15 junho 2012
Da gula
Não gosto de ver crianças no shopping. Calma, eu sei que não sou grande fã de crianças, mas também não sou assim tão mázinha. Estou a falar de quando vou ao shopping à hora de almoço e vejo as crianças todas de um infantário (ou escola, ou lá como se chamam hoje em dia os estabelecimentos onde as crianças até aos 6 anos andam) que vão lá comer. Ao McDonald's. Chamem-me old-fashioned mas não vejo isto com muito bons olhos. Primeiro, há a questão de irem para um shopping, para ensinarem desde cedo os vícios capitalistas às criancinhas. Depois organizarem uma excursão para irem comer McDonald's... Eu sei que as crianças gostam, mas acho que se querem comer isso, deve ser com os pais. Eu percebo também que todas as crianças que lá estão devem ter autorização dos pais para comerem McDonald's, mas a culpa é da escola, que nem deveria organizar tal programa. Há tanta coisa boa que podiam comer e vão logo para o McDonald's? Posso estar a ser cabeça dura, mas eu não queria que os meus filhos fossem num passeio da escola ao McDonald's.
14 junho 2012
Da indiferença
Não gosto de futebol. Já disse isso aqui no blog, acho eu, mas estas competições europeias fazem-me estar cada vez mais convicta dos meus gostos. É impressionante como ontem estava toda a gente na sala da reuniões a ver o jogo e a gritar 'golo' e eu a trabalhar, no meu sítio, como se nada fosse. Para vocês verem como eu não suporto mesmo futebol, numa situação normal até aproveitaria o jogo para não trabalhar, mas só de pensar que tinha de ir para ali olhar para a televisão e ver aquele relvado verde cheio de bonequinhos que se mexem de um lado para o outro, até trocar a areia dos gatos se me afigura como uma melhor tarefa. Vendo as coisas pelo lado positivo, quando saí, perto das 18h, não havia trânsito absolutamente nenhum. Que haja jogos todos os dias a esta hora!
13 junho 2012
Da preguiça
Não gosto de exercício. Eu sou provavelmente a pessoa mais preguiçosa do mundo. Ok, se calhar não, aqueles americanos gordos que comem McDonalds todos os dias e arrastam-se em vez de andarem são piores que eu, mas vocês perceberam a ideia. Odeio exercício de qualquer tipo, apesar de já ter tido ao longo da vida, como qualquer pessoa normal, algumas incursões por esse triste mundo - natação quando era miúda, aikido e ginásio quando era adolescente. Exceptuando a natação, que durou cerca de 3 anos, o resto não durava mais que uns (poucos) meses. De resto, andava de vez em quando de bicicleta e ia caminhar, mas até isso já acabou. Mas, à semelhança de outros bloggers (Rachelet e Troll, por exemplo), que também abominavam exercício e acabaram por se render, também eu, Maat, me rendi. O verão aproxima-se, apareceram uns quilinhos novos depois do Verão passado e eis que é preciso tomar medidas. Fechar a boca e mexer-me. Comprei um stepper e tenho feito todos os dias 25 minutos daquilo. Provavelmente não é isso que me vai emagrecer, mas deve ajudar qualquer coisa. Ginásios nem pensar (tema para novo post) e correr está fora de quastão (com a asma, passado pouco tempo saltam-me os pulmões pela boca). Já perdi cerca de 2 kg e sinto as pernas mais resistentes (será que este é um termo que se aplica?), se bem que eu sempre tive músculos nas pernas, consequência de um ano inteiro a correr nas aulas de Educação Física do 10º ano, que ainda hoje me provocam pesadelos. Agora é preciso abdominais para a barriga e qualquer coisa para os braços. Resumindo, depois desta conversa toda, tenho feito exercício e nem é assim tão mau. Principalmente porque enquanto faço vejo as minhas séries e sempre não sinto aquilo como um desperdício de tempo. Quem diria, eu a fazer exercício todos os dias... O fim do mundo deve estar próximo (espero bem que não, senão ando a esforçar-me para nada).
