06 março 2012
Da lentidão
Não gosto das caixas self-service. Das do Jumbo, em particular. As do Continente parecem-me bem, à partida. Mas as do Jumbo dão sempre problemas. Tenho de estar sempre a chamar a assistente. Não sei se é de eu ser totó, se são mesmo as caixas que não funcionam bem. Sei que aquilo não é nada mais rápido, porque tenho de passar o produto, ficar à espera que a assistente venha (se calhar o problema não é só meu, porque realmente elas estão sempre ocupadas, ao contrário das do Continente, que estão sempre lá no sítio delas) e me resolva o problema. Passo novo produto e repete-se tudo de novo. Também vos acontece isto ou o problema é meu?
05 março 2012
Da promiscuidade
Não gosto de tunas (ainda dentro da temática da vida académica). Aquelas músicas são horrorosas. Desculpem mas não consigo gostar daquilo. Para além de que tenho sempre a ideia de que quem anda na tuna só lá anda para ter sexo. Os das tunas masculinas para engatarem gajas, qualquer uma, as das tunas femininas normalmente para engatarem os das tunas masculinas. Acredito que haja excepções e que andem lá pessoas que gostem mesmo de cantar/tocar, mas parecem-me ser poucas.
02 março 2012
Da humilhação
Não gosto da praxe. Acho isso ridículo hoje em dia. Mas calma, eu também passei por isso. Quando entrei para a faculdade, nos meus inocentes 18 anos, também fui praxada. Uma ou duas semanas apenas, não mais que isso, que eu não sou o palhacito de ninguém. Mas também nunca praxei ninguém, não me sentia no direito disso. Mas na minha faculdade, talvez por ter maioria absoluta de mulheres, a praxe nunca foi nada de extraordinário nem humilhante, como em muitas outras faculdades. Eram uns jogos, umas canções, não muito mais que isso. Hoje ando noutra instituição de ensino superior e tudo aquilo me parece ridículo. É obvio que eu agora tenho quase idade para ser mãe deles e seria impensável passsar por isso de novo, mas aquilo irrita-me profundamente. Primeiro, porque não é apenas a semana de recepção ao caloiro. É sempre, todas as semanas, sabe-se lá até quando. Segundo, porque eles mentem aos caloiros e dizem que quem não participa na praxe não se integra bem na vida académica. Mas que grande tanga! Pelo menos na minha outra faculdade, nunca ninguém foi discriminado por ser anti-praxe ou não participar nas actividades. Isso é só uma mentira que eles contam para meter medo aos caloiros e eles irem todos pra lá serem humilhados. E terceiro, aqueles 'doutores' (só se forem doutores da m***a, mas ok) irritam-me profundamente porque andam sempre com a porcaria do traje. Seja segunda, terça, sábado, domingo. Será que não têm mais roupa? Ou eles têm muitos trajes ou já ninguém se deve conseguir chegar perto deles. Pelo sim, pelo não, eu mantenho sempre uma distância de segurança de cinco metros.
01 março 2012
Da falsidade
Não gosto de mentiras, traições, omissões, falsidade, enganos, todas essas artimanhas que se usam para fazer as outras pessoas passarem por parvas/burras/otárias. Não entendo como há pessoas que conseguem fazer isto, que não têm consciência e princípios. Se calhar o problema é meu, que sou demasiado honesta. E por isso estas coisas surpreendem-me e desiludem-me imenso. It's a fucked up world we live in.
28 fevereiro 2012
Da adequação
Não gosto do vestido da Gwyneth Paltrow. Tinha de ser, se toda a gente fala dos Óscares, eu também quero. Não vi a cerimónia, não vi a maior parte dos filmes que estavam nomeados, vi apenas alguns vestidos nos sites do costume. E parece que toda a gente adorou o vestido da Gwyneth. Pessoalmente, achei aquela capa ridícula. Se ela fosse um Elfo, sim, ficava-lhe muito bem. Numa cerimónia dos Óscares, não gostei. Vi lá coisas bem mais bonitas, apesar de ter achado um bocado fraco no geral, pelo pouco que vi. Gostos...
