18 julho 2012

Da dificuldade

Não gosto que abram as embalagens mal. É um problema essencialmente dos homens. Embalagens de toalhitas que têm aquele selo para manter a frescura rasgadas num canto qualquer, embalagens de arroz abertas de pernas para o ar... Já cheguei a ver um pacote de leite, que até tem picotado para abrir e tudo, aberto pelo fundo! Se aquilo tem sítios próprios para abrir, se tem abertura fácil, porque não usá-los? Odeio ver embalagens mal abertas, fico possuída. Senhores, e senhoras mais desatentas até, antes de abirem as embalagens pelo primeiro sítio que vos chega às mãos, percam três segundos da vossa vida a olhar e a ver se aquilo não tem uma abertura fácil. É que às vezes estamos ali a forçar, a forçar, sem necessidade, porque basta tentar do outro lado e aquilo abre logo. Lembrem-se desta lição: se é muito difícil de abrir, é provável que estejam a abrir mal.

17 julho 2012

Da igualdade

Não gosto de mobiliário moderno. Vamos a lojas de mobiliário e as mobílias modernas são todas iguais. Linhas rectas, cores escuras (castanho e preto, especialmente, e um ou outro apontamento de cor) e todas iguais. Por isso é que hoje em dia quem entra numa casa moderna, já as viu todas, não vale a pena perder tempo a ver mais. Tudo igual: cortinados iguais, tapetes iguais, sofás iguais, mobília igual. Será que as pessoas não têm originalidade para arranjar peças diferentes para decorar a sua casa? Ou será que toda a gente gosta da mesma coisa? Parece-me difícil acreditar nisto. Eu sei que com a chegada do IKEA a Portugal as casas uniformizaram-se um bocado, em termos de decoração, quer seja porque quase toda a gente compra lá tudo, por ser barato, ou porque as outras lojas fazem coisas semelhantes ao IKEA. Mas mesmo no IKEA, há outras alternativas à monotonia. Às vezes nem é preciso ser a mobília inteira. Basta uma ou outra peça para dar um ar diferente a todo o conjunto. Se calhar, o problema é meu, que embirro demasiado com este tipo de mobília, não nego, mas poça, as casas são todas iguais!

16 julho 2012

Da iluminação

Não gosto de lâmpadas económicas.  Já sei que toda a gente me vai cair em cima, isto não é nada politicamente correcto, mas vá, admitam, é muito chato ligarmos a luz e aquilo demorar uns 10 minutos para iluminar bem, não é? O sítio onde me aborrece mais é na casa de banho. Para já, porque não tem luz natural, logo dependo unicamente de iluminação artificial. Depois porque o processo de ir lá é tão rápido, que quando saio ainda não deu tempo para aquilo iluminar decentemente. Todo o tempo que lá estou aquilo fica assim na penumbra. A minha sorte é não ser homem, senão seria difícil acertar na sanita na obscuridade. Será que não há outras lâmpadas económicas e amigas do ambiente que dêem luz, como é a sua função?

13 julho 2012

Da tortura

Não gosto de tarefas domésticas. Cozinhar, tratar da roupa e da loiça, limpar e tudo o resto que é preciso fazer numa casa não é mesmo a minha praia. Hoje em dia isto é um bocado comum, mas também tenho algumas amigas que adoram tudo isso e gostavam de trocar o trabalho pela vida doméstica, se pudessem (super freaks...). Ficar em casa a bordar e tratar das crianças era o sonho delas. Eu rapidamente daria em louca. Cozinhar é o meu pior pesadelo. Mais facilmente comia bolachas com queijo e sandes de chourição a vida toda que cozinhava a todas as refeições. Passar a ferro é chato chato, limpar o pó é horrível e tratar da roupa é outra seca descomunal. Lavar a loiça é suportável, lavar casas de banho idem. Não me importo muito de limpar e arrumar, pôr as coisas nos seus devidos sítios, desde que em doses moderadas. O que mais gosto de fazer é aspirar (dahhh, é o mais fácil) e passar o chão com a esfregona. Confesso que não há nada como ter a casa sempre impecável, a cheirar a limpo, mas nem sempre há tempo para o fazer. Odeio pó e desarrumação e quando vejo a casa em pantanas desespero um bocado. Contratar uma empregada está fora de questão (pelos menos a médio prazo), por isso só me resta lamentar-me o resto da vida e fazer as coisas contrariada. Raios de casas que não se limpam a elas próprias!

