23 novembro 2011

Do vício

Não gosto do formato deste blog. De vez em quando (poucas vezes, calma, continuo a ser mau-feitio) apetece-me ser positiva e partilhar uma coisa que gosto e este formato não o permite. Às vezes consigo dar a volta, mas desta vez não consigo, por isso vou dizer abertamente: adoro panikes. Ando viciada em panikes. De chocolate e de ovo. Mistos também, em terceiro lugar. Todos os dias como um panike. Isto começou um dia que ia passar no bar e senti o cheiro a panikes quentes. A partir daí, foi sempre a descer. Sonho com o dia em vou comer um panike misto, um de ovo e outro de chocolate. Os três seguidos. E sem ser uma refeição principal, assim só para aconchegar o estômago. Eu sei que tenho de parar com isto, mas eu eventualmente hei-de enjoar tanto óleo. Posso é ficar obesa até isso acontecer... No worries, eu tenho um metabolismo rápido e facilmente transformo os panikes em sono, concretizado durante a aula de Contabilidade.

22 novembro 2011

Da resistência

Não gosto de mudanças. Sou uma pessoa resistente à mudança. A mudança é sempre para pior, não tenhamos ilusões. Tenho o exemplo disso aqui na empresa: sempre que se muda de servidor, de serviço de internet, de gestor documental, tudo fica pior, a funcionar mal, para sempre. Vamos mudar de instalações e é óbvio que vai ser para pior, não tenho qualquer esperança que as nossas condições de trabalho mudem para melhor. Que mania que as pessoas têm de mudar, só por mudar, sem pesarem bem os prós e os contras e decidirem se realmente vale a pena ou se é uma perda de tempo e recursos. Até à data, não tive assim grandes experiências bem sucedidas com mudanças, por isso estas não são muito bem-vindas.

21 novembro 2011

Da saturação

Não gosto de pessoas que põem vídeos e mais vídeos no Facebook. Não sei se já disse isto aqui, provavelmente sim, já que é uma coisa que me irrita há muito, mas vou repetir, para se perceber o alcance do meu ódio. Há pessoas que, ora de vez em quando umas, ora todos os dias outras, vão ao Youtube e põe dezenas de vídeos na sua wall. Vídeos de tudo: vídeos de músicas, de concertos, vídeos (supostamente) engraçados... Nós olhamos para aquilo, às vezes até é preciso chegar ao fim da página e clicar no 'older posts', e até nos parece que aquilo foi construído ao longo de dias, semanas quiçá. Mas vamos ver a data e afinal não, aquilo foi tudo posto ali há um par de horas. Pessoas, toda a gente tem acesso ao Youtube, logo toda a gente tem acesso a esses vídeos todos. Não vale a pena perderem horas do vosso tempo a porem isso tudo no vosso perfil, porque ninguém vai ver. Não é serviço público o que vocês fazem, é so parvo.

18 novembro 2011

Do sabor

Não gosto de bolos de chocolate. Toda a gente se admira muito quando digo isto. Nos aniversários, é normal haver sempre um bolo de chocolate, pelo menos. Bolo brigadeiro, bolo de chocolate, bolo com qualquer coisa que envolva chocolate. E quando eu digo que não quero, vejo o horror nas caras das pessoas. Eu não gosto. Não sou freak por causa disso. Simplesmente não gosto muito de chocolate e de coisas que envolvam chocolate no geral, tipo mousse de chocolate ou gelado de chocolate. Gosto apenas de panikes de chocolate (o meu mais recente vício) e de (apenas) alguns chocolates que tenham mais alguma coisa para além de chocolate, seja bolacha, amendoim, arroz tufado ou qualquer outra coisa, por exemplo, Snickers ou Twix (ou Raider para os mais velhos *wink*) ou Mars Delight (por falar em Mars Delight, não tenho visto à venda, por isso suponho que tenha sido descontinuado. Senhores da Mars Portugal, por favor retomem a produção). Para além disto, contam-se pelos dedos as coisas que têm chocolate e que eu gosto. Por isso, não fiquem tão admirados por eu não comer o vosso bolo de aniversário ou de casamento se ele tiver chocolate.

