13 outubro 2011
Da pequenez
Não gosto da palavra 'tugas'. Acho horrível. Nós não somos tugas, somos portugueses. Para mim, tugas são portugueses tacanhos, pequeninos, com a mania que são espertos e melhores que os outros. Tugas são os tipos que andam de Seat Ibiza rebaixado e boné pousado na cabeça que sobrevivem de subsídios, são os senhores com pança e a unha do dedo mindinho comprida, são o casal que vai ao shopping de fato de treino kispo ao domingo, são os xicos espertos que têm empresas e fogem aos impostos e os filhos ainda recebem a totalidade da bolsa na escola. Mas portugueses são os que trabalham 8 horas por dia e pagam os seus impostos escrupulosamente, são os que esperam horas na fila das finanças para deixar lá quase metade do que receberam a recibos verdes, são os que se comovem com um sem-abrigo e lhe pagam uma refeição, são os que guardam o lixo no bolso até encontrarem um caixote em vez de deitar para o chão. Estou farta de tugas. É preciso que todos sejamos Portugueses.
12 outubro 2011
Da gramática
Não gosto do uso excessivo de apóstrofos. Por alguma razão, toda a gente usa o apóstrofo para construir o plural de palavras do inglês, originalmente. Por exemplo, CD. O que as pessoas costumam fazer é escrever CD's. Está mal, deveria ser CDs. Porque o inglês, à semelhança do português, constrói o plural com um <s> apenas. Lá por as palavras não serem portuguesas, não precisamos de pôr apóstrofos a torto e direito. O apóstrofo e <s> no inglês serve para construir o possessivo, por exemplo "Maria's book", ou seja, o livro da Maria. Assim, dizermos CD's ou SME's ou outsourcing's está errado e não é plural em língua nenhuma.
11 outubro 2011
Da impossibilidade
Não gosto de usar aparelho ortodôntico. Pus isto há uns dias e a minha vida tem sido um inferno desde então. Não é por me doer, propriamente. Ou pelo aspecto, isso não me incomoda. Até porque é só no maxilar inferior e não se nota nada. E também quando somos adultos já não faz muito sentido preocuparmo-nos com isso, até porque ninguém goza connsoco. E daqui a um ano vou ter dentes perfeitos. O problema é a comida. Não consigo comer sólidos. Nada. Ando a sopa e a iogurtes líquidos quase há uma semana. E logo eu que adoro comer. Só consigo pensar em comida. Estou no trabalho e as pessoas vão comer francesinhas e eu não posso... Vou para a faculdade e só cheira a comida nos corredores, o que ainda piora mais o meu sofrimento. A única coisa que me consola é que ao menos emagreço. Mas mesmo isso não é consolo suficiente. Queria tanto comer qualquer coisa...
10 outubro 2011
Da esquisitice
Não gosto de picanha. Toda a gente gosta de picanha, eu sei. Mas eu não. Não gosto de picanha, nem de farofa, nem de feijão preto nem dessas coisas todas que se comem nesses restaurantes brasileiros. Eu olho para aquilo e só vejo um bocado de carne cheio de sangue. E uma espécie de pão ralado à mistura. Carne crua com pão ralado. O que não ajuda nada quando alguém me convida para ir jantar a um desses restaurantes, onde já sei que vou pagar imenso para comer arroz e batatas. Por isso, não vale a pena nem convidarem. Ah, e também não gosto da cara de admiração que fazem quando digo que não gosto de picanha. É só comida, não é assim uma surpresa tão grande alguém não gostar, certo?
07 outubro 2011
Da limitação
Não gosto de pessoas burras. Não tenho paciência. Mas o que são pessoas burras? A definição é complicada. Para mim, pessoas burras não são propriamente pessoas que não sabem. Se calhar essas não sabem porque nunca tiveram possibilidade de aprender. Pessoas burras são pessoas às quais podemos explicar uma coisa duas, três, vinte vezes que não vão perceber. Eu não sou nada paciente, é verdade. Nunca na vida poderia ser professora. Uma vez tentei dar explicações. Desisti ao fim de três semanas, estava a dar em doida. Os putos não percebiam, por mais que explicasse. Não sei se eram burros, ou se era eu que estava a exigir demasiado deles. Mas se a matéria estava no programa, supostamente eles deveriam ter capacidades para a entender, certo? Mas não estou a falar só de crianças, aliás, estou referir-me especialmente aos adultos. Posso estar a ser demasiado dura, mas simplesmente não consigo lidar com pessoas assim. Às tantas o problema é meu, peco pela impaciência em (muito!) excesso.
