16 março 2012
Da inutilidade
Não gosto de arrumadores. Ah e tal, grande coisa, ninguém gosta. Claro que ninguém gosta, eles não têm razão de existir. Mais valia simplesmente assumirem-se como pedintes, em vez de 'arrumadores'. Assim de repente, até parece que é uma profissão a sério. 'Então, o que fazes? Ah, sou arrumador. Eh pah, boa cena, é um bom trabalho'. Arrumador quase que lhes dá alguma honra. Coisa que eles não têm. Para além disso, há outra questão sobre a qual eu me gostaria de debruçar, porque é uma coisa que me vem à cabeça sempre que passo por algum: será que eles acham mesmo que nós não conseguiríamos estacionar sem eles? Será que eles acham que são mesmo úteis? Acho que, na cabeça deles, antes deles existirem, não se estacionavam os carros. As pessoas andavam sempre de um lado para o outro, faziam turnos até, para nunca parar os carros, porque depois era preciso e estacionar e... ui ui, sem eles, isso era uma tarefa hercúlea. Odeio-os, como toda a gente. No início, quando o meu carro ainda era novo, dava apenas uma moeda de 50 cents (odeio dizer cêntimos, cents é muito mais prático e económico) à noite, porque não queria que me estragassem o carro. Hoje em dia, porque algum cabrão já mo riscou, já não quero saber e não dou nunca. Ai queres riscar? Risca, coleguinha, é da maneira que depois vale mais a pena o dinheiro que eu pagar pela pintura total. Quem me dera que os recolhessem, que viesse uma carrinha tipo a do canil, que pegassem neles todos e os metessem em jaulas para sempre, para nunca mais nenhum condutor ter de dar dinheiro, que lhe custou a ganhar, por medo de represálias.
15 março 2012
Do jeito
Não gosto daqueles anúncios de emprego onde se pede 'gosto pelo contacto pelo cliente'. Por favor, senhores das empresas, acham mesmo que há pessoas que gostam de contactar com clientes? Os clientes são mal-educados, reclamam, dão trabalho, acham que têm sempre razão, são umas bestas, no geral. Haverá mesmo alguém no mundo que goste de lidar com eles? Não me parece. Leio os anúncios que pedem isso e rio-me. Rio-me porque o único motivo para a existência deste requisito deve ser para testarem as pessoas na entrevista e ver quão bem elas mentem, quando disserem que adoram clientes. Não acredito que haja quem goste de contactar com clientes. Acredito que há quem tenha mais jeito para isso, e há pessoas que o têm indubitavelmente, mas a questão do gostar não é assim tão simples. Ora vamos ver: preferiam estar numa loja/consultório/escritório/stand/qualquer estabelecimento de atendimento ao cliente o dia todo, a levar com pessoas chatas e resmungonas, que não se ensaiariam muito para levantar a voz e quiçá vos insultarem, ou então fazer qualquer outro tipo de trabalho onde não tivessem de lidar directamente com clientes? A vossa escolha eu não sei, mas eu tenho bem certeza da minha.
14 março 2012
Do ódio
Não gosto que o meu blog seja invadido por anónimos. Quer dizer, até acho a sua piada. Hate mail, o sonho de qualquer blogger! Mas agora vem sempre algum anónimo mandar a sua posta de pescada. Engraçado como são raros os anónimos que escrevem coisas normais (embora tenham aparecido mais anónimos bonzinhos nos últimos tempos). Mas vamos debruçar-nos sobre os outros, os 'maus'. Muito gostam eles de vir aqui dizer porcaria, dizer mal, insultar, discordar, especialmente. Sempre para dizerem coisas más. Mas isso também não é novidade nenhuma na blogosfera, a maioria dos anónimos é-o porque é para dizer mal, senão assumiria a sua identidade (não, não estamos a falar de mandar números de BI e moradas, ok?). Ah, como gosto de os ignorar e imaginar que estão a olhar para o computador, a ler o que escrevi e a espumarem-se de raiva. Acho até (não acho na verdade, mas gosto de pensar que sim, na minha cabeça) que posso ter-me tornado num daqueles blogs que as pessoas odeiam mas dos quais não se conseguem manter longe e que vão lá só para critcar, ao bom estilo de alguns grandes blogs da praça. Ah, a fama (ironia, para os anónimos que não perceberam e que vêm já para aqui dizer que sou pretenciosa e tenho a mania e bla bla)!
