17 fevereiro 2011

Do medo

Não gosto de trovoada. Tenho imenso medo. Ainda pior se estiver a conduzir sozinha, sem ninguém para me meter juízo na cabeça e dizer aquelas tretas tipo que o carro é o sítio mais seguro para se estar bla bla. Até pode ser, mas eu tenho medo na mesma. Imagino sempre que um raio vai atingir-me e vou morrer fulminada. Ou então, como no Youth Without Youth, do Coppola, vou sobreviver e rejuvenescer. E depois tenho aquela paranóia de ter medo de tomar banho quando está a trovejar, porque acho que um raio pode atingir a rede de abastecimento e, como a água é um bom condutor, posso morrer electrocutada na minha própria banheira. Manias...

16 fevereiro 2011

Da seriedade

Não gosto de karaoke. Melhor, não gosto de bares de karaoke. Por várias razões: as pessoas que lá vão são quase sempre as mesmas e cantam sempre as mesmas músicas (Céline Dion, Robbie Williams, Whitney Houston). São aquelas que acham que cantam muito bem e vão ao Ídolos com esperança de ver o seu talento finalmente reconhecido e, não raras vezes, são humilhadas pelo júri. Depois há aquele problema de levarem tudo muito a sério e se vão lá pessoas como eu, que só querem divertir-se e passar um bom bocado, e se enganam nas músicas e/ou começam a brincar com aquilo, essas pessoas ficam mesmo aborrecidas e deitam-nos aqueles olhares de ódio, como quem quer dizer 'estás a brincar com o karaoke sagrado e vais ser castigado por isso'. Por isso, tento evitar ao máximo estes sítios. E também porque não acho piada nenhuma e só vou quando alguém dá a ideia de ir e não tenho outra hipótese senão ser arrastada para o antro dos pseudo-cantores.

15 fevereiro 2011

Do trânsito II

Não gosto da forma como o trânsito no Porto é tratado pela maioria das rádios. Eu não sei como é com Lisboa, eu não moro lá, até pode ser igual, mas vou falar do que sei e sinto que o Porto é um bocadinho desprezado. Em primeiro lugar, nota-se que quando falam do Porto é mesmo a despachar, para passarem logo para Lisboa. Depois dizem sempre as mesmas coisas (demora na Ponte do Infante, Via Panorâmica, Marginal, VCI, AEP). Se há acidentes ou demoras anormais, ou não dizem nada ou então dizem com bastante atraso, quando a situação já ocorreu há imenso tempo e já não é assim tão útil para as pessoas, porque já estão lá no meio. Eu não sei bem qual é o processo que as rádios usam para verificar as condições de trânsito, mas sugiro que façam um update, para realmente prestarem um bom serviço aos ouvintes.

14 fevereiro 2011

Da solidão

Não gosto particularmente do Dia dos Namorados. Também não detesto. É-me um pouco indiferente. Acho que este dia é mais marcante para os solteiros que para os namorados, na medida em que a generalidade dos casais parece-me que não delira assim tanto com isso, mas os solteiros andam sempre na merda. É o dia do ano em que tudo e todos lhes lembram que não têm namorado/a, não têm ninguém que goste deles, enquanto só vêem corações filhos da puta em todo o lado (pelo menos era isto que eu pensava). Hoje em dia, que tenho namorado, passa-me um pouco ao lado, mas lembro-me de um Dia dos Namorados sui generis, eu devia ter uns 19 ou 20 anos. Calhou a um domingo, um dos piores dias da semana portanto, e eu não tinha ninguém com quem ir sair, todos os meus amigos estavam em programas românticos, provavelmente. Então eu fiquei na cama o dia todo, a ver filmes de domingo à tarde, literalmente, na televisão e a beber whisky, para esquecer as minhas mágoas. Agora que penso bem, deve ter sido o melhor Dia dos Namorados de sempre!

