17 junho 2011

Da ignorância

Não gosto de corrigir as pessoas quando dão erros, porque depois ficam super ofendidas. Não percebo porquê, se estão a aprender para nunca mais na vida fazerem papel de burras, mas não gostam normalmente. Eu prefiro que me corrijam se disser algo errado, para não voltar a cair no mesmo erro, mas não é assim com a maioria das pessoas. Foi uma mania minha que me custou muito a perder e mas agora sempre que ouço alguém dizer as maiores bacoradas do universo, fico no meu lugar, caladinha e deixo-os falar. Não estou para me chatear, se querem fazer papel de burros, façam favor de continuar na ignorância.

16 junho 2011

Da moda

Não gosto de blogs de moda. Ou então como agora se diz, fashion blogs. Não falo de blogs que dão dicas sobre beleza, mostram produtos, têm fotos de roupas e tudo isso. Falo de blogs que só têm fotos. Fotos de pessoas e suas roupas. O conhecido Alfaiate Lisboeta, por exemplo. Fui lá uma vez, vi que era destes e não voltei. Já sei que ele tem uma legião de fãs, maioritariamente do sexo feminino, mas não consigo entender o encanto, passa-me ao lado. É por ele ser giro? Não sei, nem o conheço sequer. É pelo que ele escreve? Tinha ideia que ele não escrevia, ou se escrevia era pouco. É pelas fotos? São fotos de pessoas, como há milhares na internet. É para as pessoas copiarem as roupas das fotos? Não entendo... Preciso que me expliquem a piada destes blogs, e não falo só do dele, foi simplesmente o exemplo mais fácil que me ocorreu, falo de todos os fashion blogs tão em moda. Expliquem-me que sou burra.

15 junho 2011

Do compromisso

Não gosto de ter de lidar com trolhas, carpinteiros, picheleiros, pintores, electricistas e outros que tais. Não, não pensem que sou snob. A única coisa que me chateia muito (mas mesmo muito) nestas pessoas é a sua incapacidade de se manterem fiéis aos compromissos. Nós ligamos, pedimos para virem a nossa casa fazer um qualquer trabalho, fica tudo combinado e no dia não aparecem. Pura e simplesmente não aparecem. Nós ligamos e 'ai que me esqueci...'. Fica combinado para outro dia e voltam a não aparecer. E andamos nisto dias e dias até se dignarem a fazerem de facto o trabalho. Isto chateia-me porque em primeiro lugar, se não estiverem interessados no trabalho, que digam logo e eu arranjo outra pessoa, não há só um canalizador/trolha/whatever no mundo. E em segundo lugar, até parece que nos vão fazer o trabalho de graça , ao tempo que demoram a começar; não, eu vou pagar tudo o que fizerem por isso não é nenhum favor que me fazem. Não tenho muita paciência para este tipo de comportamento. Mas picheleiros/pintores... que apareçam quando combinam e façam tudo direitinho é uma utopia. Ou então são muito caros.

14 junho 2011

Da motivação

Não gosto de pessoas pessimistas. Não será bem pessimista o tipo de pessoa que estou a tentar definir. São aquelas pessoas que encontram defeitos em tudo e só gostam criticar e deitar as outras pessoas abaixo. Eu por natureza não sou propriamente optimista, sou ali um meio termo, digamos. E não gosto que venham outras pessoas deitar-me abaixo. Porque para deitar abaixo há muita gente que o faz, é preciso é que nos animem e nos dêem força. Não é bom estar sempre a ouvir que não vamos conseguir, que não somos capazes, que não fazemos as coisas bem, que não vai correr bem. Isso todos nós pensamos num qualquer momento, não é? Precisamos é que nos digam que vai correr tudo bem, que vamos conseguir, ainda que não acreditem, mas se disserem com convicção pode ser que no fundo nós até acreditemos. Estou farta que me puxem para baixo, porque por muita força que eu tenha para me tentar manter em pé, eventualmente vou acabar por ceder e cair...