12 julho 2012

Da limpeza

Não gosto de pessoas que não lavam o cabelo todos os dias 'porque faz mal', e que, por isso, andam como cabelo oleoso. É normal quando vou ao cabeleireiro que me perguntem com que frequência lavo o cabelo. E eu naturalmente respondo  que lavo todos os dias. E cai o carmo e a trindade. 'Ai que lavar todos dias faz mal', 'apodrece a raiz', ' o cabelo não tem tempo de secar' e outros mitos do género. Senhores/as cabeleireiros, eu até percebo que vocês acreditem nessas coisas, apesar de eu não o fazer, mas vocês acham mesmo que eu ia andar com o cabelo oleoso só porque faz mal lavar todos os dias? E ainda ia ter de tomar banho de touca para não molhar o cabelo nos dias em que não o queria lavar, não? Esqueçam isso, eu prefiro correr riscos e lavar todos os dias. E não andar com o cabelo a escorrer ou então cair naquele cliché de amarrar o cabelo para disfarçar.

11 julho 2012

Da arrumação

Não gosto de deitar coisas fora. Por isso, ao longo dos anos, vou acumulando tralha inútil. Uma pedrinha que trouxe não sei de onde, uma borboleta que saiu num ovo kinder, uma caixa de maquilhagem que era muito gira, uma caneta que não escreve mas que tem um desenho muito bonito, rodas de móveis que nunca usei mas que podem um dia ser precisas, um porta-chaves partido que já não é porta-chaves mas que foi não sei quem que me deu... Bem, acho que dá para perceber a idea. Não gosto mesmo de deitar coisas fora e depois deixo-me um bocado levar pela parte sentimental. Por isso tenho um escritório cheio de lixo. Mas quando começo a deitar coisas fora, também é difícil parar, porque fico assim como que embuída do espírito da arrumação e tudo o que me aparecer à frente é quase certo que acaba num saco do lixo. Nos últimos tempos, fiz cerca de três arrumações ao escritório e, ao todo, acho que enchi pelo menos sete sacos do lixo. E senti-me muito bem. Isso e todo o espaço livre que ficou disponível. E acho que ainda estou um bocado possuída pela espírito da limpeza, por isso provavelmente ainda vou perder o amor a mais tralha inútil e continuar a ensacar.

10 julho 2012

Da divulgação

Não gosto de mudanças. Especialmente de mudanças para pior. Por isso hoje vou fazer aqui um apelo. Eu nem sou destas coisas, e os resultados dos apelos na internet valem o que valem, mas neste caso penso que se justifica, até porque é sobre uma coisa da internet. Ora o que acontece é que há a possibilidade de o Ciberdúvias da Língua Portuguesa fechar, por falta de apoio, nomeadamente dos CTT, que deixaram de patrocinar o portal. O portal agora permanece apenas com a ajuda da Fundação Vodafone, as instalações da Universidade Lusófona e um professor, estando no horizonte a possibilide de encerramento (aqui), depois de um período antecipado de férias, sem certezas de retorno. Eu não tenho poder nenhum na internet, mas peço a todas os leitores, especialmente aqueles mais conhecidos, com blogs que têm um maior impacto a nível nacional, para ajudarem a divulgar este apelo. Eu percebo que estamos em época de crise e que é preciso cortar em todo o lado, mas terá de haver outra solução que não o encerramento do Ciberdúvidas. Este é um portal que ajuda os falantes de Língua Portuguesa, que tira as dúvidas mais pertinentes dos utilizadores, revelando-se sempre muito útil. Eu não conheço nenhum outro site do género e posso dizer que este muitas vezes já me foi útil, quando tenho alguma dúvida é raro o caso em que essa mesma dúvida não esteja explicada no Ciberdúvidas. Numa altura em que a Língua Portuguesa é cada vez mais maltratada por essa internet fora, especialmente, e em que o Novo Acordo Ortográfico está em processo de implementação, acho importante termos um site ao qual podemos recorrer para tirar as dúvidas que temos em relação à nossa Língua e que nos ajuda a escrever sempre melhor. Vamos lutar para que o Ciberdúvidas volte no final das férias, como sempre aconteceu. Não acabem com o Ciberdúvidas!

