22 setembro 2011
Da qualidade
Não gosto de ter coisas novas que pouco tempo depois se estragam. Fico aborrecida. Então vamos comprar uma carteira, gostamos muito dela, é super gira e tal, andamos com a carteira toda contente e três dias depois uma alça rebenta. É chato. Primeiro, porque é uma coisa nova e, se se estraga logo, se calhar vemos logo que aquilo não presta para nada. Depois porque temos de nos desclocar à loja para trocar. Pior ainda é quando já não há igual e temos de escolher outra ou trazer o dinheiro de volta. Muito pior é quando as coisas se estragam depois do período previsto para troca, normalmente um mês. Aí temos de ir à loja e armar barulho até nos trocarem. É muito aborrecido, porque nos causa transtorno e as empregadas pensam que somos umas cabras, quando nós só queremos resolver a situação. Bah!
20 setembro 2011
Da intratextualidade
Não gosto de ter uma ideia para um post e não me lembrar se já escrevi sobre isso. Precisamente sobre isso ou sobre algo muito parecido. Quando isto acontece, e não querendo eu maçar os meus leitores com assuntos repetidos, tenho de ir procurar no arquivo, lembrar-me de todas as palavras-chave possíveis para encontrar uma possível repetição e ainda por cima não confio muito na caixa de pesquisa do google ali ao lado. É aborrecido, porque já tenho quase 250 posts e é difícil lembrar-me de tudo o que já escrevi. Afinal há mesmo muita coisa que me irrita...
16 setembro 2011
Da esperteza
Não gosto de pessoas que passam à frente das outras. Tem-me acontecido muito nos últimos tempos: estou num fila, à espera da minha vez, quando algum espertinho chega e passa descaradamente à frente. Essas pessoas acham mesmo que as outras não estão a ver? Acham que a fila não é uma fila de espera e que as pessoas simplesmente decidiram pôr-se umas atrás das outras por diversão? Claro que eu armo logo barulho: 'Desculpe, nós estamos primeiro, a fila é lá atrás'. Depois é giro ver as reacções. Normalmente quem costuma ficar com cara de espanto até são as restantes pessoas, as que não disseram nada. Se calhar porque quem passou à frente sabia disso e tem noção de que errou. É impressionante a passividade das pessoas, mesmo quando têm razão. Não entendo porque são tão bananas. Por favor, acham mesmo que eu ia ver aquilo acontecer e não fazer nada? I don't think so. O meu lema podia ser 'Maat - lutando por um mundo sem penetras'.
15 setembro 2011
Da snobice
Não gosto de filmes coreanos ou japoneses. Pseudo-intelectuais no fundo. Aqueles filmes que são uma grande seca e que são invariavelmente aclamados pelos críticos, que lhes dão sempre 5 estrelas. Fica sempre bem dizer que se gosta de cinema coreano. Por exemplo, o 'Thirst', um filme de vampiros. Não foi muito mau no geral, mas aquilo claramente tinha uma hora a mais. Não devo ter sido a única a achar isso, porque as pessoas começaram a sair a meio do filme e estava praticamente sozinha na sala quando acabou. O 'Mr. Vengeance' parece que é feito em slow-motion, anda ali arrastar-se. E todos sofrem deste mal, a acção demora muitoooo a desenrolar-se. Não tenho paciência. Não fui feita para ver cinema oriental no geral, não tenho a sensibilidade necessária para gostar destes filmes. Acho que sou mais mainstream em termos cinematográficos.
14 setembro 2011
Da parvoíce
Não gosto do Mr. Bean. Acho tudo aquilo ridículo demais para ter piada. E ele não fala porquê? É mudo, tem problemas nas cordas vocais, é simplesmente tímido? Odeio-o. Basta estar a mudar de canal e ver a cara estúpida dele dois segundos que seja que fico logo a espumar de raiva. Não sei como aquela porcaria teve tanto sucesso e como há pessoas (que não são prisioneiros condenados a torturas extremas até à morte) que vêem aquilo. Acho também que é uma daquelas personagens que vai marcar o seu autor para sempre. O Rowan Atkinson nunca conseguiu nem nunca conseguirá distanciar-se do Mr. Bean, eles basicamente fundiram-se. Acredito que o homem esteja deveras farto de tanta parvoíce, por isso entendo o seu desejo de nunca mais fazer nada relacionado com o Mr. Bean e aplaudo.