17 novembro 2011

Da diferença

Não gosto de estudantes Erasmus. Primeiro, são todos bêbedos. Os Erasmus gastam o seu tempo da seguinte forma: 50% dormir, 40% beber, 10% fumar ganza. Segundo, independentemente do país de origem, são todos porcos. Não tomam banho e andam com o cabelo a escorrer óleo (alguns deles com rastas quase podres). Depois o que mais me causava espécie era o transtorno que eles nos causavam nas aulas. Apareciam à primeira aula das cadeiras e nunca mais ninguém os via lá. Por causa deles, tínhamos de dar aulas em inglês, apesar de eles não irem de facto às aulas. Depois gerou-se aquela ideia que os Erasmus nunca podem reprovar. Então os professores acabavam sempre por passá-los, mesmo que eles não tivesem feito os trabalhos e os testes. E claro, nós, os demais, sentíamo-nos injustiçados. Se eles têm a nota inflacionada em 3 valores, eu também agradeço que aumentem 3 valores à minha nota. Eu sei que posso estar a ser injusta, mas odeio-os.

16 novembro 2011

Da turbulência

Não gosto de me chatear à noite. Não gosto de me chatear nunca, ninguém gosta, mas à noite é muito pior. Porque não temos tempo para nos reconciliarmos. Porque vamos dormir a seguir e não dormimos descansados. Porque temos pesadelos baseados nos acontecimentos recentes. Devia ser proibido as pessoas chatearem-se à noite ou irem dormir com assuntos pendentes. Para poderem ter uma noite de sono descansada. Não há nada tão bom como dormir bem. Arrisco-me a dizer que o meu maior desejo neste momento é poder dormir doze horas seguidas. Que se lixe a paz no mundo, eu quero é dormir.

15 novembro 2011

Da dificuldade

Não gosto de ir para as aulas e não ter lugar para estacionar. Já na altura do meu primeiro curso, era muito vulgar eu chegar ao parque, ficar lá meia hora à procura de estacionamento em vão e, finalmente, desistir e ir embora. Faltei a muitas aulas por causa disso. Aliás, foi a segunda maior causa do meu absentismo (a primeira era o sono). Hoje em dia, a história repete-se. Chego cedo e o parque já tem o semáforo vermelho. Já ninguém entra mais. Depois o pior é que ainda tenho de ficar na fila para sair, e de um sítio que nunca entrei! Os lugares cá fora estão todos cheios, chove a cântaros... É um desespero. Às vezes penso que é urgente inventar um carro que dê para meter ao bolso. Saíamos do carro à porta no nosso destino, carregávamos num botão, ele dobrava-se todo e metíamos na carteira. Anyone? Era tudo tão mais fácil. Menos para os senhores da EMEL (acho eu, não sei, não sou de Lisboa...), que provavelmente iriam engrossar as filas do desemprego.

14 novembro 2011

Da procrastinação

Não gosto de estudar. Já não me lembrava do que era ter de estudar para testes. E daquela sensação de que, quando temos de estudar, tudo nos parece tão melhor. Tarefas rotineiras e chatas como lavar loiça, limpar o chão, arrumar armários, cortar unhas, tudo se nos afigura melhor que estarmos agarrados aos livros. Encontramos sempre algo mais importante e urgente para fazer que estudar. 'Eh pah, eu sei que tenho de estudar, mas é mais urgente trocar a areia do caixote do gato. Vou fazer isso e depois estudo.' Foi assim o meu fim de semana. Acabei por não fazer nada de especial, porque tinha de estudar, mas também acabei por não estudar muito, porque arranjava sempre alguma desculpa. Agora que a data do teste se aproxima, é melhor deixar-me de procrastinações e começar a estudar a sério.

11 novembro 2011

Da sofreguidão

Não gosto de comer fora. Quer dizer, gosto, até vou (ou ia, antes de as aulas à noite começarem) muitas vezes, mas há uma situação que me aborrece. Eu sou uma trapalhona a comer. Hmmm, se calhar trapalhona não ilustra bem a situação. Eu sou o monstro das bolachas, pronto. É muito fácil ver qual era o meu lugar numa mesa vazia, é o que está mais sujo, com comida na mesa e nódoas na toalha. Não consigo comer civilizadamente. Então não gosto muito de ir comer fora, especialmente com pessoas com quem não tenho muita confiança, e ter as pessoas a olharem para mim, com aquele ar de reprovação/pena/nojo. Tenho por hábito escolher lugares onde fico virada para a parede, televisão ou sítios onde estejam poucas pessoas, para, assim, estar mais à vontade. Sinceramente, não percebo bem qual é o problema de comer depressa. Mas, pelas vezes que ouço 'Come devagar!', não deve ser nada de bom.