06 julho 2012

Da obrigação

Não gosto de ter um blog. Gosto e não gosto. Gosto porque gosto de escrever e gosto que as pessoas gostem do que eu escrevo e gosto do meu blog porque serve de bode expiatório para as frustrações do dia-a-dia. Mas não gosto da obrigação de escrever. Não é uma obrigação, eu sei que se eu não quiser não escrevo nada durante dias ou semanas, mas eu estabeleci mentalmente a meta de um post por dia (excepto férias, que aí não escrevo mesmo, e dias que estou tão ocupada que nem tenho tempo para pestanejar). E se há dias em que estou inspiradíssima e escrevo cinco posts seguidos (guardo em rascunho, para servir moderadamente aos senhores leitores), há dias em que a fonte da inspiração seca. E nesses dias, vasculho a mente incessavelmente por coisas que eu não gosto, coisas que me irritam, mas só me consigo lembrar ou de coisas que já escrevi ou de coisas que não tem muito sentido passar para a escrita. Ou então lembro-me de coisas que não gosto, de facto, mas não consigo passá-las para o papel da melhor forma, por isso prefiro esperar até encontrar as palavras certas. Há dias difíceis. Hoje é um desses dias.

05 julho 2012

Da despesa

Não gosto de conhecer muita gente. É bom ter muitos amigos e colegas e tudo isso, mas tem as suas desvantagens. Nos próximos três meses, sensivelmente, vou ter uma panóplia de festas como nunca visto: dois casamentos, um baptizado, dois nascimentos e pelo menos quatro aniversários. Não sei o que deu às pessoas para concentrarem todos os eventos das suas vidas no Verão de 2012. Ainda por cima num ano de crise. O ano em que eu estou mais pobre (tenho mais contas para pagar) é o ano em que vou ter de gastar mais dinheiro em prendas e derivados. Não sei se será por causa do fim do mundo anunciado que as pessoas querem fazer tudo já e não deixar para o próximo ano, mas poça, podiam ter planeado isto melhor. Eu já não estava à espera de ir para fora de férias este ano, mas agora mesmo que quisesse, não podia, pois o meu subsídio vai ser gasto em presentes, aparentemente. Damn!

04 julho 2012

Do poder

Não gosto de ter poderes (assim ao estilo de super herói quase), nem acredito nisso. Mas tenho. O poder da chuva. Basta eu fazer a depilação com o propósito de andar de saia, e atenção, tem de ser especificamente com este propósito, senão não funciona, que no dia seguinte começa a chover. É certinho. Mas como disse, se não for para andar de saia ou vestido, se fizer só por fazer, já não resulta. Um bocado à semelhança daquele fenónomeno de lavar o carro que a seguir também chove. Ou acender um cigarro (nos tempos de fumadora), que a seguir o autocarro vai chegar e vamos desperdiçar esse cigarro. Mas igualmente, se o fizermos com esse propósito, deixa de resultar. Quantas vezes já acendi cigarros, desesperada depois de meia hora de espera, para ver se o autocarro finalmente aparecia e nada, continuava lá a secar e fumava o cigarro até ao fim. No caso da depilação, os senhores agricultores afectados pela seca e o Governo que teve de desembolsar subsídios podiam bem ter falado comigo durante este Inverno; pagavam-me a depilação, compravam-me um vestido novo e era certinho que no dia seguinte chovia a potes.

29 junho 2012

Da ilusão

Não gosto de comprar roupa para bebés. Passo a explicar: nasceu a filha de uns colegas meus, já há quatro meses, e esta semana finalmente ia vê-la. Como dita a tradição, é chato chegar de mãos a abanar, então fui comprar uma roupinha. Eu, que não percebo nada de bebés, fui a uma loja de criança para escolher roupa. Como ela tem 4 meses, a caminho dos 5, achei que devia comprar o tamanho 6-9 meses, porque aparentemente todas as crianças vestem acima da sua idade. Tenho uma teoria para esta situação: as próprias marcas adulteram os tamanhos das roupas, pondo, por exemplo, uma etiqueta de 1 ano numa roupa que, na verdade, seria para 9 meses. E porque é que fazem isto? Para os pais, todos os pais, acharem que o seu rebento é muito grande para a idade e muito desenvolvido, quando no fundo são todos iguais e todos vestem tamanhos acima. Ora o que sucede é que eu comprei a roupa de 6-9 meses um bocado à sorte e a minha teoria confirmou-se, porque ela de facto já veste roupa para 6 meses, como eu suspeitava. Se nesta parte fui bem sucedida, nem tudo foram rosas. O que eu achava ser um belo fatinho da Minnie de t-shirt e calções afinal era um pijama... Mas também, quer dizer, os bebés bem podem andar de pijama durante o dia, não podem? Eles não saem à rua, nem vão para o escritório, nem nada...

