23 abril 2012

Da sujidade

Não gosto de ter o carro sujo. Se há coisa que me incomoda, é olhar para o chão do carro e estar  cheio de terra e areia e tudo. Não tenho por hábito acumular lixo, tipo iogurtes vazios e garrafas de água e papéis infinitos, mas o meu carro ultimamente deve ter acumulado cerca de 3 kgs de terra no chão. Porque não era aspirado há meses, porque nem tempo tenho para dormir, quanto mais para aspirar o carro. E esta situação era uma coisa que todos os dias me fazia muita confusão. Porque custa-me muito entrar em carros porcos. Não por fora; por fora podia ter lama a cobri-lo que desde que eu conseguisse ver, não me faz diferença. Mas por dentro é uma coisa que me incomoda muito. Até que hoje, quando vinha alegremente para o trabalho, com um belo tupperware com morangos com açucar, a porcaria da tampa abriu e o banco do passageiro ficou inundado de molho de morango. Então vi isso como um sinal do universo e fui deixá-lo na oficina para o serviço completo de limpeza. Pela primeira vez. Sempre foi uma cosia que eu achava desnecessária, pois antes eu tinha tempo e facilmente aspirava aquilo. Mas pronto, hoje perdi o amor ao dinheiro e levei o menino ao SPA. E digo-vos uma coisa: é um outro carro. Não é o carro velho e poeirento que deixei na oficina, agora é como se fosse um carro novo em folha saído do stand, com 0 kms. Que maravilha que é, entrar num carro lavadinho. Eu já nem me lembrava da cor original dos tapetes! E já me dá gosto de novo conduzi-lo.

19 abril 2012

Do ostracismo

Não gosto que me chateiem porque acabei com o Facebook. Desde que fechei a conta do Facebook, e sou livre portanto, que as pessoas não param de me chatear. Alguns pensam que só deixei de ser amiga deles e então perguntam tipo 'Olha, o que aconteceu? Já não és minha amiga...' assim num misto de tristeza e desconfiança. Ao que eu tenho de explicar 'Não, não é isso, eu acabei com a conta, o problema não és tu, sou eu'. Outros olham para mim como se eu fosse extraterreste, por ter acabado com o Facebook, onde é que isso já se viu, e perguntam 'Porque é que já não tens Facebook? Que aconteceu?' assim muito revoltados, como se eu não tivesse direito de o fazer, ao que eu respondo invariavelmente 'Nada, estava farta...', com ar de aborrecida. E depois de meses nisto, só me passa uma coisa pela cabeça: que tipo de mundo é este em que as pessoas que cancelam as contas no Facebook têm de dar explicações e são recriminadas pelos demais? Já disse e repito: it's a fucked up world we live in...

18 abril 2012

Da perseguição

Não gosto de ter um gestor de conta. Por alguma razão obcura que eu ainda não atingi, atribuíram um gestor de conta à conta que usava associada ao cartão da faculdade (não percebo porquê a mim, conheço mais pessoas com este tipo de conta que não têm gestor nenhum). Tenho esta conta há anos e uma vez, há cerca de dois anos, ligou-me um senhor e disse que era o meu gestor de conta. Não sei bem porque é que isto aconteceu. Primeiro, porque não tenho assim tanto dinheiro lá, e segundo porque não preciso de um gestor de conta para nada, sempre fiz tudo sozinha, sem sequer recorrer aos balcões, pois hoje em dia consegue-se fazer praticamente tudo online. Ora este gestor de conta é um chato. Está sempre a ligar-me, a mandar mails, a sugerir aplicações, seguros e merdas que não me interessam para nada. Liga para avisar que uma aplicação vai acabar, quando basta eu entrar no site que aparece logo um aviso a dizer isso mesmo. Liga para me dizer para passar lá para levar recibos de vencimento, para assinar papéis que não sei para que servem... Eu já deixei de atender as chamadas dele e agora só respondo a mails, mas nem assim ele se toca. Por favor, senhores da CGD, tirem-me este gestor de conta. Eu não preciso dele para nada, eu sobrevivi anos sem ele e muito bem. Ele só me chateia e tenta impingir coisas que não me interessam. Por favor... Eu não queria ter de chegar ao ponto de fechar a conta só para me livrar dele, mas já estive mais longe de fazer isso.