27 fevereiro 2012
Da limpeza
Não gosto de ir a casa daquelas pessoas que andam a limpar atrás de nós. São aquelas pessoas que são obcecadas coma limpeza e até nos fazem sentir mal. Entramos e quase que nos pedem para tirar os sapatos à porta. Andamos e quase que vêm com uma esfregona atrás de nós a limpar por onde passamos. Se nos oferecem qualquer coisa para comer, apanham todas as migalhas que caem. Odeio ir a casa destas pessoas, não me sinto à vontade. Sinto que só fui lá poluir o mundinho pequenino delas. Eu concordo que se deixarmos cair um bocado de bolacha, por exemplo, o apanhemos na hora, até para não lhe passarmos por cima e criar mais lixo. Mas não vamos cair em exagero. Vamos deixar as migalhas no chão e, no fim, quando as pessoas forem embora, aspiramos o chão todo. Agora sermos polícias da limpeza não é muito agradável para os convidados. Se não querem pessoas em vossa casa a sujar, não as convidem. Eu não apareço sem ser convidada, disso podem ter a certeza.
24 fevereiro 2012
Da sensibilidade
Não gosto daqueles alarmes das lojas de electrodomésticos. Estou a falar dos alarmes que normalmente estão em itens pequenos e valiosos, como telemóveis, leitores de mp3 ou máquinas fotográficas. O que acontece é que aquilo é suposto existir para as pessoas poderem mexer no item, sem o roubar. Mas não é eficaz. Quer dizer, é, na parte do não roubar. Mas na parte do mexer deixa um bocado a desejar. Pegamos num telemóvel e basta fazer um gesto mais brusco para aquilo começar a apitar incessantemente. E depois não aparece ninguém para desligar aquilo, então temos de sair dali rápido antes de ficarmos surdos. Eu entendo que o propósito seja prevenir furtos, mas se calhar deviam fazer os dispositivos menos sensíveis aos movimentos. É chato para os clientes, que acabam por ter medo de mexer nas coisas, e é chato para os funcionários, que têm de andar sempre a desligar os alarmes.
23 fevereiro 2012
Da humildade
Não gosto de falsa modéstia. Daquelas pessoas que põem aquele ar de sonsas, mas no fundo estão a adorar ser elogiadas. Acho que é mais que normal as pessoas ficarem contentes e agradecerem um elogio. Afinal toda a gente gosta que apreciem as suas qualidades. Eu gosto e não vejo mal nenhum nisso. Agora quando alguém diz algo lisonjeador acerca de uma pessoa e essa pessoa põe aquela cara de 'ai não não, não é verdade', fartos de saber que é verdade, irrita-me imenso. Quando é que passou a ser regra as pessoas terem vergonha das suas qualidades? Tipo quando alguns comentários aqui dizem que eu escrevo bem (muito agradecida, já agora). Se eu escrevo de facto bem, porquê estar a dizer 'ai não, não, não é nada, escrevo mal e dou erros até'? Fico sempre a pensar que quem faz isso tem o seu quê de sonsice (sim, a palavra existe). É óbvio que também não gosto do oposto, pessoas que se gabam do que têm e do que não têm, mas também não vamos cair em extremos.
22 fevereiro 2012
Da humidade
Não gosto de limpar-me a toalhas molhadas. Não há nada pior do que acabar de tomar um banho quentinho e, quando nos vamos limpar, a toalha ainda estar húmida. Que desconsolo... Odeio quando me esqueço de pôr a toalha a secar e depois tenho de me limpar a ela, ainda meia molhada. É que se eu me lembrar antes de tomar banho, ainda dá tempo para ir buscar uma lavada. Agora se só vir depois do banho, já a escorrer água na banheira, não dá muito jeito ir buscar uma lavada. Ainda por cima agora no Inverno é muito mais difícil as toalhas secarem (tenho de ligar o desumidificador, senão não tenho hipótese) e é quando sabe mais mal (no Verão quase nem se nota). Maldito frio que não deixa as toalhas secarem!