28 junho 2012

Da tonalidade

Não gosto de maquilhagem no Verão. Mais uma vez vou falar neste assunto (já tinha falado aqui), porque isto incomoda-me bastante, apesar de não ser comigo, sendo que agora no Verão esta situação toma proporções drásticas. As pessoas maquilham-se e põem base ou pós, muito  bem, nada contra. Agora por amor de Deus, eu suplico-vos, escolham bases do vosso tom. Não vale a pena escolherem bases mais escuras com o objectivo de parecerem super morenas, se o pescoço, os braços e restante corpo à mostra parece um copo de leite. A máscara de base fica ridícula, ok? Vocês parecem palhacitas. A base tem de ser não do tom da vossa pele, mas um tom acima, para não parecerem estátuas. Mas é UM tom acima, não três. E não pensem que ninguém repara, as pessoas olham para vocês e reparam. Seria difícil não reparar na camada castanha que vos cobre a cara, numa vã tentativa de parecem morenas. Se querem ficar morenas, vão para a praia. Aumentar o tom da base só resulta DEPOIS de estarem morenas, para não ficarem com a cara mais branca que o resto do corpo. Antes de estarem morenas, e apesar de ser Verão, o tom a usar é o mesmo de sempre, certo?

27 junho 2012

Do calor

Não gosto de carros sem ar condicionado. Claro que isto não é bem uma questão de gostar, é mais uma questão de poder ou de ter sorte. Finalmente tenho um carro com AC para me refrescar nestes dias quentes de Verão. Mas nem sempre foi assim. Lembro-me das horas de aflição que passei no meu querido Corsa B, parada em filas ao sol, a torrar, com as janelas abertas na medida do possível (isto porque os vidros estavam empenados e não abriam até baixo), na esperança de sentir uma brisa, que teimava em não aparecer. Nesses dias, aquele carro era literalmente o Inferno. Mas graças a Deus, ao Universo e a todos os santinhos agora tenho um carro com AC e a minha vida mudou. Como eu invejava as pessoas que passavam de vidros fechados. Agora eu sou uma dessas pessoas. Vidros fechados e um microclima fresco lá dentro. Já pensei fazer a minha vida toda no carro, desde que saio do escritório, que é o único sítio (mais ou menos) fresco para além do carro. Comer no carro, dormir no carro, ver séries no carro. É pena ser demasiado pequeno e, provavelmente, isso gastava demasiado combustível e bateria.

26 junho 2012

Da foleirice

Não gosto de pessoas descuidadas. Passo a explicar: eu estava na fila para as caixas do Jumbo e à minha frente estava uma moça/senhora, dos seus 37, 38 anos. Muito loira, calças pretas justas e top, assim super armada em boa. Ela virava assim a cabeça daquela maneira que as gajas armadas em boa viram, sabem como é, assim a dar muito movimento ao cabelo. Bem, o que é certo é que passado uns minutos, quando ela se aproximou da passadeira das caixas, baixou-se para tirar as coisas do cesto e... estragou tudo. Ficou a ver-se assim um fio dental, daqueles mesmo à slut, aqueles que têm só um triângulo e depois é um fio só (desculpem, mas isso é horroroso e dá mesmo ar de slut seja a quem for), com uma etiqueta de fora toda velha, cheio de borboto e fios a sair. Fiquei  logo com nojo da moça e mantive a distância de segurança. Desculpem, mas se as gajas querem ter a mania, ao menos que andem impecáveis. Não é preciso terem cuecas da Victoria's Secret, nem nada caro, mas ao menos roupa interior em bom estado. Aquelas cuecas eu não daria nem à minha cadela para roer (isto imaginando que ela gostava de roer cuecas, que é um passatempo que ela não tem, é mais chinelos e tapetes). Para mim, tipas assim são só foleiras. Em vez de gastarem dinheiro a porem-se loiras, que tal investirem em roupa interior nova e andarem mais apresentáveis? Ficava-vos bastante melhor. Provavelmente estas pessoas no Inverno usam também meias rotas.