12 junho 2012
Dos acessórios II
Não gosto de mulheres que não usam mala. Se acho totós os homens que usam malas, as mulheres que não usam mala parecem homens. Eu sei que estou a ser preconceituosa, mas é verdade. Também é verdade que são raras, raríssimas, mas conheci uma. Uma em toda a minha vida. Pronto, é pouco. Eu olhava para ela... e achava aquilo muito estranho. Onde é que ela punha as chaves de casa? E as chaves do carro. E a carteira, os lenços, o baton de cieiro, a agenda, o bloco de notas, a caneta, o telemóvel... Isto para as menos vaidosas, que a outras ainda têm de levar a bolsa da maquilhagem, cheia de produtos, a escova, o espelho... E eu interrogava-me onde é que aquela moça punha tudo isso. Andava com as coisas nos bolsos? Mas não cabe tudo lá. Não trazia? Mas há coisas que são essenciais. Não sei, não entendo. E depois olhar para ela e vê-la de mãos a abanar. Eu também não uso mala, se for andar, por exemplo. Levo só as chaves e o telemóvel. Ou se for tomar um copo e não quiser andar carregada, levo só uma malinha pequenina, com telemóvel, chaves e carteira. Mas isso são contextos especiais, não a normalidade. Mulheres sem malas são estranhas. Tenho dito.
11 junho 2012
Dos acessórios I
Não gosto de homens que usam aquelas malas. Aquelas malinhas pequenas, de tiracolo. Só os totós usam isso. Homem que é homem anda com as coisas na mão. Mas que coisas? Os homens só andam com chaves, carteira e, eventualmente, tabaco. Se estiverem constipados, um pacote de lenços de papel. Não são como as mulheres que têm de levar a casa toda atrás (falo por mim e muitas outras, tenho a certeza). A mala é para quê, para levarem o lanche? Por favor, aquilo é ridículo. Por mais que a mala até seja gira e até seja da Nike ou da Camel ou de uma marca com pinta, homem de mala é sempre totó. Homens das malas, repensem essa atitude: olhem-se ao espelho e vejam se ficam másculos com essas malinhas ao ombro. Pois, mais vale levar tudo nas mãos ou nos bolsos, não é?
06 junho 2012
Da vergonha
Não gosto que as mulheres justifiquem as suas escolhas de vida em relação ao filhos. Eu sei que este é um tema já muito abordado na blogosfera mas tenho de falar disto. Ontem fui jantar com umas amigas, a maior parte delas já mães. A conversa naturalmente evoluiu para o tema das crianças, como é normal desde que começaram a ter filhos, e então uma delas começou a justificar-se por não querer ter mais nenhum filho. Que gosta muito da filha, faz tudo por ela, mas não se imagina com mais uma criança, acha que não tem perfil, blabla. Quase a pedir desculpa por não querer ter o segundo filho. Eu estava doente, capaz de lhe bater. Acho que ninguém tem que justificar nada. Ninguém tem nada a ver com a vida dela e se ela e o marido tomaram essa decisão, ela não tem que pedir desculpa à humanidade por querer ter um filho só. Este tipo de coisas deixa-me triste, porque aqui se percebe que podemos ter já evoluído em muita coisa, mas neste assunto ainda estamos na idade da pedra. Mulher que não queira procriar até tem vergonha de o admitir perante a sociedad, com medo do que os outros vão pensar ou dizer. E tem de arranjar desculpas para a sua opção. É que já nem se safam os que só querem ter um filho, agora ter 'um casal' é que é a norma. A norma para os idiotas. As pessoas têm os filhos que quiserem, nenhum, um, cinco, quantos forem, e ninguém tem nada a ver com isso. E já que estamos neste tema, aproveito para reforçar a ideia, também já muito debatida, que as únicas pessoas que querem saber das proezas dos rebentos são os pais. O resto do mundo desliga quando começa a ouvir histórias de como a criança gatinha muito rápido para ir atrás do cão.
