01 fevereiro 2012

Do conhecimento

Não gosto de me armar em sabichona. Porque não sou. Mas às vezes não tenho como não ficar admirada com a falta de conhecimento das pessoas. Ou se calhar não é assim tão grave e estou a exagerar. Nas últimas duas semanas, com pessoas diferentes, surgiu, por coincidência, o assunto 'Fausto' (num caso acerca do nome do futuro filho do Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, noutro acerca do adjectivo mefistofélico). Qual o meu espanto quando descobri que pelo menos cinco pessoas, que eu até tinha em boa conta, nunca tinham ouvido falar do Fausto. Houve até uma que respondeu 'Sim, conheço o Fausto, o cantor.' E até pode ter a ver com a minha formação de base; apesar de eu nunca ter estudado nada sobre Fausto ou sobre Goethe, é normal que tenha uma diferente apetência para conhecimentos na área literária, mas eu pensei que este era um mito sobejamente conhecido. Porque não é preciso ter lido o Fausto (eu própria tenho o livro, mas não li, é em verso...) para conhecer a história, é uma referência recorrente de livros e filmes e tudo. E não gosto de me armar em sabichona, mas acho que quando me disseram que não sabiam quem era devo ter feito inconscientemente aquela cara de enfado/espanto/impaciência que faço quando as pessoas são totós. Agora digam-me se o defeito é meu e se estou a ser presunçosa: vocês sabem quem foi o Fausto e qual é a sua história?

31 janeiro 2012

Da sede

Não gosto quando vou almoçar ou jantar ao shopping (normalmente é lá que isto mais acontece), peço o prato e, quando me perguntam o que quero para beber, eu respondo que não quero nada e então acontece a tragédia. Eu acho que as pessoas que trabalham na restauração não estão preparadas para ouvir os clientes dizerem que não bebem nada. Primeiro, perguntam de novo, ou porque não perceberam bem o que respondemos, ou porque querem fazer-nos mudar de ideias ou então só mesmo para terem a certeza absoluta que há alguém que não quer beber nada com a sua refeição. Quando repetimos que não queremos nada fazem aquele olhar de 'freak...' e finalmente deixam-nos em paz. Agora, para toda a gente que trabalha em restauração (ou para quem conhece essas pessoas, que faça o favor de transmitir a mensagem): é assim tão difícil entender que há quem não beba nada quando come? Essas pessoas exsitem de facto, não são um mito, e eu sou uma delas, ok? Não bebo às refeições, não sinto necessidade (há comidas que exigem bebida, mas essas são a excepção). Por isso, parem de me impingir bebidas.

30 janeiro 2012

Do desconforto

Não gosto de adormecer no sofá. Isto tem acontecido muitas vezes ultimamente. Tenho dormido pouco, então basta ficar ali 15 minutos no relax, que caio logo num sono de Bela Adormecida (eu era bem capaz de dormir durante 100 anos...). Não tenho conseguido ver nenhuma série ou filme, precisamente porque adormeço logo nos primeiro minutos. O que me chateia mais é que adormeço em posições verdadeiramente desconfortáveis (nem isso me impede de adormecer) e depois acordo cheia de dores no corpo. No sábado, nem conseguia andar, porque dei um qualquer jeito às costas e doíam-me imenso ao caminhar. Fico irritada por dois motivos. Primeiro, porque não consigo ver as séries e filmes que quero, o que me causa aborrecimento porque depois fico sempre atrasada e é mais difícil compensar porque não tenho muito tempo para ver durante a semana. Segundo, porque durmo toda desconfortável e, se era para dormir, ao menos ia para a cama e dormia bem e não desperdiçava horas de sono só para ficar com torcicolos e marcas da roupa no corpo.

26 janeiro 2012

Da protelação

Não gosto de ler livros que não gosto. Eu vou explicar o ciclo: eu acabo de ler um livro, começo a ler um livro novo, esse livro novo não me agrada muito. No entanto, eu não gosto de me dar por vencida e de desistir, e, por mais que não esteja a gostar, penso sempre que tenho de continuar, que mais para a frente o livro pode começar a melhorar... Mas depois, como eu não estou a gostar, acabo por não ler mais e deixar o livro esquecido. Mas como supostamente ainda estou a ler esse, não começo um novo. Então sou capaz de estar assim semanas, sem ler nada. Até ao dia em que, corajosamente, admito que não estou a gostar nada do livro e não o quero continuar a ler. Aí finalmente arrumo-o na prateleira e escolho um novo. Este processo de admitir que não gosto de um livro é muito penoso para mim. Acho que finalmente me sinto em condições de admitir que não gosto do Mário de Carvalho. Depois de três livros (só dou três oportunidades aos escritores) dele em que desisti, bem antes de chegar a meio, acho que é tempo de admitir a realidade. Posso agora dedicar-me ao 'A Viagem do Elefante' sem remorsos.