17 abril 2012

Dos laços

Não gosto de família. Eu não gosto de pessoas em geral, como já se sabe, e a família não é execpção. Se do lado do meu pai, que é filho único, como eu, tenho apenas uns primos muito afastados, já lado da minha mãe há tios e mais tios e primos e tudo isso. E nós não somos obrigados a gostar da família. Não somos obrigados a conviver com a família (pelo menos eu não). Porque eles podem ser família mas não nos dizerem nada. E ao longo dos anos, as pessoas vão-se afastando, à medida que percebem que as pessoas não lhes suscitam nenhum tipo de empatia. Lembro-me que quando andava no ciclo quase todos os meus colegas tinham primos na escola. E eu, por nenhum dos meus primos morar perto de mim, nunca tive nenhum lá. E gostava de ter tido. Agora que ando na faculdade, pela segunda vez (da primeira consegui safar-me), e agora que não quero saber dos primos para nada - claro, tinha de ser - tenho primos na mesma faculdade que eu. Que raios! Tantas faculdades no Porto e tinham de vir logo calhar à mesma que eu. Se eles nem são de cá, porquê vir para tão longe ter aulas? Há uma frase que eu e uma amiga costumamos dizer frequentemente e que realmente sumariza bem esta e muitas outras situações: nunca se pode ter tudo.

16 abril 2012

Da futilidade

Não gosto de revistas cor-de-rosa. O único contacto que tenho com estas é, como seria de esperar, em consultórios, quando me esqueço de levar um livro. Então, quando a espera se torna demasiado longa, vou folheando as revistas que lá estão, que, não faltando à tradição, não têm menos de três meses. A primeira questão que surge é eu não conhecer mais de metade das pessoas que lá aparecem. Este fenómeno é derivado do facto de eu não ver telenovelas, especialmente, e televisão em geral. Depois temos também o facto de as entrevistas ou casos que se relatam serem completamente irrelevantes e, num mundo perfeito, não serem objecto de notícia. O que interessa para a nossa existência que a Alexandra Lencastre tenha ido a uma festa ou que um qualquer casal famoso troque mimos na praia? 80% do conteúdo destas revistas é feito destas notícias de caca. O resto é programação e/ou resumos das novelas e umas poucas páginas de viagens e culinária. Tenho amigas minhas que as lêem todas de uma ponta à outra e sabem sempre tudo o que se passa com essas pessoas. Assim de repente, consigo imaginar cerca de 37595629498 coisas mais interessantes para fazer...

13 abril 2012

Do tempero

Não gosto de salada sem tempero. Isto é muito normal acontecer em restaurantes. Vem a travessa com a comida e salada a acompanhar, na travessa também. Aquilo até tem bom aspecto, com cenoura ralada e tudo, mas quando metemos à boca, eis que percebemos que afinal aquilo sabe a erva e não a salada. A pequena distinção entre erva e salada é feita através do molho. Azeite, vinagre e sal. Para os mais puristas, até pode ter pouco ou nenhum vinagre, pouco ou nenhum sal, mas alguma coisa tem de ter, senão mais vale parar na berma da estrada e comer a erva que nasce nas valetas (também nascem couves, por isso não seria assim tão diferente). Irrita-me imenso que mandem uma salada para a mesa sem tempero. E não venham com a história que é porque as pessoas podem não gostar, porque se a salada vier à parte traz tempero e as pessoas também podem não gostar. Os restaurantes onde vou que trazem salada na travessa com molho ganham logo pontos extra. E vontade de lá voltar.

11 abril 2012

Da especificidade

Não gosto de pessoas que se referem a carros pela marca apenas. Por exemplo, as pessoas perguntam 'Então, andas de Audi, não é? Não tinhas um Opel também?' Isto é tudo muito vago. Audi quê? Pode ser um A1, o mais barato, ou um A8, que custa uma pipa de massa. Tanto pode ser um Corsa B Van, de 1997 com 360 000 km (pequenino, não sei onde andas mas nunca te vou esquecer), como um Insignia com todos os extras. É tudo muito impreciso. 'Eh pah, eu agora tenho um Renault'. Mas que Renault, um Twingo com 10 anos daqueles verdes ou roxos muito feios ou um Mégane station wagon, do modelo mais recente? Temos que ser mais específicos. E o modelo apenas não fornece toda a informaçao necessária, mas sempre ajuda a distinguir melhor os carros. Ok, eu sei que eu sou um bocado picuinhas com isto dos carros... Mas isto é bastante típico em mulheres. Estas situações fazem-me quase sempre lembrar aquela anedota em que um homem e uma mulher falam e ela pergunta-lhe que caro tem e ele responde: um Fiat Punto. E ele pergunta-lhe a ela que carro tem e ela responde: um vermelho.