05 junho 2012
Da sensatez
Não gosto de capas para telemóveis. Nem capas para computadores. Nem aquelas capas ridículas para os comandos da televisão que se usavam nos anos 80. Não gosto de qualquer tipo de capas. Eu acho que se temos as coisas, é para as usarmos e aproveitarmos. Percebo que as capas sirvam para proteger dos riscos e das possíveis quedas, mas faz-me confusão. Faz-me ainda mais confusão aquelas pessoas que, passado 4 anos de terem o mesmo computador, que já nem deve ter RAM suficiente para funcionar decentemente e arrancar em menos de 5 minutos, ainda põem aquela película de esponja entre o teclado e o visor 'para não estragar' e depois ainda metem o pc naquelas bolsas de neoprene horríveis antes de o meter na pasta. Já nem vou falar daquelas películas nojentas de plástico transparente que eu odeio de morte, que só servem para acumular lixo, pois já lhes dediquei um post (http://naogostonada.blogspot.pt/2010/11/da-sensatez.html) e até fico nervosa só de pensar nelas. Ah! E depois tambem há aqueles que compram películas de plástico propositadamente para colar no visor do telemóvel. Fossem as pessoas tão cuidadosas na vida como são com os telemóveis e os computadores...
04 junho 2012
Da intolerância
Não gosto de alergias. Nesta altura, ando sempre com o ranho a pingar do nariz e a espirrar. A zona onde trabalho está cheia de árvores, que têm uns quaisquer pólens que fazem quase toda a gente que aqui passa andar sempre de lenço na mão. Em casa, tenho os gatos, que largam pêlo constantemente e que por mais que se aspire anda sempre pêlo a voar. Já eliminei as cortinas e os tapetes e parece que ajudou um pouco, mas continuo a sentir os efeitos. Depois venho trabalhar e apanho com o pólen na rua. Os dias em que estou pior tenho de tomar anti-histamínicos, senão não consigo parar de me assoar. E eu faço imenso barulho, por isso é chato incomodar toda a gente a minha volta. Para além destas alergias, tenho também uma espécie de alergia ao sol ou ao calor. Mal vem este tempo quente, fico com a zona do pescoço cheia de manchas vermelhas. Ponho protector 50+ todos os dias para minimizar os efeitos, mas mesmo assim nota-se. Depois há também a alergia aos alimentos, mas como ainda não fiz o teste, não sei que alimentos me fazem mal. Mas há qualquer coisa que eu como que me deixa a cara, pescoço, peito e ombros cheios de espinhas. Vida difícil... Ao menos não sou alérgica ao marisco e não corro o risco de choque anafilático. Isso seria bem pior.
01 junho 2012
Da originalidade
Não gosto das últimas colecções Swatch. Eu gosto muito dos relógios Swatch. Porque são bonitos e porque são os únicos que eu posso comprar, assim acima dos relógios mais rascas que se vendem nas lojas de roupa. São fiáveis, duradouros e relativamente baratos. Tenho alguns, cerca de dez acho eu, que fui juntando ao longo dos anos. Lembro-me que antes saía uma colecção nova e eu gostava de imensos relógios e queria-os todos. Desde há um ano, dois talvez, não tenho a certeza, não têm sido muito originais. Eles baseiam as colecções deles em 3 ou 4 modelos e depois é lançar relógios em cores diferentes. Sempre assim. Relógios iguais, cores diferentes. Sempre os mesmos relógios, assim básicos e em muitas cores. Eu até cheguei a aderir a essa 'tendência', tenho dois relógios do mesmo modelo em cores diferentes. Mas isso foi no início. Quando me apercebi da falta de originalidade crescente deles, deixei de achar tanta piada. E também não tem saído nenhum modelo que eu goste, apenas os que já existiam. Mas eu ainda tenho esperança que eles voltem ao que eram e a próxima colecção me faça arruinar o meu orçamento mensal, durante meses seguidos.