16 fevereiro 2012
Da claridade
Não gosto de usar óculos de sol de manhã. O problema não será tanto a manhã em si, mas mais o ter acordado há pouco tempo. Provavelmente será a cara de sono. Faz-me impressão pôr óculos quando ainda acordei há pouco tempo. Sinto que está ali qualquer coisa que não pertence. E ainda por cima, tenho tido azar com o tempo. Este Inverno tem tido mais sol que os Verões escaldantes do Brasil, o que torna difícil a minha viagem para o trabalho, na auto-estrada, onde o Sol me cega impiedosamente, pelo retrovisor. Se a luz vier da frente, uso o método da pala do carro, para tapar a claridade possível, mas como é um reflexo, esse método não tem muita eficácia. Tenho então de vir com a mão a tapar o sol o caminho todo, ou até à curva mais à frente, onde já deixa de me aborrecer. Chuva, porque não voltas?
15 fevereiro 2012
Da selecção
Não gosto que só dê boa programação na televisão de madrugada. Durante o dia, enchem os canais de programas de caca, de novelas (TVI é oficialmente o pior canal, aí com 8 novelas a dar diariamente), de concursos da treta, de reality shows. De porcaria no geral. Mesmo no horário nobre, que é quando devia haver bons programas, é só novelas (safa-se a RTP2, com as séries das 22h30). Depois, a partir da 1h da manhã, começam a dar as coisas realmente boas, séries e filmes. Lembro-me quando ainda não trabalhava, era capaz de ficar até as 4h da manhã a ver televisão. E eu só tenho quatro canais. Mas tinha de aproveitar quando davam coisas de jeito. Hoje em dia não mudou muito. Não percebo bem esta estratégia das televisões. Quer dizer, se calhar até percebo, porque devem ser as novelas que dão maiores audiências aos canais. Mas e quem não gosta de novelas? (ok, tv cabo, got it...)
14 fevereiro 2012
Da imaginação
Não gosto do Dia de S. Valentim. Quer dizer, não é não gostar, é só meter-me um bocado de nojo tanto coração em todo o lado. Para já, isto foi uma apropriação comercial de uma tradição que não era nossa. Mas tudo é válido para encher os bolsos dos comerciantes de Euros. Depois, assim numa atitude forçada de auto-comiseração, gosto de imaginar-me como o Forever Alone, triste e sozinha para sempre. Não é verdade, mas eu sou assim meia doente e tenho tendência para o drama e para o delírio.
13 fevereiro 2012
Da mudança
Não gosto do Nuno Markl. Vou explicar como tudo começou. Eu conheço o Markl desde O Homem Que Mordeu o Cão, na Comercial, com o Pedro Ribeiro, o José Carlos Malato e a Ana Lamy, há muitos muitos anos. Desde essa altura que gostava muito dele. Entretanto ele saiu da Comercial, foi para a Antena 3 e depois voltou de novo à Comercial. Ele passou a ser uma pessoa diferente desde que se divorciou da Anabela e começou a namorar com a Ana Galvão. Foi para o ginásio, cortou a barba, tirou a carta, despachou os cães, entre outros. Ficou mais conhecido, começou a aparecer na televisão e nas revistas e de repente toda a gente o conhece. Nota-se que ficou um bocado com a mania. Para além de estar sempre a falar da Galvão e do filho. E pronto, deixei de gostar dele e de lhe achar a piada de outrora. Agora o Markl está bom para entreter velhinhas e senhoras de meia idade que lêem a Caras.
10 fevereiro 2012
Do revivalismo
Não gosto do revivalismo dos anos 80 que se tem vivido nos últimos tempos. Acho giro que demos valor às coisas esquecidas da nossa infância (para os que nasceram nos 80), mas o que é demais enjoa. O culpado disto tudo é o Nuno Markl e a sua Caderneta de Cromos. Sim senhor que no início aquilo até era engraçado e tal, mas agora já só se ouve falar disso e já mete nojo. Eu própria passei a detestar o Markl ainda mais (tema de um novo post). São os penteados dos anos 80, as roupas dos anos 80, os brinquedos dos anos 80, a música dos anos 80, os filmes e séries dos anos 80... De repente, tudo o que é dos anos 80 é super espectacular. Não duvido que para o senhor Markl isto tenha sido um bom negócio (com livros e concertos e tudo), mas para o comum dos mortais, que não ganha nada com isso, se calhar já chega.