25 junho 2012

Da falta de imaginação

Não gosto de velas. Parece que foi uma praga que veio para ficar. Primeiro, apareceu o incenso, depois os queimadores de essências e depois as velas. Agora toda a gente tem velas. Toda a gente compra velas. Toda a gente dá velas nos anos. Se houver uma troca de prendas, no Natal, por exemplo, é certo e sabido que vai calhar uma vela a uma pessoa, pelo menos. É uma prenda fácil e barata. Estou farta de velas. Não são assim tão eficazes como ambientadores, para além de serem um perigo que facilmente estraga a vida e a casa às pessoas, em caso de distração. Odeio receber velas e por isso também não dou velas a ninguém. Prefiro dar meias, que sempre têm alguma utilidade. Velas é só para quando falta a luz e, mesmo assim, hoje em dia já existem lanternas.

22 junho 2012

Da tranquilidade

Não gosto que me aborreçam. No geral. E em particular. Estou farta de ser aborrecida por pessoas. Quero paz e sossego e ver séries. Pessoas, xô!

21 junho 2012

Da distinção

Não gosto do Seat Leon. Este carro é conduzido por três tipos de condutores apenas. O primeiro tipo são os gunas, que andam com bonés pousados na cabeça, e que têm o carro todo alterado, com jantes especiais, saias, vidros escuros, escapes duplos e panelas rotas, para fazer muito barulho. Em casos extremos, têm autocolantes de marcas de rádios (Alpine) ou de fabricantes de amortecedores (Koni) no vidro traseiro. O segundo tipo são mulheres que têm a mania que são pilotos e que não querem ficar para trás, então compram este carro na esperança de parecerem super fixes e boas condutoras e poderem ultrapassar os limites de velocidade permitidos, com a super potência que pensam que o carro tem. O terceiro tipo são os polícias à paisana, com radares instalados no carro, para multarem os espertinhos que queiram picar com eles. Têm estes carros propositadamente para enganarem os condutores incautos, que pensam que são pessoas do primeiro ou segundo tipo e tentam ultrapassá-los, recebendo um presente em casa do Ministério da Administração Interna, uns meses depois, assim que eles conseguem os nossos dados. Lições a tirar: nunca comprar um Leon e nunca se meter com nenhum condutor de um Leon, seja qual for o tipo.

20 junho 2012

Da avareza

Não gosto de pessoas avarentas. Eu não sou contra as pessoas pouparem. Sou toda a favor disso, aliás, acho muito bem, necessário até, as pessoas juntarem uns trocos para terem em caso de emergência (se tiverem cancro e o sistema de saúde público não permitir uma intervenção rápida, há que ter outra forma de fazer as coisas - drama queen, penso sempre nisto). Como a minha mãe diz 'dinheiro e respeito nunca são demais'. Mas o que me faz espécie são pessoas avarentas, pessoas mesquinhas. Pessoas que até para elas são más. Que não querem ir jantar fora porque vão gastar mais um pouco, que não vão de férias porque é muito caro, pesssoas que não vão a médicos particulares porque é um roubo e que passam meses e meses à espera de uma consulta no público (ok, nota-se aqui um padrão de aversão ao sistema público de saúde. Peço desculpa, mas não acredito muito nisso. Felizmente sempre tive sistemas de saúde particulares e as poucas vezes que recorri ao público não me deixaram boa impressão, por isso só quero ter dinheiro suficiente para não precisar de recorrer ao SNS, que se lixem as férias), pessoas que acabam por não gozar o dinheiro que têm só para juntarem, juntarem muito. Mas juntarem só para terem dinheiro, não para terem melhores condiçoes de vida. Ter dinheiro e não fazer uso dele é o mesmo que não ter, para mim. Se eu ganhar 5000€ mas só me permitir gastar 700€, porque o resto é para guardar, quase nem vale a pena ganhar tanto dinheiro. Não gosto de pessoas que vivem em condições... não diria miseráveis, mas bastante menos confortáveis do que o que poderiam, só para não gastar dinheiro. O dinheiro é para se gastar. Não todo, claro, que isso até foi uma das causas de estarmos na situação financeira em que estamos, com o sobre-endividamento das famílias, que não têm precisamente hábitos de poupança, precisando ainda de recorrer ao crédito. Nem 8, nem 80, é preciso algum bom senso. Na minha perspectiva, e em situações óptimas, onde há margem para isso claro, que infelizmente nem sempre é possível, será gastar o necessário para a subsistência, guardar algum dinheiro na conta poupança e poder gastar algum em pequenos 'luxos', como férias, cds, jantares, spas, roupa, livros raros de banda desenhada ou o que quer que cada um goste e o faça feliz. Isto tudo em teoria, que eu sei que a vida não é fácil. Cada vez menos.