06 outubro 2011
Da crença
Não gosto daquelas pessoas que acreditam em coisas estranhas. Um colega meu, que eu até tinha em boa consideração, disse-me que se fica com diabetes não por comer muitos doces, mas por não se ter horas para comer. Ri-me na cara dele, claro. Se fosse por isso, 90% da população tinha diabetes. Gosto também daquela crença das nossas avós que dizem que as mulheres não podem comer lulas quando estão com o período. Ou que cortar o cabelo ou unhas quando a lua está em quarto crescente fá-los crescer mais rápido. É um tipo de conhecimento empírico engraçado, mas inútil, parece-me. Na era tecnológica que vivemos, acho que já não faz sentido existirem pessoas que acreditam neste tipo de coisas. E pessoas novas, com acesso à informação na ponta dos dedos. Eu ouvi dizer que cresce o nariz às pessoas que espalham falsos boatos.
04 outubro 2011
Do incómodo
Não gosto de pessoas que ressonam. Eu ressono. Será que isto quer dizer que não gosto de mim? Não sei, mas é mesmo irritante. Já cheguei a acordar com o barulho quando adormecia na praia e comecei a ressonar. A vergonha. É muito chato. Mas não há muito que possa fazer, acho eu. Se estou a dormir sozinha, óptimo, não chateio ninguém. Se estou acompanhada, tento adormecer de lado; barriga para cima é a posição mais perigosa por isso evito. Alguém já experimentou aqueles adesivos para o nariz e sabe se resultam?
03 outubro 2011
Da publicidade
Não gosto quando as pessoas vão a eventos que dão aquelas pulseiras para entrarem e sairem quando quiserem e, depois do evento acabar, andam com aquilo mais um ou dois meses. Normalmente estas pulseiras são usadas em festivais, hotéis, conferências e outros que tais. É uma boa ideia, claramente, dar a pulseira às pessoas, para facilitar as entradas e saídas. Só não é boa ideia usar aquilo como acessório de moda nos três meses seguintes. É ver as pessoas em Setembro ainda com pulseiras do Super Bock. Pessoas, se gostam de usar pulseiras, podem sempre comprar pulseiras a sério, que não são assim tão caras e ficam bem mais bonitas no pulso. Mas deitem essas fora, ok? Já toda a gente sabe que foram de férias para as Caraíbas.
30 setembro 2011
Da confusão
Não gosto de dias confusos. Dias que parece que caímos no escritório de pára-quedas e que tudo acontece. Dias que parece que entramos na twilight zone. Hoje é um desses dias. Parece que estou no Estrangeiro, do Camus. Estou a sentir o mesmo género de numbness que o livro me transmitiu. E hoje está a ser um dia desses. Confuso, numb, estranho, nublado. Sim, é um dia nublado, apesar do sol lá fora.
29 setembro 2011
Da visibilidade
Não gosto de alças de silicone. Não sei se o público masculino sabe o que é mas eu explico: são aquelas alças dos soutiens que são em plástico transparente. E que supostamente deviam ser invisíveis. Mas não são. Não só não são, como se vêem bastante bem, especialmente quando ficam amareladas/acastanhadas e o plástico fica com vincos. Não há espectáculo mais triste de que ver uma rapariga com um top cai-cai e aquelas badalhoquices por fora. Não sei em que mundo é que aquilo é invisível, mas não é neste de certeza. Mais vale usarem um soutien com uma cor igual ou parecida com a restante roupa. Mais uma vez, à semelhança dos leggings com saias de ganga, isto é bastante popular entre pessoas mais desfavorecidas que passam a sua vida nas filas da Segurança Social, com as crianças ranhosas ao colo. Mas não só, infelizmente isto atinge todas as classes sociais, embora eu ache que à medida que se sobe de escalão, o uso vá diminuindo. Se calhar porque como têm mais dinheiro, podem ter seguro de saúde e podem ir ao oftalmologista regularmente tratar os problemas de visão, conseguindo assim ver que, de facto, aquilo não é invisível coisa nenhuma.