09 fevereiro 2012
Da (in)domabilidade
Não gosto de gatos maus. Eu adoro gatos, aliás, ali o gato de lado no blog deve dar para entender, mas não de gatos maus. Não sei se a palavra é maus, porque eu acho que eles não são verdadeiramente maus. Há alguns que são assim mais silvestres, como diz a minha veterinária. Ou são assustados ou tímidos e isso dá-lhes para atacar, mas isso é a natureza deles. Tenho uma gata nova, a Mimi, que veio da rua para minha casa, e então acho que é por ainda não estar habituada ao calor do lar que frequentemente bufa e ferra e arranha. Já não bastava o outro gato do demo que mora comigo, agora há mais esta a juntar-se à festa. Só que a Mimi até para o outro é má. Eu não sei muito bem como vou resolver esta situação, deitá-la fora está fora de questão, mas estou farta de viver no medo. Sim, eu pelo-me de medo dela. Eu só lhe faço festas com luvas e casaco e só pego nela com uma manta a embrulhá-la, para o caso de ela se atirar mim. Eu tenho esperança que com o tempo ela vá melhorar, mas às vezes apetece-me ficar no escritório para sempre, para não ir para casa e lidar com ela...
08 fevereiro 2012
Da abstracção
Não gosto de fazer trabalhos para a faculdade. Prefiro fazer testes e exames. Isso ao menos é mais concreto. Um gajo (adoro dizer isto, um gajo) sabe que tem de estudar e acabou. Há slides e apontamentos com matéria, há obras de referência (que nunca se usam). É pegar nesse material todo e começar a estudar. Agora trabalhos... Ando ali à volta, à volta, a pesquisar na net, a ver numas obras o que é que se pode aproveitar, mas é tudo assim mais abstracto. Isto dos trabalhos parece-me sempre um bocado tanga. Nunca ficam grande coisa. Umas horas a pesquisar sobre o poder panóptico, por exemplo, não trarão nada de novo ao mundo, parece-me; é um bocado dizer o que já foi dito. Então quando é um trabalho de tema livre... Ui, isso ainda me faz mais confusão. Ao menos com um tema definido já sei sobre o que é que vou pesquisar e escrever. Se for sobre o que eu quiser, gasto 70% do tempo a pensar no tema. E depois começo a fazer sobre um tema e ponho-me a pensar se não teria sido melhor fazer sobre outro... Mil vezes testes e exames. Sempre me segui por este princípio ao longo do meu percurso académico e vou continuar, sempre que possível. Trabalhos só mesmo se for estritamente obrigatório, sem hipótese de escapar.
07 fevereiro 2012
Da exclusividade
Não gosto de irmãos. Gosto de ser filha única. Se calhar até gostaria de irmãos, se os tivesse, mas não tenho e não sinto falta. Odeio aquele ar de pena com que as pessoas olham para mim quando digo que sou filha única. Costumam dizer também que somos mimados, mas isso é só inveja, está provado. Não me parece que ser filha única seja assim tão mau. Aliás, sempre pensei nisso como uma vantagem. Tenho a atenção toda para mim. E antes pensava que se tivesse um irmão tinha apenas metade dos brinquedos, metade do quarto, metade de tudo. Assim não tive que dividir. Para além de que isso dos irmãos, lá mais para a frente, só serve para se chatearem quando os pais morrerem e tiverem de fazer as partilhas, é bastante típico. Comigo não haverá chatices, é tudo para mim. Eu gosto bastante de ser filha única. E todos os filhos únicos que conheço também gostam de ser filhos únicos. Por isso, pessoas, deixem-se desses olhares que nós dispensamos bem a vossa compaixão.
06 fevereiro 2012
Da ineficácia
Não gosto daquelas bolinhas em rede para fazer chá. Não sei se estão a ver ao que me refiro. Umas bolas que se põe lá dentro as ervas e mete-se na caneca. Essa bolas são o maior engodo de sempre. Eu, inexperiente, cheguei a comprar duas. Depois percebi que vai acontecer sempre o mesmo, por mais bolas que compre. Aquilo começa a alargar e o chá sai todo. Bebemos erva, em vez de beber chá. Alguém conhece assim algum método que seja fácil e eficaz para fazer chá com ervas? O melhor chá vende-se ao quilo e não em saquetas da Lipton, por isso queria mesmo arranjar uma forma de o fazer rapidamente, sem ter de coar o chá vezes sem conta.