11 fevereiro 2011

Da discriminação

Não gosto de ir a perfumarias. Primeiro, sinto-me sempre uma criminosa, com o segurança sempre a seguir-me e a controlar todos os meus movimentos. Senhores, mesmo que eu fosse uma ladra, não iria borrar a cara por causa de um perfume, não acham? Segundo, as funcionárias só me vêm chatear quando eu ainda estou no processo de escolha e não preciso de ajuda de ninguém. Quando preciso de aconselhamento, nunca está ninguém por perto, misteriosamente. Terceiro, quando estamos na caixa à espera da nossa vez, há sempre uma funcionária lambe-botas que traz os cremes que uma velha com a cara toda brilhante dos cremes e com aspecto de ser rica vai comprar, não vá ela cansar-se a pegar nos produtos, e diz-lhe 'agora vou então buscar as suas amostras e a bolsa, está bem?' Quarto, quando estamos a pagar e pedimos amostras, estranhamente, estão sempre esgotadas. Provavelmente porque as deram todas a velhas ricas. Ou então levaram para casa para dar a família e amigos, não é, senhores/as que trabalham nas perfumarias? É só para saberem que as pessoas não são burras.

10 fevereiro 2011

Da portuguesice

Não gosto de palavras aportuguesadas, ou seja, aquela mania que nós temos de tornar mais portuguesa uma palavra estrangeira que se usa na nossa língua. Lembro-me assim de repente de uísque (whisky) e de sítio (site), mas há muitos exemplos. Porquê fazer isto às palavras, ridicularizá-las, tirar-lhes toda a dignidade? Toda a gente sabe o que é um site, a palavra é percebida na perfeição por todos os falantes, é usada comummente, está interiorizada. Estes casos estão previstos na língua, são estrangeirismos. Porquê lembrarem-se de começar a usar 'sítio'? E, mais importante, quem são essas pessoas que inventam estas palavras novas? Gosto de beber whisky, mas uísque dá-me sempre vontade de rir.

09 fevereiro 2011

Da superstição

Não gosto de ter pesadelos durante a noite, acordar e não conseguir abstrair-me deles. Volto a adormecer e volto ao mesmo sonho mau. Acordo de manhã e sempre aquilo na minha cabeça. Normalmente, se for uma cosia muito má, e eu tiver medo que se realize, por exemplo a morte de alguém ou acidentes de carro, tenho por hábito contar a alguém, na esperança que seja como aquilo dos desejos, que se dissermos não se realiza. Não gosto nada quando isto acontece, porque apesar de ser um pesadelo, logo coisas da nossa imaginação, produto do nosso subconsciente, é coisa para me estragar o dia e pôr-me mal disposta.

08 fevereiro 2011

Da proximidade

Não gosto que me cumprimentem com beijos. Há situações que acho aceitável, maioritariamente quando estamos com pessoas que não vemos há muito tempo ou com quem estamos poucas vezes. Agora quando aquelas pessoas com quem estamos todos os dias, às vezes mais que uma vez ao dia, vêm cumprimentar-me com dois beijos sempre, acho completamente desnecessário. Não sou assim tão adepta dos beijos, prefiro mil vezes o aperto de mão. É mais rápido, simples, continua a ser bem-educado e não exige tanta proximidade. É sempre a melhor escolha, porque dá para pessoas mais próximas ou para pessoas com não temos tanta confiança. Tipo aquelas situações em que vamos a um aniversário de alguém, onde estão dezenas de pessoas e não somos os primeiros a chegar e depois alguma pessoa mais incauta toma a iniciativa e, em vez de dizer um mero 'boa noite a todos!', começa a distribuir beijos e depois nós próprios temos de dar beijos a 43 pessoas. Não há paciência. Menos contacto, pessoas, menos!

07 fevereiro 2011

Da vaidade

Não gosto daquelas pessoas que tiram fotos a si próprias, em sua casa, normalmente em frente a um armário ou em frente à parede, para pôr no seu perfil no Facebook. Parece-me super deprimente. Será que não têm nenhuma foto mais interessante que auto-fotos delas em poses pseudo-sensuais, em frente ao guarda-vestidos ou à parede da casa de banho? Simplesmente ridículo. E triste, muito triste.

04 fevereiro 2011

Do trânsito I

Não gosto de não ouvir o trânsito de manhã e depois meter-me em filas e engarrafamentos desnecessários. É coisa para me estragar o dia. Bastava saber que a VCI estava toda entupida, que eu facilmente arranjava um caminho alternativo. Odeio meter-me lá, na ignorância, e só depois ver que aquilo não anda e é tarde demais para sair, quando já estou no meio de milhares de carros parados. Ou então quando estou mesmo a entrar e acabei de passar o último ponto em que ainda tinha oportunidade de ir por outro caminho e ouço na rádio que está um acidente mais à frente. Depois só consigo pensar no tempo e combustível que estou a gastar quando isto podia ter sido evitado facilmente.

