24 março 2011
Do fingimento
Não gosto quando as pessoas, em programas de chat, tipo messenger ou gtalk ou outro qualquer, põem no seu estado ocupado ou ausente. Eu percebo, vocês põem isso para pessoas indesejadas não falarem com vocês. Eu própria já usei esta técnica. Mas não funciona. A partir do momento que fazem sign in no programa é óbvio que estão lá. Não estão ocupados nem ausentes, estão aí, todos nós sabemos (excepção feita para quem usa o messenger plus, que nos põe no estado ocupado quando o programa está minimizado). As pessoas vão falar convosco na mesma, isso não é impeditivo de nada. Logo, esqueçam isso e ponham disponível ou simplesmente não usem.
23 março 2011
Da ansiedade
Não gosto de combinar coisas e depois ter de esperar para que elas aconteçam. Por exemplo, às vezes combinamos que vamos ver um determinado filme ao cinema, ou combinamos um jantar com amigos, e temos de esperar que o evento de facto aconteça. Às vezes, por indisponibilidade das partes envolvidas, não se consegue combinar logo, temos de esperar que toda a gente possa para irmos ver o tal filme ou ir ao tal jantar. E eu não gosto. Sou muito ansiosa. Quando decido uma coisa, quero logo, quero já! O mesmo se passa quando decido comprar alguma coisa. Decido que quero um livro qualquer e tenho de o ter na hora. Ou pelo menos no dia, vá. Por isso, a maior parte das vezes, prefiro fazer as coisas sozinha, porque assim dependo apenas de mim e não da disponibilidade dos outros. Se me apetece ir ver um filme, vou logo à tarde quando sair do trabalho. Se me apetece comer uma francesinha, vou hoje ao almoço. Assim não tenho de penar enquanto os outros não podem.
22 março 2011
Da chico-espertice
Não gosto que me passem a perna ou tentem fazê-lo. Isto aplica-se a muita coisa. Quer seja a tentarem passar à minha frente na fila do supermercado, a inventarem alguma desculpa mirabolante que acham que eu vou acreditar, quer seja a tentarem aproveitar-se de mim, ou em tantas outras coisas na vida. Não gosto que se achem mais espertos que eu e que achem que sou burra. Porque não sou. E se às vezes me deixo passar por isso, é somente para não me chatear. Sim, porque às vezes dá um jeito do caraças fazer de conta que sou burra.
21 março 2011
Da chatice
Não gosto de me chatear com pessoas. Às vezes acontecem situações que acabam por levar a chatices, nem sei bem como, às vezes. Infelizmente, eu já não tenho paciência para isso, para chatices por nada e mal-entendidos. E acabo por não ligar, não dar importância. No dia seguinte, está tudo bem da minha parte. Mas se por acaso as pessoas deixam de falar comigo, também não sou eu que vou falar com elas. Com o tempo, deixei de querer saber. Lembro-me que a primeira vez que me chateei com alguém foi muito difícil, foi na faculdade e nunca me tinha acontecido isso com ninguém. Entretanto, deixei de querer saber. Se as pessoas acham que não vale a pena falar comigo, eu também acho que elas não são merecedoras do meu atempo e atenção. Às vezes penso se não será uma questão de orgulho, mas acho que é mais uma atitude de passividade e indiferença.
18 março 2011
Do secretismo
Não gosto que as pessoas saibam que tenho um blog. Especialmente um blog que fala mal precisamente das pessoas e suas atitudes. Por exemplo, revelar este blog às pessoas com quem trabalho seria uma tragédia. Ou não, eles já devem saber que eu não gosto muito deles. Mas perder o anonimato, neste caso, é perder liberdade de escrita. Ia deixar de poder dizer o que bem me apetece sobre tudo e todos. Aqui há tempos houve um amigo meu que, por uma falha, soube que eu tinha um blog. Entrei em pânico. É óbvio que seria muito difícil ou praticamente impossível para ele descobrir qual era, ele não tinha nenhuma informação sobre o tema do blog, o nome, o meu nick, nada. Mas andou ali uns tempos sempre a perguntar-me qual era, a pressionar para eu dizer. Por isso, prefiro manter-me no anonimato total. E depois vir para aqui descarregar as minhas frustrações sem medo.
