29 maio 2012
Da dúvida
Não gosto de ter dúvidas. Há algumas dúvidas que tenho e que ainda não consegui obter respostas. Não é o sentido da vida, são coisas bastante mais fáceis. Por exemplo, quando vemos carros nos centros comerciais, nos corredores, a fazerem publicidade a qualquer coisa, como é que os meteram lá? As minhas duas anteriores teorias (1. os carros eram levados em peças e montados lá e 2. eram carros falsos, sem motor, apenas com uma carcaça) foram por água abaixo. Ou então como é que a pasta de dentes de risquinhas, mesmo depois de eu apertar o tubo em pontos diferentes e tentar escangalhar aquilo tudo, continua a sair em riscas perfeitas? Porque é que os aviões não têm um pára-quedas para todos os passageiros? Eu preferia arriscar e saltar de pára-quedas do que cair para uma morte certa.
28 maio 2012
Da malandrice
Não gosto de gatos. De gatos que fazem asneiras. Como os seguidores atentos deste blog devem saber, tenho dois gatos (um dos quais é uma assassina que está a planear matar-me) que não se dão bem. Ora um milagre aconteceu: depois de 4 meses separados, em que eu vivi num inferno - ora um na sala e outro na cozinha, ora um no quarto e outro na lavandaria - eis que finalmente são amiguinhos. Pensei que este dia nunca iria chegar, mas depois de muito desespero e muita vontade de os atirar aos dois pela janela, eles são amigos. Amigos para brincar, para comer, para dormir, para estragar. Este último ponto é o mais preocupante de momento. Quando o inferno em que vivi durante meses acabou e eu pensei que iria ter descanso, chego um dia à sala e 'hmmm, está aqui um cheiro estranho e a sala acabou de ser limpa...'. Pois, tinham mijado o sofá todo. Não sei qual foi, e também não interessa muito, porque não resolve nada castigar gatos, mas poça... mijaram o sofá todo! Lá teve a Maat de tirar as almofadas todas, de limpar com panos molhados com detergente, de ir comprar produtos limpa-estofos e ver se aquilo fica bem. Vamos lá ver se quando secar volta ao normal. Realmente nunca se pode ter tudo. Aposto que quando eles deixarem de estragar as minhas coisas, acontece outra coisa qualquer, tipo ficarem doentes ou whatever. Bem, mais vale estragarem tudo....
25 maio 2012
Do stress
Não gosto de pessoas relaxadas demais. Pessoas que nunca têm stress. O stress é mau, sim, é um dos grandes males do mundo moderno, aliás, com todas as consequências dele derivadas, mas o stress é necessário, em quantidades moderadas. Sem stress, ninguém fazia nada. E há pessoas assim. Que nunca têm stress, que nunca têm pressa para fazer nada. Andam constantemente relaxadas, sem preocupações. Nunca têm pressa para fazer as suas obrigações, têm sempre calma em demasia. Não quer dizer que até nem façam as suas tarefas, mas este relaxamento exagerado irrita-me. Mexam-se, pessoas, irritem-se, enervem-se, mexam-se, façam!
24 maio 2012
Da genialidade
Não gosto de ter ideias boas e depois esquecer-me. Eu não sou assim o suprasumo da criatividade, mas, de vez em quando, tenho assim um momento feliz e invento umas coisas. Só que se não me apontar, depois não me lembro. Não será inventar inventar, porque já está tudo inventado, houve sempre alguém que já disse as coisas antes de nós, mas são coisas que me saem e que fazem sentido. Como a frase 'desta vida só levamos certezas' ou a expressão 'patetas felizes' ou 'sejam amiguinhos!' (aplicada aos meus gatos) ou 'ela tem mais lata que qualquer sucateiro da nacional 1' (esta provavelmente só as pessoas do norte perceberão).