09 junho 2011

Do aborrecimento

Não gosto de fins de semana prolongados em que fico em casa, sem planos. É deprimente. Estas poucas oportunidades têm de ser aproveitadas para ir por aí conhecer sítios, descansar, sair da rotina, fazer coisas novas e interessantes. Mas infelizmente não pode ser sempre, ou por questões económicas ou por questões pessoais. Ainda por cima com chuva não vai dar nem para dar um passeiozinho de bicicleta. Vou aproveitar para pôr os filmes e livros em dia, e já agora o sono, uma vez que não se avista nada melhor. Um bom fim de semana para vocês também, se possível melhor que o meu.

08 junho 2011

Da hipocrisia

Não gosto de trabalhar com pessoas que são lobos em pele de cordeiro. Odeio pessoas falsas e/ou sonsas. Aquelas que vêm com falinhas mansas, sempre muito correctas, a pedir coisas com muita educação e 'se não puderes, não faz mal' e que depois quando têm a primeira oportunidade espetam-nos a faca pelas costas, mas sempre muito educadamente. Mal por mal prefiro que as pessoas se assumam como as cabras que são, ao menos já sabemos com o que contar. Lembro-me que quando uma colega nova chegou aqui à empresa, logo na primeira semana, armou confusão com um colega que já estava cá há mais de 4 anos. Foi assim uma espécie de braço de ferro entre os dois e ela ganhou. Aí fiquei logo a perceber que tipo de pessoa ela era, para chegar a uma empresa e arranjar logo um inimigo, mas lá está, ao menos já sei o que me espera sempre que lido com ela. Já sei que ela quer é subir, independentemente dos danos colaterais. As outras também querem subir, mas à custa de sorrisos falsos.

07 junho 2011

Do fingimento

Não gosto de manicure francesa. Não sei como pode alguém gostar daquilo. Não entendo bem a piada da tira branca, a fingir que é unha comprida. Eu sempre tive unhas muito fortes e que crescem (demasiado) rápido, por isso odeio unhas grandes e uso-as bem curtas. Odeio unhas descontroladamente grandes, que nem dão para escrever no teclado ou no meu telemóvel qwerty. Por isso, ver pessoas com unhas supostamente grandes, assim a imitar garras, parece-me a maior parolice de todos os tempos. Felizmente que esta moda já não se vê tanto por aí, mas por amor de Deus, tenham bom gosto...

(inspirado neste post da Feiticeira)

06 junho 2011

Da (in)adequação

Não gosto de escolher mal a roupa para o dia. Parece uma coisa básica e fútil, mas é coisa para determinar em boa parte como o nosso dia vai correr. Por exemplo, se viemos de camisola grossa e depois acaba por ficar muito quente, vamos sentir-nos mal, abafados, com calor. Ou então se viemos mais descontraídos e depois temos uma reunião com a qual não estávamos a contar, vamos sentir-nos um pouco deslocados e à parte, se todos os outros estiverem de fato e gravata e nós de corsários. Por isso, gosto sempre de ouvir as previsões meteorológicas antes de sair de casa, porque ainda que não sejam muito precisas, sempre nos dão uma ideia do tempo que vai fazer e se devemos levar um top de alças ou uma camisa de manga comprida. E tentar não nos esquecer dos compromissos ao longo do dia e respectivas necessidades em termos de guarda-roupa. Por exemplo, hoje vim mais formal porque tinha uma reunião, que acabou por ser adiada, e agora tenho de andar assim o dia todo, quando podia simplesmente ter vindo de calças de ganga e t-shirt.

03 junho 2011

Da grandeza

Não gosto de condutores de pesados. Camionistas, vá. Acho que para os veículos que conduzem, não têm o mínimo cuidado e sentido de responsabilidade. Andam em velocidades (muito) excessivas, fazem manobras perigosas, no fundo acham que podem fazer o que quiserem porque têm um pesado e qualquer condutor de ligeiros vai ter medo e vai deixá-los levar sempre a sua avante. Já vi fazerem coisas que nem eu com o meu ligeiro faria e provavelmente não poria tanta gente em risco, caso fizesse. A maior parte dos acidentes com pesados acontece por causa deles. Pior é quando há feridos ou até mortos, que quase nunca são os condutores dos pesados, claro, porque estão lá em cima na sua fortaleza e quem se lixa são os outros. Sempre que há acidentes com pesados, nunca tenho pena dos condutores, porque quase de certeza que a culpa foi deles. Inconscientes, é o que é.