17 março 2011
Da inoportunidade
Não gosto de pessoas que não sabem quando calar-se. Ando a tirar um curso pós-laboral que, como seria de esperar, tem algumas pessoas de idade mais avançada. Não diria velhas, mas pessoas já bastante adultas. Pessoas essas que falam constantemente. Têm sempre dúvidas, têm sempre um exemplo do que se está a falar, têm sempre uma história engraçada relacionada com o assunto, têm sempre um comentário que não vem acrescentar nada. Resumindo, têm SEMPRE algo a dizer. E eu canso-me. Acho que o próprio formador já está cansado disto também, mas como não quer ser mal-educado, permite que continuem a fazer o mesmo. Até estamos atrasados na matéria, porque mais de metade do nosso tempo é gasto a ouvir senhoras de meia idade. E isto realmente acontece só com estas pessoas, porque as pessoas da minha idade não são assim, põem as suas dúvidas sim, mas não são chatas. Já na faculdade era igual. Tinha uma ou duas senhoras mais velhas na minha turma que estavam sempre a perguntar coisas. Por isso, isto parece-me mesmo um problema de idade e não de personalidade. Senhoras, eu sei que vocês se calhar não têm ninguém que vos dê muita atenção fora do curso e aproveitam estas oportunidades para serem o centro, mas não macem as outras pessoas, nem prejudiquem o bom andamento do curso, ok?
16 março 2011
Da política
Não gosto de política. Havia muito a dizer, mas não tenho muito tempo nem paciência para falar disso. Vou só dizer aquelas balelas do costume, que são todos iguais, que só querem é poleiro e que quando chegam lá são como os outros, que quem se lixa é o mexilhão e eles estão sempre na mesma, com os seus carros e motoristas e salários duplos ou triplos. Tenho para mim que se houver políticos honestos eles são uma minoria, uma pequena percentagem (atiro para o ar um valor de 5%, com sorte). Por isso, essa história da política não me interessa muito. Vou sempre votar, mas sem grande esperança. Pode ser que algum dia tenhamos alguém que queria mesmo saber de Portugal e que lute para termos um país melhor. Até lá, vou continuar alheada do que se passa e evitar as notícias propositadamente, como tenho feito até ao momento.
15 março 2011
Da revolta
Não gosto de petições online. Acho que foi uma maneira fácil que as pessoas encontraram para mostrarem que estão contra alguma coisa, mas sem se chatearem muito, que isso já é mais complicado. É chegar lá, pôr o nome, e-mail e número de BI e pronto, já me revoltei hoje. Não. Não é com petições online que vamos lá. Aliás, eu não sei o verdadeiro alcance de uma petição destas. Sei que uma petição qualquer, que tenha 2 ou 3 mil assinaturas, não serve para nada. Qual será a diferença para uma com 15 mil assinaturas? Não sei, na verdade. Mas não me parece que haja muita diferença. Pessoalmente, não assino nada disso, por mais que acredite nas causas que defendem.
14 março 2011
Da contestação
Não gosto do que estão a fazer aos Homens da Luta. Eu até entendo que as pessoas não achem muita piada à canção em si, ou ao conceito. Mas quer dizer, eles ganharam, logo têm todo o direito de ir à Eurovisão. Nunca se impediu alguém de ir só porque depois de terem ganho houve uma petição para não irem lá. E detestei especialmente a atitude do público no próprio concurso, a assobiarem-nos. Acho que foi muito mau. Pessoalmente, gostei bastante que eles tivessem ganho. Ficamos sempre nos últimos lugares, por isso classificação pior não teremos de certeza, e ao menos mostramos que temos algum sentido de humor. Adorava que eles ganhassem e que ficassem todos chocadíssimos, especialmente o Eládio Clímaco, tipo como quando os Lordi ganharam.
11 março 2011
Do (eventual) racismo
Não gosto quando as pessoas que se mascaram de pretos, ainda na temática Carnaval. Não percebo muito bem a ideia. Eu compreendo que não seja racista, nem ofensivo, mas também não é assim muito simpático, parece-me. Preto não é bem um disfarce. Eu percebo que as pessoas também se mascaram de chineses (raça amarela) e de índios (raça vermelha), mas já alguém se disfarçou de caucasiano? Não me parece. Gostava de saber o que acham. Eu não acho racista, mas também não é um disfarce que eu quisesse usar, se calhar não tanto por medo de ofender, mas porque não acho muita piada ao disfarce em si. Mas eu também não acho piada a muita coisa, por isso sou suspeita.
