02 outubro 2012

Da obrigatoriedade

Não gosto de ginásios. Já falei disso por aqui, de alguns aspectos que me irritam nos ginásios, nomeadamete o exercício e os tarados por exercício, mas desta vez vou-me concentrar num aspecto mais administrativo. O contrato que temos de fazer para frequentar um ginásio (que fique aqui bem explícito que eu sei disto não por experiência própria, mas por amigos, pessoas que trabalham lá, etc.). Então é assim: sim, senhor, uma pessoa decide-se a ser saudável e quer entrar para um ginásio para fazer exercício. Mas não é assim tão fácil, porque primeiro tem de assinar um contrato a dizer que vai andar lá no próximo ano. Pagar a taxa de inscrição e a mensalidade respectiva (isto da taxa de inscrição sempre me fez espécie, mas vamos ignorar por agora). Assinamos um contrato, tudo bem, e lá começamos a exercitar-nos. Até que, passados três meses, nos passa a vontade e deixamos de ir lá, como era de prever. E queremos deixar de pagar. Mas não nos deixam. Temos de pagar até ao fim do contrato mesmo que nunca mais lá vamos. Há apenas três motivos que nos permitem cancelar o contrato: razões de saúde, desemprego ou mudança de local de trabalho (pode haver mais algum, mas desconheço). Ou seja, não basta estarmos fartos de ir lá para cancelar o contrato, temos de ter uma razão válida. No meu caso, seria fácil arranjar uma declaração a dizer que mudei de local de trabalho, mas não funciona assim com toda a gente, e depois têm de estar presos àquilo, a pagar para cima de 30€ ou 40€ por mês, mesmo sem irem. Acho isto bastante mau. Por um lado, entendo que os ginásios, por razões financeiras, têm de saber com quem contam. E até é uma forma de as pessoas não desistirem facilmente. Mas o ginásio deve um sítio onde vamos porque gostamos, não uma obrigação. Já temos contratos com o nosso empregador, com a EDP, com o forncedor de internet e/ou televisão por cabo, que custa-me aceitar este sistema nos ginásios. Mas como disse, eu não ando em ginásios, por isso não me afecta pessoalmente.

01 outubro 2012

Da complexidade

Não gosto do cartão matriz. Sim, esses dos bancos, que tem os códigos para validarmos as transacções. Não tenho assim nenhuma razão muito forte para não gostar dele, mas não é assim especialmente prático. Porque vou ao banco online fazer qualquer coisa e depois lá esta aquilo a pedir as coordenadas. E depois lá tenho eu de ir procurar a mala, a carteira, o cartão... É muito mais fácil usar o sistema das mensagens para o telemóvel, como alguns bancos fazem. O banco envia um código para o telemóvel e já está. Podem dizer que é igual, mas há duas pequenas diferenças. O telemóvel costuma estar sempre mais perto do que a carteira (no meu caso e em muitos, provavelmente) e o código do telemóvel é so um, não temos de andar a procurar por linhas e colunas o dígito que corresponde à coordenada que nos pedem. Em termos de segurança, não sei qual será melhor, mas em termos de comodidade, certamente o telemóvel é bem mais prático.

28 setembro 2012

Da especialidade

Não gosto de iogurte grego. Hoje em dia, toda a gente gosta de iogurte grego. Não conheço ninguém que não goste. Aliás, conheço até quem não goste de mais nenhum tipo de iogurte e goste apenas do grego. Isto foi um fenómeno relâmpago. Um dia, não há iogurte grego à venda em Portugal. No dia seguinte, começam a comercializar e já toda a gente come iogurtes gregos. Eu não gosto. Como, se tiver de ser, mas não gosto especialmente. São espessos demais (os apreciadores provavelmente verão isto como uma vantagem). Para não falar do preço, que são três ou quatro vezes mais caros que um iogurte 'normal'. Se me puserem um iogurte grego à frente e um iogurte de aromas de marca branca à frente, escolho o de aromas, sem hesitação. Parabéns, Danone, pelo êxito da estratégia de marketing, que pelos vistos a mim me passou ao lado.