30 maio 2012
Da moda
Não gosto de chá. Já não. Eu gostava muito de chá e de experimentar novos sabores. Não gosto de chá verde e de chás assim para o mentolados. De resto, gosto mais ou menos de todos. Perdão, gostava. Subitamente, gerou-se a moda do chá. Aqui no escritório, as pessoas bebem chá a toda a hora. Chá chá chá e mais chá. Saem da sala e perguntam 'vou buscar um chá, alguém quer?'. E lá temos nós de dizer que não e fazer um sorriso amarelo a agradecer o gesto. Qualquer dia digo que sim, só para aborrecer. Mas fora estes pormenores mais sociais, anda tudo a beber chá. Mas quê, as pessoas descobriram há três meses que existia chá? Não sei se sabiam, mas o chá já existia muuuuuito antes disso, não é uma invenção recente. Não sei, só acho estranho de repente toda a gente, homens e mulheres, andarem por aí a beber chá que nem loucos, canecas e canecas de chá por dia, assim de um momento para o outro. Eu, que já gosto de chá há muito (até porque sou intolerante à lactose e há muito tempo que substituo o leite do pequeno-almoço por chá) perdi toda a vontade de beber.
29 maio 2012
Da dúvida
Não gosto de ter dúvidas. Há algumas dúvidas que tenho e que ainda não consegui obter respostas. Não é o sentido da vida, são coisas bastante mais fáceis. Por exemplo, quando vemos carros nos centros comerciais, nos corredores, a fazerem publicidade a qualquer coisa, como é que os meteram lá? As minhas duas anteriores teorias (1. os carros eram levados em peças e montados lá e 2. eram carros falsos, sem motor, apenas com uma carcaça) foram por água abaixo. Ou então como é que a pasta de dentes de risquinhas, mesmo depois de eu apertar o tubo em pontos diferentes e tentar escangalhar aquilo tudo, continua a sair em riscas perfeitas? Porque é que os aviões não têm um pára-quedas para todos os passageiros? Eu preferia arriscar e saltar de pára-quedas do que cair para uma morte certa.
28 maio 2012
Da malandrice
Não gosto de gatos. De gatos que fazem asneiras. Como os seguidores atentos deste blog devem saber, tenho dois gatos (um dos quais é uma assassina que está a planear matar-me) que não se dão bem. Ora um milagre aconteceu: depois de 4 meses separados, em que eu vivi num inferno - ora um na sala e outro na cozinha, ora um no quarto e outro na lavandaria - eis que finalmente são amiguinhos. Pensei que este dia nunca iria chegar, mas depois de muito desespero e muita vontade de os atirar aos dois pela janela, eles são amigos. Amigos para brincar, para comer, para dormir, para estragar. Este último ponto é o mais preocupante de momento. Quando o inferno em que vivi durante meses acabou e eu pensei que iria ter descanso, chego um dia à sala e 'hmmm, está aqui um cheiro estranho e a sala acabou de ser limpa...'. Pois, tinham mijado o sofá todo. Não sei qual foi, e também não interessa muito, porque não resolve nada castigar gatos, mas poça... mijaram o sofá todo! Lá teve a Maat de tirar as almofadas todas, de limpar com panos molhados com detergente, de ir comprar produtos limpa-estofos e ver se aquilo fica bem. Vamos lá ver se quando secar volta ao normal. Realmente nunca se pode ter tudo. Aposto que quando eles deixarem de estragar as minhas coisas, acontece outra coisa qualquer, tipo ficarem doentes ou whatever. Bem, mais vale estragarem tudo....
25 maio 2012
Do stress
Não gosto de pessoas relaxadas demais. Pessoas que nunca têm stress. O stress é mau, sim, é um dos grandes males do mundo moderno, aliás, com todas as consequências dele derivadas, mas o stress é necessário, em quantidades moderadas. Sem stress, ninguém fazia nada. E há pessoas assim. Que nunca têm stress, que nunca têm pressa para fazer nada. Andam constantemente relaxadas, sem preocupações. Nunca têm pressa para fazer as suas obrigações, têm sempre calma em demasia. Não quer dizer que até nem façam as suas tarefas, mas este relaxamento exagerado irrita-me. Mexam-se, pessoas, irritem-se, enervem-se, mexam-se, façam!