13 setembro 2011
Da dificuldade
Não gosto que digam que o Saramago não usa pontuação. Isso sinceramente parecem-me comentários de pessoas ignorantes e/ou que nunca leram nada dele. E é pena, porque estão a perder a obra de um génio. Eu própria ouvia este tipo de comentários e estive vários anos sem ler nada dele, com 'medo', porque 'uuuuhhhh, ele não usa pontuação, não vou perceber nada'. Foi só quando entrei na faculdade, quando tive de ler a 'História do Cerco de Lisboa' que tive contacto com ele. Confesso que não gostei desse romance em particular, não cheguei ao fim, aliás, mas quando vi que afinal os boatos eram infundados, decidi dar-lhe nova oportunidade. E então conheci um dos meus actuais escritores favoritos. Já li vários livros dele e adorei todos. Apesar de não ter lido toda a sua obra ainda, acho que foi um justo merecedor do prémio Nobel. Vi também o documentário 'José e Pilar' e adorei, é uma linda história de amor e a homenagem cinematográfica merecida de Portugal a um dos seus melhores escritores. É o candidato português aos Óscares e eu vou torcer para que ganhe.
12 setembro 2011
Da foleirice
Não gosto de leggings. Em especial os de cores e de flores/padrões. Os únicos que acho aceitáveis são apenas os pretos e mesmo assim não é sempre. Mas vamos debruçar-nos sobre os primeiros. Por exemplo, os brancos. Na semana passada, uma colega de trabalho apareceu no escritório com uns leggings brancos pelo joelho e uma t-shirt amarela. De notar que a t-shirt não era sequer comprida. Ela usava os ditos leggings como umas calças. O problema é que não são calças. Aquilo são meias. E transparentes, naquele caso. Ela vinha trabalhar de t-shirt e de meias. Eu olhava para ela e parecia-me que ela ia lavar passeios, pelo seu aspecto de sopeira. Acho incrível como as pessoas se apresentam assim para trabalhar. E aqueles de cores e às flores e que tais são igualmente horríveis. Como disse, suporto apenas os pretos. Não gosto particularmente, mas suporto. Excepto quando são usados com mini-saias de ganga, a indumentária preferida de quem vai à Segurança Social inscrever-se para o rendimento mínimo. Espero que todas a pessoas que usem leggings sejam multadas por atentado ao pudor. Afinal, andam na rua de meias!
09 setembro 2011
Dos pormenores
Não gosto de fotos de pés. Aquelas que todos os bloggers (ou todas, quase sempre são mulheres) publicam, especialmente quando vêm de férias. Quase todos os blogs cor-de-rosa têm uma ou mais fotos deste tipo. Ainda não percebi a piada disso. É para mostrarem os pés ou é para mostrarem o sítio onde estiveram? É para mostrar o verniz e as sandálias? Não sei, mas não gosto. Mas eu também sou suspeita, porque não gosto de pés.
08 setembro 2011
Da maturidade
Não gosto de vinho. Nem de cerveja. Nem de sangria. Nem de qualquer outra bebida alcoólica que possa acompanhar uma refeição. E tenho pena, porque acho giro beber um copo de vinho ao jantar. Sempre que vou jantar fora e perguntam o que quero beber, digo 'um ice tea de manga' assim meia envergonhada, enquanto tento falar baixo para mais ninguém ouvir. Nos casamentos, quase que podia ir para a mesa das crianças, porque não bebo alcoól, nem como bacalhau (peço sempre os filetes), nem as verduras. Eu sei que beber vinho não é sinal de ser adulto, mas acho que dá uma certa pinta acompanhar a refeição com um copo de vinho. Aliás, hoje em dia até se bebe vinho sem ser às refeições, é normal ir a um bar e pedir um copo de vinho. Eu bem queria gostar, mas só o cheiro dá-me vómitos. Nas férias, tentei suprimir este handicap bebendo martini bianco. E que bom que foi comportar-me finalmente como um adulto!