23 maio 2012
Da arrogância
Não gosto do Fernando Ribeiro, dos Moonspell. É uma pena, porque adoro os Moonspell. São uma das minhas duas bandas preferidas, juntamente com os Rammstein. Mas ele... No início, gostava muito dele, há muitos muitos anos atrás. Depois comecei a frequentar o fórum dos Moonspell e comecei a perceber que ele era um bocado arrogante e que não aceita muito bem as críticas (um bocado ao estilo do Markl). Desde que se tornaram mais conhecidos para o público em geral, desde o Memorial, em 2006 sensivelmente, a arrogância dele aumentou exponencialmente. Desde que está com a Sónia e teve o filho, tornou-se num Marklzinho. Sónia participa nos concertos, nos clips, em tudo; e está sempre a falar no filho. Já fui a muitos concertos deles e tenho todos os álbuns originais, um deles até está autografado. Mas agora nem me apetece ouvir o novo álbum, quanto mais comprá-lo. Mas tenho de ser superior à minha aversão por ele, e lembrar-me que eles realmente fazem boa música e que são a melhor banda portuguesa, na minha opinião. Por isso, vou ouvir o álbum, vou gostar de certeza e vou comprá-lo, para ficar com a colecção completa.
PS: Já sei que este post vai atrair haters, ainda por cima duplos: os defensores do Markl, que todos os dias fazem procuras pelo nome dele na net para detectarem possíveis insultos, e os defensores dos Moonspell, que provavelmente serão fãs recentes, que os conhecem há dois álbuns. Só não venham é com a conversa do costume, que eu tenho é inveja deles serem felizes e conhecidos blabla, que isso é uma treta. Ainda bem que eles são todos muito felizes, mas eu tenho direito a não gostar deles.
PS2: Melhor comentário acerca do nome no filho do Fernando Ribeiro - que é Fausto, para quem não sabe - lido num qualquer site (que agora não encontro) que noticiava qualquer coisa sobre o nascimento dele: 'coitada da criança... só faltava que o segundo nome fosse Mefistófeles...'
PS: Já sei que este post vai atrair haters, ainda por cima duplos: os defensores do Markl, que todos os dias fazem procuras pelo nome dele na net para detectarem possíveis insultos, e os defensores dos Moonspell, que provavelmente serão fãs recentes, que os conhecem há dois álbuns. Só não venham é com a conversa do costume, que eu tenho é inveja deles serem felizes e conhecidos blabla, que isso é uma treta. Ainda bem que eles são todos muito felizes, mas eu tenho direito a não gostar deles.
PS2: Melhor comentário acerca do nome no filho do Fernando Ribeiro - que é Fausto, para quem não sabe - lido num qualquer site (que agora não encontro) que noticiava qualquer coisa sobre o nascimento dele: 'coitada da criança... só faltava que o segundo nome fosse Mefistófeles...'
22 maio 2012
Da publicidade
Não gosto de blogs de beleza/moda/esse tipo de blogs que vocês sabem. Não sou assim muito pessoa de tendências. Quer dizer, uso uma ou outra coisa que está na moda, mas no geral sou assim uma pessoa mais para o clássico (clássico querendo dizer roupa que se usa sempre e não roupa formal, que odeio). E no que diz respeito a maquilhagem, não costumo perder tempo precioso, especialmente de manhã, com isso. Acessórios só de prata, que sou alérgica a tudo o mais. Gosto de cremes, é o meu ponto fraco. Mas estes nem costumam aparecer muito nos blogs. Mas continuando a ideia, como dizia, e apesar de todas estas limitações, gosto de ver alguns blogs de moda, por curiosidade. Mas ultimamente, cada vez me apetece menos ir lá. Como alguém já disse na blogoesfera (talvez a Luna ou alguém no blog dela, mas posso estar errada), falam todos do mesmo. E não é coincidência, é publicidade. Uma pessoa lê um artigo sobre uns óculos, por exemplo da Vogue, que parece que saiu a nova colecção - não é publicidade, é ironia, para quem não percebeu - e até acha giro. Mas depois vai-se a ver e todos os outros blogs falam destes óculos (nem é preciso dizer os nomes dos blogs, toda a gente sabe). Ora isto não é coincidência. É publicidade disfarçada. Deviam fazer como em algumas revistas, que identificam claramente 'publireportagem'. Assim já sabíamos. Agora estar a tentar fazer com que uma coisa que é descaradamente publicidade passe por um artigo de opinião inocente... Talvez não tentem isso até, mas também não identificam como publicidade. Bem, isto tudo para dizer que já não acredito em nenhuma dica ou menção a qualquer marca ou produto que façam, acho sempre que têm sempre intuitos monetários ou interesses por trás. Não para nós, meros leitores, mas para quem recebe os lucros pela publicidade. Já sei que vão dizer que os blogs são pessoais e que cada um escreve o que quiser neles e quem não quiser não lê. E é precisamente isso que eu faço, não leio.