PS: esta última frase lembrou-me uma crónica do Mestre (MEC, claro) no Causa das Coisas, sobre os rebuçados do Dr. Bayard, em que ele faz uma exposição irónica sobre a origem dos rebuçados e, no final, alerta para que tudo não passa de especulação, porque há sempre algum espertinho que vai mandar uma carta (anos 80, nao havia mail) a dizer que ele estava errado quanto à origem dos rebuçados. Grande MEC!
PS: esta última frase lembrou-me uma crónica do Mestre (MEC, claro) no Causa das Coisas, sobre os rebuçados do Dr. Bayard, em que ele faz uma exposição irónica sobre a origem dos rebuçados e, no final, alerta para que tudo não passa de especulação, porque há sempre algum espertinho que vai mandar uma carta (anos 80, nao havia mail) a dizer que ele estava errado quanto à origem dos rebuçados. Grande MEC!
13 março 2012
Da velocidade
Não gosto de andar devagar na estrada. É uma impossibilidade para mim. Eu sei que é perigoso, eu sei que é inconsciente, eu sei que é irresponsável e tudo mais. Mas não consigo. Nos últimos anos, no início do ano, naquela tanga das resoluções, tenho sempre dito que vou ser mais cuidadosa na estrada, que não me vou enervar tanto e andar devagar. Mas, como todas as resoluções, isso dura duas semanas. Irritam-me pessoas que andam a 30 km/h numa estrada com limite de 50. Pessoas na auto-estrada a 80 km/h são bombas, prestes a explodir. Ninguém anda na auto-estrada a 80, por favor. Já tenho duas multas por velocidade e não faltará muito para ficar sem carta. Um mês agora; com mais duas ou três multas para sempre. Se calhar era isso que devia acontecer. Isso ou comprar um carro daqueles dos velhinhos, que não é preciso carta e que não anda a mais que 80 km/h. Assim não havia hipótese de exceder nenhum limite.
12 março 2012
Do escândalo
Não gosto de confusões. Não sou muito disso, sou mais de tentar resolver as coisas pacificamente. Mas às vezes as pessoas não imaginam a força e coragem que têm em situações que as apanham desprevenidas. Aqui há um tempo aconteceram coisas. Então, numa altura de desespero/surpresa/irritação, dei um escândalo em público. Eu... que não faço mal a uma mosca! Eu própria fiquei surpreendida comigo mesma. Como disse, às vezes nem nós temos noção do nosso potencial. Acho que posso dizer que até fiquei orgulhosa de mim (esquecendo a vergonha pública de ter armado peixeirada...). Mas também ninguém me conhecia e coisas destas provavelmente acontecem todos os dias, por isso que se lixe, no dia seguinte já ninguém se lembrava do que se passou certamente. Soube-me bem. And that serves them right!