24 maio 2012
Da genialidade
Não gosto de ter ideias boas e depois esquecer-me. Eu não sou assim o suprasumo da criatividade, mas, de vez em quando, tenho assim um momento feliz e invento umas coisas. Só que se não me apontar, depois não me lembro. Não será inventar inventar, porque já está tudo inventado, houve sempre alguém que já disse as coisas antes de nós, mas são coisas que me saem e que fazem sentido. Como a frase 'desta vida só levamos certezas' ou a expressão 'patetas felizes' ou 'sejam amiguinhos!' (aplicada aos meus gatos) ou 'ela tem mais lata que qualquer sucateiro da nacional 1' (esta provavelmente só as pessoas do norte perceberão).
23 maio 2012
Da arrogância
Não gosto do Fernando Ribeiro, dos Moonspell. É uma pena, porque adoro os Moonspell. São uma das minhas duas bandas preferidas, juntamente com os Rammstein. Mas ele... No início, gostava muito dele, há muitos muitos anos atrás. Depois comecei a frequentar o fórum dos Moonspell e comecei a perceber que ele era um bocado arrogante e que não aceita muito bem as críticas (um bocado ao estilo do Markl). Desde que se tornaram mais conhecidos para o público em geral, desde o Memorial, em 2006 sensivelmente, a arrogância dele aumentou exponencialmente. Desde que está com a Sónia e teve o filho, tornou-se num Marklzinho. Sónia participa nos concertos, nos clips, em tudo; e está sempre a falar no filho. Já fui a muitos concertos deles e tenho todos os álbuns originais, um deles até está autografado. Mas agora nem me apetece ouvir o novo álbum, quanto mais comprá-lo. Mas tenho de ser superior à minha aversão por ele, e lembrar-me que eles realmente fazem boa música e que são a melhor banda portuguesa, na minha opinião. Por isso, vou ouvir o álbum, vou gostar de certeza e vou comprá-lo, para ficar com a colecção completa.
PS: Já sei que este post vai atrair haters, ainda por cima duplos: os defensores do Markl, que todos os dias fazem procuras pelo nome dele na net para detectarem possíveis insultos, e os defensores dos Moonspell, que provavelmente serão fãs recentes, que os conhecem há dois álbuns. Só não venham é com a conversa do costume, que eu tenho é inveja deles serem felizes e conhecidos blabla, que isso é uma treta. Ainda bem que eles são todos muito felizes, mas eu tenho direito a não gostar deles.
PS2: Melhor comentário acerca do nome no filho do Fernando Ribeiro - que é Fausto, para quem não sabe - lido num qualquer site (que agora não encontro) que noticiava qualquer coisa sobre o nascimento dele: 'coitada da criança... só faltava que o segundo nome fosse Mefistófeles...'
PS: Já sei que este post vai atrair haters, ainda por cima duplos: os defensores do Markl, que todos os dias fazem procuras pelo nome dele na net para detectarem possíveis insultos, e os defensores dos Moonspell, que provavelmente serão fãs recentes, que os conhecem há dois álbuns. Só não venham é com a conversa do costume, que eu tenho é inveja deles serem felizes e conhecidos blabla, que isso é uma treta. Ainda bem que eles são todos muito felizes, mas eu tenho direito a não gostar deles.
PS2: Melhor comentário acerca do nome no filho do Fernando Ribeiro - que é Fausto, para quem não sabe - lido num qualquer site (que agora não encontro) que noticiava qualquer coisa sobre o nascimento dele: 'coitada da criança... só faltava que o segundo nome fosse Mefistófeles...'