19 junho 2012

Do desinteresse

Não gosto de estar desinspirada. Há muitas coisas que me têm chateado desde que esta semana começou, tanta coisa em tão pouco tempo, mas sinceramente hoje não estou com disposição de falar nem de me insurgir contra nada. Não estou resignada, mas sinto-me com falta de energia e disposição para me revoltar. Eu guardo para mais tarde. Hoje apetece-me só sair do trabalho rápido, ir comer sushi, voltar para casa e dormir.

18 junho 2012

Da saudabilidade

Não gosto de fruta. Nunca fui assim de comer muita fruta e para verem quão básica sou no que diz respeito a fruta, a minha fruta preferida é a maçã. Mas ultimamente, em sintonia com o exercício, tenho comido mais fruta. Mais maçãs principalmente, um bocado de melancia semana passada e uma taça de pêssego cortado. Os morangos já acabaram e o abacaxi é apenas de vez em quando. Mas não sei porque é que as pessoas estão sempre a dizer que faz tão bem comer fruta. A fruta tem um teor absurso de açucar, que para os diabéticos não é nada bom. Lembro-me desde sempre de a mami dizer para eu comer uma peça de fruta depois da refeição. Mas eu nunca queria. E mesmo agora também não como às refeições, como a meio da manhã ou da tarde, quando tenho fome. Vou comendo, um bocado assim à força, para não comer coisas piores, tipo bolos e chocolates. Só gostava que as pessoas parassem de fazer aquela cara de espanto quando eu digo que não gosto muito de fruta, como se eu fosse super freak. Há quem não goste de carne, há quem não goste de vegetais, eu não gosto de fruta. Big deal...

15 junho 2012

Da gula

Não gosto de ver crianças no shopping. Calma, eu sei que não sou grande fã de crianças, mas também não sou assim tão mázinha. Estou a falar de quando vou ao shopping à hora de almoço e vejo as crianças todas de um infantário (ou escola, ou lá como se chamam hoje em dia os estabelecimentos onde as crianças até aos 6 anos andam) que vão lá comer. Ao McDonald's. Chamem-me old-fashioned mas não vejo isto com muito bons olhos. Primeiro, há a questão de irem para um shopping, para ensinarem desde cedo os vícios capitalistas às criancinhas. Depois organizarem uma excursão para irem comer McDonald's... Eu sei que as crianças gostam, mas acho que se querem comer isso, deve ser com os pais. Eu percebo também que todas as crianças que lá estão devem ter autorização dos pais para comerem McDonald's, mas a culpa é da escola, que nem deveria organizar tal programa. Há tanta coisa boa que podiam comer e vão logo para o McDonald's? Posso estar a ser cabeça dura, mas eu não queria que os meus filhos fossem num passeio da escola ao McDonald's.

14 junho 2012

Da indiferença

Não gosto de futebol. Já disse isso aqui no blog, acho eu, mas estas competições europeias fazem-me estar cada vez mais convicta dos meus gostos. É impressionante como ontem estava toda a gente na sala da reuniões a ver o jogo e a gritar 'golo' e eu a trabalhar, no meu sítio, como se nada fosse. Para vocês verem como eu não suporto mesmo futebol, numa situação normal até aproveitaria o jogo para não trabalhar, mas só de pensar que tinha de ir para ali olhar para a televisão e ver aquele relvado verde cheio de bonequinhos que se mexem de um lado para o outro, até trocar a areia dos gatos se me afigura como uma melhor tarefa. Vendo as coisas pelo lado positivo, quando saí, perto das 18h, não havia trânsito absolutamente nenhum. Que haja jogos todos os dias a esta hora!