21 maio 2012
Da insistência
Não gosto de mudar de visual. É bom mudar, claro, mas nos primeiros dias é terrível, temos de levar com os comentários de toda a gente. 'O que fizeste ao cabelo?', 'Estás diferente', 'Cortaste o cabelo?', 'O teu cabelo está mais escuro' e tudo mais. Eu sei que as mulheres gostam que reparem que mudaram. Eu também gosto, não percebam mal. Mas quando tenho de ouvir isso do namorado, dos pais, dos amigos e das cerca de 40 pessoas que trabalham comigo, isso cansa. Gosto particularmente dos que dizem 'mudaste de penteado', assim com aquele tom como se eu não tivesse reparado e me estivessem a informar. Pessoas, acham que eu não sei que mudei de corte de cabelo? Fui eu própria que fui ao cabeleireiro e pedi para que me fizessem isto, por isso agradeço a informação, mas eu já estava ao corrente da situação, ok?
18 maio 2012
Da eficácia
Não gosto de depilação definitiva. Quer dizer, gostava que fosse definitiva, mas, pelo menos comigo, nunca foi, até hoje. Já fiz imensas sessões, em sítios diferentes, com métodos diferentes, e os pêlos continuam a crescer. Já gastei rios de dinheiro nessa porcaria e nada. Já comprei promoções da Groupon que foram completo desperdício de dinheiro. É barato, realmente, mas resultar que é bom, nada. Já percebi que tenho de perder o amor ao dinheiro e ir a um sítio caro, tipo Clínica do Pêlo. Vendo bem, acaba por ir dar ao mesmo, porque as sessões que já fiz, todas juntas, já davam para umas quantas nesses sítios mais caros, mas mais eficazes. Fiz lá uma ssessão, já há uns tempos e vi resultados. Entretanto fui a outros sítios e nada. Luz pulsada é para esquecer, só faz cócegas. A laser já experimentei três tipos e o que resulta mais, parece-me, é o alexandrite. Alguém já foi lá (à Clínica do Pêlo, que creio que é um dos poucos sítios aqui no Porto que usa este método) e teve bons resultados e não chorou o dinheiro gasto? Preciso de orientação...
17 maio 2012
Da instabilidade
Não gosto deste tempo. Tinha de ser, um post sobre o tempo, há imenso tempo que não fazia um. É sempre bom para encher chouriços. Está a chover, depois está sol, depois já dizem que a temperatura vai baixar... É assim uma indecisão. Estamos em uma das duas alturas estúpidas do ano, da mudança de estação (a outra é na mudança do Verão para o Outono), em que tanto se vêem pessoas com sandálias como com botas de pêlo, com casacos e com t-shirts. Eu falo por mim. Nunca sei o que vestir quando saio de casa de manhã. Penso levar sandálias mas depois quando saio à tarde já está mais fresco e fico com frio nos pés. Levo t-shirt, mas com um casaco. E sempre a medo, a pensar se não devia levar uma camisola de manga comprida no carro, just in case E uma gabardine, já agora, para o caso de chover. Se saio de casa à noite, o casaco que levei de manhã, que era mais fresco, já não dá porque é fino demais e tenho frio. Este tempo confunde-me muito e apetece-me andar com uma mala cheia de roupa atrás de mim, para estar bem preparada para as adversidades a que o S.Pedro nos sujeita.