22 maio 2012
Da publicidade
Não gosto de blogs de beleza/moda/esse tipo de blogs que vocês sabem. Não sou assim muito pessoa de tendências. Quer dizer, uso uma ou outra coisa que está na moda, mas no geral sou assim uma pessoa mais para o clássico (clássico querendo dizer roupa que se usa sempre e não roupa formal, que odeio). E no que diz respeito a maquilhagem, não costumo perder tempo precioso, especialmente de manhã, com isso. Acessórios só de prata, que sou alérgica a tudo o mais. Gosto de cremes, é o meu ponto fraco. Mas estes nem costumam aparecer muito nos blogs. Mas continuando a ideia, como dizia, e apesar de todas estas limitações, gosto de ver alguns blogs de moda, por curiosidade. Mas ultimamente, cada vez me apetece menos ir lá. Como alguém já disse na blogoesfera (talvez a Luna ou alguém no blog dela, mas posso estar errada), falam todos do mesmo. E não é coincidência, é publicidade. Uma pessoa lê um artigo sobre uns óculos, por exemplo da Vogue, que parece que saiu a nova colecção - não é publicidade, é ironia, para quem não percebeu - e até acha giro. Mas depois vai-se a ver e todos os outros blogs falam destes óculos (nem é preciso dizer os nomes dos blogs, toda a gente sabe). Ora isto não é coincidência. É publicidade disfarçada. Deviam fazer como em algumas revistas, que identificam claramente 'publireportagem'. Assim já sabíamos. Agora estar a tentar fazer com que uma coisa que é descaradamente publicidade passe por um artigo de opinião inocente... Talvez não tentem isso até, mas também não identificam como publicidade. Bem, isto tudo para dizer que já não acredito em nenhuma dica ou menção a qualquer marca ou produto que façam, acho sempre que têm sempre intuitos monetários ou interesses por trás. Não para nós, meros leitores, mas para quem recebe os lucros pela publicidade. Já sei que vão dizer que os blogs são pessoais e que cada um escreve o que quiser neles e quem não quiser não lê. E é precisamente isso que eu faço, não leio.
21 maio 2012
Da insistência
Não gosto de mudar de visual. É bom mudar, claro, mas nos primeiros dias é terrível, temos de levar com os comentários de toda a gente. 'O que fizeste ao cabelo?', 'Estás diferente', 'Cortaste o cabelo?', 'O teu cabelo está mais escuro' e tudo mais. Eu sei que as mulheres gostam que reparem que mudaram. Eu também gosto, não percebam mal. Mas quando tenho de ouvir isso do namorado, dos pais, dos amigos e das cerca de 40 pessoas que trabalham comigo, isso cansa. Gosto particularmente dos que dizem 'mudaste de penteado', assim com aquele tom como se eu não tivesse reparado e me estivessem a informar. Pessoas, acham que eu não sei que mudei de corte de cabelo? Fui eu própria que fui ao cabeleireiro e pedi para que me fizessem isto, por isso agradeço a informação, mas eu já estava ao corrente da situação, ok?
18 maio 2012
Da eficácia
Não gosto de depilação definitiva. Quer dizer, gostava que fosse definitiva, mas, pelo menos comigo, nunca foi, até hoje. Já fiz imensas sessões, em sítios diferentes, com métodos diferentes, e os pêlos continuam a crescer. Já gastei rios de dinheiro nessa porcaria e nada. Já comprei promoções da Groupon que foram completo desperdício de dinheiro. É barato, realmente, mas resultar que é bom, nada. Já percebi que tenho de perder o amor ao dinheiro e ir a um sítio caro, tipo Clínica do Pêlo. Vendo bem, acaba por ir dar ao mesmo, porque as sessões que já fiz, todas juntas, já davam para umas quantas nesses sítios mais caros, mas mais eficazes. Fiz lá uma ssessão, já há uns tempos e vi resultados. Entretanto fui a outros sítios e nada. Luz pulsada é para esquecer, só faz cócegas. A laser já experimentei três tipos e o que resulta mais, parece-me, é o alexandrite. Alguém já foi lá (à Clínica do Pêlo, que creio que é um dos poucos sítios aqui no Porto que usa este método) e teve bons resultados e não chorou o dinheiro gasto? Preciso de orientação...