02 junho 2011

Da (enorme) má disposição

Não gosto do dia de hoje. Está começar muito mal. Trânsito, pessoas a chatear-me, dores de cabeça, muito trabalho... Só quero paz e sossego. E calmantes. Acho que nem para escrever aqui estou com paciência.

01 junho 2011

Da pretensão

Não gosto de Smarts. São feios. As pessoas que têm Smarts normalmente têm a mania (não todas, calma, mas bastantes). Odeio especialmente quando estou por exemplo num shopping à procura de lugar e vejo uma aberta lá ao fundo. Lá vou eu toda contente e quando chego lá está um Smart chegado à frente, como que a rir-se de mim 'ahahah pensavas que ias meter aqui o carro, não era? continua mas é a procurar lugar'. Odeio. Ou quando estão estacionados de frente, quando todos os outros carros estão de lado (ou vice versa, não sei bem). E depois andam por aí cheios de publicidade a pavonearem-se. Se querem carros pequenos, comprem antes o Toyota IQ, sempre é menos pretensioso.

31 maio 2011

Do fumo II

Não gosto de não-fumadores radicais. Ou seja, aquelas pessoas que não podem ver um bocado de fumo que armam logo um escândalo. Ai que eu não posso levar com o fumo, ai que isso incomoda-me muito, ai que eu tenho asma e dá-me já um ataque, ai que não vou para aí porque se fuma. Odeio. Normalmente os ex-fumadores tornam-se nestas pessoas. Eu sempre prometi a mim mesma que mesmo quando deixasse de fumar nunca ia ser assim. É óbvio que o fumo incomoda as pessoas, aliás, incomodava-me mesmo quando eu era fumadora, isto não é exclusivo dos não-fumadores, mas não vamos ser assim tão picuinhas, está bem?

30 maio 2011

Do fumo I

Não gosto de levar com o fumo dos outros. Especialmente de manhã. Isto sempre me incomodou, mesmo quando era fumadora. Agora que deixei, é ainda pior. Nunca percebi como há pessoas que conseguem fumar de manhã, só de pensar nisso dá-me vómitos. Ao menos que tenham comido qualquer coisa antes, porque fumar de estômago vazio, para além de ser nojento, é muito mau para a saúde.

27 maio 2011

Da limpeza

Não gosto de guardanapos de pano. Isto é ainda mais verdade se estiver a comer num restaurante. Não gosto do toque, prefiro os de papel, que são mais suaves e limpam melhor. Se estiver fora de casa, acresce a questão da higiene. Eu sei que provavelmente os senhores dos restaurantes lavam aquilo em lixívia para desinfectar bem e a questão da higiene nem se deve pôr, mas faz-me confusão saber que um ser desconhecido andou a limpar ali a boca. Para além disso, com os guardanapos de pano temos de fazer aquela coisa horrível que é pôr o guardanapo a tapar as pernas e eu recuso-me a fazer isso, e acabo por ser a única totó com o guardanapo dobrado em cima da mesa. Sempre que possível peço guardanapos de papel, para não parecer tão mal em termos de etiqueta e porque gosto infinitamente mais.

26 maio 2011

Dos pormenores

Não gosto de blogs que abrem os comentários na mesma janela ou tab em que estamos. Picuinhice minha, eu sei, mas gosto que os comentários abram naquela caixa pequenina. Assim podemos ver simultaneamente o blog e a caixa de comentários. E quando acabamos, basta fechar a caixinha, não é preciso fazer voltar para ir de novo para o blog. Então quando estamos num post mais para lá baixo e voltamos ao início da página e ainda temos de andar à procura do post que estávamos a ver é muito pior. Assim como gosto que todos os links em que carrego abram numa nova tab e não na mesma, pela razão supra citada. É uma questão de simplicidade e rapidez.