27 setembro 2012

Do engano

Não gosto daqueles posts onde as pessoas põe as frases de pesquisa que conduziram ao seu blog. Até acho que já mencionei isso aqui. E, mesmo que gostasse, não teria muito material de trabalho, porque a maior parte das pessoas que vem ter ao meo blog, segundo o blogspot, procura mesmo 'não gosto'. Logo são poucas as pessoas que vêm ao engano. Dito isto, e indo contra todos os meus princípios, gostaria apenas de explorar três critérios de pesquisa que me chamaram a atenção e ajudar os leitores que vieram aqui ter enganados, para assim poderem voltar. Primeiro: 'pedro ribeiro divorciou-se'. Sim, o Pedro Ribeiro divorciou-se, já há algum tempo até, e actualmente namora com a Inês Cordeiro, da Comercial, que faz as notícias da manhã, julgo eu. Segundo: 'bases de chuveiro ceramica vs acrilico'. Pois, eu também não sei bem as vantagens de uma e de outra, mas recentemente adquiri uma base de acrílico. Porque são mais baratas e supostamente tão boas como as de cerâmica (duvido um pouco deste último ponto, mas vá...). Terceiro: 'qual a piada do vasco palmeirim'. Nenhuma.

26 setembro 2012

Da artificialidade

Não gosto de coisas falsas. Extensões de cabelo, unhas de gel, extensões de pestanas e todo esse rol de coisas que as mulheres usam para melhorar(?) o seu aspecto visual. Não tenho experiência com todas, felizmente. Tenho apenas com extensões de cabelo e sabe Deus como já foi mais que suficiente. Passo então a resumir a experiência. Maat corta cabelo comprido. Maat farta-se de cabelo curto e começa a obcecar com isso. Maat decide pôr extensões e foder (sim, é mesmo esta a palavra) 350€ (70 contos!!) em extensões. Maat sai do cabeleireiro, no primeiro dia, muito feliz. Maat fica um bocado desiludida no segundo dia, depois de lavar o cabelo. Maat começa a ficar um bocado farta no final da primeira semana, porque não se pode pentear como deve ser. Maat fica aborrecida na segunda semana quando olha para o chão e vê uma madeixa do seu cabelo. Maat começa a obcecar imenso com aquela merda que tem na cabeça na terceira semana. Maat acorda às 4h da manhã na quarta semana com um ataque de loucura e nesse mesmo dia vai ao cabeleireiro foder mais 50€ para lhe tirarem aquela porcaria da cabeça e voltar a ser feliz. Maat jura nunca mais se aproximar de extensões na vida e esconjurar todos os cabeleireiros que trabalhem com isso. Foi um pequeno resumo do que eu passei com as extensões e assumo que sentiria o mesmo com as restantes 'próteses' de coisas que não são nossas na realidade. Tenho a certeza que sentiria o mesmo, quer fosse com pestanas falsas, com maquilhagem permanente ou com silicone. São coisas que não são minhas mesmo, não fazem parte do meu corpo, logo iria ser penoso para mim habituar-me. Conheço casos de quem usa e gosta e sente-se bem. Nada contra, cada um sabe de si. Eu é que prefiro manter-me longe desses artifícios e gostar do meu corpo como é. E esperar que o cabelo cresça naturalmente, mesmo que um dia acorde e o decida rapá-lo com pente 3.