10 abril 2012

Da portabilidade

Não gosto de trolleys. Aqueles trolleys que agora toda a gente usa para levar os portáteis. Aquilo até pode dar jeito, mas parece-me sempre assim uma coisa que as pessoas usam para se armarem. 'Ai que eu sou tão importante e transporto tantos documentos comigo que tenho de usar este trolley'. É sempre essa a ideia que dá. Na faculdade onde ando, anda toda a gente com essa porcaria. Alunos e professores. É um acessório especialmente querido pelos advogados, tenho reparado. Às vezes estou eu numa aula, quase a adormecer, quando de repente se ouve um barulho como de trovão e eu penso logo 'oh não, é uma tempestade e eu não vou conseguir ir embora porque tenho medo de trovoada'. Mas logo a seguir percebo que, afinal, o rugido vindo dos infernos é um trolley do demo a passar na tijoleira rasca. Damn they!

09 abril 2012

Da atenção

Não gosto de estar a ver um filme e que as outras pessoas estejam a falar. Quer seja no cinema ou em casa ou qaulquer sítio. Acho uma falta de respeito. É para ver o filme, não é para passar meio filme a falar do que comeram na noite anterior ao jantar ou da nova aplicação para o telemóvel. E por falar em telemóvel, outra coisa que me irrita profundamente é pessoas que estão constantemente a enviar mensagens. Por causa da luz, especialmente, que quando se está a ver um filme no escuro aquilo incomoda bastante, mas também os ruídos todos de mensagem enviada, mensagem entregue e depois mensagem recebida e assim sucessivamente. Por isso é que prefiro sempre ver filmes sozinha, em casa ou no cinema. Não tenho culpa que 80% da população hoje em dia sofra de ADD e que não tenha respeito pelos outros e não se importe de lhes estragar os filmes com as suas merdas. Se não estão interessados no filme, ao menos durmam, que assim não chateiam ninguém. Raios!

05 abril 2012

Da originalidade

Não gosto de inventar palavras e que depois alguém as roube. Eu não sou assim tão prepotente que ache que sou um génio que inventa palavras, calma. Mas às vezes sai-me alguma expressão que depois as pessoas que me são próximas começam a usar. Por exemplo, 'freakazóide' (sim, F., fui eu que inventei, não me queiras agora tirar os créditos) ou 'facebooker' (ou gmailer ou 9gager ou acrescentar '-er' no fim de qualquer palavra') ou então a minha mais recente invenção, dedicada especialmente aos Radiohead mas que pode ser aplicada a qualquer banda do género, a qualquer banda que, como eles, faça música 'indieprimente'. Digam lá se não é espectacular? O que me aborrece é que depois as pessoas começam a usar estas palavras e esquecem-se que fui eu a origem delas.

04 abril 2012

Da previsão

Não gosto de previsões metereológicas. Aquilo não se sabe muito bem o que é. A metereologia é assim uma mistura de ciências e de artes adivinhatórias. Mas a parte científica parece-me ser pouca e as artes adivinhatórias quase nunca acertam. É impressionante a quantidade de vezes que aquilo está mal. 'Céu nublado' dizem eles. Pumba, sol o dia todo. 'Chuva e granizo' - céu nublado e vento. 'Céu pouco nublado com boas abertas' - chuva torrencial. Não sei como as pessoas que trabalham nisso ainda têm emprego. Com a crise que por aí anda, manter empregos onde as pessoas se dedicam a tentar adivinhar o tempo, ainda que por meios científicos, é muito estranho. Manter 309 pessoas (sim, eu fui confirmar, trabalham lá 309 pessoas) para adivinhar o tempo,  pagas com o dinheiro dos contribuintes, é um bocado exagerado. Mais valia pagarmos ao Professor Bambo, que provavelmente fazia isso por bem menos dinheiro e acertava tantas ou mais vezes que o Instituto de Metereologia, I.P..

