo ir bastante ao cinema e cada vez isto é uma questão que me aborrece mais. Antes, há uns anos, a publicidade era menos. Uns 10 minutos, se fossemos à sessão da tarde, porque estava quase sempre vazia, à noite lá metiam mais 5 minutos de anúncios. Hoje em dia, levamos com 20 minutos de publicidade em cima, em qualquer horário. Até há algum tempo, era só a Lusomundo a exagerar (e ainda por cima, eles têm intervalo nos filmes), mas hoje em dia até a UCI se deixou arrastar. Ora eu acho isso muito mal. Estamos ali a pagar couro e cabelo para ver um mísero filme. É que se fosse grátis, eu até percebia, eles tinham de se financiar. Mas nós pagamos e não é pouco. Para além das receitas estupidamente elevadas que eles devem em ter em pipocas. Um kg de pipocas deve custar para eles uns 2€ e deve dar para 10 pacotes de pipocas, que nós pagamos a cerca de 5€ cada. O que quer dizer que os 20 minutos de publicidade é pura ganância, só para ganhar mais dinheiro. E eu até concordo que eles mostrem trailers de outros filmes, é publicidade boa para eles e o público gosta de ver (acho eu) porque fica a par dos filmes que vão sair e que possam interessar. Mas não concordo que estejam ali a mostrar 20 minutos de publicidade foleira (aquele anúncio da Zon com o Vasco Palmeirim que anda a passsar suscita-me vergonha alheia), não sendo estranho até passar o mesmo anúncio mais do que uma vez. E são anúncios sempre iguais. Anúncios de  fornecedores de internet, bebidas (cola, sumol, ice tea) e telemóveis, que mostram sempre jovens muito felizes, a cantarem, a dançarem, muito bem vestidos, a serem uber cool, no fundo. E estamos ali a levar 20 minutos com isto, quando pagamos para ver um filme, que nem sequer começa à hora marcada. Eu já tenho o hábito de ir para a sala depois da hora marcada, para não ter de ver tanta publicidade, mas eles vão aumentando o tempo que gastam com publicidade, por isso acabam por me apanhr desprevenida de vez em quando. Raios partam a Lusomundo e a UCI!

15 novembro 2012

Da divulgação

Não gosto de revistas/jornais com passatempos que só disponibilizam as soluções no número seguinte. Muitas revistas e jornais têm palavras cruzadas, sudokus, sopas de letras, diferenças e outros passatempos. Mas, numa tentativa de prender os leitores e que estes comprem o número seguinte quiçá, as soluções não estão lá, mas vêm apenas na próxima revista/jornal. Ora eu, que adoro palavras cruzadas (sudokus também, mas menos), fico lixada quando me falta apenas uma ou duas letras para completar tudo. Claro que eu queria que estivessem ali as soluções, para eu ver. Mas é também óbvio que, não as tendo, não vou comprar o número seguinte propositadamente para ver a solução. Aliás, se mesmo por acaso eu vier a ter o número seguinte, nunca me lembro de ir ver as palavras cruzadas que já fiz. Vou sim fazer as novas e voltar a ficar lixada por não ter as soluções. Por isso eu sugeria aos editores que passassem a incluir as soluções junto com o respectivo passatempo, pois esse truque não vos fará vender mais revistas e os leitores ficarão mais satisfeitos.

14 novembro 2012

Da informação

Não gosto de empresas que não têm site. Senhores empresários, hoje em dia TODAS as empresas têm de ter um site. E digo um site, não um blog que não é actualizado desde 1987 ou uma página de Facebook ou um site com uma página de entrada apenas a dizer 'Em actualização'. Estamos na era da internet e, falo por mim, gosto sempre de fazer uma pesquisa prévia antes de ir a sítios perder o meu tempo. Se eu quero comprar uma cama ou pneus para o meu carro ou um urso de peluche, gosto sempre de dar uma vista de olhos pela internet e ver as opções disponíveis. Quando falo de um site quero também dizer um site que tem o catálogo dos produtos disponíveis, com menção a preços (muito importante isto), com botões que funcionam, contactos e tudo isso que os sites costumam ter. É bom para vocês disponbilizarem estas opções na internet, porque passam a ter mais visibilidade. Compreendo que nem todas a empresas possam ter site e refiro-me agora às empresas mais pequenas, familiares, onde muitas vezes os patrões são velhinhos e não têm ninguém que os aconselhe e que praticamente não sabem o que é a internet. Compreendo que um velhinho que seja carpinteiro não vá pôr na internet fotografias das cadeiras e mesas que já fez, com uma tabela de preços ao lado. Mas não percebo, por exemplo, que a Body Shop, uma multi-nacional, adquirida recentemente pelo gigante da cosmética, Lóréal, não tenha um site em português. Não percebo como a Pórtico, loja espanhola presente em vários centros comerciais, tenha apenas um site em espanhol bastante foleiro. Podia dar muitos mais exemplos, mas acho que já deu para perceber a ideia. É preciso investir em bons sites, com bastante informação, que funcionem bem, porque, para além da função óbvia que é informar os clientes, traz mais visibilidade à empresa e passa uma boa imagem cá para fora.