25 setembro 2012

Do espaço

Não gosto de baldes do lixo cheios. É uma coisa que me irrita profundamente. Não sei porque há pessoas que teimam em carregar os baldes do lixo, empurrando o lixo para baixo e tentando à força meter mais alguma coisa. Se vamos ter de despejar e vamos... E o lixo que pusemos à força até acaba por cair... Mal vejo o caixote a chegar ao limite, lá vou eu logo de saco plástico na mão, resolver a situação. O caixote da reciclagem, por exemplo, enche muito rapidamente (especialmente porque sou um bocado preguiçosa e não espalmo todas as embalagens). E lá estou eu pronta para o esvaziar, mal ele encha. É uma coisa que me faz espécie, pronto. Caixotes do lixo têm de ter sempre espaço disponível para mais lixo.

24 setembro 2012

Da evolução

Não gosto da caligrafia dos homens. No que diz respeito a homens a escrever à mão, há três hipóteses. Um (o caso mais raro e que representa apenas uma ínfima percentagem): homens que foram evoluindo a menira como escrevem ao longo dos tempos e têm uma caligrafia bonita (vamos considerar que existem cerca de 700 homens no mundo a quem isto se aplica, um número provavelmente acima da realidade). Dois: homens que sempre tiveram uma caligrafia feia e têm consciência disso e que começaram a escrever apenas em maiúsculas para disfarçar. É uma boa opção, pois pelo menos sabem que a sua letra é má e tentaram resolver isso de algum modo. Em princípio, e pela minha experiência, isto serão cerca de 25% dos homens. Três: homens que nunca melhoraram a sua forma de escrita e que ainda escrevem como se estivessem na escola primária. Caligrafia feia, em muitos casos quase imperceptível, e que não lembra a ninguém que tenha mais de dez anos. Não sei como podem olhar para aquilo que escrevem e gostar do que vêem. E depois aquilo parece uma incongruência: olhamos para um homem, alto e forte e másculo, e depois vemos a sua caligrafia e não parece ter sido feita pela mesma pessoa. Atribuímos os escritos a uma criança de sete anos. Não percebo a cena dos homens e da caligrafia, mas já vi que é um assunto sem hipóteses de melhoria.

21 setembro 2012

Da esperança

Não gosto do ritual de atirar o ramo nos casamentos. Primeiro, é a parvoíce disso, como se quem apanhasse o ramo, fosse mesmo a próxima a casar. Há provas documentadas de que isso é verdade? Depois, é aquele ritual de chamar as solteiras. 'Venham, todas as solteiras têm de vir', assim com aquela atitude de pena e de dever que as solteiras têm de passar por esta prova. Pena por as raparigas serem solteiras, coitadas, nunca casaram, vamos ser solidários e dar-lhes esperança com o ramo. Ridículo. Temos de ficar ali todas juntas, num círculo, à espera que a sorte nos calhe, e dispostas mesmo a partir para a porrada. E só sentimos os olhares de pena em cima de nós. Para piorar tudo, há sempre uma criança que também quer apanhar o ramo, então as pessoas dizem-lhe sempre para ir para a beira das pobres coitadas. E é isso que eu sinto, que somos como crianças, à espera que nos saia a sorte grande para podermos finalmente comer nas mesa dos grandes e sermos respeitadas por isso. É triste e é a parte que mais odeio nos casamentos. Odeio tanto, que me apetece ser casada nestas ocasiões para não ter de passar de novo por aquilo.

20 setembro 2012

Da demora

Não gosto de ser a última a sair dos casamentos. E acabo por ser sempre. Como só tenho ido a casamentos de amigos mais próximos, é normal que acabe sempre por ficar até mais tarde. Quem tem filhos começa a debandar por volta das 22h. Os velhinhos vão às 23h. Perto da meia-noite vão os pais e padrinhos. E depois fica sempre o grupo de amigos até ao fim. Muitos deles já bastante bêbedos, querem ficar para continuarem a beber. Outros apenas para falar. Outros ficam por ficar. E eu odeio ficar para o fim. Porque já estou cansada e cheia de sono. Porque já não há nada para fazer. Porque os noivos provavelmente estão ainda mais cansados do que eu e querem ir às suas vidas. Vou começar a levar crianças emprestadas a casamentos para conseguir pirar-me cedo e ninguém ficar chateado. Ou então bebo muito para desmaiar e ficar a dormir no carro até à hora de vir embora.