16 maio 2012
Da preocupação
Não gosto de ser ignorada. Então eu disse-vos que ia para fora, que estava com medo que acontecesse alguma coisa, mas que se tudo corresse bem esta semana voltava. Ora é quarta-feira e nem uma mensagenzinha de preocupação. Nem um comentário no blog, nem um e-mail, nada. Que leitores desnaturados. Mas vá, alegrem-se (ou não...), eu estou de volta e tudo correu bem. Aliás, já cheguei há muito tempo, mas tenho andado tão assoberbada de trabalho que não tenho arranjado tempo (nem inspiração, confesso) para vir aqui ao blog. Mas eu vou voltar ao ritmo normal e continuar a dizer mal de tudo. Já tenho aí umas ideias *smile daquele bonequinho assim pensativo que eu não sei como se faz, sou uma nulidade em smiles*
08 maio 2012
Do medo
Não gosto de andar de avião. Tenho medo, muito medo. E não resolve dizerem aquelas coisas tipo que o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo, isso não me tranquiliza nada. O que resolve são muitos calmantes, uns dias antes e durante a viagem. Mas é um mal necessário. Quando vou de férias, o problema resolve-se indo para sítios que não ultrapassem as 2h de sofrim... perdão, de viagem. Quando é em trabalho, como desta vez, não posso escolher o destino, como é óbvio, por isso só me resta rezar para que as 2h30 passem muito rápido. Para piorar tudo, nunca consigo adormecer nos aviões, nem sequer ler. A única coisa que consigo fazer é ouvir música, e baixinho, para se acontecer alguma desgraça, eu ter tempo de reagir. Outra coisa chata é que vou para fora nos únicos dias que vai estar calor aqui, regressando ao mesmo tempo da chuva. Previsão do tempo para Bruxelas nos dias em que vou lá estar: chuva. Bah... Olhem, pequenitos, até para a semana, se correr tudo bem e eu regressar. Pelo sim, pelo não, é melhor deixar a minha vontade escrita em qualquer lado.
07 maio 2012
Do imprevisto
Não gosto de computadores.Não gosto que avariem. São muito bonitos e rápidos e dão muito jeito até ao dia em que avariam. Nada como chegar ao trabalho, a uma segunda-feira ainda por cima, ligar o computador e ele não funcionar. Que prenúncio! Tenho um feeling que vem aí uma longa semana. Ainda ontem pensei que era chato se, por exemplo, alguém me roubasse o computador, uma vez que perdia anos de trabalho (não tenho backups, como é bom de ver) e que seria bom fazer uma cópia de tudo o que tenho o quanto antes. E hoje, que até estava pronta a fazer isso mesmo, ele não funciona. Espero que não seja o disco, senão adeus tudo o que eu tinha. E olá 'dia sem fazer nada no trabalho, excepto usar os pcs sebosos dos outros para ir à internet enquanto não arranjam o meu'. O que me leva a outra questão: porque é que as pessoas não limpam os computadores e deixam acumular lixo nojento nas teclas e no pad? Será por uma questão de segurança, para mais ninguém os usar? Mas para isso existem as passwords... Bem, tenho o dia todo para me debruçar sobre esta e outras questões pertinentes, por exemplo o sentido da vida, enquanto o meu pc não está a funcionar e não posso prosseguir com o meu trabalho.