13 novembro 2012

Da visibilidade

Não gosto de ir atrás de camiões. Se há coisa que me aborrece, principalmente em filas, é ir atrás de camiões ou carrinhas ou camionetas ou outro veículo mais alto do que o meu carro. Porque me tira toda a visibilidade. Em filas passo-me mesmo, por dois motivos. Primeiro porque não dá mesmo para ver para a frente e não sei quando vamos andar, se é para andar e parar logo, se é para andar e continuar sempre... Segundo, porque normalmente os camiões andam mais devagar, ou demoram mais a arrancar, e toda a gente se mete à frente deles e fico sempre com a sensação que vou ser a última pessoa a sair dali, porque todas as outras já vão à frente do camião. Há também a questão do ter medo que a carga caia em cima de mim, caso sejam camiões que transportam algo (especialmente aqueles que transpostam aqueles troncos enormes de madeira, que depois de ver o Final Destination 2 fiquei traumatizada e evito sempre ao máximo estar a menos de 1 km deles). Então ou passo para a fila do lado ou deixo entrar muitos carros à minha frente, para ficar mais longe deles.

12 novembro 2012

Da comodidade

Não gosto de pijamas sem bolsos. Há um daqueles mails que circulavam em cadeia por volta do ano 2000, mais coisa menos coisa, que dizia 'porque é que os pijamas têm bolsos?', assim num tom de admiração, como se fosse uma coisa completamente inútil. Pois eu não acho. Dá muito jeito para aquecer as mãos. Eu ando sempre de pijama em casa. Chego a casa e a primeira coisa que faço é trocar de roupa. Não consigo usar coisas apertadas, gosto de andar à vontade e então visto o pijama (e mais 2 camisolas polares por cima, agora no Inverno). E por isso gosto muito de pijamas que tenham bolsos, porque assim posso aquecer as mãos. Quando uso pijamas sem bolsos tenho sempre a sensação que falta alguma coisa. No Verão, não me faz diferença, mas pijamas de Inverno têm de ter bolsos.

09 novembro 2012

Das saídas II

Não gosto de jantares de mulheres. As mulheres, especialmente as que não têm muito por hábito sair à noite, de vez em quando lembram-se daquela parvoeira chamada 'jantares de gajas'. Elas costumam safar-se com esta desculpa junto dos namorados/maridos no máximo duas noites por ano. Nestes jantares, ao contrário do que as mulheres gostam de fazer crer, não acontece nada especial. O mito está desfeito. São apenas mulheres juntas, overdressed, que vão jantar e eventualmente tomar um copo. Não fazem nada que não pudessem fazer na companhia de homens. A única coisa que acontece em demasia e durante o jantar todo é o histerismo. O espírito da diversão parece que as (nos) possui e é vê-las aos berrinhos, risinhos, gritinhos e saltinhos. Confesso que não é o meu programa preferido, mas quando vou acabo por ser contagiada pela histeria colectiva e entrar no espírito.

08 novembro 2012

Da vaidade

Não gosto de frio. Como já disse por aqui, prefiro chuva. O frio é muito chato, poque obriga-me a andar toda enchouriçada. Eu sou muito friorenta, então tenho de vestir uma t-shirt/camisola, uma camisola grossa, um casaco fino e um casacão por cima. E claro, não me consigo mexer, pareço o boneco da Michelin. Pior é quando está tanto frio no escritório que tenho de andar aqui nessa figura. O que me leva a uma grande dúvida: as bloggers de moda. Elas têm fotografias em pleno Inverno, a usarem camisolinhas ou blusas finíssimas. Será que o frio só atinge os pobres coitados fashion-excluídos? Tenho duas ou três teorias para este facto: só se movimentam em sítios com aquecimento central ligado nos 22º permanentemente (assim ao estilo de países nórdicos, que só está frio nas ruas e quando se entra em algum sítio temos de andar de manga curta). Ou então só vestem aquelas roupas para a fotografia, enfiando um camisolão bem grosso depois do click da máquina. Ou então a sabedoria popular tinha razão e a vaidade aquece mesmo.
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