19 setembro 2012

Da popularidade

Não gosto do Subway. Toda a gente anda obcecada com o Subway. Subway para aqui, Subway para ali. So há pouco tempo é que descobri o que isso era, em primeiro lugar. Passado algum tempo, sem sequer ter curiosidade, calhou de ir lá experimentar. Comi um wrap e não gostei. Não fiquei com vontade de voltar, até que o pessoal do trabalho combinou ir lá almoçar um dia e eu acabei por aceder e ir com eles. Desta vez fiquei ainda com mais má impressão. A sande que comi não era nada de especial, foi caríssimo e o serviço é péssimo de tão lento. Completamente overrated. Não sei porque é que o Subway anda tanto nas bocas do povo, com preços altíssimos, atendimento lento e comida vulgar. Por mim, não volto

18 setembro 2012

Da festa

Não gosto das Feiras Novas. Para quem não sabe do que falo, é uma festa popular, assim ao estilo romaria, realizada todos os anos em Ponte de Lima, que mobiliza milhares (milhões?) de pessoas. Nunca lá tinha ido e, sinceramente, não via grande vantagem em ir, porque é o tipo de festa que não me atrai especialmente. Mas lá me deixei arrastar. Erro crasso. Milhares de pessoas, pessoas em todo o lado, dá-se um passo e esbarra-se em pessoas. Horas de espera em restaurantes para comer. Palcos com música própria para quem gosta de ecstasy. Bêbedos. Confusão. Querer ficar bêbeda para esquecer no que me fui meter e não conseguir porque continuamente bebem a minha bebida. Querer vir embora e não poder porque não fomos nós que levamos carro. Vir embora já de manhã e ter de parar a cada 15 minutos na auto-estrada porque alguém está mal disposto e quer vomitar. Demorar mais de uma hora para chegar a casa. Decididamente não é o meu tipo de festa.

17 setembro 2012

Das férias

Não gosto de filas para comer. De filas para estacionar. De filas nas Águas. De filas na Loja do Cidadão. De filas nos correios. De filas de trânsito. De filas no IKEA. De reclamar com vendedores de revestimentos.  De pedir orçamentos para cozinhas.  Pronto, foi o resumo das minhas férias. Quem me dera ter um blog daqueles que as pessoas postam fotos com efeitos bonitos do iPhone. Aposto que iria ganhar o concurso 'férias mais deprimentes'. Mesmo assim são férias e antes isso que trabalhar.

29 agosto 2012

Da sujidade

Não gosto de lavar o carro. Em relação a carros, sou metade homem, metade mulher. Como (quase) todos os homens, sou muito cuidadosa com o carro... do lado de dentro. Não gosto de ter o carro sujo ou com lixo acumulado, com as mulheres normalmente fazem. Gosto de ter o carro sempre limpo e em ordem. Qualquer lixo que tenha, levo sempre comigo quando saio para deitar num caixote. Tenho horror a areia/terra no chão e a tapetes fora do sítio. Gosto de tudo arrumado, mesmo nos porta-luvas. Agora no que toca ao exterior do carro, sou uma mulher autêntica. Aquilo até poda estar carregado de terra, desde que eu conseguisse ver para a frente por mim estava tudo bem. Nada me parece um maior desperdício de água que lavar o carro. Principalmente porque depois chove sempre, como toda a gente sabe. Para além disso, nós andamos dentro, por isso é dentro que tem de estar limpo, por fora é só uma capa. No sítio onde trabalho, há bastantes gaivotas que, invariavelmente, me sujam o carro todo. Tive uma cagadela de gaivota no vidro da porta do condutor, praticamente a tapar-me a visibilidade toda, durante dias. E por mim, lá ficaria até vir chuva para lavar, mas tive sorte que o F. conduziu o carro e, como aquilo lhe fazia confusão, lavou-o imediatamente. O meu pai também me costumava lavar o carro. Acho que para ele era um bocado a sensação de vergonha alheia. Agora que já não lava o meu, acho que gasta esse tempo a polir o dele. Mal entro na rua, vejo o carro dele ao longe, tal é o brilho. Se os homens fossem tão cuidadosos com as casas como são com os carros, de certeza que não haveria mais chatices por causa de limpezas em casa.