28 setembro 2011
Da intolerância
Não gosto de perder tempo a fazer coisas que não gosto. Normalmente isto acontece quando estou com um grupo e, por democracia, acabo por ir a sítios que não gosto ou a fazer coisas que não me interessam. Cada vez tenho menos paciência para isto. O tempo livre que tenho para fazer coisas que gosto já é escasso, porquê desperdiçar mais tempo ainda a fazer coisas que não me interessam? Antes limpar casas de banho. Às vezes, torno-me até desagradável com as pessoas, mas a minha paciência tem limites. Não insistam, se eu digo que não quero, é porque não quero. Parem de me aborrecer.
27 setembro 2011
Da tagarelice
Não gosto de pessoas que estão sempre a contar histórias de outras pessoas. Aquelas pessoas que têm sempre um primo que foi a qualquer sítio, uma vizinha que comprou qualquer coisa, o pai que disse qualquer coisa, a tia que fez qualquer coisa. Conhecem sempre alguém que fez alguma coisa que acham que é super interessante e insistem em contar-nos a história pormenorizada, como quando a avó foi ao centro de saúde buscar uma receita para umas análises. Queridos, a maior parte das vezes eu não quero saber das vossas próprias histórias quanto mais das histórias dos vossos conhecidos. Poupem-me ao aborrecimento das histórias e ao incómodo de forçar um sorriso amarelo que só me faz ter mais rugas, ok?
26 setembro 2011
Do erro
Não gosto de errar. Já tenho a semana estragada. Foda-se foda-se foda-se foda-se foda-se. Foda-se infinito.
23 setembro 2011
Da ilusão
Não gosto que as pessoas ponham coisas tipo 'boa noite, caríssimos' ou 'então até amanhã a todos' no Facebook. Estas pessoas devem achar que são locutores de rádio 'Caros seguidores, até amanhã e não percam a próxima edição do Como ser idiota no Facebook'. A maior parte das pessoas que conheço que faz isto são pessoas desocupadas, que não fazem nada o dia todo e então divertem-se a postar frases, vídeos e outras parvoíces do género no Facebook. E como tal, devem achar que as outras pessoas também não têm nada para fazer e que estão o dia todo à espera que eles ponham mais coisas. E mostram que têm consideração pelos seus seguidores quando se despedem deles, no fim do dia, e prometem que no dia seguinte vão voltar à carga. Caríssimos, até segunda e um bom fim de semana. Blargh!
22 setembro 2011
Da qualidade
Não gosto de ter coisas novas que pouco tempo depois se estragam. Fico aborrecida. Então vamos comprar uma carteira, gostamos muito dela, é super gira e tal, andamos com a carteira toda contente e três dias depois uma alça rebenta. É chato. Primeiro, porque é uma coisa nova e, se se estraga logo, se calhar vemos logo que aquilo não presta para nada. Depois porque temos de nos desclocar à loja para trocar. Pior ainda é quando já não há igual e temos de escolher outra ou trazer o dinheiro de volta. Muito pior é quando as coisas se estragam depois do período previsto para troca, normalmente um mês. Aí temos de ir à loja e armar barulho até nos trocarem. É muito aborrecido, porque nos causa transtorno e as empregadas pensam que somos umas cabras, quando nós só queremos resolver a situação. Bah!
20 setembro 2011
Da intratextualidade
Não gosto de ter uma ideia para um post e não me lembrar se já escrevi sobre isso. Precisamente sobre isso ou sobre algo muito parecido. Quando isto acontece, e não querendo eu maçar os meus leitores com assuntos repetidos, tenho de ir procurar no arquivo, lembrar-me de todas as palavras-chave possíveis para encontrar uma possível repetição e ainda por cima não confio muito na caixa de pesquisa do google ali ao lado. É aborrecido, porque já tenho quase 250 posts e é difícil lembrar-me de tudo o que já escrevi. Afinal há mesmo muita coisa que me irrita...