25 maio 2011

Da calma

Não gosto de me chatear à noite. Quer dizer, não gosto em nenhuma altura do dia, mas à noite é muito pior, porque a seguir vou para a cama e não consigo dormir. Tenho de esclarecer tudo e tem mesmo de ficar tudo bem, senão já sei que vai ser uma noite às voltas na cama, a pensar na chatice, e no dia seguinte vou andar com olheiras e mau humor o dia todo. Nestas situações, a única coisa que me ocorre é agradecer a quem inventou os calmantes por me proporcionar uma boa noite de sono, apesar dos contratempos.

24 maio 2011

Do transtorno

Não gosto de combinar coisas e que depois à última hora desmarquem. Ou pior ainda, que não apareçam. Felizmente esta última situação não acontece muitas vezes, mas já me aconteceu, e acho que é uma grande falta de respeito. Quanto a desmarcar à última hora, é chato porque uma pessoa faz planos e já está a contar com uma coisa e depois afinal muda tudo. Por exemplo, eu combino ir jantar com uma amiga. Aviso a mami que não vou jantar em casa, já tomei banho, vesti-me, eventualmente maquilhei-me, e 15 minutos antes da hora combinada, mesmo antes de sair de casa, recebo uma mensagem a dizer que afinal não há jantar. Fico aborrecida, pois claro, porque estive a arranjar-me para nada e para além disso não tenho comida para o jantar. Por isso, se querem desmarcar coisas, pelo menos façam-no com a devida antecedência.

23 maio 2011

Do espaço

Não gosto daquelas pessoas que conduzem no meio das faixas. Se há duas faixas de rodagem, é para circularem dois veículos simultaneamente, não é para ir um idiota qualquer no meio, para ter mais espaço. E o pior é quando não se apercebem da porcaria que estão a fazer, apitamos e eles nem se quer se dão conta, não saem do meio para deixar os outros veículos passarem. Pessoas que conduzem sem atenção, por favor tentem inteirar-se do que se passa à vossa volta, usem os retrovisores, eles estão lá para isso, e não conduzam como se fossem as únicas pessoas na estrada. Gostava de saber se estas pessoas tiraram a carta na CEAC.

20 maio 2011

Da empatia

Não gosto quando vou ao cabeleireiro e as cabeleireiras, que eu não conheço de lado nenhum, metem conversa comigo. Eu não quero que façam conversa de chacha, eu só quero estar sossegada enquanto me arranjam o cabelo, e de preferência rápido. Deve ser uma das cadeira do curso: 'Conversas com clientes I e II'. E isto ainda é pior se se conhece mais ou menos a cabeleireira em questão, i.e., se já lá fomos mais de duas vezes. Aí devem achar que somos amigas do peito e então é o terror. Por isso, odeio ir a cabeleireiros e vou só quando tem mesmo de ser.

19 maio 2011

Da redundância

Não gosto daquelas pessoas que antes de meterem a louça na máquina de lavar, praticamente lavam a louça toda. Nestes casos, a máquina torna-se um bocado redundante e só vai dar mais despesa, em termos de luz e água. Se a máquina é de lavar louça, porquê lavar a louça antes de a meter lá? Eu até percebo que se passe rapidamente por água antes e se tire a sujidade maior, mas há pessoas que lavam com detergente e tudo. São dúvidas que me atormentam.

18 maio 2011

Do desentendimento

Não gosto quando alguém tem um acidente de carro e me dizem qualquer coisa como 'o outro condutor não se declarou culpado'. Pessoas, vamos ver aqui uma coisa: primeiro, isso quer dizer o quê? Tipo, eu bato no vosso carro por trás porque não consegui travar a tempo, saio do carro e digo 'sou culpada, assino onde?', é isso? Não é assim que funciona. Mesmo que alguém tenha consciência de que tem culpa no acidente e o diga, existe alguma declaração que possam assinar que afirme isso mesmo? Não, não existe. O que existe é a declaração amigável de acidente. E isso não é ninguém declarar-se culpado, ainda que tenha a culpa. Isso serve para descrever como aconteceu o acidente, com o desenho e outros pormenores, para os condutores fornecerem os seus dados e, quando estiver preenchida, para cada condutor entregar a sua cópia na sua seguradora. O que acontece depois é que as seguradoras decidem de quem é a culpa. Vocês até podem escrever na descrição que têm culpa se vos apetecer, mas se as seguradores decidirem que é o outro, elas é que mandam. E serem o condutor A ou o condutor B não influencia em nada o terem ou não culpa, ok? É simplesmente uma forma de denominação. Estas coisas irritam-me profundamente, ainda mais quando ouvidas da boca de pessoas que eu considerava mais ou menos cultas e informadas e instruídas.Quando vêm com essa conversa para cima de mim, eu respiro 3 vezes e tento explicar calmamente como se desenrola o processo e que isso de se declarar culpado é um mito.