10 novembro 2011

Da antiguidade

Não gosto da designação vintage. Vintage, supostamente, é a recuperação do estilo das décadas 20 a 80 aproximadamente. Ou seja, é a reedição de peças novas, mas com aspecto de antigas. Ou então peças mesmo antigas, usadas, em segunda mão. Por exemplo, vai haver uma venda de garagem de artigos vintage. Estive a dar uma vista de olhos e é só tralha com anos e anos em cima, coisas do tempo da minha avó, lixo basicamente. Isto não se deveria chamar vintage, deveria chamar-se artigos usados e antigos. Isso de chamar vintage às coisas antigas é só para parecer bem, porque no fundo são velharias, só que com um nome chique.

09 novembro 2011

Da simpatia

Não gosto quando, no trabalho, vou almoçar e me desejam 'Bom almoço!'. Fico fula. Isso quer dizer o quê? Que a comida esteja boa e me saiba bem, em vez de estar estragada e eu ficar com uma intoxicação alimentar? Que eu tenha uma hora de almoço maravilhosa, cheia de arco-íris e potes de ouro? Não sei bem porquê, mas odeio esta expressão. E todos os dias ouço isto umas duas ou três vezes, no mínimo, dependendo do número de pessoas com quem me cruzo quando vou almoçar. É uma coisa que me tira do sério e não consigo sequer responder. Então faço sempre aquele sorriso amarelo de cortesia e sigo o meu caminho. Por este andar,  começam a desejar 'bom pequeno-almoço' ou 'bom lanche'. Isto não faz sentido nenhum na minha cabeça. Porque é que as pessoas, querendo mesmo ser simpáticas (coisa que até nem faço muita questão), não dizem só 'até já'?

08 novembro 2011

Da agressividade

Não gosto do tipo de publicidade agressiva que as empresas praticam hoje em dia. Talvez levadas pela crise e pela pouca adesão de novos clientes, parece que as empresas encontraram uma nova forma de publicitar os seus produtos e tentar fazer negócio. Agora não são só os jeovás e as pessoas da tv por cabo que nos vêm bater à porta, são comerciais de telecomunicações e de bancos! Há umas semanas, no mesmo dia, vieram bater à porta da empresa onde trabalho 4 (!) comerciais da vodafone. No mesmo dia, 4 pessoas diferentes, para nos aborrecerem com ofertas e tarifários e bla bla. No dia seguinte, ainda apareceu mais um apareceu também uma tipa do Barclays. Já não bastava aborrecerem as pessoas nos shoppings, agora também andam de porta em porta. Eu entendo que tenham de arranjar novas formas de expansão e que a crise veio difucultar a vida às empresas, mas poça... Tenham paciência. Ao menos, falem uns com outros, para não deixarem passar esta imagem de andarem 10 cães atrás de um osso. Pessoalmente, não seriam estas manobras e tipo de pressão que me fariam mudar para uma nova operadora ou a abrir conta num banco. Aliás, teriam até o efeito contrário. Não sei se isto resultará de facto com as restantes pessoas, mas, fogo, ide morrer longe!

07 novembro 2011

Da depressão

Não gosto de pessoas depressivas. Arrastam-nos para a sua teia de tristeza e melancolia. Por mais que queiramos estar contentes à beira delas e até animá-las, elas não querem sair daquele círculo depressivo. Gostam de ser infelizes e miseráveis. Cultivam a infelicidade. Depois estas pessoas todas costumam gostar muito de Radiohead. Ouvem aquilo e ficam ainda mais miseráveis e negativas, e tudo lhes corre mal e não têm sorte nenhuma. Não admira que sejam depressivas, se eu ouvisse aquilo mais de meia-hora já tinha cortado os pulsos há muito tempo. Nem o gothic metal depressivo que eu ouço me deixa nessa disposição. Como se diz, tristezas não pagam dívidas, por isso é deixar de ouvir Radiohead e andar para a frente com a vida.