17 maio 2012
Da instabilidade
Não gosto deste tempo. Tinha de ser, um post sobre o tempo, há imenso tempo que não fazia um. É sempre bom para encher chouriços. Está a chover, depois está sol, depois já dizem que a temperatura vai baixar... É assim uma indecisão. Estamos em uma das duas alturas estúpidas do ano, da mudança de estação (a outra é na mudança do Verão para o Outono), em que tanto se vêem pessoas com sandálias como com botas de pêlo, com casacos e com t-shirts. Eu falo por mim. Nunca sei o que vestir quando saio de casa de manhã. Penso levar sandálias mas depois quando saio à tarde já está mais fresco e fico com frio nos pés. Levo t-shirt, mas com um casaco. E sempre a medo, a pensar se não devia levar uma camisola de manga comprida no carro, just in case E uma gabardine, já agora, para o caso de chover. Se saio de casa à noite, o casaco que levei de manhã, que era mais fresco, já não dá porque é fino demais e tenho frio. Este tempo confunde-me muito e apetece-me andar com uma mala cheia de roupa atrás de mim, para estar bem preparada para as adversidades a que o S.Pedro nos sujeita.
16 maio 2012
Da preocupação
Não gosto de ser ignorada. Então eu disse-vos que ia para fora, que estava com medo que acontecesse alguma coisa, mas que se tudo corresse bem esta semana voltava. Ora é quarta-feira e nem uma mensagenzinha de preocupação. Nem um comentário no blog, nem um e-mail, nada. Que leitores desnaturados. Mas vá, alegrem-se (ou não...), eu estou de volta e tudo correu bem. Aliás, já cheguei há muito tempo, mas tenho andado tão assoberbada de trabalho que não tenho arranjado tempo (nem inspiração, confesso) para vir aqui ao blog. Mas eu vou voltar ao ritmo normal e continuar a dizer mal de tudo. Já tenho aí umas ideias *smile daquele bonequinho assim pensativo que eu não sei como se faz, sou uma nulidade em smiles*
08 maio 2012
Do medo
Não gosto de andar de avião. Tenho medo, muito medo. E não resolve dizerem aquelas coisas tipo que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo, isso não me tranquiliza nada. O que resolve são muitos calmantes, uns dias antes e durante a viagem. Mas é um mal necessário. Quando vou de férias, o problema resolve-se indo para sítios que não ultrapassem as 2h de sofrim... perdão, de viagem. Quando é em trabalho, como desta vez, não posso escolher o destino, como é óbvio, por isso só me resta rezar para que as 2h30 passem muito rápido. Para piorar tudo, nunca consigo adormecer nos aviões, nem sequer ler. A única coisa que consigo fazer é ouvir música, e baixinho, para se acontecer alguma desgraça, eu ter tempo de reagir. Outra coisa chata é que vou para fora nos únicos dias que vai estar calor aqui, regressando ao mesmo tempo da chuva. Previsão do tempo para Bruxelas nos dias em que vou lá estar: chuva. Bah... Olhem, pequenitos, até para a semana, se correr tudo bem e eu regressar. Pelo sim, pelo não, é melhor deixar a minha vontade escrita em qualquer lado.
07 maio 2012
Do imprevisto
Não gosto de computadores.Não gosto que avariem. São muito bonitos e rápidos e dão muito jeito até ao dia em que avariam. Nada como chegar ao trabalho, a uma segunda-feira ainda por cima, ligar o computador e ele não funcionar. Que prenúncio! Tenho um feeling que vem aí uma longa semana. Ainda ontem pensei que era chato se, por exemplo, alguém me roubasse o computador, uma vez que perdia anos de trabalho (não tenho backups, como é bom de ver) e que seria bom fazer uma cópia de tudo o que tenho o quanto antes. E hoje, que até estava pronta a fazer isso mesmo, ele não funciona. Espero que não seja o disco, senão adeus tudo o que eu tinha. E olá 'dia sem fazer nada no trabalho, excepto usar os pcs sebosos dos outros para ir à internet enquanto não arranjam o meu'. O que me leva a outra questão: porque é que as pessoas não limpam os computadores e deixam acumular lixo nojento nas teclas e no pad? Será por uma questão de segurança, para mais ninguém os usar? Mas para isso existem as passwords... Bem, tenho o dia todo para me debruçar sobre esta e outras questões pertinentes, por exemplo o sentido da vida, enquanto o meu pc não está a funcionar e não posso prosseguir com o meu trabalho.