17 maio 2011

Da iniquidade

Não gosto de trabalhos de grupo. Nunca gostei, desde os tempos de faculdade. Preferia mil vezes fazer um exame do que fazer um trabalho de grupo, nem que fosse de 3 páginas. Primeiro, porque isso implica falar com pessoas (e para mim, que sou meia anti-social, é um martírio) e discutir ideias e cada um quer sempre levar a melhor e nunca se chega a conclusão nenhuma. Depois porque há também aquela hipótese de as pessoas todas se reunirem para discutir o trabalho e acaba-se por falar de tudo menos do trabalho de grupo, desperdiçando assim tempo e paciência. E por último, e talvez o ponto mais importante de todos, é que há sempre uma pessoa que faz muito mais que as outras e há sempre um manguela que faz quase nada ou absolutamente nada e se vai aproveitar do trabalho dos outros. Isto porque mesmo que o trabalho tenha sido sido igualmente dividido por todos e essa besta não fez a sua parte, é preferível os outros fazerem a parte da besta do que entregarem um trabalho incompleto, uma vez que a nota é igual para todos e uns não querem ficar prejudicados pela burrice dos outros. Há sempre injustiças, seja como for que decidam fazer o trabalho, há sempre atrasos e desculpas esfarrapadas para não fazer. Por isso, sempre odiei veementemente estes trabalhos e só fazia quando era mesmo a única hipótese.

(post inspirado pela E.)

16 maio 2011

Da popularidade

Não gosto dos Radiohead. Acho que são a banda mais overrated de sempre (seguidos bem de perto pelos U2, mas num registo diferente). É a banda que toda a gente gosta por achar que é muito indie, mas... hello pessoal, toda a gente conhece e gosta, de indie não tem nada (para os mais desatentos, desculpem desiludir-vos assim sem contarem, mas algum dia tinham de saber a verdade).

12 maio 2011

Da provocação

Não gosto que me provoquem. Eu sou uma pessoa da paz e não faço mal a uma mosca, nunca fiz e planeava nunca fazer. Estou na minha vida, não chateio ninguém e, como tal, espero que ninguém me chateie a mim. Mas quando me provocam, propositada e repetidamente, eu sou capaz de deixar de ser tão pacífica e passar à acção. A minha paciência está a chegar ao limite e eu não sei bem do que sou capaz, porque nunca me vi nesta situação. Mas já estive mais longe de pregar um estalo bem dado a alguém. Eu não queria ir por este caminho, mas sinto que está a tornar-se a última hipótese. Se depois de avisos bem claros as pessoas não entendem, se calhar um estalo bem dado vai abrir-lhes os olhos. E acho que posso desde já dizer que tenho quase a certeza de que se realmente o fizer, me vai saber imensamente bem.

10 maio 2011

Do imprevisto

Não gosto de festas surpresa. Acho que se alguém tem alguma coisa a comemorar, peguemos no exemplo mais simples de um aniversário, e não fez questão de celebrar essa ocasião, quem são as outras pessoas para lhe imporem uma festa surpresa? Se a pessoa não fez festa, é porque não quis. Pode não estar na disposição para festejar apenas mas porque alguém decidiu organizar uma festa surpresa, tem de levar com as pessoas e as palmadinhas nas costas. É uma parvoíce. Pior é quando há pessoas que têm algum tipo de obsessão com festas surpresa. Há um colega meu que todos os anos tem uma festa surpresa. Ora era a mãe a organizar, quando era mais novo, ora a mulher, desde que se casou. No fundo, para ele já não é surpresa nenhuma. Quando se aproximam os anos dele, ele deve pensar 'ora bem, não vou combinar nada com ninguém, porque vou ter a já tradicional festa surpresa'.
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