28 agosto 2012

Da recusa

Não gosto de festas de anos. As pessoas fazem anos (e a Maat esquece-se) e convidam-nos para um jantar. Um belo jantar para celebrar o dia de festa do/a nosso/a amigo/a. Que às vezes não é assim num restaurante tão barato. E a Maat, apesar de não fazer festas de anos e praticamente não receber prendas de ninguém, tem sempre vergonha de chegar de mãos a abanar, por isso acaba sempre por comprar uma prenda. Que também nunca é assim tão barata quanto podia (devia) ser. E depois do jantar, a malta ainda sugere irmos tomar um copo. E o sítio onde vamos tomar copo nunca tem lugares para estacionar e a Maat, com medo de multas e/ou reboques, põe o carro no parque e gasta ainda mais dinheiro. Resumindo, com esta brincadeira, la se vão uns 40€ ou mais. E é óbvio que depois eu não gosto de festas de anos. Porque às vezes nem gosto assim tanto do restaurante ou nem sou assim tão íntima do aniversariante e vou gastar uma pipa de massa. Preciso de opiniões: como faço para acabar com este desbaste no meu orçamento? É chato aparecer sem levar prenda, por exemplo? Uma coisa é se fizerem um jantar em casa, que aí é óbvio que vou dar prenda. Mas ir a restaurantes e levar prenda por cima... Ou então podia recusar o copo depois do jantar, dizendo que estou cansada. Ou então inventar um compromisso e aparecer só depois do jantar. É que mesmo dando a desculpa de que não podemos gastar muito dinheiro, as pessoas dizem sempre que é só uma vez por ano. Pois, é uma vez por ano para elas, mas eu conheço muita gente, e todos eles fazem anos uma vez por ano. Rai's parta as festas de anos!

PS: Alguém me explica porque é que a letra está diferente, não tendo eu mexido em absolutamente nada? Não sei como resolver isto.

27 agosto 2012

Da limpeza

Não gosto de ser info-excluída. Nem sou muito, vendo bem as coisas. Mas este fim de semana deparei-me com um conceito que não conhecia: aspiração central. Quer dizer, já tinha ouvido falar disso, mas não sabia bem como funcionava. Sabia que era um qualquer sistema de aspiração por divisão, mas pensava que era uma coisa inteligente, que saíam uns bracinhos de um buraco e aspiravam tudo. Ou então um aspirador tipo aqueles que agora se usam que são redondos e andam pela casa a limpar sozinhos. Mas não. Para quem também não sabe, afinal é só um sítio das divisões onde tem aspiração, mas nós é que temos de varrer a sujidade para lá. É uma espécie de apanhador automático apenas. Não é assim tão cool como eu pensava afinal, por isso não me importo de ser pobre e não ter nada disso.

21 agosto 2012

Da (não) vontade de escrever

Não gosto de injustiças. Há coisas que acontecem que me dão a volta ao estômago de tal maneira que perco toda e qualquer vontade de escrever. E é tudo o que me apetece dizer esta semana, pelo menos por agora. Até já.