09 março 2012
Do endividamento
Não gosto de pessoas que se endividam para ir de férias. É a maior estupidez de sempre. Quem me dera poder expatriar essas pessoas, para não mais voltarem a Portugal. Por favor, quem é que pede créditos para ir de férias? Queridos, se não têm dinheiro, não vão a lado nenhum. Depois é muito bom andarem tirar do ordenado todos os meses não sei quantos Euros para pagarem a viagem que fizeram há não sei quanto tempo, da qual já nem o bronzeado ficou, não é? Pessoas, vamos pensar bem na situação actual e reflectir bem e ver se isso é uma atitude decente a tomar. E mesmo que nem estivéssemos em crise, é estúpido. Eu também gosto muito de viajar, mas se não tenho dinheiro, não vou. É triste, mas é a vida, não se pode ter tudo. Para além dos créditos, também me faz alguma confusão quem estoura todo o dinheiro que poupou. Ok, não pedem créditos, já é bom, o dinheiro é de cada um e cada um sabe de si. Mas eu não faria isso. Sempre fui ensinada a poupar para uma eventualidade, uma emergência. E não ia de certeza gastar esse dinheiro em férias. Imagino sempre que depois ia ter uma doença terminal e ia precisar de uma operação e se estivesse à espera de ser atendida nos hospitais públicos morria entretanto, por isso tinha de ter dinheiro para ser operada num privado. Eu podia agora entrar no discurso de que é por estas coisas que estamos na situação em que estamos, mas quem sou eu para dar lições de moral. Eu sei de mim, posso opinar sobre os outros, mas lá está, cada um sabe de si e faz o que quer, por mais estúpido que seja. Só para finalizar, que o post já vai longo, mas ainda relacionado com a temática, gosto sempre de recordar uma situação inesquecível, em que eu estava na Media Markt e vi uma família, com ar de pobres (sim, estou a ser preconceituosa) e que estavam lá no cubículo a pedir um crédito para comprar uma PSP para o puto ranhoso, uma máquina fotográfica e um telemóvel touch (na altura ainda não eram tão vulgares e baratos como hoje). Tudo bens essenciais, como sabemos, sem os quais a sua sobrevivência poderia ser posta em causa... E fiquei apenas com pena dessas pessoas.
08 março 2012
Da feminilidade
Não gosto de carros de mulher (temática dedicada ao Dia Internacional da Mulher - faz de conta). Há carros que são tipicamente de mulheres, mormente pela sua estética. Há também aqueles que, apesar de não serem feitos para mulheres, a grande parte das pessoas que conduz esses carros são mulheres, o que os torna também carros de mulheres. Os Peugeots 206 (e quase todos os Peugeots no geral) são carros de mulher. Todas as mulheres acham um carro fofinho e querido. Só por aí se nota que são carros de mulher, pois qualquer pessoa que perceba um pouco de carros sabe que os Peugeots são uma trampa. Outro carro que é tipicamente de mulher é o Yaris (tanto modelo antigo como novo). Não devia, porque a Toyota até é um bom construtor, mas aquele design foi um erro, aquilo apela ao coração das mulheres. E parece-me ridículo ver homens a conduzir Yaris. Podia enumerar muitos mais, Fiat 500, VW Beetle, Renault Twingo, Daewoo Matiz (e todos os carros deste género, tipo mini monovolumes, assim pequenos e altos e odiosos) e muitos outros, quase sempre carros pequenos (para ser fácil estacionar) e fofos. Estes são do primeiro grupo. No segundo grupo podemos incluir por exemplo os Audi A3 e os Mini Cooper. Não são carros de mulher, são até carros desportivos, assim numa estratégia de apelar mais aos homens, mas vai-se a ver e a maioria dos condutores são mulheres. E são também aqueles carros pelos quais todas as mulheres suspiram, mesmo não os tendo. São os carros de sonho de muitas mulheres, o que os torna também em carros de mulher. Odeio carros de mulher e, ironicamente, os dois que conduzo estão nestas duas categorias (apesar de eu gostar deles, não gosto é do facto de serem tipicamente de mulheres). Damn...
07 março 2012
Da (super) importância
Não gosto daquelas pessoas que escrevem mails (normalmente é nos mails que esta situação acontece) e que põem negritos, itálicos, sublinhados... Olho para esses mails e só vejo poluição visual, informação a mais, destaques a mais. Tenho sempre ideia que essas pessoas pensam que estão a mandar mails para atrasados mentais e então têm de sublinhar bem as partes importantes, como se os outros não conseguissem fazer isso por eles próprios. Para eles, todo o mail é importante, uma vez que aquilo tem praticamente todos os estilos de formatação disponíveis, nota-se ali uma amálgama de... bem, de burrice. Penso sempre que quem envia esses mails é assim a atirar para o burro, por não achar que os outros são capazes. Ou então por não conseguirem decidir a parte realmente importante do mail e destacar essa e apenas essa parte, apenas e só com um estilo de formatação (bold, por exemplo, que fica sempre bem). Pronto, pessoas, agora já sabem: não vamos abusar da formatação que isso fica mal, sim?