07 setembro 2011
Da repetição
Não gosto da palavra 'brutal'. Seria uma palavra como as outras, em princípio, se não andasse toda a gente a gastá-la até à exaustão. 'O filme que fui ver era brutal', 'A casa tinha uma áreas e uma sala brutais', 'A praia hoje estava brutal', 'O sushi do Origami é brutal'. Brutal brutal brutal brutal... Aaaaaahhhhhhh... Não posso ouvir mais esta palavra. Nas férias, ouvia um 'brutal' em cada duas frases. É demais. Por favor, parem de dizer isso.
06 setembro 2011
Da paz
Não gosto que me incomodem nas férias com trabalho. Antes de ir de férias, tenho o cuidado de deixar tudo pronto. Se houver algum assunto pendente, que não possa ser terminado por força maior, deixo instruções claras para alguém tratar disso. Tudo para não ser perturbada no meu período de paz. Por isso, quando toca o telefone e vejo o que é da empresa, fico doente. Não quero embarcar naquela parvoíve de não atender, porque pode realmente ser algo urgente. Mas custa-me tanto falar com as pessoas de lá... Depois ainda tornam tudo pior, quando, ao tentar amenizar as coisas, ainda me perguntam 'então, estás boa?', 'como estão a correr as férias?', 'estás com saudades nossas?' e patetices do género. É óbvio que estou boa, estou de férias, estão a ser óptimas e não tenho saudades de ninguém. Vamos mas é despachar isto que eu estou farta de vos ouvir. Depois acabo por ter de trabalhar mesmo num período que é de descanso, só porque um colega viu mal um deadline. E a Maatzinha é que se lixa, porque o colega foi de férias e não atende o telemóvel. Raios!
05 setembro 2011
Do regresso
Não gosto de voltar de férias e estar desinspirada, ter imensas coisas pessoais para tratar (os senhores da via verde já devem ter lançado um prémio pela minha cabeça), ter trabalho à espera para ser feito, a vontade ser igual ou inferior a zero e não ter nenhum vislumbre de férias nos próximos (muitos) meses. Agora vou ficar a olhar para o pc em silêncio o resto do dia e lamentar-me da minha triste sorte, esperando que ninguém me venha incomodar. Haja respeito pelas pessoas que voltam de férias.
26 agosto 2011
Do enfado
Não gosto de estar no escritório em Agosto. Se não há nada para fazer, é um tédio e os dias demoram anos a passar. Se há trabalho, a vontade é nula e fico horas a olhar para o pc sem conseguir fazer nada. De qualquer das formas, é sempre deprimente e dá-nos vontade de cortar os pulsos, nem que seja para animar o resto do pessoal. Assim sendo, vou de férias outra vez. Portem-se bem e até Setembro!
25 agosto 2011
Da privacidade
Não gosto de pessoas que põem a vida toda no Facebook. E quando digo toda, é mesmo toda. Há pessoas que combinam coisas no Facebook, com menção a sítios e horas. Que fazem check-ins virtuais em sítios. Que põem todas as fotos das férias. Que põem fotos do filho recém-nascido. Que revelam tudo tudo tudo. Isto faz-me confusão, uma vez que acho que é exposição em demasia e também por efeitos de segurança. Às vezes penso que se houvesse um stalker atrás destas pessoas, seria fácil demais apanhá-las. Claro que isso (em princípio) não acontece, mas a partir do momento que a informação está na internet, ela passa a ser de toda a gente (especialmente do Mark Zuckerberg, que se recusa a alterar a política de privacidade do site). Há uns tempos li um artigo sobre isso que dizia que os jovens de hoje, daqui a uns anos, se vão arrepender de toda a informação que disponibilizaram na internet (acho que falavam mais em termos profissionais, por exemplo no caso de o patrão ver fotos da pessoa em causa bêbeda com os amigos). Mesmo eu quando estou a seleccionar CVs para entrevistas, costumo verificar se as pessoas têm conta no Facebook, por isso convém sermos cuidadosos com aquilo que partilhamos. Para além desta questão, que pode parecer irreleveante, mas que no fundo tem alguma razão de ser, há também a questão pessoal. Acho engraçado partilharmos algumas coisas, entre fotos e experiências, mas o Facebook não é um álbum de memórias, por isso não vou colar lá toda a minha vida. É bom haver alguma contenção.