13 junho 2012

Da preguiça

Não gosto de exercício. Eu sou provavelmente a pessoa mais preguiçosa do mundo. Ok, se calhar não, aqueles americanos gordos que comem McDonalds todos os dias e arrastam-se em vez de andarem são piores que eu, mas vocês perceberam a ideia. Odeio exercício de qualquer tipo, apesar de já ter tido ao longo da vida, como qualquer pessoa normal, algumas incursões por esse triste mundo - natação quando era miúda, aikido e ginásio quando era adolescente. Exceptuando a natação, que durou cerca de 3 anos, o resto não durava mais que uns (poucos) meses. De resto, andava de vez em quando de bicicleta e ia caminhar, mas até isso já acabou. Mas, à semelhança de outros bloggers (Rachelet e Troll, por exemplo), que também abominavam exercício e acabaram por se render, também eu, Maat, me rendi. O verão aproxima-se, apareceram uns quilinhos novos depois do Verão passado e eis que é preciso tomar medidas. Fechar a boca e mexer-me. Comprei um stepper e tenho feito todos os dias 25 minutos daquilo. Provavelmente não é isso que me vai emagrecer, mas deve ajudar qualquer coisa. Ginásios nem pensar (tema para novo post) e correr está fora de quastão (com a asma, passado pouco tempo saltam-me os pulmões pela boca). Já perdi cerca de 2 kg e sinto as pernas mais resistentes (será que este é um termo que se aplica?), se bem que eu sempre tive músculos nas pernas, consequência de um ano inteiro a correr nas aulas de Educação Física do 10º ano, que ainda hoje me provocam pesadelos. Agora é preciso abdominais para a barriga e qualquer coisa para os braços. Resumindo, depois desta conversa toda, tenho feito exercício e nem é assim tão mau. Principalmente porque enquanto faço vejo as minhas séries e sempre não sinto aquilo como um desperdício de tempo. Quem diria, eu a fazer exercício todos os dias... O fim do mundo deve estar próximo (espero bem que não, senão ando a esforçar-me para nada).

12 junho 2012

Dos acessórios II

Não gosto de mulheres que não usam mala. Se acho totós os homens que usam malas, as mulheres que não usam mala parecem homens. Eu sei que estou a ser preconceituosa, mas é verdade. Também é verdade que são raras, raríssimas, mas conheci uma. Uma em toda a minha vida. Pronto, é pouco. Eu olhava para ela... e achava aquilo muito estranho. Onde é que ela punha as chaves de casa? E as chaves do carro. E a carteira, os lenços, o baton de cieiro, a agenda, o bloco de notas, a caneta, o telemóvel... Isto para as menos vaidosas, que a outras ainda têm de levar a bolsa da maquilhagem, cheia de produtos, a escova, o espelho... E eu interrogava-me onde é que aquela moça punha tudo isso. Andava com as coisas nos bolsos? Mas não cabe tudo lá. Não trazia? Mas há coisas que são essenciais. Não sei, não entendo. E depois olhar para ela e vê-la de mãos a abanar. Eu também não uso mala, se for andar, por exemplo. Levo só as chaves e o telemóvel. Ou se for tomar um copo e não quiser andar carregada, levo só uma malinha pequenina, com telemóvel, chaves e carteira. Mas isso são contextos especiais, não a normalidade. Mulheres sem malas são estranhas. Tenho dito.

11 junho 2012

Dos acessórios I

Não gosto de homens que usam aquelas malas. Aquelas malinhas pequenas, de tiracolo. Só os totós usam isso. Homem que é homem anda com as coisas na mão. Mas que coisas? Os homens só andam com chaves, carteira e, eventualmente, tabaco. Se estiverem constipados, um pacote de lenços de papel. Não são como as mulheres que têm de levar a casa toda atrás (falo por mim e muitas outras, tenho a certeza). A mala é para quê, para levarem o lanche? Por favor, aquilo é ridículo. Por mais que a mala até seja gira e até seja da Nike ou da Camel ou de uma marca com pinta, homem de mala é sempre totó. Homens das malas, repensem essa atitude: olhem-se ao espelho e vejam se ficam másculos com essas malinhas ao ombro. Pois, mais vale levar tudo nas mãos ou nos bolsos, não é?
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