03 abril 2012

Da mediania

Não gosto da Rihanna. Nem sei escrever isso. Rihana. Riana. Rhihanna. Whatever. Não gosto da tipa. Não gosto dela e não gosto das músicas dela. Primeiro, ela é feia que se farta. Veste-se mal que dói. O cabelo dela dá-me pena/vómitos. Para além de gostar de levar, mas isso nem vou comentar. As músicas dela... Bem, essas enjoam-me. Tudo tão básico, tão radio friendly, tão medianozinho, tão 'tudo a mesma trampa'. Não entendo como ela tem tanto sucesso. Ok, entendo, há sempre quem goste. Mas também o que seria o mundo sem pessoas que gostassem de porcaria? O que seria das Rianas, das Beyoncés, dos Coldplay, dos Mickael Carreiras desta vida?

02 abril 2012

Do poder

Não gosto que batam a porta do meu carro com força. As pessoas devem pensar que aquilo é algum portão da quinta ou equivalente, e, quando saem, é vê-los ganharem lanço para baterem a porta com quanta força têm, para ficar bem fechada. As pessoas aproximam-se do meu carro e transformam-se mentalmente no Incrível Hulk, mostrando ao mundo toda a força que têm e materializando todo o seu poder na minha porta do passageiro. É que mesmo depois de eu avisar vezes e vezes sem conta ‘não batas com tanta força, não é preciso, ela fecha bem’, continuam a fazer o mesmo. Pessoas, o carro não é velho, a porta ainda tem força para se fechar com um pequeno empurrão. Mas, a continuarem a fazer isso sempre, sim, vai perder a força e depois vai ser mesmo preciso pedir ao Hulk para ser ele a fechar a porta.

30 março 2012

Da eternidade

Não gosto desta semana. Tenho tido uma semana de cão. Imenso trabalho para fazer, pouco tempo para fazer tudo, sono a mais e tempo a dormir a menos, tragédias no local de trabalho e crisis management, (muitas) pessoas a aborrecerem-me (muito) mais do que devia ser permitido por lei, testes para o quais eu nem sequer sei que matéria vai sair e nem tenho tempo para estudar, doenças a aparecerem que nem cogumelos, os meus gatos doentes, tudo a  acontecer. Semana interminável. Só quero que chegue logo à noite às 23h, para ter descanso, merecido ou não. Só quero dormir. Dormir 16 horas seguidas e acordar e não mais me lembrar desta semana de merda. A banda sonora desta semana podia ter sido 'Bad Day' dos R.E.M. Every fucking day.

28 março 2012

Da pobreza

Não gosto muito de ver televisão. Não tenho cabo e toda a gente acha que sou extraterrestre. 'Como consegues viver só com quatro canais?' Queridos, eu provavelmente conseguiria viver com zero canais. Tudo o que me interessa ver, consigo ver sem canais: filmes no cinema ou em DVD (e aqui sim tenho mesmo de usar a televisão) e séries no pc. Se ligar a televisão, vejo sempre a RTP2 (vá, não me chamem snob ou armada em hipster, vocês sabem tão bem como eu que nos restantes três canais só dá lixo). As séries que dão à noite e no fim de semana, a Britcom, alguns programas engraçados (Portugueses pelo Mundo, Janela Indiscreta - apesar do Mário Augusto ser um vómito - , o programa do provedor, entre outros). De resto, não vale a pena os cêntimos de energia que se gasta para manter o aparelho ligado.

27 março 2012

Da procrastinação

Não gosto quando algum blogger diz qualquer coisa como 'depois faço um post sobre isso' e nunca mais ouvimos falar no assunto. É muito chato pois dão-nos esperanças e depois nicles. Isso até poderia ser contornado se eu chegasse lá e escrevesse 'moça/o, e então aquele post sobre o porquê dos homens serem todos mentirosos? Disseste que ias escrever sobre isso mas nunca mais', mas eu não sou assim. Não sou muito de comentar (quem tem blogs que eu gosto/sigo já deve ter reparado. Apesar de os ler todos os dias, só comento de vez em quando), por isso muito menos iria lá pedir satisfações. Mas acho isso chato, porque estão quase a defraudar os leitores. Bloggers, por favor, quando disserem que fazem um post sobre alguma coisa, façam mesmo. Ou então não nos digam isso, para não ficarmos eternamente à espera.