02 fevereiro 2012
Da vaidade
Não gosto do termo lusodescendentes ou derivados. Não é tanto a palavra em si que me aborrece, é o contexto em que é normalmente usada. É sempre para tentar mostrar que os portugueses afinal não são uma porcaria, como toda a gente pensa, mas também são pessoas de sucesso. Lembro-me sempre quando a Nelly Furtado ficou conhcida, sempre que se ouvia falar dela, lá vinha o apêndice 'luso-canadiana'. 'A luso-canadiana Nelly Furtado isto, a luso-canadiana Nelly Furtado aquilo', sempre numa de tentar provar que ela não era só canadiana; ela pode ser conhecida, mas isso tudo é por causa dos pais que são portugueses. 'Luso-descendente eleita Miss Venezuela 2010', 'A primeira parte do concerto de James Morrison vai ficar a cargo da luso-britânica Mia Rose'. 'Acidente mata seis luso-descendentes' - ok, afinal não é só para mostrar que são bem-sucedidos... Mas o termo em si irrita-me, seja em que contexto for usado. Não sei, para mim tem o efeito completamente oposto ao pretendido, lembra-me a tacanhez e pequenez típica dos portugueses.
01 fevereiro 2012
Do conhecimento
Não gosto de me armar em sabichona. Porque não sou. Mas às vezes não tenho como não ficar admirada com a falta de conhecimento das pessoas. Ou se calhar não é assim tão grave e estou a exagerar. Nas últimas duas semanas, com pessoas diferentes, surgiu, por coincidência, o assunto 'Fausto' (num caso acerca do nome do futuro filho do Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, noutro acerca do adjectivo mefistofélico). Qual o meu espanto quando descobri que pelo menos cinco pessoas, que eu até tinha em boa conta, nunca tinham ouvido falar do Fausto. Houve até uma que respondeu 'Sim, conheço o Fausto, o cantor.' E até pode ter a ver com a minha formação de base; apesar de eu nunca ter estudado nada sobre Fausto ou sobre Goethe, é normal que tenha uma diferente apetência para conhecimentos na área literária, mas eu pensei que este era um mito sobejamente conhecido. Porque não é preciso ter lido o Fausto (eu própria tenho o livro, mas não li, é em verso...) para conhecer a história, é uma referência recorrente de livros e filmes e tudo. E não gosto de me armar em sabichona, mas acho que quando me disseram que não sabiam quem era devo ter feito inconscientemente aquela cara de enfado/espanto/impaciência que faço quando as pessoas são totós. Agora digam-me se o defeito é meu e se estou a ser presunçosa: vocês sabem quem foi o Fausto e qual é a sua história?
31 janeiro 2012
Da sede
Não gosto quando vou almoçar ou jantar ao shopping (normalmente é lá que isto mais acontece), peço o prato e, quando me perguntam o que quero para beber, eu respondo que não quero nada e então acontece a tragédia. Eu acho que as pessoas que trabalham na restauração não estão preparadas para ouvir os clientes dizerem que não bebem nada. Primeiro, perguntam de novo, ou porque não perceberam bem o que respondemos, ou porque querem fazer-nos mudar de ideias ou então só mesmo para terem a certeza absoluta que há alguém que não quer beber nada com a sua refeição. Quando repetimos que não queremos nada fazem aquele olhar de 'freak...' e finalmente deixam-nos em paz. Agora, para toda a gente que trabalha em restauração (ou para quem conhece essas pessoas, que faça o favor de transmitir a mensagem): é assim tão difícil entender que há quem não beba nada quando come? Essas pessoas exsitem de facto, não são um mito, e eu sou uma delas, ok? Não bebo às refeições, não sinto necessidade (há comidas que exigem bebida, mas essas são a excepção). Por isso, parem de me impingir bebidas.