04 novembro 2011

Da condução II

Não gosto de velhinhos a conduzir. Tenho uma teoria: os velhinhos acham que, pela sua longevidade, têm prioridade (como nos autocarros e supermercados e outros que tais) e, como tal, podem fazer tudo. E sem avisar! Não é estranho vermos um carro estacionado, com um velhinho ao volante, que, sem que nós o prevíssemos, sai do estacionamento, sem dar pisca ou sem olhar para ver se vem algum carro. Lá está, a prioridade que eles estão habituados a ter. É normal também vermos velhinhos a andar na auto-estrada a 40 km/h ou em localidades a 10 km/h. Apesar de estas velocidade serem proibidas por lei, o estatuto que os velhinhos alcançaram permite-lhes circular como bem lhes apetecer. A minha sugestão é que os veículos pertencentes a velhinhos tenham um dístico que os identifique e que permita aos restantes condutores cederem-lhes sempre prioridade. Todos os carros conduzidos por velhinhos deveriam ter atrás um autocolante que dissesse 'Sénior - Vale tudo'.

03 novembro 2011

Da condução I

Não gosto de mulheres a conduzir. Eu admito: as mulheres conduzem mal no geral. Algumas conduzem bem, outras safam-se, outras são uma vergonha. A grande maioria não devia ter carta. Vou só falar de alguns dos sinais típicos de que a mulher que está à frente do volante é uma típica mulher a conduzir: não sabe estacionar (mesmo naqueles lugares em espinha), não cede passagem a ninguém (sem excepção), vai na faixa da esquerda super devagar com uma fila de carros enorme atrás e sem ninguém à direita, vai colada ao volante e agarra-o com as duas mãos (como se ele fosse fugir se o largar,) anda à noite sem luzes (reparem, a sério, são sempre mulheres!), anda com as luzes de nevoeiro acesas sem estar nevoeiro... Tanta coisa. Fazem merda atrás de merda. Por favor, senhoras, vamos tentar dar um melhor nome à classe, Sim, eu incluída. Apesar de não cometer estes erros típicos, sou uma besta na estrada (mas por outras razões).

28 outubro 2011

Da dificuldade

Não gosto de impressoras. É verdade que dão muito jeito, não nego, mas quando nos querem lixar a vida, facilmente o conseguem. Basta eu aproximar-me de qualquer impressora que ela deixa de funcionar. Sem motivo aparente, sem eu fazer nada, e sendo o problema nem sempre fácil de detectar. Eu acho que todas a impressoras do mundo têm um qualquer sistema que lhes permite saber se sou eu o utilizador que está a mandar imprimir coisas. E quando sabem disso, bloqueiam. Sempre. Todas as impressoras do mundo, mesmo que nunca tenham tido contacto prévio comigo. Uma vez, na faculdade, fui ao Departamento de Anglo-Americanos para imprimir um trabalho. Nunca tinha visto aquela impressora sequer. Lá me deram a password da impressora, comecei a imprimir, tudo normal, mas mal a funcionária se ausentou da sala, eis que a impressora encrava, sem eu fazer nada. A única explicação possível é que a impressora detectou que era eu e, assim que ficou sozinha comigo, sem testemunhas, decidiu parar, cumprindo assim a sua missão de 'transtornar a Maat'. Eu creio que esta missão é transmitida a todas as impressoras do mundo, na fábrica, no momento da sua montagem: 'Não vais deixar a Maat imprimir nada. Lembra-te disto, é a tua missão de vida!'. E assim se explicam todos os meus problemas de impressão.

27 outubro 2011

Da organização

Não gosto de fazer índices no Word. Se for um índice fácil, só com nível 1, não há grande dificuldade, em princípio, se tivermos definido bem os itens. Mas se forem aqueles com muitos níveis, fica sempre tudo mal e depois é preciso arranjar tudo manualmente e aquilo desformata e é o cabo dos trabalhos. E depois quero pôr o texto com outra cor ou com outro tamanho de letra e ando ali horas tentar pôr tudo minimamente decente. É azelhice minha, eu sei, mas (quase) nunca consigo fazer os índices à primeira.