23 janeiro 2012

Da subserviência

Não gosto de pessoas que começam a namorar e deixam de ter opiniões. Toda a gente tem um amigo (ou amiga) que é assim. Era uma pessoa muito fixe, tudo normal, até ao dia em que finalmente arranja namorada. Então aí deixa de ser ele para adoptar as opiniões e vontades da namorada. Deixa de aparecer em tudo o que é evento social, pois agora convive quase exclusivamente com a namorada nova e respectiva família. Deixa de atender o telefone, responder aos mails e mensagens. A namorada é que decide a que jantares eles vão e quando é que vão ter com os amigos dele. Ele passa a ser um pau-mandado, sem opinião própria, completamente domesticado. Às vezes há pessoas que vemos logo que vão ser deste tipo, às vezes há outras que nos supreendem por serem tão bananas. Se calhar, cada um tem mesmo aquilo que merece.

20 janeiro 2012

Da caridade

Não gosto de caridade. De dar coisas para caridade. A partir de agora. Há coisas impressionantes. Realizámos aqui na empresa uma recolha de bens no Natal (roupa, comida...) para darmos a uma instituição de caridade, imbuídos do espírito de partilha e entreajuda. No final, tudo arrumado, deu nove caixotes de roupa mais a comida. Eis que ligamos para a instituição a quem decidimos oferecer a nossa ajuda (que eu não vou referir o nome mas que começa por 'C' e acaba em 'ruz Vermelha'), para eles virem buscar os caixotes. Ai que não podiam, que não lhes davam muito jeito, que as carrinhas não sei quê. Desculpas e mais desculpas, estiveram ali os caixotes um mês à espera, até que alguém daqui se fartou e foi lá levar. E agora digam-me, acham que há vontade para dar alguma coisa? Pedimos às pessoas para contribuírem, fazemos a recolha, e depois a vontade de receber e de se mexerem é pouca. Por mim, nem que deitasse as coisas no lixo, não ia lá levar nada, depois desta atitude. De certeza que haveria muito mais pessoas ou instituições interessadas em receber o que tínhamos para dar. Cruz Vermelha, vai-te catar!

19 janeiro 2012

Do espectáculo

Não gosto de circo. É horrível todo aquele espectáculo. Confesso que não vou ao circo desde miúda, mas suponho que não tenha mudado muito. Os animais a fazerem habilidades (depois de serem maltratados para as fazerem), os palhaços (ridículo, aquilo não tinha a mínima piada quando eu tinha 5 anos, hoje em dia deve ser mil vezes pior), nos circos melhores, os trapezistas e ginastas e isso tudo (os típicos artistas de circo)... Nada no circo me parece apelativo. Não sei, posso estar a ser preconceituosa, mas não gosto das pessoas que trabalham no circo. Lembro-me sempre do Austin Powers quando diz 'Carnies. Circus folk. Nomads, you know. Smell like cabbage. Small hands.' Nem gosto nada do que fazem aos animais, e por isso, mesmo que gostasse de circo, nunca na vida lá poria os pés. Para além disto, quando era miúda, na minha última incursão ao circo (todos os anos no Natal davam bilhetes ao meu pai no trabalho, para mal dos meus pecados), perdi a minha boneca preferida, e por isso o meu ódio passou a ser ainda maior. Para castigo maior, também todos os anos, em frente ao meu local de trabalho, no Natal, um circo qualquer monta a tenda, o que me lembra todos os dias quanto os odeio a todos.