17 agosto 2012

Da celebração

Não gosto de muitas coisas. Este blog é prova disso. São tantas as coisas que já deu pano para mangas e posts para DOIS ANOS. Wow, tanto tempo! É isso mesmo, este blog fez ontem dois anos (sou um bocado esquecida no que toca a aniversários). Quando comecei o blog, nunca pensei que poderia durar tanto, ou que poderia vir a ter tantos leitores como agora. Mas o tempo foi passando, as coisas que eu não gosto vão sempre aparecendo e os posts vão surgindo. Com mais ou menos qualidade, que às vezes a inspiração falta e é um bocado à pressão. Mas tenho mantido o meu objectivo, um post por dia, um bocado de má disposição matinal para partilhar com os leitores e juntos ranhosarmos um bocado. Obrigada a todos que me lêem e espero que continuem a cá vir, enquanto o meu meu feitio continuar e eu continuar a não gostar das coisas que me acontecem.

16 agosto 2012

Da insistência

Não gosto que me impinjam coisas que não gosto. E ultimamente isso tem acontecido imenso. Vou comprar uma base de chuveiro e o senhor da loja quer à força vender-me uma de acrílico, querendo eu uma de cerâmica. Não percebo, sendo até a que eu quero mais cara, dando mais lucro ao vendedor, em princípio. Mas eles tentam à força que eu traga a da acrílico 'porque é mais prática', 'porque agora só se usa disto' e mesmo porque 'é mais barata'. Mas se eu quero a outra, mesmo estando consciente das diferenças, que é mais cara e tudo isso, porquê impingir-me a base que eu não quero? Isto lembra-me há uns anos quando andei a pintar a casa e o senhor trolha insistia à viva força para eu pintar o escritório de azul, quando eu lhe disse que queria branco. Ele disse-me umas cem vezes que branco é feio e que já nao se usava e o azul ia ficar muito bonito. Senhor trolha, eu é que pago o seu trabalho, eu é que pago a tinta, o escritório é meu, logo eu pinto da cor que bem me apatecer, quer se use ou não. Já que gosta tanto de azul, pinte a sua casa dessa cor, mas no meu escritório mando eu. Que mania das pessoas de tentarem impor os seus gostos. Eu até estou aberta a sugestões e, vendo que as sugestões são boas, eu até as sigo, mas quando eu digo que não quero e que vou manter a minha primeira escolha, não vale a pena insistirem, ok?

14 agosto 2012

Da ignorância

Não gosto de t-shirts com frases em inglês. Em velhinhos. Que não sabem inglês. Estes três ingredientes dão uma mistura explosiva, se misturados sem cuidado e sem o devido acompanhamento por quem sabe. Nada mais triste que ver homens de meia idade, que não sabem inglês e logo não fazem a mínima ideia do que diz a vestimenta que envergam, com t-shirts a dizerem 'Chicks Magnet'. Ou então, como vi ainda há pouco 'Topless Bikini Contest'. Digam lá se não é triste ver senhores, com ar respeitável, com t-shirts a dizerem coisas destas, sem sequer saberem que andam por aí a dizerem que são ímans para as miúdas ou que participaram em concursos de topless. Senhores que vendem t-shirts com ditos em inglês, por favor elucidem os compradores daquilo que estão a comprar verdadeiramente. Traduzam-lhes as frases para eles não fazerem figuras tristes, pode ser? Muito grata.

PS: Deixo aqui uma curiosidade: andava eu na faculdade e uma professora de inglês comentou com a turma, reparando numa t-shirt de uma colega, que a maioria das t-shirts com frases em inglês quase sempre tinham erros. Comecei a reparar nisso desde então e é mesmo verdade. Ainda outro dia vi uma t-shirt que dizia 'AWSOME' (em vez de awesome) repetido várias vezes.