10 março 2011
Da festa
Não gosto do Carnaval. Como já seria de esperar, aliás. Ainda bem que é rápido. As crianças andam mascaradas no desfile da escola pelas ruas na sexta-feira anterior, durante o fim de semana lá vemos uma ou outra criança mascarada, depois na segunda à noite as pessoas vão para os copos com máscaras e acabou. Ufa! Podia ser bem pior, tipo Natal, que andamos para cima de dois meses a levar com aquilo. Quem deve gostar imenso do Carnaval são as lojas Party Fiesta e Centroxogo (no Porto, em Lisboa não sei), que é a única altura do ano que têm clientes e filas até ao fundo da loja. Devem facturar imenso, para depois compensar todos os outros meses em que vendem zero.
09 março 2011
Do afastamento
Não gosto de ficar longe da internet muito tempo. Do blog, do mail, dos blogs, do Facebook até. Primeiro, é muita coisa para pôr em dia quando se volta. Dias e dias para ver tudo o que se passou na minha ausência. Depois é chegar ao trabalho e ter dezenas de mails para ler e saber até que pessoas se despediram na nossa ausência. Tudo acontece quando não estamos lá, impressionante. É muita coisa para assimilar. Mas não faz mal, porque é sempre bom estar de férias, mesmo quando o regresso custa. Basicamente levar-me-á praticamente outra semana para fazer o update de tudo. Por isso, chefe, se estiveres a ler isto, peço-te para não me maçares com trabalho esta semana porque não vou ter tempo para trabalhar.
02 março 2011
Do esquecimento
Não gosto de pessoas que deixam os piscas ligados. As pessoas vão virar, ligam o pisca para indicar a mudança de marcha e, depois de o fazerem, quando por alguma razão o pisca não se desligou automaticamente, como acontece na maior parte dos casos, deixam-no ligado para sempre. Não entendo como não se pode ver que o pisca está ligado. Aquilo, de facto, e como o nome indica, tem umas luzes que piscam incessantemente no painel. E também faz barulho tic tic tic tic tic tic. Sempre, até ser desligado. Como é possível que as pessoas não reparem que está ligado? E que façam quilómetros até o desligarem? Que muitas vezes é a próxima mudança de direcção, quando se desliga automaticamente. Não entendo mesmo.
(post inspirado pelo F.)
(post inspirado pelo F.)
01 março 2011
Da Espanha III
Não gosto do hábito que os espanhóis têm bater nos carros quando estacionam. É certinho. Quando estão a estacionar, dão um beijinho (às vezes beijão) no da frente, um no de trás, outro no da frente, outro no de trás. E depois ainda deixam o carro estacionado, colado a outro carro, quando têm espaço para não o deixar assim. Não vamos ser tão picuinhas ao ponto de dizer que estraga os carros, toda a gente já deu um beijinho em outro carro e isso não faz mal nenhum, se for suave. Agora estacionar o carro e deixá-lo encostado a outro e irem à sua vida tranquilamente, não me parece muito normal. Manias nacionais...
28 fevereiro 2011
Do perfeccionismo
Não gosto de pessoas que não são suficientemente cuidadosas e perfeccionistas quando entregam algum trabalho ou documento. Às vezes recebo documentos que claramente foram feitos à trapalhona. Tipos de letra diferentes, duplos espaços, sem estar justificado, esse tipo de coisas que dá para ver que a pessoa fez aquilo a despachar e não se preocupou em fazer uma formatação adequada e cuidada. Eu sei que isto, só por si, pode não significar muito, mas acho que mostra que estas pessoas não se interessam muito pela qualidade, e não só nos documentos word que produzem, mas em tudo na vida. Acho que por aí conseguimos perceber muito acerca das pessoas, da sua personalidade. E eu não confio em pessoas que não formatam os documentos decentemente.
25 fevereiro 2011
Do espaço
Não gosto de monovolumes. É o típico carro familiar, que associo sempre àquelas pessoas que são doidas por crianças e por churrascos ao fim de semana e por ir em excursões e conhecer 'casais amigos'. Acho que só os tansos têm monovolumes. Se é por uma questão de espaço, hoje em dia já há várias alternativas com muito mais pinta. Alguns SUV ou crossover são tão grandes e confortáveis como os monovolumes, mas não parecem de um qualquer totó que tem 5 crianças e não as consegue meter a todas num carro normal. Depois também tenho um bocado aquela ideia de que quem gosta mais de monovolumes são as mulheres e os homens que os conduzem foram obrigados pela mulher a comprar aquilo. É um pesadelo. Mais vale comprar uma Hiace e levar a família toda para piqueniques no campo.