26 março 2012

Da pontualidade

Não gosto de relógios que não têm a hora certa. É normal ir a casa de pessoas, por exemplo, e ver relógios na cozinha ou na aparelhagem da sala que têm uma hora completamente random. Isto enerva-me bastante. Eu gosto que todos os meus relógios estejam certos. Não certos, certíssimos, que também tenho a mania de os adiantar a todos cinco minutos (não perguntem, não tenho explicação. manias...), mas todos eles estão certos, têm todos a mesmo hora. Isto é um problema duas vezes por ano, quando muda a hora. Lá tenho eu de ir mudar a hora de todos os meus (dez talvez) relógios de pulso, do despertador, da aparelhagem, do carro (que deste carro novo ainda não sei como é e tenho de ir ler o livro de instruções e ainda me aborreço mais), do microondas, do relógio à prova de água da casa de banho (que se segura com uma ventosa e que depois está sempre a cair)... Ao menos que o telemóvel e o pc acertam a hora automaticamente. Isto dá trabalho, mas é o mínimo que posso fazer. São duas vezes por ano e vale a pena saber que posso confiar em qualquer relógio que me apareça. Se um relógio não nos fornece a hora certa, que é a sua (quase) única função, para que serve então? Decididamente, relógios que funcionam segundo uma qualquer hora cósmica, desfasada da hora do meridiano GMT, não me interessam.

23 março 2012

Da insistência

Não gosto das actualizações automáticas. Que praga! Todos os programas têm esta porcaria. Umas são mais frequentes, outras menos. Mas cansam por igual. As do Windows são as primeira coisa que desligo quando tenho um pc novo ou formatado de fresco. Todas as outras vou desactivando à medida que aparecem. Presentemente, estou numa pequena guerra com o Adobe Reader. Todos os dias, mais de uma vez, me aparece uma p*** de uma actualização qualquer que não me interessa para nada. Todos as vezes eu clico no botão para fechar o update e todas as vezes ele volta a aparecer umas horas depois. Não tem lá a opção de não instalar, por isso a única forma de esta porcaria desaparecer é actualizar. E eu até podia, mas agora vou continuar sem a actualização, por princípio. Vou lá fechar aquilo sempre que aparecer. Tu és insistente, mas eu também sou teimosa, Adobe! Odeio actualizações automáticas.

22 março 2012

Da revelação

Não gosto do Manel Cruz (dos Ornatos Violeta). Depois de anos, tenho de revelar isto e tirar este peso de cima de mim. F., desculpa ter-te mentido, mas nós namorávamos há pouco tempo e eu sabia que o adoravas e queria mesmo que fosses ao concerto. E não, eu não adormeci no concerto por estar cansada. Adormeci porque aquilo foi uma grande seca. Eu só queria que aquilo acabasse de uma vez, tal era o meu sofrimento. Ao menos que estava sentada... E ainda por cima não tocou a única música que eu gostava (ou odiava menos, vá). Desculpa, mas fiz isso por ti. Ainda na onda de revelações, depois desta eu deveria ter aprendido a lição, mas não, continuei a alimentar mentiras piedosas para não ferir os sentimentos das pessoas de quem gosto. R., daquela vez que fomos comer sushi, quando me levaste a um japonês para eu finalmente provar, eu não gostei, na verdade. Eu odiei. Aliás, eu estava quase a vomitar, não sei como não reparaste na minha cara de enjoo e nojo. Se calhar agora percebes porque evitei jantares contigo nos meses seguintes, com medo de te lembrares de irmos comer sushi de novo. O que vale o medo terminou porque agora gosto e estou disposta a ir contigo sempre que quiseres. Lesson learned: por mais que nos custe dizer a verdade, nestas situações, mais vale dizer logo tudo e evitar sofrimento desnecessário para nós, como ir a concertos de bandas que odiamos ou comer comida que nos repugna.