17 janeiro 2012

Da insistência

Não gosto quando falto porque tenho testes ou exames e depois, quando venho trabalhar, toda a gente me pegunta como correu. Eu percebo que até é simpático, e até mostra atenção (ou cinismo, mas vamos passar à frente), mas quer dizer... sou eu. As pessoas já me conhecem, ou deviam conhecer, para saberem que eu desprezo estas coisas. Às vezes até posso ser desagradável com as pessoas por não ter estas atitudes quando são elas. Nunca pergunto a ninguém como correu, quero lá saber. Como eu não gosto que me perguntem, eu própria também não pergunto. Acho que é uma pergunta desnecessária e chata. Sei lá como correu! Sei que fiz para lá qualquer coisa, agora sei lá se está bem ou não, se vou tirar 4 ou 17. A partir de agora vou dizer sempre 'Ui correu super bem. Vou acertar em tudo e tirar 20' só para chatear. Pessoas... que praga maldita.

12 janeiro 2012

Da volatilidade

Não gosto de pessoas que não gostam e não comem bacalhau o ano todo, mas depois no Natal já comem e até lhes sabe muito bem. Isto é parvo. Ou gostam ou não gostam. Não há cá isso de não gostar num dia, no dia seguinte já gostar e depois não gostar de novo. São pessoas troca-tintas, que têm de ser mais assertivas e decidir se querem gostar ou não de bacalhau. O ano inteiro. Para sempre.

11 janeiro 2012

Dos obstáculos

Não gosto de motas. De pessoas que andam em motas. Não de todas, mas principalmente de scooters e outras motas de baixa cilindrada. Não gosto porque é normal estas pessoas se meterem à frente dos carros, porque têm uma mota e vão ultrapassar. Mas depois como aquilo não anda nada, vão ali à nossa frente sempre a chatear. Nem o pai morre, nem a gente almoça. Ao menos os donos de motas de alta cilindrada ultrapassam-nos e daí a segundos já os perdemos de vista. Os das scooters não. Então nos semáforos, quando se põem assim à nosssa frente, à esquerda, a impedir-nso de andar, mas depois o semáforo abre e eles ainda lá estão, e continuam a estar e demoram e demoram... Quantas vezes já desejei que caíssem, só para saírem da frente. Odeio as pessoas das motas.

09 janeiro 2012

Da influência

Não gosto de cunhas. Não gosto que toda a gente tenha cunhas menos eu. Já que praticamente toda a gente beneficia da bela da cunha, seja para arranjar um bom trabalho, para ter desconto num carro novo ou para fazerem lipoaspirações sem pagarem, eu também gostava de conhecer pessoas poderosas e influentes para me poderem beneficiar. Mas não, eu sou pobre e só conheço outros pobres como eu, por isso quando quero alguma coisa tenho de lutar para a conseguir. Às vezes sinto que sou a única parva e que todos os outros se safam de alguma maneira. Já nem vou pregar quão más são as cunhas e a corrupção, porque cada vez mais isso existe e só não se safa quem é tanso. Eu só queria deixar de ser tansa e ter também acesso aos benefícos. Anyone?

06 janeiro 2012

Da pressão

Não gosto de pressão. Eu trabalho bem sob pressão, por exemplo quando tenho um prazo apertado, não me deixo afectar muito pela falta de tempo, servindo até como incentivo extra. O tipo de pressão que me incomoda é a pressão para ser boa. Para continuar a ser boa, mais especificamente. Vou exemplificar. Tirei 19 num teste de uma cadeira. Para a nota final, ainda falta mais um teste e um trabalho. E agora estou em pânico. Porque não quero desiludir, não quero baixar a nota. Agora tudo abaixo de 18, pelo menos, é uma falha da minha parte. Entreguei o trabalho cheia de medo, porque ficou uma porcaria (odeio fazer trabalhos - ideia para post) e agora tenho de estudar imenso para o teste que falta. Porque não quero baixar a fasquia. Chateia-me mais tirar agora 15 depois de ter tirado um 19 do que se fosse ao contrário. Com o blog, por exemplo, passa-se o mesmo. Quando vejo que tenho mais um seguidor, penso logo que vou ficar sem inspiração, que só vou escrever posts de caca e que eles rapidamente vão deixar de gostar do que eu escrevo. A pressão para manter o nível é grande e eu tenho medo de ser fraca, mais fraca. Por favor, continuem a gostar de mim... (smile).