24 fevereiro 2011
Da educação
Não gosto que me interrompam quando estou a falar. Odeio. Quando estou a dizer qualquer coisa e alguém se lembra de acrescentar algo e não espera que eu termine e fala por cima de mim. Fico piursa. Mas não desisto. Normalmente continuo a falar, mas elevo o meu tom de voz. Ao que a outra pessoa faz o mesmo, e daí a pouco parece que estamos num concurso de pregões, cada um a tentar falar mais alto que o outro para ser ouvido. Acho que é uma falta de respeito não deixar as pessoas falarem até ao fim, insistir em interromper, ainda que não concordemos com as suas ideias ou que tenhamos algo importante a acrescentar. Esperamos e então depois expomos as nossas ideias.
23 fevereiro 2011
Da obrigatoriedade
Não gosto de arranjar as unhas das mãos. É uma tortura para mim. Cortar, limar, tirar peles, pintar... Odeio odeio. Para piorar tudo, as minhas unhas crescem à velocidade da luz. Se cortar esta semana, na próxima já tenho quase garras. E depois não consigo escrever no meu telemóvel qwerty, que tem teclas para duendes praticamente, de tão pequenas que são, e as unhas fazem barulho quando escrevo no portátil... Mas o ritual de arranjar as unhas, de ter de ficar tudo perfeito, simétrico, aborrece-me imenso, já para não falar do tempo que demora. Eu sei que a solução fácil é alguém arranjá-las por mim, mas isso implica ainda mais tempo, tempo de espera e tempo para efectivamente arranjar as unhas e muitas vezes ficam pior do que eu faria e ainda tenho de pagar por isso. Por isso normalmente, prefiro arranjo eu, apesar de não gostar. Às vezes queria ter o vício de roer as unhas só para não ter de as cortar. No fundo, Deus dá unhas a quem não tem dentes.
22 fevereiro 2011
Da Espanha II
Não gosto da mania que (quase) todos os portugueses têm que sabem falar espanhol. Falar espanhol não é falar alto e falar português com sotaque. Quase todos os portugueses acham que falam espanhol fluente só porque sabem dizer 'me gusta mucho' e 'sí cariño'. Não, pessoas, falar espanhol não é repetir deixas de filmes porno. Para saber falar uma língua têm de saber bastante vocabulário, regras gramaticais, vários tempos verbais e muitas outras coisas. Quem sabe falar espanhol são as pessoas que realmente estudaram espanhol ou, eventualmente, pessoas que moraram lá anos suficientes para aprender a língua. Agora por favor parem de pôr nos vossos currículos que sabem falar espanhol, quando tudo o que sabem se reduz a expressões como 'gracias' e 'buenos dias'.
21 fevereiro 2011
Da Espanha I
Não gosto de espanhóis. Falam demasiado alto, parece que estão sempre chateados. E falam muito rápido, o que torna praticamente impossível alguém como eu, que percebe zero de espanhol, percebê-los. Também são super antipáticos, todos ou quase todos. Aqui há uns anos, pareciam todos uns palhacitos, usavam roupas super coloridas, todas as cores misturadas, tudo muito alegre. No entanto, acho que isso está melhorar, já se vestem melhor. Para além disso, tenho sempre a ideia que são todos porcos. Água não é muito com eles. Banho uma vez por semana já deve ser demais. Mas isto é o que eu acho, não será necessariamente a realidade.
17 fevereiro 2011
Do medo
Não gosto de trovoada. Tenho imenso medo. Ainda pior se estiver a conduzir sozinha, sem ninguém para me meter juízo na cabeça e dizer aquelas tretas tipo que o carro é o sítio mais seguro para se estar bla bla. Até pode ser, mas eu tenho medo na mesma. Imagino sempre que um raio vai atingir-me e vou morrer fulminada. Ou então, como no Youth Without Youth, do Coppola, vou sobreviver e rejuvenescer. E depois tenho aquela paranóia de ter medo de tomar banho quando está a trovejar, porque acho que um raio pode atingir a rede de abastecimento e, como a água é um bom condutor, posso morrer electrocutada na minha própria banheira. Manias...