04 maio 2012
Da recusa
Não gosto que me peçam coisas que não se pedem. Às vezes as pessoas põem-me numa situação estranha, quando me pedem coisas às quais a resposta seria automaticamente não, coisas que as pessoas nem deviam ter tido a lata de pedir, mas fizeram-no e eu não tenho coragem de recusar. Por exemplo, pedir-me os phones. Isso são coisas que não se emprestam. Mas se vem alguém com quem eu tenho menos confiança pedir-me os phones porque se esqueceu dos seus em casa, eu não tenho coragem de dizer que não e tenho de os emprestar, para depois os deitar fora, porque não os vou usar de novo, como é bom de entender. Ou então quando estou a beber sumo de pacote e alguém me pede um bocado, e têm de beber da mesma palhinha que eu. A reacção normal é 'fica com o resto...' porque já não vou beber mais depois disso. Claro que se são pessoas com quem tenho confiança, digo logo que não 'claro que não te dou da minha água, que badalhoquice, vai buscar uma para ti!', mas se são outras pessoas fico assim um bocado sem saber o que fazer. O que estas pessoas deviam fazer era pensar bem se o que pedem são coisas que se podem realmente pedir ou se são pedidos que vão ser atendidos apenas e só porque eu não consigo dizer não.
03 maio 2012
Da picuinhice
Não gosto quando dizem que já é outro dia, nomeadamente, 'amanhã', quando passa da meia-noite. Passo a exemplificar. Vamos tomar um copo, e alguém comenta 'não se esqueçam que amanhã combinamos ver aquele filme em casa do João'. E algum idiota olha para o relógio, verifica que são 0h05m e comenta 'já é hoje, já passa da meia-noite'. Como odeio estas picuinhices. Sim, já toda a gente sabe que a divisão oficial dos dias de faz à meia-noite. Mas não é por estarmos no segundo a seguir que já é 'amanhã'. Também não consigo dizer muito bem quando fazer a divisão oficialmente, mas já decidi o meu critério: é a partir do momento em que vou dormir. Só depois de dormir e acordar é que é o dia seguinte (e não, se ficar acordada para sempre não é sempre o mesmo dia, isso é estúpido). Basta ver que nos relógios Swatch, por exemplo (só posso falar destes, só tenho estes para saber como é, com outros poderá ser de outra forma),a data muda entre a 1h e 2h da manhã, logo não estamos no dia seguinte logo às 0h01m. Por favor, pessoas, parem com isso. À meia-noite continua a ser o dia onde estiveram nas horas imediatamente anteriores, ok?
02 maio 2012
Da pressa
Não gosto de pessoas que quando vão ser ultrapassadas aceleram. Isto acontece muitas vezes. As pessoas vão ali na boa, na estrada, na sua vida, mas quando se aproxima um carro eis que despertam e começam a acelerar para ninguém os passar. Não sei porquê. Ou são pilotos de F1 frustrados ou então são só filhos da puta. Para além de ser estúpido, é também uma contra-ordenação, pois o código da estrada diz que devemos facilitar as ultrapassagens. Assim sendo, espero que o cabrão que circulava no domingo à noite na A28, num Mercedes cinza, mal saiu para Mindelo, se tenha espetado contra os rails e que o carro tenha ficado bom para ir para uma sucata. E já agora, que lhe tenha entrado uma qualquer peça do veículo acidentado pelo traseiro acima.
27 abril 2012
Da intensidade
Não gosto de queijo. O único que gosto é queijo de barra (flamengo), misturado com fiambre, nas tostas mistas. E queijo fresco, porque não sabe realmente a queijo. Odeio especialmente o queijo da serra, claro, como não poderia deixar de ser. Aquele cheiro intenso a queijo dá-me vómitos. O que é estranho é que fui ao supermercado no outro dia e dei por mim parada no sítio dos queijos. A escolher um queijo diferente para provar. Eu que não gosto nem de olhar para os quejios, estava lá a escolher queijos para comprar. E comprei. Comecei devagarinho: queijos frescos com ervas, queijinhos pequeninos (que acho são edam), e queijo fundido para barrar. E gostei. Gostei de todos. Mas eu também não me aventurei muito, baby steps. Depois de comer estes, sinto-me preparada para, na próxima visita ao supermercado, comprar emmental e mascarpone. Penso que só daqui a uns meses conseguirei comprar brie e roquefort, que isso de comer bolor não é coisa para meninos. Mas sinto-me feliz por estar finalmente disposta a conhecer um mundo até aqui nada apelativo para mim. Finalmente percebo o que sentem as pessoas nos casamentos quando vêem a mesa dos queijos, percebo o brilhozinho nos olhos.