03 fevereiro 2011

Da beleza

Não gosto de unhas de gel. Quase toda a gente usa hoje em dia, quer tenha unhas fracas, fortes, pequenas ou compridas. Não percebo bem qual é a função disso. Se é alguém que tem as unhas muito fracas, que partem quando começam a crescer, eu até aceito que usem. O problema é que aquilo parece sempre muito artificial. Faz tipo um papo, ou seja, a unha de gel não é lisa como as unhas naturais, aquilo topa-se à distância, parecem garras. Por isso, não percebo aquelas pessoas que até têm unhas compridas e saudáveis e que usam unhas de gel por opção. Já para não falar do horrível que fica quando a unha natural começa a crescer e se vê perfeitamente onde o gel acaba. Modas...

02 fevereiro 2011

Da preguiça

Não gosto quando vou a uma loja de roupa e vejo alguma coisa que gosto mas não tem o meu número. Então dirijo-me à funcionária que está mais perto e peço para verificar se tem a peça no meu número. É então que vem a típica resposta: 'só temos o que está exposto'. Isto tira-me do sério. Até pode ser verdade, mas em 95% dos casos, só não querem ter o trabalho de ir ao armazém ver se há. Claro que eu não posso fazer nada, mas a minha vontade era pegar nelas pelas orelhas e arrastá-las até ao armazém, para ver mesmo se há ou não. O mínimo que podem fazer é fazer de conta que vão. Até podem abrir a porta e ficar lá atrás tempo suficiente para eu acreditar que foram, tempo esse que podem aproveitar para enviar uma sms, dar um jeito cabelo, pensar na vida ou outra coisa qualquer, que eu nunca vou saber. Agora dizerem logo que só há o que está exposto, com aquele ar de desprezo, não é muito profissional da parte delas.

01 fevereiro 2011

Da homogeneidade

Não gosto de carros cinza metalizado. Em 100 carros, 80 são cinza metalizado. Não percebo o fascínio por esta cor. É porque gostam mesmo da cor? Ou por razões mais práticas, por não se notar os riscos? Não acho piada nenhuma a esta cor. Se calhar, é por haver tantos, e não propriamente por não gostar da cor em si. Mas vê-se tanto carro, mas tanto carro desta cor, que enjoa. Ultimamente nem tanto, tem sido mais a moda do branco, mas parece-me que vai passar rápido. Mal por mal, prefiro o cinza.

31 janeiro 2011

Do descuido

Não gosto quando vou às compras e compro um artigo (gel de banho, bolachas, pasta de dentes...) e quando em casa tiro as compras dos sacos, reparo que a embalagem está estragada. Fico doente. Logo eu, que tenho tanto cuidado a escolher as coisas, que vou ao fundo da prateleira buscar produtos que em princípio ninguém tocou, quando me escapa alguma coisa e trago um produto estragado ou partido, fico piursa. Lembro-me de uma ocasião que comprei um shampoo, trazido do fundo da prateleira claro, que mal eu abri a tampa em casa, ela ficou-me na mão. Fiquei super chateada. Apetecia-me bater-me, por não ter tido atenção e ter comprado coisas em mau estado.

28 janeiro 2011

Da caridade II

Não gosto de ver velhinhos a pedir. Parte-me o coração. Aqueles velhinhos, que têm ar de quem poderia ser (ou será?) o avô de alguém, levar o netinho pela mão até à escola, não deviam estar a pedir. Eu nunca sei a história deles, mas imagino sempre que são sem-abrigos, que, pelas circunstâncias da vida, perderam tudo o que tinham, incluindo a família, e que agora estão sozinhos no mundo, sem nada. Por isso, quando algum velhinho me pede uma esmola costumo dar sempre qualquer coisa, pouco ou o que puder. Lá está, o conforto mental de pensar que ajudamos alguém. Não obstante, fico sempre com lágrimas nos olhos. Devia ser proibido haver velhinhos a pedir esmolas. Normalmente, as pessoas que vendem a CAIS são deste tipo. Compro uma CAIS sempre que vejo à venda, mas infelizmente nos sítios por onde ando é muito raro ver isso. Eu não quero armar-me em embaixadora da boa-vontade, qual Catarina Furtado, mas peço-vos que comprem uma quando tiverem oportunidade. Para além de ficarem com uma revista, têm a oportunidade de ajudar alguém necessitado. E isso é compensação mais que suficiente para os 2€ que gastaram.