16 setembro 2011
Da esperteza
Não gosto de pessoas que passam à frente das outras. Tem-me acontecido muito nos últimos tempos: estou num fila, à espera da minha vez, quando algum espertinho chega e passa descaradamente à frente. Essas pessoas acham mesmo que as outras não estão a ver? Acham que a fila não é uma fila de espera e que as pessoas simplesmente decidiram pôr-se umas atrás das outras por diversão? Claro que eu armo logo barulho: 'Desculpe, nós estamos primeiro, a fila é lá atrás'. Depois é giro ver as reacções. Normalmente quem costuma ficar com cara de espanto até são as restantes pessoas, as que não disseram nada. Se calhar porque quem passou à frente sabia disso e tem noção de que errou. É impressionante a passividade das pessoas, mesmo quando têm razão. Não entendo porque são tão bananas. Por favor, acham mesmo que eu ia ver aquilo acontecer e não fazer nada? I don't think so. O meu lema podia ser 'Maat - lutando por um mundo sem penetras'.
15 setembro 2011
Da snobice
Não gosto de filmes coreanos ou japoneses. Pseudo-intelectuais no fundo. Aqueles filmes que são uma grande seca e que são invariavelmente aclamados pelos críticos, que lhes dão sempre 5 estrelas. Fica sempre bem dizer que se gosta de cinema coreano. Por exemplo, o 'Thirst', um filme de vampiros. Não foi muito mau no geral, mas aquilo claramente tinha uma hora a mais. Não devo ter sido a única a achar isso, porque as pessoas começaram a sair a meio do filme e estava praticamente sozinha na sala quando acabou. O 'Mr. Vengeance' parece que é feito em slow-motion, anda ali arrastar-se. E todos sofrem deste mal, a acção demora muitoooo a desenrolar-se. Não tenho paciência. Não fui feita para ver cinema oriental no geral, não tenho a sensibilidade necessária para gostar destes filmes. Acho que sou mais mainstream em termos cinematográficos.
14 setembro 2011
Da parvoíce
Não gosto do Mr. Bean. Acho tudo aquilo ridículo demais para ter piada. E ele não fala porquê? É mudo, tem problemas nas cordas vocais, é simplesmente tímido? Odeio-o. Basta estar a mudar de canal e ver a cara estúpida dele dois segundos que seja que fico logo a espumar de raiva. Não sei como aquela porcaria teve tanto sucesso e como há pessoas (que não são prisioneiros condenados a torturas extremas até à morte) que vêem aquilo. Acho também que é uma daquelas personagens que vai marcar o seu autor para sempre. O Rowan Atkinson nunca conseguiu nem nunca conseguirá distanciar-se do Mr. Bean, eles basicamente fundiram-se. Acredito que o homem esteja deveras farto de tanta parvoíce, por isso entendo o seu desejo de nunca mais fazer nada relacionado com o Mr. Bean e aplaudo.
13 setembro 2011
Da dificuldade
Não gosto que digam que o Saramago não usa pontuação. Isso sinceramente parecem-me comentários de pessoas ignorantes e/ou que nunca leram nada dele. E é pena, porque estão a perder a obra de um génio. Eu própria ouvia este tipo de comentários e estive vários anos sem ler nada dele, com 'medo', porque 'uuuuhhhh, ele não usa pontuação, não vou perceber nada'. Foi só quando entrei na faculdade, quando tive de ler a 'História do Cerco de Lisboa' que tive contacto com ele. Confesso que não gostei desse romance em particular, não cheguei ao fim, aliás, mas quando vi que afinal os boatos eram infundados, decidi dar-lhe nova oportunidade. E então conheci um dos meus actuais escritores favoritos. Já li vários livros dele e adorei todos. Apesar de não ter lido toda a sua obra ainda, acho que foi um justo merecedor do prémio Nobel. Vi também o documentário 'José e Pilar' e adorei, é uma linda história de amor e a homenagem cinematográfica merecida de Portugal a um dos seus melhores escritores. É o candidato português aos Óscares e eu vou torcer para que ganhe.