13 agosto 2012

Da leitura

Não gosto de não ler. Ler é um hábito e, como todos os hábitos, é uma coisa que se enraíza em nós. Ou se desenraíza. Ao longo da minha vida, sempre li muito. Porque gostava muito e porque tinha tempo. Desde que comecei a trabalhar, os meus hábitos de leitura foram diminuindo, porque o tempo escasseia e há outras coisas para fazer nos tempos livres. No entanto, nunca cheguei a mínimos históricos como hoje em dia. Já
não leio um livro inteiro desde as últimas férias, no ano passado, acho eu. Eu vou explicar o processo, de novo: eu começo a tentar ler livros que não gosto tanto (biografias, romances de autores contemporâneos, crónicas). Como não gosto, acabo por deixar ficar esquecido. Mas como não gosto de deixar livros a meio, não começo um novo. Passado uns tempo, decido começar outra experiência. Começo outro livro e o processo repete-se. Então começo a acumular livros com marcadores a meio. Todos na estante, no sítio dos pendentes. Mas depois de quase um ano, é tempo de assumir: só gosto de clássicos. Não vale a pena tentar ler livros de autores contemporâneos, romances históricos, contos ou outros, eu só gosto de romances dos autores clássicos (aparte Saramago que é um dos meus autores preferidos e é bem mais recente). (Quase) tudo o resto me aborrece. Uma amiga minha já me dizia nos tempos de faculdades que não faltava muito para eu só saber falar Old English, pois eu não lia nada contemporâneo (foi então que me dediquei à saga Harry Potter, para actualizar o inglês - saga ainda não terminada, com o último livro ainda nos pendentes). Mas hoje em dia, com tão pouco tempo livre e tantos livros que quero ler, não quero saber mais disso. Vou só ler o que gosto e voltar ao meu querido Eça de Queiroz.

03 agosto 2012

Do descanso

Não gosto muito de ter férias sem ir para fora. Porque acaba por ser um bocado 'mais do mesmo'. Fica-se por aqui, acaba-se por não fazer nada de especial e gasta-se dinheiro na mesma. E não se muda de ares, que é o mais importante. Mas nem sempre podemos ir de férias, quer porque não arranjamos alojamento a tempo, porque não temos dinheiro para ir, porque temos coisas para tratar aqui, porque precisamos mesmo de descansar... Mas independentemente de estar aqui ou num sítio longe, perto da praia, o que interessa é que para a semana tenho tenho férias e graças a Deus que finalmente chegaram, que eu estava a dar em doida e em modo praticamente-a-ter-um-esgotamento-nervoso-por-isso-não-me-chateiem. Uma semana é pouco, mas dá para descansar, que é o que mais quero e preciso de momento. Por isso, caros leitores, ficam avisados que para a semana não haverá posts, apesar de eu andar por aqui (e não, não tenho nenhum iPad ou iCoisanenhuma) e ir dando um salto à net para ver os vossos posts. Boa semana para vocês!

02 agosto 2012

Da culpa

Não gosto de multas. Quem segue o blog já sabe do meu historial de multas, consequência da minha incapacidade de andar devagar. Até aqui nada de novo. Mas, finalmente, encontrei a peça que faltava para o puzzle fazer sentido. No outro dia, o meu namorado conduzia o meu carro, enquanto ouvíamos Rammstein bem alto. Então ele disse 'Agora percebo porque nunca andas devagar'. E fez-se luz! O problema não sou eu, és tu (sempre quis dizer isto). És tu, música dos Rammstein do demo, que me fazes andar sempre com o pé no acelerador e apanhar multas infinitas. Para vocês verem com eu tenho mesmo um problema, se a polícia me mandasse parar, do nada, e dissesse que eu tinha de pagar uma multa de 300€, eu rapidamente sacava da carteira e dizia 'Sim, senhor guarda, é para já', porque me sinto permanentemente culpada e em transgressão. Depois de perceber a causa do problema, encontrei a solução: vou começar a ouvir Radiohead. Tenho a certeza que depois de uma semana a ouvir a música deprimente dos Radiohead todos os dias me transformarei numa daquelas pessoas que anda a 30 km/h nas localidades e a 80 na auto-estrada, sempre a fazer fila. Mas sem multas.