20 março 2012

Do ajustamento

Não gosto de homens que usam roupas grandes. Passo a explicar. Quase todos os homens usam roupas pelo menos 2 números acima do seu tamanho ideal. É normal vermos homens de fato com uns ombros muuuuitooo largos. Mas não são os ombros deles que são largos, na realidade, é o casaco que é grande. Noto que esta tendência tem diminuído ao longo do tempo e ainda bem que assim é. A minha teoria para isto é muito simples. Quando nós somos pequenos, as nossas mães têm sempre a mania de comprar roupas grandes, porque vamos crescer e assim ainda nos servem. Mas se as mulheres têm o bom senso de, a partir do momento que começam a comprar roupa, admitir que não vão crescer mais e comprar roupa à medida, os homens continuam a usar esta técnica. Se calhar porque têm o secreto desejo de crescer para sempre e serem muito grandes. E também, se não crescerem, com um casaco 52 de certeza que parecerão maiores do que o que são na realidade. Mas é tão triste e fica tão mal ver um homem com roupa acima do seu tamanho... Homens que me lêem, vá, aceitem, vocês não crescem mais a partir dos 20 (é mais ou menos isso não é?), por isso comprem roupa ajustada ao vosso tamanho. E se porventura crescerem mesmo, ou quiçá engordarem, há sempre a possibilidade de comprarem roupa nova à medida, certo?

19 março 2012

Da finalidade

Não gosto da palavra 'enfim'. Não é da palavra em si ou da sonoridade. Há palavras bem piores (por exemplo, qualquer palavra acabada em -ona, que são todas horríveis. Por algum motivo, nunca usei o desodorizante Rexona). Até é agradável ao ouvido, 'enfim' com o final assim nasalado. O que eu não gosto é do seu significado. Antes, do uso que lhe damos. Não consigo explicar bem, mas não gosto do contexto em que normalmente esta palavra é usada. Usamos em frases tipo 'És mesmo uma besta. Enfim...' Como se fosse para significar pena e/ou desprezo. Nunca se usa de acordo com o seu significado original (finalmente, em conclusão), como por exemplo, na frase 'Enfim sós!' E, invariavelmente, vem seguida de reticências. 'Este blog é mesmo estúpido e tu és uma frustrada. Enfim...' Odeio odeio odeio. 'Enfim...' dá-me urticária. Pessoas, parem de usar isso. Enfim significamente finalmente, ok? Usem a palavra como deve ser. Para usarem como usam normalmente, façam como eu e substituam pelo 'whatever...', que ao menos tem mais pinta.

16 março 2012

Da inutilidade

Não gosto de arrumadores.  Ah e tal, grande coisa, ninguém gosta. Claro que ninguém gosta, eles não têm razão de existir. Mais valia simplesmente assumirem-se como pedintes, em vez de 'arrumadores'. Assim de repente, até parece que é uma profissão a sério. 'Então, o que fazes? Ah, sou arrumador. Eh pah, boa cena, é um bom trabalho'. Arrumador quase que lhes dá alguma honra. Coisa que eles não têm. Para além disso, há outra questão sobre a qual eu me gostaria de debruçar, porque é uma coisa que me vem à cabeça sempre que passo por algum: será que eles acham mesmo que nós não conseguiríamos estacionar sem eles? Será que eles acham que são mesmo úteis? Acho que, na cabeça deles, antes deles existirem, não se estacionavam os carros. As pessoas andavam sempre de um lado para o outro, faziam turnos até, para nunca parar os carros, porque depois era preciso e estacionar e... ui ui, sem eles, isso era uma tarefa hercúlea. Odeio-os, como toda a gente. No início, quando o meu carro ainda era novo, dava apenas uma moeda de 50 cents (odeio dizer cêntimos, cents é muito mais prático e económico) à noite, porque não queria que me estragassem o carro. Hoje em dia, porque algum cabrão já mo riscou, já não quero saber e não dou nunca. Ai queres riscar? Risca, coleguinha, é da maneira que depois vale mais a pena o dinheiro que eu pagar pela pintura total. Quem me dera que os recolhessem, que viesse uma carrinha tipo a do canil, que pegassem neles todos e os metessem em jaulas para sempre, para nunca mais nenhum condutor ter de dar dinheiro, que lhe custou a ganhar, por medo de represálias.