16 fevereiro 2011
Da seriedade
Não gosto de karaoke. Melhor, não gosto de bares de karaoke. Por várias razões: as pessoas que lá vão são quase sempre as mesmas e cantam sempre as mesmas músicas (Céline Dion, Robbie Williams, Whitney Houston). São aquelas que acham que cantam muito bem e vão ao Ídolos com esperança de ver o seu talento finalmente reconhecido e, não raras vezes, são humilhadas pelo júri. Depois há aquele problema de levarem tudo muito a sério e se vão lá pessoas como eu, que só querem divertir-se e passar um bom bocado, e se enganam nas músicas e/ou começam a brincar com aquilo, essas pessoas ficam mesmo aborrecidas e deitam-nos aqueles olhares de ódio, como quem quer dizer 'estás a brincar com o karaoke sagrado e vais ser castigado por isso'. Por isso, tento evitar ao máximo estes sítios. E também porque não acho piada nenhuma e só vou quando alguém dá a ideia de ir e não tenho outra hipótese senão ser arrastada para o antro dos pseudo-cantores.
15 fevereiro 2011
Do trânsito II
Não gosto da forma como o trânsito no Porto é tratado pela maioria das rádios. Eu não sei como é com Lisboa, eu não moro lá, até pode ser igual, mas vou falar do que sei e sinto que o Porto é um bocadinho desprezado. Em primeiro lugar, nota-se que quando falam do Porto é mesmo a despachar, para passarem logo para Lisboa. Depois dizem sempre as mesmas coisas (demora na Ponte do Infante, Via Panorâmica, Marginal, VCI, AEP). Se há acidentes ou demoras anormais, ou não dizem nada ou então dizem com bastante atraso, quando a situação já ocorreu há imenso tempo e já não é assim tão útil para as pessoas, porque já estão lá no meio. Eu não sei bem qual é o processo que as rádios usam para verificar as condições de trânsito, mas sugiro que façam um update, para realmente prestarem um bom serviço aos ouvintes.
14 fevereiro 2011
Da solidão
Não gosto particularmente do Dia dos Namorados. Também não detesto. É-me um pouco indiferente. Acho que este dia é mais marcante para os solteiros que para os namorados, na medida em que a generalidade dos casais parece-me que não delira assim tanto com isso, mas os solteiros andam sempre na merda. É o dia do ano em que tudo e todos lhes lembram que não têm namorado/a, não têm ninguém que goste deles, enquanto só vêem corações filhos da puta em todo o lado (pelo menos era isto que eu pensava). Hoje em dia, que tenho namorado, passa-me um pouco ao lado, mas lembro-me de um Dia dos Namorados sui generis, eu devia ter uns 19 ou 20 anos. Calhou a um domingo, um dos piores dias da semana portanto, e eu não tinha ninguém com quem ir sair, todos os meus amigos estavam em programas românticos, provavelmente. Então eu fiquei na cama o dia todo, a ver filmes de domingo à tarde, literalmente, na televisão e a beber whisky, para esquecer as minhas mágoas. Agora que penso bem, deve ter sido o melhor Dia dos Namorados de sempre!
11 fevereiro 2011
Da discriminação
Não gosto de ir a perfumarias. Primeiro, sinto-me sempre uma criminosa, com o segurança sempre a seguir-me e a controlar todos os meus movimentos. Senhores, mesmo que eu fosse uma ladra, não iria borrar a cara por causa de um perfume, não acham? Segundo, as funcionárias só me vêm chatear quando eu ainda estou no processo de escolha e não preciso de ajuda de ninguém. Quando preciso de aconselhamento, nunca está ninguém por perto, misteriosamente. Terceiro, quando estamos na caixa à espera da nossa vez, há sempre uma funcionária lambe-botas que traz os cremes que uma velha com a cara toda brilhante dos cremes e com aspecto de ser rica vai comprar, não vá ela cansar-se a pegar nos produtos, e diz-lhe 'agora vou então buscar as suas amostras e a bolsa, está bem?' Quarto, quando estamos a pagar e pedimos amostras, estranhamente, estão sempre esgotadas. Provavelmente porque as deram todas a velhas ricas. Ou então levaram para casa para dar a família e amigos, não é, senhores/as que trabalham nas perfumarias? É só para saberem que as pessoas não são burras.
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