12 setembro 2011
Da foleirice
Não gosto de leggings. Em especial os de cores e de flores/padrões. Os únicos que acho aceitáveis são apenas os pretos e mesmo assim não é sempre. Mas vamos debruçar-nos sobre os primeiros. Por exemplo, os brancos. Na semana passada, uma colega de trabalho apareceu no escritório com uns leggings brancos pelo joelho e uma t-shirt amarela. De notar que a t-shirt não era sequer comprida. Ela usava os ditos leggings como umas calças. O problema é que não são calças. Aquilo são meias. E transparentes, naquele caso. Ela vinha trabalhar de t-shirt e de meias. Eu olhava para ela e parecia-me que ela ia lavar passeios, pelo seu aspecto de sopeira. Acho incrível como as pessoas se apresentam assim para trabalhar. E aqueles de cores e às flores e que tais são igualmente horríveis. Como disse, suporto apenas os pretos. Não gosto particularmente, mas suporto. Excepto quando são usados com mini-saias de ganga, a indumentária preferida de quem vai à Segurança Social inscrever-se para o rendimento mínimo. Espero que todas a pessoas que usem leggings sejam multadas por atentado ao pudor. Afinal, andam na rua de meias!
09 setembro 2011
Dos pormenores
Não gosto de fotos de pés. Aquelas que todos os bloggers (ou todas, quase sempre são mulheres) publicam, especialmente quando vêm de férias. Quase todos os blogs cor-de-rosa têm uma ou mais fotos deste tipo. Ainda não percebi a piada disso. É para mostrarem os pés ou é para mostrarem o sítio onde estiveram? É para mostrar o verniz e as sandálias? Não sei, mas não gosto. Mas eu também sou suspeita, porque não gosto de pés.
08 setembro 2011
Da maturidade
Não gosto de vinho. Nem de cerveja. Nem de sangria. Nem de qualquer outra bebida alcoólica que possa acompanhar uma refeição. E tenho pena, porque acho giro beber um copo de vinho ao jantar. Sempre que vou jantar fora e perguntam o que quero beber, digo 'um ice tea de manga' assim meia envergonhada, enquanto tento falar baixo para mais ninguém ouvir. Nos casamentos, quase que podia ir para a mesa das crianças, porque não bebo alcoól, nem como bacalhau (peço sempre os filetes), nem as verduras. Eu sei que beber vinho não é sinal de ser adulto, mas acho que dá uma certa pinta acompanhar a refeição com um copo de vinho. Aliás, hoje em dia até se bebe vinho sem ser às refeições, é normal ir a um bar e pedir um copo de vinho. Eu bem queria gostar, mas só o cheiro dá-me vómitos. Nas férias, tentei suprimir este handicap bebendo martini bianco. E que bom que foi comportar-me finalmente como um adulto!
07 setembro 2011
Da repetição
Não gosto da palavra 'brutal'. Seria uma palavra como as outras, em princípio, se não andasse toda a gente a gastá-la até à exaustão. 'O filme que fui ver era brutal', 'A casa tinha uma áreas e uma sala brutais', 'A praia hoje estava brutal', 'O sushi do Origami é brutal'. Brutal brutal brutal brutal... Aaaaaahhhhhhh... Não posso ouvir mais esta palavra. Nas férias, ouvia um 'brutal' em cada duas frases. É demais. Por favor, parem de dizer isso.
06 setembro 2011
Da paz
Não gosto que me incomodem nas férias com trabalho. Antes de ir de férias, tenho o cuidado de deixar tudo pronto. Se houver algum assunto pendente, que não possa ser terminado por força maior, deixo instruções claras para alguém tratar disso. Tudo para não ser perturbada no meu período de paz. Por isso, quando toca o telefone e vejo o que é da empresa, fico doente. Não quero embarcar naquela parvoíve de não atender, porque pode realmente ser algo urgente. Mas custa-me tanto falar com as pessoas de lá... Depois ainda tornam tudo pior, quando, ao tentar amenizar as coisas, ainda me perguntam 'então, estás boa?', 'como estão a correr as férias?', 'estás com saudades nossas?' e patetices do género. É óbvio que estou boa, estou de férias, estão a ser óptimas e não tenho saudades de ninguém. Vamos mas é despachar isto que eu estou farta de vos ouvir. Depois acabo por ter de trabalhar mesmo num período que é de descanso, só porque um colega viu mal um deadline. E a Maatzinha é que se lixa, porque o colega foi de férias e não atende o telemóvel. Raios!
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