05 janeiro 2012

Da saúde

Não gosto de chá verde. Parece que aquilo faz bem a muitas coisas, é muito saudável aparentemente, mas não será para mim. Não consigo beber, sabe a erva (e espero que não apareça nenhum espertinho a fazer aquela pergunta estúpida: como é que sabes, ja comeste erva?). Adoro chá e nem sou assim muito esquisita, só não gosto de chás assim mentolados e/ou frescos, tipo com mentol e camomila, e o famoso chá verde. O único sítio onde consigo beber e gosto, por incrível que pareça, é quando vou comer sushi, a acompanhar a refeição - deve ser por ser chá japonês.

04 janeiro 2012

Da ordem

Não gosto de desorganização. Eu confesso que peco por organização mais, sou até um bocado obcecada (por exemplo, consigo saber perfeitamente quando alguém andou a mexer nas minhas coisas por estarem 1 cm fora do sítio) e se calhar não é preciso ser assim, mas há pessoas que vivem praticamente no meio do lixo. Por exemplo, aqui no escritório, certas pessoas já nem devem saber qual a cor da secretária, por estar coberta de papelada e inutilidades há tanto tempo. Um bocado ao estilo da repartição de Finanças aqui da zona, onde eles não têm móveis praticamente, pousam os computadores e demais utensílios em molhos gigantescos de papel. Não sei como é possível alguém trabalhar assim. Como é possível encontrarem alguma coisa no meio disso tudo. Como é possível que não vivam baratas lá no meio... Em casa é igual. Pilhas de louça por lavar, montes de roupa, coisas fora do sítio e coisas do género também me fazem espécie. Sou uma freak da organização.

03 janeiro 2012

Da exclusividade

Não gosto da Nespresso. Não sei se o café é bom ou não, eu não bebo. Aparentemente é, senão aquilo não vendia tanto. O que me mete nojo, e provavelmente a causa principal de todo o sucesso da marca, é a exclusividade da marca. O facto de só poder ser comprado nas lojas da Nespresso (que aqui na zona do Porto são apenas duas) e não em qualquer supermercado. Mete-me nojo ir às lojas Nespresso e estar uma funcionária a dar tickets às pessoas que chegam, estarem milhares de pessoas à nossa frente e termos de esperar para sempre e depois, quando acabamos de pagar, virem trazer a saca do café quase à porta. Mete-me nojo tanta snobice. Eu não gosto de café, mas, se gostasse, nunca na vida compraria uma Nespresso. Seria o meu protesto. Preferia uma máquina mais foleira, mas que não tivesse tanto a mania.

02 janeiro 2012

Do falhanço

Não gosto de passagens de ano. Principalmente por causa daquela ideia, que já aqui falei, que temos todos a obrigação de nos divertirmos. Tem de ser uma noite espectacular, obrigatoriamente. Pois, mas, como eu já estava à espera, a minha noite foi um fail. Passei a meia-noite a correr para conseguir chegar a tempo junto dos meus amigos. Não consegui - fail. Depois fomos para um sítio tão mas tão mau, que tive de me embebedar para conseguir gozar com a situação. Comecei o ano rodeada de hipsters, de óculos de massa, gravata e a dançarem lindyhop ou lá que ca***** é aquilo - fail. Gostei especialmente da cinemateca lá do sítio onde passava em loop uma curta de três minutos que era um plano praticamente estático, rodado a 90º, de uns regadores pousados no chão - fail. Depois todo aquele aspecto de alternativo lá do sítio, com os sem-abrigo a dormirem nas escadas de acesso - fail. Parecia que estava na twilight zone. Acho que até chegou a ser bom de tão mau que era. Conhecem esse conceito, tipo os filmes chunga, que até acabam por ter piada de tão maus que são? Pronto, foi assim. Ah, nada como uma passagem de ano fail para começar bem o ano!

29 dezembro 2011

Da debilidade

Não gosto de ficar doente perto de fins de semana grandes. Não gosto nunca, mas a doença atinge-me sempre nos fins de semana, férias, pontes... O que é chato, porque me impede de gozar devidamente os meus dias off. Estive assim meia adoentada até ontem, mas até estava a melhorar. Eis que hoje acordo como se me tivesse caído o mundo em cima. Escusado dizer que amanhã tenho ponte que será muito provavelmente passada na cama. E com a minha sorte, na passagem de ano ainda estarei doente. Whatever, também não ligo muito a isso. Há sempre aquela obrigação de nos divertirmos imenso e acaba sempre por ser um fail. Independentemente disso, boas entradas em 2012 para todos!