PS: Aliás, todos os mails realmente importantes que recebi até hoje (Comissão Europeia, por exemplo) não usam estas artimanhas, por isso podem ver como isso é completamente desnecessário.
PS: Aliás, todos os mails realmente importantes que recebi até hoje (Comissão Europeia, por exemplo) não usam estas artimanhas, por isso podem ver como isso é completamente desnecessário.
06 março 2012
Da lentidão
Não gosto das caixas self-service. Das do Jumbo, em particular. As do Continente parecem-me bem, à partida. Mas as do Jumbo dão sempre problemas. Tenho de estar sempre a chamar a assistente. Não sei se é de eu ser totó, se são mesmo as caixas que não funcionam bem. Sei que aquilo não é nada mais rápido, porque tenho de passar o produto, ficar à espera que a assistente venha (se calhar o problema não é só meu, porque realmente elas estão sempre ocupadas, ao contrário das do Continente, que estão sempre lá no sítio delas) e me resolva o problema. Passo novo produto e repete-se tudo de novo. Também vos acontece isto ou o problema é meu?
05 março 2012
Da promiscuidade
Não gosto de tunas (ainda dentro da temática da vida académica). Aquelas músicas são horrorosas. Desculpem mas não consigo gostar daquilo. Para além de que tenho sempre a ideia de que quem anda na tuna só lá anda para ter sexo. Os das tunas masculinas para engatarem gajas, qualquer uma, as das tunas femininas normalmente para engatarem os das tunas masculinas. Acredito que haja excepções e que andem lá pessoas que gostem mesmo de cantar/tocar, mas parecem-me ser poucas.
02 março 2012
Da humilhação
Não gosto da praxe. Acho isso ridículo hoje em dia. Mas calma, eu também passei por isso. Quando entrei para a faculdade, nos meus inocentes 18 anos, também fui praxada. Uma ou duas semanas apenas, não mais que isso, que eu não sou o palhacito de ninguém. Mas também nunca praxei ninguém, não me sentia no direito disso. Mas na minha faculdade, talvez por ter maioria absoluta de mulheres, a praxe nunca foi nada de extraordinário nem humilhante, como em muitas outras faculdades. Eram uns jogos, umas canções, não muito mais que isso. Hoje ando noutra instituição de ensino superior e tudo aquilo me parece ridículo. É obvio que eu agora tenho quase idade para ser mãe deles e seria impensável passsar por isso de novo, mas aquilo irrita-me profundamente. Primeiro, porque não é apenas a semana de recepção ao caloiro. É sempre, todas as semanas, sabe-se lá até quando. Segundo, porque eles mentem aos caloiros e dizem que quem não participa na praxe não se integra bem na vida académica. Mas que grande tanga! Pelo menos na minha outra faculdade, nunca ninguém foi discriminado por ser anti-praxe ou não participar nas actividades. Isso é só uma mentira que eles contam para meter medo aos caloiros e eles irem todos pra lá serem humilhados. E terceiro, aqueles 'doutores' (só se forem doutores da m***a, mas ok) irritam-me profundamente porque andam sempre com a porcaria do traje. Seja segunda, terça, sábado, domingo. Será que não têm mais roupa? Ou eles têm muitos trajes ou já ninguém se deve conseguir chegar perto deles. Pelo sim, pelo não, eu mantenho sempre uma distância de segurança de cinco metros.
01 março 2012
Da falsidade
Não gosto de mentiras, traições, omissões, falsidade, enganos, todas essas artimanhas que se usam para fazer as outras pessoas passarem por parvas/burras/otárias. Não entendo como há pessoas que conseguem fazer isto, que não têm consciência e princípios. Se calhar o problema é meu, que sou demasiado honesta. E por isso estas coisas surpreendem-me e desiludem-me imenso. It's a fucked up world we live in.
28 fevereiro 2012
Da adequação
Não gosto do vestido da Gwyneth Paltrow. Tinha de ser, se toda a gente fala dos Óscares, eu também quero. Não vi a cerimónia, não vi a maior parte dos filmes que estavam nomeados, vi apenas alguns vestidos nos sites do costume. E parece que toda a gente adorou o vestido da Gwyneth. Pessoalmente, achei aquela capa ridícula. Se ela fosse um Elfo, sim, ficava-lhe muito bem. Numa cerimónia dos Óscares, não gostei. Vi lá coisas bem mais bonitas, apesar de ter achado um bocado fraco no geral, pelo pouco que vi. Gostos...