26 outubro 2011

Do conforto

Não gosto de lençóis polares. Acho que toda a gente sabe o que são, certo? Aquilo tresanda a sintético por todo o lado. Até acredito que sejam mais quentes, mas o contacto com a pele não é nada agradável. Prefiro mil vezes os lençóis de flanela, a oitava maravilha do mundo no que toca ao conforto. Quentes, fofinhos e de puro algodão (não sei se são, mas gosto de pensar que sim).

25 outubro 2011

Da precaução

Não gosto dos caos que fica em todo o lado quando chove. Eu até gosto de chuva, mas torna-se praticamente impossível conseguir fazer uma viagem decente. Por onde quer que se vá, há carros parados, em filas, durante horas. Não dá para chegar a lado nenhum a tempo, porque uma pessoa até sai com a antecedência necessária e já a contar com mais alguma demora, mas depois tudo é pior que as piores expectativas. Eu ainda tento fugir ao trânsito, mas todos os caminhos estão bloqueados. Eu sei que com piso molhado é mais fácil haver acidentes, mas, pessoas, por favor tenham cuidado a conduzir. Porque prejudicam toda gente: a vós, porque estragam os vossos carros, e possivelmente os dos outros, e porque acabam por transtornar a vida de centenas ou milhares de pessoas. Mais vale andar devagar e chegar ao destino sem mossas, não é? Cuidado nas curvas, mantenham a distância de segurança e não confiem cegamente no vosso carro, ainda que seja um super carro topo de gama. As máquinas falham, por isso estão tão sujeitos a ter um acidente como o vosso vizinho que tem um Renault 5 com 32 anos. Eu também não estou livre de ter um, é verdade, mas com chuva tenho cuidado triplicado. Vamos todos ter mais cuidado, nem que seja para as outras pessoas não nos rogarem pragas por chegarem atrasadas ao trabalho por nossa causa.

24 outubro 2011

Da poluição

Não gosto do fumo dos escapes. Ando obcecada com isso há uns tempos. É óbvio que ninguém gosta, acho eu, mas esse cheiro anda a incomodar-me mesmo nos últimos tempos. Basta um carro parar à minha frente, que sinto logo o fumo a entrar pelo meu carro dentro e pelos meus pulmões. Por isso, quando estou em filas, fecho sempre os vidros do carro, para não entrar tanta poluição. E lembro-me sempre dos filmes, quando as pessoas se suicidam com o carro ligado dentro da garagem, por inalação de monóxido de carbono, e penso que nunca teria coragem de me matar assim. Deve ser uma maneira mesmo triste de morrer.

21 outubro 2011

Da dissimulação

Não gosto de carros que estão à venda e as pessoas escrevem cartazes com coisas parvas tipo 'trata'. Mas trata de quê? De cortar a relva, de montar estantes, de papelada para legalização de imigrantes ilegais? Isto é só ridículo. Por algum motivo que desconheço, gerou-se a ideia nas pessoas que é proibido ter um cartaz no carro que diga 'vende-se', mas se disser qualquer outra coisa que não inclua a palavra 'vende-se' já é legal. Errado, é tudo ilegal. Qualquer carro que esteja estacionado está probido de ter qualquer cartaz que indique que o carro se destina à venda. Se o carro estiver em movimento, pode ter qualquer cartaz desde que pague imposto de selo, parece-me. Agora tentar disfarçar com coisas parvas como 'procuro novo dono' ou 'troco por dinheiro' é idiota e a idiotice dá direito a multa.