24 agosto 2011
Da confiança
Não gosto que pessoas que não conheço me tratem por tu. Acho um abuso de confiança. Se são pessoas com quem lido normalmente, acho horrível tratarmo-nos por você, não faço nada questão disso e sou a primeira a sugerir um tratamento mais informal. Mas se são pessoas que nunca me viram na vida, acho que é necessário algum respeito e distanciação. Tem-me acontecido com frequência nos últimos tempos, em lojas especialmente. Fico aborrecida, mas, para me consolar, costumo pensar que é por parecer muito mais nova do que aquilo que sou e ter aspecto de adolescente. E às vezes acabo mesmo por ficar com um sorriso (disfarçado) nos lábios.
23 agosto 2011
Da moda
Não gosto de ver homens de sandálias. É um completo turn-off. O homem até pode estar muito bem vestido, ter pinta, ser interessante, mas basta olhar para os pés e ver umas sandálias que me dá vontade de fugir. Não sei quem inventou as sandálias masculinas, mas deveria ser castigado por fazer tanta mulher sofrer e por fazer tanto homem passar vergonhas. O único tipo de calçado que deixa o pé à mostra que tolero nos homens são chinelos tipo havaianas, e mesmo assim só com calções e para usar numa ida à praia. De resto, esqueçam. Usem sapatilhas, mocassins, sapatos, o que quiserem, mas mantenham-se bem longe das sandálias.
22 agosto 2011
Do pudor
Não gosto de pessoas que dão de mamar em qualquer lado, sem qualquer tipo de pudor. Eu sei que é uma coisa natural bla bla bla, mas por favor. Está uma pessoa descansada na sua vida no autocarro, no shopping, num restaurante e olha para o lado e dá de caras com um bebé a mamar... Eu sei que os bebés têm de mamar frequentemente, mas se não têm mesmo oportunidade fezê-lo num sítio mais recatado, ao menos tentem cobrir esse espectáculo. Nem toda a gente gosta de estar a comer enquanto vê as maravilhas da maternidade. Às vezes parece-me que as pessoas quando ficam grávidas perdem totalmente a noção de decência. Decoro, minha gente.
19 agosto 2011
Do divertimento
Não gosto de jogar cartas. Se calhar é por não saber. Quer dizer, saber saber, eu sei, mas apenas as regras básicas. Não sei aqueles sinais que as pessoas usam para comunicar secretamente entre si ou aquilo de contar as cartas para ver as que já saíram e as que ainda falta saírem. Não tenho paciência nem jeito. Quando eu andava na faculdade, as pessoas passavam dias inteiros no bar a jogar cartas. Nunca percebi bem o encanto disso. Eu se faltasse às aulas era para dormir ou fazer outra coisa mais interessante que jogar cartas.
17 agosto 2011
Da concentração
Não gosto de formigas. Há uns anos fui assolada por uma praga de formigas em minha casa. Bastava ficar uma migalha no chão, que umas horas depois o chão estava preto, com milhões de formigas. Lembro-me que até era Inverno, o que é estranho, porque segundo a lenda as formigas só acumulam comida no Verão. Deve ser a crise, que até às formigas chega. Custou, mas consegui erradicá-las, com um qualquer produto milagroso. Este ano a praga voltou. Elas entram por todo o lado. Se deito insecticida na parte da frente da casa, no dia seguinte vêm por trás. Preciso mesmo de arranjar algum produto que seja eficaz e as mate todas, sem clemência. Raios...
16 agosto 2011
Da comemoração
Não gosto muito de aniversários, mas é difícil deixar em branco. Faz hoje um ano que comecei este blog. Lembro-me porque o quis fazer, aliás, andava há muito para o fazer, só precisava de um empurrãozinho. Uma discussão que tive, já não me lembro o motivo, foi esse pequeno empurrão. E hoje, um ano e mais de 200 posts depois, ainda aqui estou, com leitores (coisa que eu pensei ser muito difícil ter) muito queridos, que me vão lendo e comentando. Agradeço todas as vossas visitas e espero continuar a escrever coisas que gostem de ler. Não sei se chegarei ao próximo ano, provavelmente não haverá assim tanta coisa que me irrite, mas vamos ver, baby steps. Obrigada a todos!