26 abril 2012
Do secretismo
Não gosto da internet. Do que a internet faz às pessoas. Não é bem do que faz às pessoas, mas do que as pessoas são na internet. Isto é um mundo paralelo, onde as pessoas basicamente podem ser o que quiserem. Se toda a gente revelasse o que anda a fazer na internet, quem as conhece ficaria bastante surpreendido com as suas 'identidades secretas'. Não tanto no Facebook, Hi5 e outros sites públicos, mas blogs, fóruns e sites do género. Por exemplo, recentemente descobri que uma colega de trabalho tem um blog. Coisa que eu nunca imaginaria que ela teria (apesar de o registo condizer com ela). Descobri que uma amiga tem também um blog (ok, pelos vistos toda a gente tem um blog) e que dá explicações e faz (ou fazia) traduções. Tudo coisas que eu não sabia e que provavelmente nunca saberia se não fosse escarafunchar nicks e links e explorar a minha faceta de detective. Aliás, não é preciso ir mais longe. Eu própria tenho este blog a dizer mal de tudo e (quase) ninguém sabe. Para além disso, também vendo coisas em sites. Provavelmente se as pessoas soubessem disso também ficariam surpreendidas. E o mesmo acontece comigo em relação aos outros. A internet deixa-nos ser quem queremos ser. Deixa-nos fazer o que não podemos fazer no mundo real. Deixa-nos ser professores, tradutores, vendedores, poetas, críticos e escritores. Aqui podemos dizer o que bem nos apetece, podemos dar a nossa opinião sincera sem medo de sermos discriminados pelos nossos amigos (podemos ser discriminados por outros anónimos escondidos atrás de nicks, mas isso não nos importa nada), podemos dar asas à imaginação e aos nossos sonhos mais secretos (infelizmente, isso nem sempre é usado para o bem). E há coisas que eu preferia não saber. Estas identidades secretas era sempre assim que se deviam manter. Secretas.
23 abril 2012
Da sujidade
Não gosto de ter o carro sujo. Se há coisa que me incomoda, é olhar para o chão do carro e estar cheio de terra e areia e tudo. Não tenho por hábito acumular lixo, tipo iogurtes vazios e garrafas de água e papéis infinitos, mas o meu carro ultimamente deve ter acumulado cerca de 3 kgs de terra no chão. Porque não era aspirado há meses, porque nem tempo tenho para dormir, quanto mais para aspirar o carro. E esta situação era uma coisa que todos os dias me fazia muita confusão. Porque custa-me muito entrar em carros porcos. Não por fora; por fora podia ter lama a cobri-lo que desde que eu conseguisse ver, não me faz diferença. Mas por dentro é uma coisa que me incomoda muito. Até que hoje, quando vinha alegremente para o trabalho, com um belo tupperware com morangos com açucar, a porcaria da tampa abriu e o banco do passageiro ficou inundado de molho de morango. Então vi isso como um sinal do universo e fui deixá-lo na oficina para o serviço completo de limpeza. Pela primeira vez. Sempre foi uma cosia que eu achava desnecessária, pois antes eu tinha tempo e facilmente aspirava aquilo. Mas pronto, hoje perdi o amor ao dinheiro e levei o menino ao SPA. E digo-vos uma coisa: é um outro carro. Não é o carro velho e poeirento que deixei na oficina, agora é como se fosse um carro novo em folha saído do stand, com 0 kms. Que maravilha que é, entrar num carro lavadinho. Eu já nem me lembrava da cor original dos tapetes! E já me dá gosto de novo conduzi-lo.