20 outubro 2011

Da pressão

Não gosto quando estou num estacionamento e alguem vê que vou sair e fica ali à espera, a pressionar. Isto normalmente acontece em shoppings, quando há poucos lugares disponíveis. As pessoas vêem-me entrar no carro e decidem esperar que eu saia, para porem o carro delas no lugar onde estou. E então eu começo a sentir-me pressionada para sair. Mas eu não costumo ligar o carro e sair logo, mal entro no carro. Tenho de tirar o casaco, procurar o telemóvel na carteira, escolher um cd para ouvir na viagem, às vezes pentear-me e pôr baton, essas coisas todas que as gajas fazem antes de se fazerem à vida. E fico muito nervosa se estão pessoas à espera, a olhar para tudo o que faço, impacientes, ali como que a fazerem pressão para eu sair rápido. Assim sendo, é normal que eu, às vezes, faça de propósito para demorar mais tempo ainda, na esperança que as pessoas desistam e vão procurar outro lugar. Eu trabalho bem sob pressão, mas não num estacionamento, ok?

19 outubro 2011

Da preguiça

Não gosto de acordar cedo. Quem me segue, já deve saber que não sou uma morning person, mas isso é pouco para dizer o quanto odeio acordar cedo. Passei os meus (primeiros) tempos de estudante a faltar sistematicamente às aulas para dormir. Era chato não ir às aulas, mas era pior não dormir. Eu adoro dormir, é o meu passatempo preferido, e preciso de dormir pelo menos oito horas por dia, senão não funciono. Desde que comecei a trabalhar, começou a tortura. Não posso simplesmente decidir que hoje não vou trabalhar e continuar a dormir. Tenho mesmo de sair da cama, custe o  que custar. E todos os dias quando acordo penso 'Vou ter de acordar cedo todos os dias da minha vida até me reformar' e fico ainda mais triste. Desde que voltei a estudar de novo, a minha vida é um pesadelo. A seguir ao trabalho, vou para as aulas e só chego a casa perto da meia-noite e acabo por me deitar por volta da 1h. Nem tenho tempo para me coçar, quanto mais para dormir. Todos os dias é um sacrifício ainda maior sair da cama. Para me animar penso 'durmo muito no fim de semana para compensar!'. Depois chega sábado e domingo e acordo na mesma às 7h, como todos os outros dias e não consigo dormir mais. Damn!

18 outubro 2011

Da exclusividade

Não gosto que usem o mesmo perfume que eu. Facilmente se recorda alguém pelo cheiro do perfume (principalmente eu, que acho o olfacto um dos sentidos mais interessantes), é uma coisa muito pessoal e por isso gosto de ser a única a usá-lo. Ora bem, é óbvio que não paguei para fazerem um perfume exclusivamente para mim. A questão é escolher um perfume que eu saiba que as pessoas próximas de mim não usam. O que torna tudo muito difícil na hora de escolher. 'Ah gosto deste, mas a Raquel tem...', 'Este também cheira muito bem. Hmmm, usa a Diana.', 'Este também tem tudo a ver comigo. Oh, é o da Sara...' e ando nisto horas, até encontrar um que goste e que ninguém tenha. Odeio também quando me perguntam que perfume uso, porque penso logo que vão comprar igual. O meu perfume é um segredo muito bem guardado. Recentemente descobri um que gosto mesmo muito e que acho que ninguém usa, por isso vou usá-lo durante uns tempos, até enjoar. Mas foi uma odisseia chegar finalmente até ele.

17 outubro 2011

Da embirração

Não gosto da Scarlett Johansson. Sim, eu sei, é um cliché. Nenhuma mulher gosta dela e todos os homens a adoram. Não interessa, não gosto dela na mesma. Tem aquele arzinho de sonsa, de enjoada e sem sal. Não sei como podem gostar dela. Eu acho que é só por causa dos lábios, porque de resto ela não me parece nada de especial. E aquelas fotos dela que andam por aí, servem para provar isso mesmo, que ela é uma tipa vulgar, como qualquer outra. E depois há aquele problema que são os filmes. Odeio todas as personagens dela. Acho que ela é um caso tipo o Ashton Kutcher e o Morgan Freeman, que fazem sempre de si próprios. No caso deles, de burro e de velhinho sábio, respectivamente, no caso dela de gaja putéfia que rouba namorados e maridos. Sempre, em todos os filmes é a mesma coisa (Match Point, Vicky Cristina Barcelona, The Other Boleyn Girl, The Black Dahlia, Lost in Translation-é diferente mas é putéfia na mesma). Ela é o meu ódio de estimação, em termos de actrizes conhecidas de Hollywood. Tenho outros, mas não de forma tão intensa.
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