12 agosto 2011
Da amizade
Não gosto de pessoas que dizem 'amigo/a' por tudo e por nada. De repente, somos amigos do mundo inteiro. 'Olá amiga, tudo bem?', 'Vamos tomar café, amiga?'. Provavelmente as pessoas não sabem bem a distinção entre amigos, colegas e conhecidos. Normalmente, não costumamos ter 20 amigos. Temos 20 conhecidos e 2, 3, 6 amigos, não muito mais que isso. É preciso tempo e dedicação para os amigos, não somos amigos de toda a gente que conhecemos. Eu entendo que isso até seja uma forma de demonstrar que gostamos da pessoa em questão, mas não está completamente correcto chamarmos amigo/a a toda a gente que conhecemos. Aliás, as pessoas que costumam dizer-me isso são precisamente as que não são minhas amigas, normalmente são colegas. Quem é mesmo meu amigo e sabe disso, não precisa de o dizer a toda a hora.
11 agosto 2011
Do caos
Não gosto de trabalhar perto da praia. Em Agosto apenas. Todos os outros meses do ano é óptimo, mas em Agosto é uma tormenta. Os lugares de estacionamento habituais estão ocupados, saio para almoçar e tenho de estacionar o carro a kms, só gente nas ruas, quando saio ao final do dia é o caos à beira da praia com carros estacionados em segunda fila, filas intermináveis no regresso a casa, milhares de pessoas a atravessarem continuamente nas passadeiras, pessoas que estão nos semáforos e muda para verde e continuam lá paradas, distraídas, cheias de tempo para gastar. Demoro mais tempo a sair daqui agora do que em pleno Inverno com as filas habituais. Tenho mesmo de começar a meter férias durante todo o mês para não passar por isto de novo.
10 agosto 2011
Da repetição
Não gosto que as pessoas tenham descoberto como se faz tag das pessoas nos comentários (no Facebook) e agora façam isso tipo sempre. Não é de vez em quando ou quando dá jeito. É sempre, só sempre. Qualquer comentário inofensivo lá tem um tag de alguém. Isso é giro quando queremos chamar a atenção de alguém que em princípio nao iria ver o post em questão. E por isso se faz o tag, para que essa pessoa possa ver e comentar. Agora quando as pessoas já estão a participar na discussão, fazer mais tags é absurdo, chateia. Parem de fazer tags por favor. Toda a gente sabe fazer tags, não precisam de mostrar que também sabem, ok?
09 agosto 2011
Do papel
Não gosto de burocracias. Para qualquer coisa é preciso entregar mil e uma certidões e declarações, carimbadas, assinadas, autenticadas. As instituições portuguesas têm uma sede incontrolável de certidões, para tudo e para nada é preciso uma ou vinte. De onde é que esta moda veio? Temos de andar em filas eternas, para sabermos que precisamos de uma certidão, para pedirmos a certidão, para pagarmos a certidão, para entregarmos a certidão. Não sei se é assim em todos países, mas se é está muito mal. Não vejo porquê gastar tanto papel se já todas as intituições têm praticamente tudo informatizado. Não seria se calhar muito difícil fazer a comunicação entre instituições, eliminando assim a necessidade de entregar certidões para comprovar que andamos a estudar na faculdade e que ontem comemos sardinhas ao jantar que custaram 5€/kg. Estou com certidões pelos cabelos!
08 agosto 2011
Das férias
Não gosto (particularmente) de praia. Aborrece. Estar o dia todo deitada e virar a cada hora para não ficar mais morena atrás do que à frente. Areia em todo o lado. Pôr protector 50 no corpo todo para não ficar tipo camarão no fim. Não tenho muita paciência. Só vou para a praia se estiver de férias num sítio longe de casa e perto da praia, que dê para ir a pé. Aqui perto de casa nem pensar à praia, para apanhar filas intermináveis na VCI quando venho embora. Não quero saber se estou morena ou não, não sou obcecada com isso. Voltei hoje de férias e ninguém diria que fui. Triste é voltar ao trabalho e não estar branca em pleno Verão.
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