15 março 2012

Do jeito

Não gosto daqueles anúncios de emprego onde se pede 'gosto pelo contacto pelo cliente'. Por favor, senhores das empresas, acham mesmo que há pessoas que gostam de contactar com clientes? Os clientes são mal-educados, reclamam, dão trabalho, acham que têm sempre razão, são umas bestas, no geral. Haverá mesmo alguém no mundo que goste de lidar com eles? Não me parece. Leio os anúncios que pedem isso e rio-me. Rio-me porque o único motivo para a existência deste requisito deve ser para testarem as pessoas na entrevista e ver quão bem elas mentem, quando disserem que adoram clientes. Não acredito que haja quem goste de contactar com clientes. Acredito que há quem tenha mais jeito para isso, e há pessoas que o têm indubitavelmente, mas a questão do gostar não é assim tão simples. Ora vamos ver: preferiam estar numa loja/consultório/escritório/stand/qualquer estabelecimento de atendimento ao cliente o dia todo, a levar com pessoas chatas e resmungonas, que não se ensaiariam muito para levantar a voz e quiçá vos insultarem, ou então fazer qualquer outro tipo de trabalho onde não tivessem de lidar directamente com clientes? A vossa escolha eu não sei, mas eu tenho bem certeza da minha.

14 março 2012

Do ódio

Não gosto que o meu blog seja invadido por anónimos. Quer dizer, até acho a sua piada. Hate mail, o sonho de qualquer blogger! Mas agora vem sempre algum anónimo mandar a sua posta de pescada. Engraçado como são raros os anónimos que escrevem coisas normais (embora tenham aparecido mais anónimos bonzinhos nos últimos tempos). Mas vamos debruçar-nos sobre os outros, os 'maus'. Muito gostam eles de vir aqui dizer porcaria, dizer mal, insultar, discordar, especialmente. Sempre para dizerem coisas más. Mas isso também não é novidade nenhuma na blogosfera, a maioria dos anónimos é-o porque é para dizer mal, senão assumiria a sua identidade (não, não estamos a falar de mandar números de BI e moradas, ok?). Ah, como gosto de os ignorar e imaginar que estão a olhar para o computador, a ler o que escrevi e a espumarem-se de raiva. Acho até (não acho na verdade, mas gosto de pensar que sim, na minha cabeça) que posso ter-me tornado num daqueles blogs que as pessoas odeiam mas dos quais não se conseguem manter longe e que vão lá só para critcar, ao bom estilo de alguns grandes blogs da praça. Ah, a fama (ironia, para os anónimos que não perceberam e que vêm já para aqui dizer que sou pretenciosa e tenho a mania e bla bla)!

PS: esta última frase lembrou-me uma crónica do Mestre (MEC, claro) no Causa das Coisas, sobre os rebuçados do Dr. Bayard, em que ele faz uma exposição irónica sobre a origem dos rebuçados e, no final, alerta para que tudo não passa de especulação, porque há sempre algum espertinho que vai mandar uma carta (anos 80, nao havia mail) a dizer que ele estava errado quanto à origem dos rebuçados. Grande MEC!

13 março 2012

Da velocidade

Não gosto de andar devagar na estrada. É uma impossibilidade para mim. Eu sei que é perigoso, eu sei que é inconsciente, eu sei que é irresponsável e tudo mais. Mas não consigo. Nos últimos anos, no início do ano, naquela tanga das resoluções, tenho sempre dito que vou ser mais cuidadosa na estrada, que não me vou enervar tanto e andar devagar. Mas, como todas as resoluções, isso dura duas semanas. Irritam-me pessoas que andam a 30 km/h numa estrada com limite de 50. Pessoas na auto-estrada a 80 km/h são bombas, prestes a explodir. Ninguém anda na auto-estrada a 80, por favor. Já tenho duas multas por velocidade e não faltará muito para ficar sem carta. Um mês agora; com mais duas ou três multas para sempre. Se calhar era isso que devia acontecer. Isso ou comprar um carro daqueles dos velhinhos, que não é preciso carta e que não anda a mais que 80 km/h. Assim não havia hipótese de exceder nenhum limite.
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