27 fevereiro 2012
Da limpeza
Não gosto de ir a casa daquelas pessoas que andam a limpar atrás de nós. São aquelas pessoas que são obcecadas coma limpeza e até nos fazem sentir mal. Entramos e quase que nos pedem para tirar os sapatos à porta. Andamos e quase que vêm com uma esfregona atrás de nós a limpar por onde passamos. Se nos oferecem qualquer coisa para comer, apanham todas as migalhas que caem. Odeio ir a casa destas pessoas, não me sinto à vontade. Sinto que só fui lá poluir o mundinho pequenino delas. Eu concordo que se deixarmos cair um bocado de bolacha, por exemplo, o apanhemos na hora, até para não lhe passarmos por cima e criar mais lixo. Mas não vamos cair em exagero. Vamos deixar as migalhas no chão e, no fim, quando as pessoas forem embora, aspiramos o chão todo. Agora sermos polícias da limpeza não é muito agradável para os convidados. Se não querem pessoas em vossa casa a sujar, não as convidem. Eu não apareço sem ser convidada, disso podem ter a certeza.
24 fevereiro 2012
Da sensibilidade
Não gosto daqueles alarmes das lojas de electrodomésticos. Estou a falar dos alarmes que normalmente estão em itens pequenos e valiosos, como telemóveis, leitores de mp3 ou máquinas fotográficas. O que acontece é que aquilo é suposto existir para as pessoas poderem mexer no item, sem o roubar. Mas não é eficaz. Quer dizer, é, na parte do não roubar. Mas na parte do mexer deixa um bocado a desejar. Pegamos num telemóvel e basta fazer um gesto mais brusco para aquilo começar a apitar incessantemente. E depois não aparece ninguém para desligar aquilo, então temos de sair dali rápido antes de ficarmos surdos. Eu entendo que o propósito seja prevenir furtos, mas se calhar deviam fazer os dispositivos menos sensíveis aos movimentos. É chato para os clientes, que acabam por ter medo de mexer nas coisas, e é chato para os funcionários, que têm de andar sempre a desligar os alarmes.
23 fevereiro 2012
Da humildade
Não gosto de falsa modéstia. Daquelas pessoas que põem aquele ar de sonsas, mas no fundo estão a adorar ser elogiadas. Acho que é mais que normal as pessoas ficarem contentes e agradecerem um elogio. Afinal toda a gente gosta que apreciem as suas qualidades. Eu gosto e não vejo mal nenhum nisso. Agora quando alguém diz algo lisonjeador acerca de uma pessoa e essa pessoa põe aquela cara de 'ai não não, não é verdade', fartos de saber que é verdade, irrita-me imenso. Quando é que passou a ser regra as pessoas terem vergonha das suas qualidades? Tipo quando alguns comentários aqui dizem que eu escrevo bem (muito agradecida, já agora). Se eu escrevo de facto bem, porquê estar a dizer 'ai não, não, não é nada, escrevo mal e dou erros até'? Fico sempre a pensar que quem faz isso tem o seu quê de sonsice (sim, a palavra existe). É óbvio que também não gosto do oposto, pessoas que se gabam do que têm e do que não têm, mas também não vamos cair em extremos.
22 fevereiro 2012
Da humidade
Não gosto de limpar-me a toalhas molhadas. Não há nada pior do que acabar de tomar um banho quentinho e, quando nos vamos limpar, a toalha ainda estar húmida. Que desconsolo... Odeio quando me esqueço de pôr a toalha a secar e depois tenho de me limpar a ela, ainda meia molhada. É que se eu me lembrar antes de tomar banho, ainda dá tempo para ir buscar uma lavada. Agora se só vir depois do banho, já a escorrer água na banheira, não dá muito jeito ir buscar uma lavada. Ainda por cima agora no Inverno é muito mais difícil as toalhas secarem (tenho de ligar o desumidificador, senão não tenho hipótese) e é quando sabe mais mal (no Verão quase nem se nota). Maldito frio que não deixa as toalhas secarem!