01 agosto 2012

Do fingimento

Não gosto de pessoas falsas. Falsas, cínicas, hipócritas, fingidas, é tudo a mesma coisa. Pessoas que não gostam de outras pessoas mas conseguem fingir de tal forma, que ninguém diria que por trás são umas cabras. Eu entendo que, mesmo não gostando de alguém, não temos de ser antipáticos para essa pessoa, ou responder-lhe sempre torto. Às vezes, somos mesmo obrigados a lidar com alguém que não gostamos, quer seja em situações pessoais ou profissionais, e não podemos azedar demasiado as relações. Aliás, há mesmo profissões que vivem disso, por exemplo relações públicas ou delegados de informação médica (que vivem de engraxar médicos). Mas daí a sermos (parecermos) super amiguinhos não. Manter o mínimo de educação e cordialidade basta. Não sei como há pessoas que têm estômago suficiente para fingir que gostam de alguém e rir-se com essa pessoa e tomar café com essa pessoa até, quando na verdade não gostam dela. É uma capacidade que eu de facto não tenho, o que por vezes acaba por me prejudicar. Com tanto cinismo por aí, mais valia entrar na onda do fingimento também e, mesmo com as minhas péssimas capacidades de representação, às tantas ninguém ia reparar.

31 julho 2012

Do vazio

Não gosto da silly season da blogosfera. Está toda a gente de férias e os poucos que ainda não estão não têm nada para ler. Poucos actualizam o blog e os que o fazem é como se estivessem a falar para as moscas, porque não vai lá ninguém ler e comentar. Até sinto que estou a desperdiçar inspiração, porque ninguém vai ler isto, nem agora, porque não há ninguém cá, nem quando voltarem de férias, porque não estão para ir ler posts de há um mês atrás. Ao menos hoje não está calor, o que é um bocadinho melhor, tanto para trabalhar, como para não invejar os que estão de férias. Bloggers que ainda têm acesso à internet, vá lá, escrevam qualquer coisa para nos entreter e fazer o tempo até às férias passar mais rápido.

30 julho 2012

Da vergonha

Não gosto dos alarmes da roupa e acessórios. Os alarmes que as lojas põem para as pessoas não roubarem. E não gosto porquê? Pois, precisamente, toco em todas as lojas. É impressionante, por mais que eu avise, nunca tiram os alarmes todos. Às tantas até fazem de propósito. É certinho, compro alguma coisa e quando vou a sair pela porta da loja lá começa aquilo a tocar. Tenho de ir para trás, para procurarem a peça com o alarme escondido. Ou então também me acontece frequentemente as carteiras e porta-moedas, especialmente os da Blanco, activarem o alarme de novo. Segundo as moças da Blanco, depois de várias reclamações, eles não têm culpa, pois o alarme pode reactivar-se estando exposto ao calor (?). Assim sendo, também é normal eu entrar numa loja com uma carteira que já tenho há muito tempo e aquilo começar a tocar. Lá tenho eu de explicar que não, não roubei nada, é só uma peça da Blanco. Para verem como isto é uma praga que me persegue, até quando comprei um disco rígido passei vergonhas. Comprei na Rádio Popular, saí de lá e tudo bem. A seguir entro na Blanco e alarme começa aos berros. Lá detectámos que era o disco e toca a voltar à Rádio Popular, onde praticamente armei um escândalo. Disseram-me que era uma peça qualquer que o disco tinha que disparava o alarme e não um alarme em si. Ora bolas, mesmo artigos sem alarme têm peças que disparam os alarmes das lojas? Começo a ficar um pouco farta desta merda e pouco falta para escrever num Livro de Reclamações acerca desta situação. O que posso eu fazer? Se há carteiras onde o alarme está numa etiqueta, por exemplo, eu corto-a imediatamente. Mas se o alarme está dentro, não vou rasgar a carteira, não é? E se há peças que por si só disparam o alarme, estamos perto do fm do mundo. Alguém que me ajude. Estou farta de ser parada das lojas. Tenho bases para escrever no Livro de Reclamações com razão? Há alguma coisa que eu possa fazer?
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