27 janeiro 2011

Da caridade I

Não gosto de receber aqueles mails onde se pede ajuda para um cão ou um gato, que normalmente foram maltratados ou atropelados, e estão frequentemente num estado lastimável. Estas coisas deixam-me muito triste. Nunca hei-de perceber como há pessoas capazes de fazer coisas tão terríveis aos animais. Ainda há pouco tempo, recebi um mail sobre um gatinho que tinha um ferro espetado a meio do corpo e já se tinha magoado nas patas a tentar tirar o ferro. As bestas que fazem isto deviam ser castigadas severamente. Eu própria, se soubesse quem elas são, tratava do assunto. Não percebo este tipo de injustiças. Até percebo que haja quem não goste de animais, mas não têm de lhes fazer mal por isso, podem simplesmente ignorá-los e continuar a sua vida. Quando recebo estes mails, fico muito triste e incomodada. Se puder, ajudo com algum dinheiro, por pouco que seja, e acabo por me sentir um pouco melhor. Conforta-me a ideia de que contribuí de alguma forma para a recuperação de um animal maltratado. Mas não me tira o nó da garganta durante o resto do dia.

26 janeiro 2011

Da inutilidade

Não gosto daqueles posts no Facebook da entrevista sobre amigos ou la o que é. Aquilo são basicamente perguntas estúpidas, tipo 'achas que X é capaz de beber 1,5 litros de água?' seguido de uma resposta, sim não ou talvez. Para além de isto não ter piada nenhuma, zero, niente, nadinha, as perguntas são super estúpidas, não raras vezes têm erros ortográficos, e a aplicação não precisa de permissão para aparecer no nosso perfil. Ou seja, mesmo que não queiramos nada daquilo, aquilo fica lá. E depois, se não temos cuidado, são páginas e páginas de perguntas idiotas. Pessoas, parem de pôr isso no meu perfil, por favor, vocês sabem que eu vou apagar mal veja isso lá. Só me fazem ter mais trabalho. E maldita a pessoa que inventou estas aplicações idiotas.

25 janeiro 2011

Do exagero

Não gosto de smiles. Uso simplesmente aqueles mais básicos, tipo :) e ;). Odeio aquelas pessoas que põem 5 smiles em cada frase que escrevem. E aqueles caracteres tipo ^^ que eu nem sei o que quer dizer. Pior ainda, aquelas pessoas que têm todos aqueles bonecos e letras interactivas e tudo e tudo no messenger que aparecem cada vez que escrevem certa palavra. Acho que se chama emoticons. Nem sei como se pronuncia isto também... Aquilo é super irritante e eu acabo por não perceber metade do que dizem. Eu achava que isso era mais coisa de miúdos/as, mas já vi pessoas com idade para terem juízo a usar essas coisas. Eu compreendo que às vezes é giro usar um smile, para indicar que estamos a brincar ou isso, eu própria uso, mas não vamos exagerar. Se cada frase que escrevem mais parece um desenho animado/aglomerado de caracteres que propriamente uma frase, acho que está na hora de começarem a escrever como pessoas normais.

24 janeiro 2011

Da fé

Não gosto de política. Nunca gostei e provavelmente nunca vou gostar. Acho que os políticos são todos iguais, apesar de partidos diferentes. Acho que um desastre como aconteceu na Polónia, seria uma boa hipótese para Portugal, morrerem todos e substituir por novos. Se bem que os que iriam para lá depois, provavelmente iam ser iguais ou piores. A minha fé na política há muito que acabou. Não obstante, vou sempre votar. Num candidato, em branco ou nulo, mas voto sempre. Mas sinto sempre que acabo por não ir lá fazer nada, porque seja o meu voto qual for, não vai mudar nada.

21 janeiro 2011

Da ignorância

Não gosto quando chego a casa no final do dia, olho para o espelho e vejo que tenho comida nos dentes. Fico furiosa. Isso quer dizer que andei assim desde o almoço, pelo menos, ou seja, a tarde toda a fazer figuras tristes, e ainda por cima ninguém me avisou. Grandes amigos... Não custa nada avisarem, não é? Eu faço o mesmo.