28 dezembro 2011

Da imposição

Não gosto que as pessoas se colem a mim. Logo eu que odeio pessoas no geral. Se combino ir almoçar com alguém do trabalho e mais algum idiota ouve, diz logo que também vem. Se vou ao shopping e alguém sabe, também precisam de comprar não sei o quê e colam-se a mim, quicá para poupar combustível nestes tempos de crise. As pessoas nao sabem ser independentes e ir almoçar ou fazer compras sozinhas? Ou não sabem que é má educação fazerem-se de convidadas? Se eu quiser que alguém venha, posso perfeitamente formular um convite, que deixa antever a minha abertura para usufruir da companhia de outrem. Obrigam-me a ter de combinar tudo quase em segredo, em cochichos ou no Messenger, para mais ninguém ouvir. Que mania de se imporem às pessoas. Depois, claro, obrigam-me a inventar desculpas do arco da velha para me livrar destas situações. 'Sim, vamos almoçar, mas o restaurante só tem duas mesas e não cabe mais ninguém'. 'Sim, vou ao shopping, mas tenho de ir rápido porque depois ainda vou a casa'. 'O meu carro é de dois lugares e já não cabes' (esta é verdadeira e é a maior benção - carros de dois lugares, onde cabe apenas mais uma pessoa, essa realmente desejada).

27 dezembro 2011

Do susto

Não gosto daquelas mãos para pôr anéis. Para quem não sabe o que é, pode ver aqui (http://3.bp.blogspot.com/_7LMP_gz-KSU/SmzcGOSgpZI/AAAAAAAAAfw/MgZRm4YohUU/s1600-h/maos+porta+aneis.jpg) uma foto. Eu sei que é só uma mão em cerâmica ou plástico, mas acho-as assustadoras. Ainda há pouco tempo estava numa loja e de repente entro na secção onde estavam estas mãos, com duas estantes cheias delas. Que susto, parecia que estava no laboratório do Dr. Victor Frankenstein. Saí de lá a correr. Foi arrepiante. Para além de serem super freaks, não me parecem ser nada práticas, pois para usar um anel que esteja lá no fundo, temos de tirar todos os outros que estejam por cima. Isso ou pomos lá só cinco anéis, mas ter uma mão destas para pôr apenas cinco anéis é desperdício. Não sei quem se lembrou de inventar este acessório, mas eu vou-me ficar pelas tradicionais caixas para guardar os meus anéis.

PS: Não pedi permissão para usar a imagem. Caso o autor o entenda, basta pedir e eu removo.

26 dezembro 2011

Da melodia

Não gosto de musicais. Filmes em que parece tudo normal ate alguém se levantar e começar a cantar, do nada. E depois há alguém que se junta e, às vezes, ainda começam também a dançar, para piorar as coisas. Não gosto, não consigo gostar, não me parece natural. Vi o Moulin Rouge todo em fast forward. O Sweeney Todd tentei ver, mas não consegui mais do que alguns segundos. Não percebo o encanto dos musicais. Mesmo nos filmes de animação, em que o target são as crianças, aquilo faz-me muita confusão. Se estou a  ver alguma série que costumo seguir e por acaso alguém começa a cantar (por exemplo, no Family Guy ou o episódio especial do How I met your mother) passo sempre esses momentos o mais rápido possível e tento esquecer que alguma vez existiram. Odeio musicais e não percebo como há pessoas suficientes a gostarem para os musicais não serem erradicados da Terra dde uma vez por todas.

23 dezembro 2011

Da preguiça

Não gosto dos tags no Facebook como forma de desejar Bom Natal. Agora é assim: toda a gente arranja uma foto natalíciia (uma árvore, umas bolas, qualquer coisa relacionado com a época), faz um tag a todos os amigos e já está. Não gosto disso. As pessoas são preguiçosas. Eu nem faço questão que me mandem nada a desejar boas festas, eu própria já há muito que me deixei disso, mas prefiro não receber nada do que receber isso. É muito impessoal e preguiçoso. Se alguém nos quer desejar mesmo bom Natal, que ligue, mande uma SMS ou uma mensagem no Facebook até, pronto, mas uma coisa mais pessoal, e não um tag para 73 pessoas. Para isso, mais vale não fazer nada. Se eu tivesse o vosso Facebook, caros leitores, enviava uma mensagem a cada um, personalizada, a desejar tudo de bom nesta época de festa. Como não tenho, resta-me desejar um bom Natal a todos, com tudo a que têm direito (nomeadamento prendas e comida) e que segunda-feira estejamos cá todos de novo, felizes, cheios de tralha inútil e com mais 2 kg por causa de todos os doces que ingerimos. Até lá!