30 janeiro 2012
Do desconforto
Não gosto de adormecer no sofá. Isto tem acontecido muitas vezes ultimamente. Tenho dormido pouco, então basta ficar ali 15 minutos no relax, que caio logo num sono de Bela Adormecida (eu era bem capaz de dormir durante 100 anos...). Não tenho conseguido ver nenhuma série ou filme, precisamente porque adormeço logo nos primeiro minutos. O que me chateia mais é que adormeço em posições verdadeiramente desconfortáveis (nem isso me impede de adormecer) e depois acordo cheia de dores no corpo. No sábado, nem conseguia andar, porque dei um qualquer jeito às costas e doíam-me imenso ao caminhar. Fico irritada por dois motivos. Primeiro, porque não consigo ver as séries e filmes que quero, o que me causa aborrecimento porque depois fico sempre atrasada e é mais difícil compensar porque não tenho muito tempo para ver durante a semana. Segundo, porque durmo toda desconfortável e, se era para dormir, ao menos ia para a cama e dormia bem e não desperdiçava horas de sono só para ficar com torcicolos e marcas da roupa no corpo.
26 janeiro 2012
Da protelação
Não gosto de ler livros que não gosto. Eu vou explicar o ciclo: eu acabo de ler um livro, começo a ler um livro novo, esse livro novo não me agrada muito. No entanto, eu não gosto de me dar por vencida e de desistir, e, por mais que não esteja a gostar, penso sempre que tenho de continuar, que mais para a frente o livro pode começar a melhorar... Mas depois, como eu não estou a gostar, acabo por não ler mais e deixar o livro esquecido. Mas como supostamente ainda estou a ler esse, não começo um novo. Então sou capaz de estar assim semanas, sem ler nada. Até ao dia em que, corajosamente, admito que não estou a gostar nada do livro e não o quero continuar a ler. Aí finalmente arrumo-o na prateleira e escolho um novo. Este processo de admitir que não gosto de um livro é muito penoso para mim. Acho que finalmente me sinto em condições de admitir que não gosto do Mário de Carvalho. Depois de três livros (só dou três oportunidades aos escritores) dele em que desisti, bem antes de chegar a meio, acho que é tempo de admitir a realidade. Posso agora dedicar-me ao 'A Viagem do Elefante' sem remorsos.
23 janeiro 2012
Da subserviência
Não gosto de pessoas que começam a namorar e deixam de ter opiniões. Toda a gente tem um amigo (ou amiga) que é assim. Era uma pessoa muito fixe, tudo normal, até ao dia em que finalmente arranja namorada. Então aí deixa de ser ele para adoptar as opiniões e vontades da namorada. Deixa de aparecer em tudo o que é evento social, pois agora convive quase exclusivamente com a namorada nova e respectiva família. Deixa de atender o telefone, responder aos mails e mensagens. A namorada é que decide a que jantares eles vão e quando é que vão ter com os amigos dele. Ele passa a ser um pau-mandado, sem opinião própria, completamente domesticado. Às vezes há pessoas que vemos logo que vão ser deste tipo, às vezes há outras que nos supreendem por serem tão bananas. Se calhar, cada um tem mesmo aquilo que merece.
20 janeiro 2012
Da caridade
Não gosto de caridade. De dar coisas para caridade. A partir de agora. Há coisas impressionantes. Realizámos aqui na empresa uma recolha de bens no Natal (roupa, comida...) para darmos a uma instituição de caridade, imbuídos do espírito de partilha e entreajuda. No final, tudo arrumado, deu nove caixotes de roupa mais a comida. Eis que ligamos para a instituição a quem decidimos oferecer a nossa ajuda (que eu não vou referir o nome mas que começa por 'C' e acaba em 'ruz Vermelha'), para eles virem buscar os caixotes. Ai que não podiam, que não lhes davam muito jeito, que as carrinhas não sei quê. Desculpas e mais desculpas, estiveram ali os caixotes um mês à espera, até que alguém daqui se fartou e foi lá levar. E agora digam-me, acham que há vontade para dar alguma coisa? Pedimos às pessoas para contribuírem, fazemos a recolha, e depois a vontade de receber e de se mexerem é pouca. Por mim, nem que deitasse as coisas no lixo, não ia lá levar nada, depois desta atitude. De certeza que haveria muito mais pessoas ou instituições interessadas em receber o que tínhamos para dar. Cruz Vermelha, vai-te catar!
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