20 janeiro 2011

Da publicidade II

Não gosto do Citibank. Acho que ninguém gosta, aliás. Acho mesmo que posso dizer que é o banco mais odiado pelo público em geral (sem contar com BCP e outros bancos do género que ficam com o dinheiro das pessoas, porque alguém de dentro roubou o dinheiro dos clientes para ir passar férias permanentes ao Brasil). Não conheço ninguém que tenha conta lá, mas eventualmente deve haver, senão já tinham ido à falência. Aquela estratégia de abordar as pessoas no shopping é uma das piores de todos os tempos. Obrigam as pessoas a fazerem um desvio no seu percurso para nem sequer se cruzarem com os enviados do demo que trabalham lá. Ou então fingir que se fala ao telemóvel. Ou então passar a correr. Ou então esperar pela altura certa, quando estão a abordar a pessoa que vai à nossa frente, e acelerar o passo para não virem atrás de nós a seguir. Ou então passar por eles e ignorar, caso venham mesmo abordar-nos. Odeio-os.

19 janeiro 2011

Da publicidade I

Não gosto que me liguem a impingir-me coisas, tipo Barclays ou Zon ou Círculo de Leitores ou qualquer outra empresa dessas que aborrecem muito as pessoas. Eu percebo que é o trabalho deles e, apesar de tentar vender/impingir coisas às pessoas não ser o melhor trabalho do mundo, eu respeito. Não sei o que me reserva a vida, também eu posso ir lá parar. E por isso mesmo, tento não ser mal educada, tento dizer que não estou interessada de uma forma simpática. Mas quando insistem, mesmo depois de eu dizer que não quero 3 vezes, aí começo a perder um pouco a paciência. Meus senhores, até podem arranjar o meu número não sei bem como, até podem ligar-me a pedir para eu comprar coisas que não preciso, até podem ter uma super promoção em que ganho um BMW na compra de 3 livros, mas se eu digo não é porque é mesmo não. E não vale a pena usarem aquele tom ameaçador, tipo 'mas ainda não ouviu tudo o que eu tinha para dizer', então aí não vai mesmo funcionar. Uma vez fui forçada a desligar o telefone na cara de uma moça do Barclays, coitada, até eu fiquei surpreendida comigo e admito que senti alguns remorsos mal o fiz, mas não sei o que se passou, veio-me o diabo ao corpo. Já tinham ligado no dia anterior e eu tinha frisado bem que não queria nenhum cartão de crédito, não era cliente deles e não estava interessada e muito obrigada pela atenção, mas insistiram em ligar de novo. Quando ouvi a palavra 'Barclays', o meu cérebro entrou em curto-circuito e desliguei a chamada instantaneamente.

(inspirado neste post da kiss me) 

18 janeiro 2011

Da maturidade

Não gosto de café. Só o cheiro, enjoa-me, especialmente de manhã. Nunca gostei. Lembro-me que quando tinha 15 ou 16 anos, comecei a tomar. Queria gostar à força. Para dar um bocado aquele ar de adulta, talvez. É um dos grandes sinais que já somos senhores de nós, é tomar café. Tomei café durante 3 ou 4 anos, até admitir para mim própria que não gostava mesmo e que não valia a pena forçar. Eu posso ser adulta ser tomar café. E desde esse dia, sou muito mais feliz. Mas ainda hoje sinto uma certa admiração por aquelas pessoas que bebem 5 ou 6 cafés por dia.

17 janeiro 2011

Do narcisismo

Não gosto de pessoas que, no Facebook, fazem 'like' nos seus próprios posts e comentários. Pode até ser por uma questão de comodidade, no que diz respeito a notificações, mas parece-me sempre muito narcisista. É óbvio que vocês gostam do que escreveram, caso contrário não o tinham feito. Certo?

14 janeiro 2011

Da (pseudo) iliteracia

Não gosto quando dou um typo, troco as letras ou outra coisa qualquer, e vem logo algum espertinho dizer 'afinal também dás erros'. Meus queridos, um typo é muito diferente de um erro ortográfico. Eu tenho uma certa tendência para typos pois sou muito descoordenada, em tudo e especialmente em teclados. Ponho letras a mais, troco letras, como letras, tudo isso. Claro que estamos a falar em ambientes mais descontraído, como falar com alguém no messenger ou no gmail, por exemplo. Agora quando é noutro contexto, por exemplo enviar mails ou escrever no blog, é óbvio que tenho mais cuidado. Agora por favor não me venham comparar 'goataste' com 'gostas-te'. São níveis completamente diferentes.
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