19 abril 2012
Do ostracismo
Não gosto que me chateiem porque acabei com o Facebook. Desde que fechei a conta do Facebook, e sou livre portanto, que as pessoas não param de me chatear. Alguns pensam que só deixei de ser amiga deles e então perguntam tipo 'Olha, o que aconteceu? Já não és minha amiga...' assim num misto de tristeza e desconfiança. Ao que eu tenho de explicar 'Não, não é isso, eu acabei com a conta, o problema não és tu, sou eu'. Outros olham para mim como se eu fosse extraterreste, por ter acabado com o Facebook, onde é que isso já se viu, e perguntam 'Porque é que já não tens Facebook? Que aconteceu?' assim muito revoltados, como se eu não tivesse direito de o fazer, ao que eu respondo invariavelmente 'Nada, estava farta...', com ar de aborrecida. E depois de meses nisto, só me passa uma coisa pela cabeça: que tipo de mundo é este em que as pessoas que cancelam as contas no Facebook têm de dar explicações e são recriminadas pelos demais? Já disse e repito: it's a fucked up world we live in...
18 abril 2012
Da perseguição
Não gosto de ter um gestor de conta. Por alguma razão obcura que eu ainda não atingi, atribuíram um gestor de conta à conta que usava associada ao cartão da faculdade (não percebo porquê a mim, conheço mais pessoas com este tipo de conta que não têm gestor nenhum). Tenho esta conta há anos e uma vez, há cerca de dois anos, ligou-me um senhor e disse que era o meu gestor de conta. Não sei bem porque é que isto aconteceu. Primeiro, porque não tenho assim tanto dinheiro lá, e segundo porque não preciso de um gestor de conta para nada, sempre fiz tudo sozinha, sem sequer recorrer aos balcões, pois hoje em dia consegue-se fazer praticamente tudo online. Ora este gestor de conta é um chato. Está sempre a ligar-me, a mandar mails, a sugerir aplicações, seguros e merdas que não me interessam para nada. Liga para avisar que uma aplicação vai acabar, quando basta eu entrar no site que aparece logo um aviso a dizer isso mesmo. Liga para me dizer para passar lá para levar recibos de vencimento, para assinar papéis que não sei para que servem... Eu já deixei de atender as chamadas dele e agora só respondo a mails, mas nem assim ele se toca. Por favor, senhores da CGD, tirem-me este gestor de conta. Eu não preciso dele para nada, eu sobrevivi anos sem ele e muito bem. Ele só me chateia e tenta impingir coisas que não me interessam. Por favor... Eu não queria ter de chegar ao ponto de fechar a conta só para me livrar dele, mas já estive mais longe de fazer isso.
17 abril 2012
Dos laços
Não gosto de família. Eu não gosto de pessoas em geral, como já se sabe, e a família não é execpção. Se do lado do meu pai, que é filho único, como eu, tenho apenas uns primos muito afastados, já lado da minha mãe há tios e mais tios e primos e tudo isso. E nós não somos obrigados a gostar da família. Não somos obrigados a conviver com a família (pelo menos eu não). Porque eles podem ser família mas não nos dizerem nada. E ao longo dos anos, as pessoas vão-se afastando, à medida que percebem que as pessoas não lhes suscitam nenhum tipo de empatia. Lembro-me que quando andava no ciclo quase todos os meus colegas tinham primos na escola. E eu, por nenhum dos meus primos morar perto de mim, nunca tive nenhum lá. E gostava de ter tido. Agora que ando na faculdade, pela segunda vez (da primeira consegui safar-me), e agora que não quero saber dos primos para nada - claro, tinha de ser - tenho primos na mesma faculdade que eu. Que raios! Tantas faculdades no Porto e tinham de vir logo calhar à mesma que eu. Se eles nem são de cá, porquê vir para tão longe ter aulas? Há uma frase que eu e uma amiga costumamos dizer frequentemente e que realmente sumariza bem esta e muitas outras situações: nunca se pode ter tudo.