04 maio 2012
Da recusa
Não gosto que me peçam coisas que não se pedem. Às vezes as pessoas põem-me numa situação estranha, quando me pedem coisas às quais a resposta seria automaticamente não, coisas que as pessoas nem deviam ter tido a lata de pedir, mas fizeram-no e eu não tenho coragem de recusar. Por exemplo, pedir-me os phones. Isso são coisas que não se emprestam. Mas se vem alguém com quem eu tenho menos confiança pedir-me os phones porque se esqueceu dos seus em casa, eu não tenho coragem de dizer que não e tenho de os emprestar, para depois os deitar fora, porque não os vou usar de novo, como é bom de entender. Ou então quando estou a beber sumo de pacote e alguém me pede um bocado, e têm de beber da mesma palhinha que eu. A reacção normal é 'fica com o resto...' porque já não vou beber mais depois disso. Claro que se são pessoas com quem tenho confiança, digo logo que não 'claro que não te dou da minha água, que badalhoquice, vai buscar uma para ti!', mas se são outras pessoas fico assim um bocado sem saber o que fazer. O que estas pessoas deviam fazer era pensar bem se o que pedem são coisas que se podem realmente pedir ou se são pedidos que vão ser atendidos apenas e só porque eu não consigo dizer não.
03 maio 2012
Da picuinhice
Não gosto quando dizem que já é outro dia, nomeadamente, 'amanhã', quando passa da meia-noite. Passo a exemplificar. Vamos tomar um copo, e alguém comenta 'não se esqueçam que amanhã combinamos ver aquele filme em casa do João'. E algum idiota olha para o relógio, verifica que são 0h05m e comenta 'já é hoje, já passa da meia-noite'. Como odeio estas picuinhices. Sim, já toda a gente sabe que a divisão oficial dos dias de faz à meia-noite. Mas não é por estarmos no segundo a seguir que já é 'amanhã'. Também não consigo dizer muito bem quando fazer a divisão oficialmente, mas já decidi o meu critério: é a partir do momento em que vou dormir. Só depois de dormir e acordar é que é o dia seguinte (e não, se ficar acordada para sempre não é sempre o mesmo dia, isso é estúpido). Basta ver que nos relógios Swatch, por exemplo (só posso falar destes, só tenho estes para saber como é, com outros poderá ser de outra forma),a data muda entre a 1h e 2h da manhã, logo não estamos no dia seguinte logo às 0h01m. Por favor, pessoas, parem com isso. À meia-noite continua a ser o dia onde estiveram nas horas imediatamente anteriores, ok?
02 maio 2012
Da pressa
Não gosto de pessoas que quando vão ser ultrapassadas aceleram. Isto acontece muitas vezes. As pessoas vão ali na boa, na estrada, na sua vida, mas quando se aproxima um carro eis que despertam e começam a acelerar para ninguém os passar. Não sei porquê. Ou são pilotos de F1 frustrados ou então são só filhos da puta. Para além de ser estúpido, é também uma contra-ordenação, pois o código da estrada diz que devemos facilitar as ultrapassagens. Assim sendo, espero que o cabrão que circulava no domingo à noite na A28, num Mercedes cinza, mal saiu para Mindelo, se tenha espetado contra os rails e que o carro tenha ficado bom para ir para uma sucata. E já agora, que lhe tenha entrado uma qualquer peça do veículo acidentado pelo traseiro acima.
Subscrever:
Mensagens (Atom)