16 fevereiro 2012
Da claridade
Não gosto de usar óculos de sol de manhã. O problema não será tanto a manhã em si, mas mais o ter acordado há pouco tempo. Provavelmente será a cara de sono. Faz-me impressão pôr óculos quando ainda acordei há pouco tempo. Sinto que está ali qualquer coisa que não pertence. E ainda por cima, tenho tido azar com o tempo. Este Inverno tem tido mais sol que os Verões escaldantes do Brasil, o que torna difícil a minha viagem para o trabalho, na auto-estrada, onde o Sol me cega impiedosamente, pelo retrovisor. Se a luz vier da frente, uso o método da pala do carro, para tapar a claridade possível, mas como é um reflexo, esse método não tem muita eficácia. Tenho então de vir com a mão a tapar o sol o caminho todo, ou até à curva mais à frente, onde já deixa de me aborrecer. Chuva, porque não voltas?
15 fevereiro 2012
Da selecção
Não gosto que só dê boa programação na televisão de madrugada. Durante o dia, enchem os canais de programas de caca, de novelas (TVI é oficialmente o pior canal, aí com 8 novelas a dar diariamente), de concursos da treta, de reality shows. De porcaria no geral. Mesmo no horário nobre, que é quando devia haver bons programas, é só novelas (safa-se a RTP2, com as séries das 22h30). Depois, a partir da 1h da manhã, começam a dar as coisas realmente boas, séries e filmes. Lembro-me quando ainda não trabalhava, era capaz de ficar até as 4h da manhã a ver televisão. E eu só tenho quatro canais. Mas tinha de aproveitar quando davam coisas de jeito. Hoje em dia não mudou muito. Não percebo bem esta estratégia das televisões. Quer dizer, se calhar até percebo, porque devem ser as novelas que dão maiores audiências aos canais. Mas e quem não gosta de novelas? (ok, tv cabo, got it...)
14 fevereiro 2012
Da imaginação
Não gosto do Dia de S. Valentim. Quer dizer, não é não gostar, é só meter-me um bocado de nojo tanto coração em todo o lado. Para já, isto foi uma apropriação comercial de uma tradição que não era nossa. Mas tudo é válido para encher os bolsos dos comerciantes de Euros. Depois, assim numa atitude forçada de auto-comiseração, gosto de imaginar-me como o Forever Alone, triste e sozinha para sempre. Não é verdade, mas eu sou assim meia doente e tenho tendência para o drama e para o delírio.
13 fevereiro 2012
Da mudança
Não gosto do Nuno Markl. Vou explicar como tudo começou. Eu conheço o Markl desde O Homem Que Mordeu o Cão, na Comercial, com o Pedro Ribeiro, o José Carlos Malato e a Ana Lamy, há muitos muitos anos. Desde essa altura que gostava muito dele. Entretanto ele saiu da Comercial, foi para a Antena 3 e depois voltou de novo à Comercial. Ele passou a ser uma pessoa diferente desde que se divorciou da Anabela e começou a namorar com a Ana Galvão. Foi para o ginásio, cortou a barba, tirou a carta, despachou os cães, entre outros. Ficou mais conhecido, começou a aparecer na televisão e nas revistas e de repente toda a gente o conhece. Nota-se que ficou um bocado com a mania. Para além de estar sempre a falar da Galvão e do filho. E pronto, deixei de gostar dele e de lhe achar a piada de outrora. Agora o Markl está bom para entreter velhinhas e senhoras de meia idade que lêem a Caras.