16 abril 2012
Da futilidade
Não gosto de revistas cor-de-rosa. O único contacto que tenho com estas é, como seria de esperar, em consultórios, quando me esqueço de levar um livro. Então, quando a espera se torna demasiado longa, vou folheando as revistas que lá estão, que, não faltando à tradição, não têm menos de três meses. A primeira questão que surge é eu não conhecer mais de metade das pessoas que lá aparecem. Este fenómeno é derivado do facto de eu não ver telenovelas, especialmente, e televisão em geral. Depois temos também o facto de as entrevistas ou casos que se relatam serem completamente irrelevantes e, num mundo perfeito, não serem objecto de notícia. O que interessa para a nossa existência que a Alexandra Lencastre tenha ido a uma festa ou que um qualquer casal famoso troque mimos na praia? 80% do conteúdo destas revistas é feito destas notícias de caca. O resto é programação e/ou resumos das novelas e umas poucas páginas de viagens e culinária. Tenho amigas minhas que as lêem todas de uma ponta à outra e sabem sempre tudo o que se passa com essas pessoas. Assim de repente, consigo imaginar cerca de 37595629498 coisas mais interessantes para fazer...
13 abril 2012
Do tempero
Não gosto de salada sem tempero. Isto é muito normal acontecer em restaurantes. Vem a travessa com a comida e salada a acompanhar, na travessa também. Aquilo até tem bom aspecto, com cenoura ralada e tudo, mas quando metemos à boca, eis que percebemos que afinal aquilo sabe a erva e não a salada. A pequena distinção entre erva e salada é feita através do molho. Azeite, vinagre e sal. Para os mais puristas, até pode ter pouco ou nenhum vinagre, pouco ou nenhum sal, mas alguma coisa tem de ter, senão mais vale parar na berma da estrada e comer a erva que nasce nas valetas (também nascem couves, por isso não seria assim tão diferente). Irrita-me imenso que mandem uma salada para a mesa sem tempero. E não venham com a história que é porque as pessoas podem não gostar, porque se a salada vier à parte traz tempero e as pessoas também podem não gostar. Os restaurantes onde vou que trazem salada na travessa com molho ganham logo pontos extra. E vontade de lá voltar.
11 abril 2012
Da especificidade
Não gosto de pessoas que se referem a carros pela marca apenas. Por exemplo, as pessoas perguntam 'Então, andas de Audi, não é? Não tinhas um Opel também?' Isto é tudo muito vago. Audi quê? Pode ser um A1, o mais barato, ou um A8, que custa uma pipa de massa. Tanto pode ser um Corsa B Van, de 1997 com 360 000 km (pequenino, não sei onde andas mas nunca te vou esquecer), como um Insignia com todos os extras. É tudo muito impreciso. 'Eh pah, eu agora tenho um Renault'. Mas que Renault, um Twingo com 10 anos daqueles verdes ou roxos muito feios ou um Mégane station wagon, do modelo mais recente? Temos que ser mais específicos. E o modelo apenas não fornece toda a informaçao necessária, mas sempre ajuda a distinguir melhor os carros. Ok, eu sei que eu sou um bocado picuinhas com isto dos carros... Mas isto é bastante típico em mulheres. Estas situações fazem-me quase sempre lembrar aquela anedota em que um homem e uma mulher falam e ela pergunta-lhe que caro tem e ele responde: um Fiat Punto. E ele pergunta-lhe a ela que carro tem e ela responde: um vermelho.
10 abril 2012
Da portabilidade
Não gosto de trolleys. Aqueles trolleys que agora toda a gente usa para levar os portáteis. Aquilo até pode dar jeito, mas parece-me sempre assim uma coisa que as pessoas usam para se armarem. 'Ai que eu sou tão importante e transporto tantos documentos comigo que tenho de usar este trolley'. É sempre essa a ideia que dá. Na faculdade onde ando, anda toda a gente com essa porcaria. Alunos e professores. É um acessório especialmente querido pelos advogados, tenho reparado. Às vezes estou eu numa aula, quase a adormecer, quando de repente se ouve um barulho como de trovão e eu penso logo 'oh não, é uma tempestade e eu não vou conseguir ir embora porque tenho medo de trovoada'. Mas logo a seguir percebo que, afinal, o rugido vindo dos infernos é um trolley do demo a passar na tijoleira rasca. Damn they!
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