21 dezembro 2011

Do alvoroço

Não gosto de ter de usar serviços públicos. Segurança Social, Finanças e outros que tais. Mas chega sempre o dia em que é mesmo preciso. E então lá vamos nós, descrentes mas ainda com alguma esperança de encontrar alguém competente e que saiba o que fazer. Errado. Chego lá e peço um formulário e, entre três funcionários, duas subordinadas e um chefe, ninguém sabe o que é nem para que serve (apesar de não parecerem novos na função). Óptimo. O que me apetece mesmo é ir à SS dizer-lhes como fazer o seu trabalho. Chega ao meio dia e uma das funcionárias avisa logo que está na sua hora de almoço e sai a correr, deixando os outros dois em aflição, enquanto me amaldiçoam por ter ido lá perturbar a sua paz (a outra funcionária disse mesmo 'oh menina, pôs-nos todos em alvoroço' (sic)). Eis que o brilhante chefe, depois de mais de quinze minutos à procura de um formulário que teima em não aparecer, tem a ideia fantástica de alterar um qualquer formulário existente e escrever lá a caneta o número do formulário que eu preciso. Awesome, como é que ninguém se lembrou disso antes... Finalmente vim embora, com a sensação de que o que fui lá fazer não vai servir de nada e vou ter de ir lá mais cinco vezes chatear-me a sério. Nestas alturas, eu penso que tirar-lhes o subsídio de férias e o de Natal é pouco. Deviam tirar-lhes ordenados inteiros.

19 dezembro 2011

Da incompetência

Não gosto da PT. Ou da Sapo. Ou de qualquer outra das empresas do grupo. Tive Sapo há muito anos e não gostei muito do serviço. Mudei para Clix há 3 ou 4 anos e nunca tive uma única queixa. As facturas sempre em ordem, a net nunca caiu, as velocidades são bastante boas, apesar de eu ter uma linha telefónica com mais de 30 anos, e vou beneficiando constantemente dos aumentos de velocidade, enquanto o preço da mensalidade se mantém. Instalei Sapo na minha casa nova, pois não tinha cobertura Clix, e logo na primeira factura cobram-me mais 4€. Acharam que o pacote de chamadas ilimitadas era bom para mim e resolveram cobrar-mo, sem eu pedir nada. Vai-se a ver e até se preocupam com o meu bem-estar e fornecem-me serviço personalizado... Liguei, reclamei, 'ah sim senhora, tem razão, vamos fazer o crédito'. Segunda factura, crédito nem vê-lo. Já estou a ver que vou ter de me chatear. Odeio estes tipos de PT e a sua incompetência congénita. Odeio-os a todos e espero que lhes cresça um pinheiro no cu. Com luzes, de preferência.

16 dezembro 2011

Da gulodice

Não gosto de Mon Chéri. Deve ser o bombom mais nojento de sempre. O chocolate não é nada demais, o licor é horrível e a cereja parece podre. Não vejo nada de positivo nestes bombons. Gostava de saber quem são as pessoas que gostam deles e onde moram. O meu preferido é o Raffaello, sou capaz de comer uma caixa inteira (e ficar com diabetes a seguir, devido ao elevado nível de açúcar). Comprei também Serenata de Amor e torrão de alicante. Para ir variando. Estes dias antes do Natal são terríveis, não me posso aproximar de supermercados, quero trazer tudo para casa. Ao menos no dia de Natal propriamente dito, costumo comer pouco e depois isto costuma passar e volto à normalidade.

15 dezembro 2011

Do convívio

Não gosto de jantares de Natal. Jantares de Natal em geral e jantares de Natal da empresa, em particular. Não consigo mentir e dizer que não vou estar cá, mas para o ano tenho mesmo de ir para algum lado para evitar estas chatices. O pior (melhor?...) de tudo é ver colegas bêbedos que nem cachos, a fazerem figuras tristes diante dos administradores e a tentarem seduzir outros colegas. Bem, ao menos sempre há motivo para coscuvilhice durante uns dias: Será que foram para a cama? A que horas terão ido embora? E continuaram a beber até às 4h da manhã? Ela vomitou-se toda?? Awesome.
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