10 fevereiro 2012
Do revivalismo
Não gosto do revivalismo dos anos 80 que se tem vivido nos últimos tempos. Acho giro que demos valor às coisas esquecidas da nossa infância (para os que nasceram nos 80), mas o que é demais enjoa. O culpado disto tudo é o Nuno Markl e a sua Caderneta de Cromos. Sim senhor que no início aquilo até era engraçado e tal, mas agora já só se ouve falar disso e já mete nojo. Eu própria passei a detestar o Markl ainda mais (tema de um novo post). São os penteados dos anos 80, as roupas dos anos 80, os brinquedos dos anos 80, a música dos anos 80, os filmes e séries dos anos 80... De repente, tudo o que é dos anos 80 é super espectacular. Não duvido que para o senhor Markl isto tenha sido um bom negócio (com livros e concertos e tudo), mas para o comum dos mortais, que não ganha nada com isso, se calhar já chega.
09 fevereiro 2012
Da (in)domabilidade
Não gosto de gatos maus. Eu adoro gatos, aliás, ali o gato de lado no blog deve dar para entender, mas não de gatos maus. Não sei se a palavra é maus, porque eu acho que eles não são verdadeiramente maus. Há alguns que são assim mais silvestres, como diz a minha veterinária. Ou são assustados ou tímidos e isso dá-lhes para atacar, mas isso é a natureza deles. Tenho uma gata nova, a Mimi, que veio da rua para minha casa, e então acho que é por ainda não estar habituada ao calor do lar que frequentemente bufa e ferra e arranha. Já não bastava o outro gato do demo que mora comigo, agora há mais esta a juntar-se à festa. Só que a Mimi até para o outro é má. Eu não sei muito bem como vou resolver esta situação, deitá-la fora está fora de questão, mas estou farta de viver no medo. Sim, eu pelo-me de medo dela. Eu só lhe faço festas com luvas e casaco e só pego nela com uma manta a embrulhá-la, para o caso de ela se atirar mim. Eu tenho esperança que com o tempo ela vá melhorar, mas às vezes apetece-me ficar no escritório para sempre, para não ir para casa e lidar com ela...
08 fevereiro 2012
Da abstracção
Não gosto de fazer trabalhos para a faculdade. Prefiro fazer testes e exames. Isso ao menos é mais concreto. Um gajo (adoro dizer isto, um gajo) sabe que tem de estudar e acabou. Há slides e apontamentos com matéria, há obras de referência (que nunca se usam). É pegar nesse material todo e começar a estudar. Agora trabalhos... Ando ali à volta, à volta, a pesquisar na net, a ver numas obras o que é que se pode aproveitar, mas é tudo assim mais abstracto. Isto dos trabalhos parece-me sempre um bocado tanga. Nunca ficam grande coisa. Umas horas a pesquisar sobre o poder panóptico, por exemplo, não trarão nada de novo ao mundo, parece-me; é um bocado dizer o que já foi dito. Então quando é um trabalho de tema livre... Ui, isso ainda me faz mais confusão. Ao menos com um tema definido já sei sobre o que é que vou pesquisar e escrever. Se for sobre o que eu quiser, gasto 70% do tempo a pensar no tema. E depois começo a fazer sobre um tema e ponho-me a pensar se não teria sido melhor fazer sobre outro... Mil vezes testes e exames. Sempre me segui por este princípio ao longo do meu percurso académico e vou continuar, sempre que possível. Trabalhos só mesmo se for estritamente obrigatório, sem hipótese de escapar.
07 fevereiro 2012
Da exclusividade
Não gosto de irmãos. Gosto de ser filha única. Se calhar até gostaria de irmãos, se os tivesse, mas não tenho e não sinto falta. Odeio aquele ar de pena com que as pessoas olham para mim quando digo que sou filha única. Costumam dizer também que somos mimados, mas isso é só inveja, está provado. Não me parece que ser filha única seja assim tão mau. Aliás, sempre pensei nisso como uma vantagem. Tenho a atenção toda para mim. E antes pensava que se tivesse um irmão tinha apenas metade dos brinquedos, metade do quarto, metade de tudo. Assim não tive que dividir. Para além de que isso dos irmãos, lá mais para a frente, só serve para se chatearem quando os pais morrerem e tiverem de fazer as partilhas, é bastante típico. Comigo não haverá chatices, é tudo para mim. Eu gosto bastante de ser filha única. E todos os filhos únicos que conheço também gostam de ser filhos únicos. Por isso, pessoas, deixem-se desses olhares que nós dispensamos bem a vossa compaixão.
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